Ligando tudo ao todo

Archive for the ‘Outros’ Category

Meu nome é Hugo e eu compartilho arquivos

In Artigo, Código Aberto, Creative Commons, Direitos Autorais, Educação, Internet, Literatura, Música, Medula, Negócios, Outros, Política, Tecnologia, Variedades on 9 novembro, 2009 at 10:33 am

Por lógica, quando você paga por alguma coisa essa coisa passa a ser sua e você pode fazer com ela o que quiser, basicamente. Desde que respeite os direitos do autor. Por exemplo: eu comprei um livro, o livro é meu e eu posso ler, queimar, rasgar, dobrar as orelhas, fazer anotações e principalmente compartilhá-lo. Sim, emprestar um livro a um amigo é compartilhar arquivos. Um estudo diz que um livro comprado geralmente pode ser lido por cinco, até dez pessoas. Isso é compartilhar arquivos.

O que eu não posso fazer com o livro é desrespeitar os direitos do autor, ou seja, não posso sair por aí dizendo que foi eu quem o escrevi. Mas vejam só, depois que eu li o livro e todos os amigos a quem emprestei o livro o leram, eu posso vendê-lo à uma loja de livros usados. E isso não é considerado crime.

E em muitas dessas lojas de usados, se vende e se compra CD de músicas, filmes, jogos e até mesmo programas de computador. E isso não é considerado crime.

Mas se você compartilha arquivos pela Internet, mesmo os arquivos que você pagou, isso sim é crime.

Aqui morre toda a lógica da DRM ( Digital Rights Management ). São dois pesos e duas medidas, sempre lembrando que a Lei de Direitos Autorais não é uma lei moral e sim uma lei de regulamentação prática, sempre “emendada” à favor de interesses econômicos, por vezes, distantes da lógica dos demais direitos e da moral.

Quando você pega um livro emprestado em um biblioteca, você está compartilhando arquivos. Quando você chama seus amigos até a sua casa para assistirem um DVD que você comprou legalmente ou alugou em alguma locadora de filmes, vejam só, você está compartilhando arquivos! Você não vai ser preso por isso, pode ter certeza.

A DRM é o oposto a difusão de conhecimentos. Por conseqüência, é oposta ao conceito básico da internet e dos computadores.

Como diz Cory Doctorow, o computador nada mais é do que uma máquina que manipula bits e a internet nada mais é do que uma “máquina” que transporta bits de forma rápida e barata e ponto final.

Um sistema que vai contra essas premissas básicas, não pode ser lógico, não pode ser aceito e com certeza, não deve perdurar.

http://matrixordinaria.blogspot.com/

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Primeiro dia de "trabalho"

In Outros on 28 janeiro, 2008 at 12:40 pm
Esse ano além das atividades do Instituto, volto a lecionar, mas desta vez como efetivo do Sesi no programa de educação para jovens e adultos.

Foto do primeiro dia de “trabalho”, no qual fizemos uma trilha aérea pelas árvores. A trilha do Sesi – Blumenau é a maior do sul do país e a terceira do maior do Brasil. De onde eu estava, deu pra perceber.

Pra quem foi de camisa e pensou que encararia um dia inteiro de reuniões foi uma boa surpresa.



Deu pra perceber que o o ano promete…

Curiosidades da Internet

In Outros on 10 dezembro, 2007 at 9:08 am

Na busca por oportunidades em empresas de sucesso, candidatos estão buscando todas as alternativas. Fábio Ricota criou um site, chamado “Eu quero trabalhar no Google“. O intuito do candidado é mostrar seu perfil, currículo e sua trajetória para os curiosos de plantão. Tem vídeos, projetos, frases desesperadas e diversas formas de utilização da marca do google e das ferramentas. Tem até um link para o google maps, com a localização do cara.

Assim como toda moeda possui dois lados, existe também um candidato a “não trabalhar no Google”. Ricardo Alamino escreveu um artigo intitulado “Eu não quero trabalhar no Google“. Além de uma foto cômica, tem vários argumentos contra a ídeia de trabalhar na mega empresa e ainda um aviso: “Google, nem pense em me contratar”. Sinceramente, eu estou com ele :-P

