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Archive for the ‘Literatura’ Category

Crítica do livro A Fábula: Cidade dos Desgraçados

In Arte, Comunicados, Cultura, Horror, Internet, Literatura, Pulp Fiction, Release, Terror on 15 novembro, 2009 at 7:47 pm

“Esperamos pela luz mas contemplamos a escuridão.”
Isaías 59:9

Neste livro Hugo Maximo demonstra seu domínio sobre o romance de suspense, com fortes componentes visuais, o que nos faz refletir sobre as possibilidades de apresentação cinematográfica, que o transformaria num filme de terror.

A obra transpõe os limites da realidade e nos conduz totalmente a uma dimensão surreal onde se trava uma batalha entre o bem e o mal, entre a fragilidade humana e o poder das trevas.

A trama muito bem urdida mantém o sobressalto até o último capitulo e a leitura como que nos faz reféns ao lado dos personagens, solidarizando‑nos com eles e sentindo os horrores que enfrentam.

Classificando‑o como fábula, o autor nos incita a decodificação de um conteúdo polissêmico, portanto altamente metaforizado. A Cidade dos Desgraçados contém ingredientes insólitos e nos coloca frente a frente com nossos limites.

A trama traz à tona a questão do da acomodação e do servilismo diante do poder maior e do medo ao mesmo tempo em que demonstra a capacidade humana de superação do ceticismo e do medo. E é esta superação a única forma de salvação.

O suspense em que a trama mantém o leitor é digno dos mestres deste estilo.

Yedda de Castro Brascher Goulart
Escritora Mestre em Letras – UFSC

Número de páginas: 188
Peso: 228 gramas
Edição: 2 (2009)
Acabamento da capa: Papel supremo 250g/m², 4×0, laminação fosca.
Acabamento do miolo: Papel offset 75g/m², 1×1, cadernos fresados e colados (para livros com mais de 70 páginas) ou grampeados (para livros com menos de 70 páginas), A5 Preto e Branco.
Formato: Médio (140x210mm), brochura com orelhas

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Pulp Fictions II

In Arte, Cultura, História em Quadrinhos, Internet, Literatura, Terror, Trilha Sonora, Variedades on 13 novembro, 2009 at 9:30 am
No Brasil a ficção “alternativa” e subgêneros, pode ser encontrada já no século XIX, em Noite na taverna, de Álvares de Azevedo (1878); O Doutor Benignus, de Augusto Emílio Zaluar (1875); o conto “O imortal”, de Machado de Assis (1872; 1882); e entre 1920-1950 — por exemplo, O presidente negro ou O choque das raças, de Monteiro Lobato (1926), analisado por André Carneiro em um estudo pioneiro, Introdução ao estudo da “Science Fiction” (1967); A filha do Inca ou A República 3000 (1930), de Menotti del Picchia; “O homem silencioso” (1928) e Zanzalá e Reino de Deus (1938), de Afonso Schmidt; “O mistério de Highmore Hall”, “Makiné” e “Kronos kai Anagke” (1929-1930), de João Guimarães Rosa, redescobertos por Braulio Tavares na Biblioteca Nacional; A cidade perdida, de Jerônymo Monteiro (1948), além de vários textos contemporâneos dos anos 1980 e 1990.

E como fica essa ficção com cara de Brasil?

Gabriel Garcia Márquez apresenta que o maior desafio para os escritores latino-americanos foi a insuficiência dos recursos convencionais para fazer crível a vida que se leva por aqui. E a resposta para isso se encontra justamente na essência da Ficção Científica, Fantástica ou Ficção Especulativa, ou seja: o conceito de “fantástico” só tem vigência em relação a um conceito particular de “real”. Como realmente ninguém sabe o que é a realidade, pois só há interpretações múltiplas da mesma, também o fantástico é um diferencial, variando historicamente. Na boa ficção especulativa, afirma o Roberto Causo, o fantástico é meio de pluralizar e relativizar a racionalidade dominante. A expressão “ficção especulativa”, que prefere a “ficção científica”, indicaria o que caracteriza nuclearmente o gênero: a especulação sobre os limites da noção de “real”.

E por que não se formou uma pulp fiction ou uma pulp era por aqui?