O dia do enterro da DRM está próximo

In Outros on 3 dezembro, 2007 at 1:52 pm

Segundo o Remixtures A Warner Music e a Sony BMG poderão não aderir à venda de músicas no formato MP3 e outros que não incluem medidas de protecção tecnológica [ DRM ], mas as duas majors poderão ser pressionadas contra a sua vontade a tomar essa decisão já durante o primeiro semestre de 2008, conforme refere um artigo da Billboard.
O motivo poderá ser uma campanha de marketing de oferta de mil milhões de músicas em MP3 da Pepsi através da loja online da Amazon que deverá ter início a 3 de Fevereiro, durante a Superbowl, a final do campeonato de futebol americano da NFL.
Todas as quatro grandes (Warner, Sony BMG, Universal Music e EMI) foram convidadas a participark, mas algumas têm colocado reticências em relação ao preço que a Amazon pretende oferecer por faixa às editoras. A promoção poderia ajudar a aumentar ainda mais a popularidade do serviço da Amazon lançado em Setembro e cujos resultados preliminares têm sido bastante positivos.
Fontes anônimas contactadas pela Billboard referem também que a Universal Music está prestes a transformar a sua “experiência” com a venda de música livre de DRM numa política permamente e que a Sony BMG está também, ponderando sobre lançar uma oferta experimental de MP3 em lojas online.
Somado a isto tudo existem também pressões por parte da Wal-Mart. A gigante do comércio à retalho nos Estados Unidos [ que em Agosto lançou uma seção de downloads sem DRM no seu serviço de música digital ] está ameaçando remover todo o catálogo da Sony BMG e da Warner disponível no formato Windows Media entre meados de Dezembro e meados de Janeiro se até essa altura as duas etiquetas não tiverem começado entretanto a fornecer música sem MP3. É certo que neste momento tudo isto não passam de rumores mas é preciso ver que estes boatos têm origem na Billboard, a bíblia da indústria discográfica…
Nota: a imagem que acompanha este post está disponível aqui segundo uma licença CC-BY 2.0 e é de Nicorola.
Fonte: Remixtures

Monopólio da cultura em declínio ( trecho )

In Código Aberto, Direitos Autorais, Ebook, Internet, Literatura, Negócios, Outros on 22 novembro, 2007 at 7:02 pm

Livro líder de vendas nos EUA está disponível na internet. Fenômeno comprova a tese de que estar na rede não derruba as vendas. Pode até ajudar

Em 1999, fascinado com a internet e o fenômeno mp3, David Bowie já declarava ao diário inglês The Guardian: “A maneira como a nossa sociedade quebra os parâmetros tem levado à desintegração da propriedade intelectual”. Mas, ao que parece, isso não afeta os negócios. Ao contrário, cada vez mais a rede é usada para a divulgação e distribuição de obras artísticas. O que é interpretado pela conservadora indústria como o caos, tem se mostrado como o paraíso para os artistas independentes.

O fato novo que comprova a tese não foi produzido por artistas, mas é mais uma evidência que se acumula de que a disponibilização online de obras não necessariamente derruba as vendas no mundo real. Surpreendentemente, um documento público, que pode ser baixado gratuitamente na rede, está, há nove semanas, no topo da lista dos livros mais vendidos do New York Times.

É claro, 9/11 Comission Report, o documento que relata as conclusões da comissão parlamentar que investigou a responsabilidade do governo Bush sobre o 11 de setembro, tem um apelo próprio, maximizado pelo período eleitoral. O livro que o secunda na lista de não-ficção em brochura trata das experiências de uma professora no Irã – Reading Lolita in Tehran – e os dois líderes da lista de não-ficção em capa dura são ataques a Bush e a Kerry – The Family e Unfit for Command, respectivamente. Mas o fato mostra que estar de graça na internet não arruína as vendas de ninguém.

Grata surpresa

As grandes vendas assustaram os editores da editora Norton, responsável pela publicação. Nas livrarias ao preço de US$ 10, o relatório já ultrapassou a marca de 600 mil exemplares. “Ninguém antecipou as vendas nesse nível”, declarou a editora de publicidade da Norton, Louise Brockett, à revista Wired.

O fenômeno vai na contramão dos chamados e-books, os livros vendidos para serem lidos online. Embora as vendas tenham aumentado 28% neste ano, as cifras mundiais permanecem tímidas: US$ 3,23 milhões, quase nada se comparado ao mercado bilionário de livros em papel.

Leia na íntegra

Por: Rafael Evangelista  

Fonte: http://www.dicas-l.com.br

Ou seja, vender ebook não está dando muito certo, ainda, mas a divulgação é positiva e reforça a vendo do livro feito com árvores mortas.

Sobre o autor [ pra dar mais credibilidade ]

In Outros on 31 outubro, 2007 at 5:42 pm
Dizem por aí que pra dar mais credibilidade ao seu blog, você deve postar uma pequena biografia descontraída, pra que as pessoas saibam quem você é. Não sei se isso é verdade, nem pensei muito sobre isso, mas sabe como é, né? Não custa nada mesmo. Então aí vai:

Oi, me chamo Hugo Maximo e trabalho como Coordenador de Projetos do Instituto Evoluir em Blumenau – SC [ http://www.institutoevoluir.org.br/ ] também sou Co-editor e Redator do Blog Medula, além de manter este site pessoal no endereço: http://www.matrixordinaria.blogspot.com/.

Cresci em uma biblioteca. Sou filho de bibliotecária e passava as tardes de minha infância em companhia de Monteiro Lobato e tantos outros escritores, na biblioteca de Goioerê, cidade paranaense onde nasci. Vim para Blumenau em 1995, onde conclui meu primeiro romance, intitulado: A Fábula: Cidade dos Desgraçados, publicado pela Editora Hemisfério Sul, 2001. Fato pelo qual sou muito grato.

Possuo mais dois livros publicados não-virtualmente: A Cidade LOBO e O Caso da Cruz de Prata, Ambos, pela Editora Estúdio Criação, 2007. Os dois livros são partes integrantes da Coleção Jóias Literárias em parceria com o Instituto Evoluir, para o Projeto TROQUE LIXO POR LIVRO, ilustrados pelo Mestre dos Quadrinhos Eugênio Colonnese.

Recentemente disponibilizei em meu Blog de nome prolixo [ Hugo para Iniciantes: Por uma vida na Matrix menos ordinária ( meus ex-alunos vão entender essa parte da matrix ) ] mais três livros inéditos: Trash Vol. I – Zumbis & Tentáculos, 2007, Mundo Bizarro, 2003 e Visões do Mal, 2002.
Sou formado em História pela FURB-SC e lecionei durante sete anos na rede estadual de ensino. Atualmente, além de escrever Livros, Blog, Histórias em Quadrinhos e canções de Rock, presto serviço como Coordenador de Projetos culturais.

Entre em Contato

O que leva um autor a disponibilizar seu trabalho livremente na internet [ ou em qualquer outro meio ] é a divulgação.

O termo gratuito é relativo, já que há algum custo envolvido na parte de produção, mesmo em se tratando de um arquivo digital, como criação, tempo de produção, manutenção de link e do próprio site ou blog.

O preço de uma obra sempre é simbólico, tendo em vista a impossibilidade de quantificar em um valor monetário o tempo de aprendizado, criação, dedicação, originalidade, etc, despendido na tarefa.

O retorno que o autor espera é moral, isto é, o reconhecimento de seus talentos [ quando eles existem ] críticas que possam contribuir para o seu aperfeiçoamento e credibilidade junto aos leitores, possíveis editores e colegas de ofício.

A forma de retribuição por parte dos leitores, caso tenham apreciado a obra, pode ser exercida no auxilio à divulgação, indicando a obra e o autor à amigos e à trabalhos relacionados.

Todos sabem a importância da campanha “boca a boca” no campo das artes e do entretenimento, principalmente na internet. No cyberespaço o mesmo ocorre, link a link. E as redes sociais fazem com que o alcance dessas recomendações se torne, praticamente, ilimitado.

Então, caso você tenha gostado de uma obra livremente disponibilizada, retribua contribuindo com divulgação.

Em muitos blogs e sites, existe a venda de e-books e de serviços relacionados. Muitas vezes regulados por sistemas DRM. Downloads pagos, editoração, confecção de capa, etc.

Nada contra. Mas não podemos esquecer que os sistemas de DRM são, por natureza, contrários ao principio básico da internet: “transportar bits de forma rápida e barata.”

Acredito, portanto, que não será se utilizando de velhas fórmulas que encontraremos uma maneira justa de remunerar os autores por seus trabalhos disponibilizados livremente.

Cara, havia me esquecido!

In Outros on 31 outubro, 2007 at 5:31 pm

Há quase dez anos em um show de rock, o amigo Jano Moskorz me disse:

“uns dizem sim, outros, dizem talvez e eu digo: lute contra!”

Cara, não me lembrava que havia esquecido… mas agora lembrei!

Para Contato

In Outros on 16 março, 2007 at 11:22 am

Para dúvidas, críticas e/ou sugestões, por favor, envie um e-mail

ou http://www.myspace.com/hugo_maximo

ou http://twitter.com/Hanarquia

Grato

Hugo Maximo