Bem, se já é difícil editar textos da literatura apoiada por críticos, historiadores literários e pela instituição escolar, mais difícil ainda é publicar literatura especulativa não vista com bons olhos pelo meio literário, que as taxam de “americanizadas”, como se a influência norte americana fosse melhor ou pior que a portuguesa, ou talvez a indígena, ou a francesa, ou quem sabe a africana? As editoras brasileiras preferem traduzir obras de ficção especulativa estrangeiras que, por existirem em grande quantidade e já terem recebido direitos autorais em seus lugares de origem, saem mais baratas que o texto de autor nacional. Além disso, como aponta outro estudioso do gênero, Braulio Tavares, por aqui não houve grandes obras produtoras de imitações, nem se organizou nenhum grupo de autores unidos no projeto de inscrever a ficção especulativa na história literária do país.

No entanto, a mitologia criada pelos Pulps é tão forte que impregnou o cinema, os quadrinhos e a imaginação de milhões de pessoas no mundo todo. De Indiana Jones ao Super-homem, a cultura pop deste século deve muito aos Pulps Fictions.

Particularmente falando, agora, peço licença para dar um depoimento pessoal, pois como todo bom e típico brasileiro, fui criado assistindo as porcarias enlatadas/pré-moldadas de Hollywood, maravilhosos filmes ruins de terror e violência. Eu não nasci em uma fazenda e a primeira vez que vi uma vaca foi pela televisão. Então, Deus salve a América do Sul também! Nunca vi um engenho de cana, não existem pescadores na minha família e é exatamente isso que me torna tão brasileiro quanto qualquer um. Isso e o rock and roll, é claro. Devido ao meio literário brasileiro e suas restrições, me debati durantes anos para aceitar o queria realmente ser: não apenas escritor, mas um escritor de Pulp Fictions.

Pulp Fictions I [ Primeira Parte ]

Nota: O texto acima contém idéias e explanações originais pinçadas dos seguintes autores: Ivan Carlo, Roberto Causo, Braulio Tavares, João Adolfo Hansen, Jackson do Pandeiro e Gabriel Garcia Márquez.

Pulp Fictions I

In Arte, Artigo, Cultura, Internet, Literatura, Variedades on 11 novembro, 2009 at 7:49 am
“Coisas estranhas e instigantes acontecem e nos fazem sonhar com o que a ficção especulativa brasileira poderia fazer, adaptando influências estrangeiras, descobrindo estratégias para a representação da realidade local, se as condições fossem outras.”
Roberto Causo
Pulps

A história dos Pulps começa em 1896, quando o editor Frank Monsey resolveu transformar uma revista para meninos, The Argosy, numa revista de ficção adulta. O papel, mais barato, era feito da polpa da árvore, daí o nome pulp (polpa). A publicação custava apenas um centavo, o que a tornava acessível a todos.

Nos Pulp Ficitons surgiram: Trazan, Doc Savage, Capitão Futuro, Conan, Buck Rogers, Fu Manchu, O Sombra e muitos outros.

O escritor Walter Gibson, sob o pseudônimo de Maxwell Grant escreveu nada menos que 283 histórias do personagem, transformando-o num fenômeno mundial. Até no Brasil o Sombra chegou a ter um programa de rádio.

Os Pulps apresentavam histórias sombrias e fantasiosas sobre combatentes do crime, ameaças alienígenas, monstros, heróis, anti-heróis, ficção científica, terror, faroeste e até revistas sobre submarinos, zepelins e coisas do tipo.

Revelou autores como: Edgar Rice Burroughs, Edmond Hamilton, Isaac Asimovc, Ray Bradbury e Dashiell Hammett, autor de O Falcão Maltes e criador do romance noir, que teria grande influência sobre escritores badalados, como o brasileiro Ruben Fonseca.

Nota: O texto [ na íntegra ] tem idéias e explanações originais pinçadas dos seguintes autores: Ivan Carlo, Roberto Causo, Braulio Tavares, João Adolfo Hansen, Jackson do Pandeiro e Gabriel Garcia Márquez.

Continua…

Meu nome é Hugo e eu compartilho arquivos

In Artigo, Código Aberto, Creative Commons, Direitos Autorais, Educação, Internet, Literatura, Música, Medula, Negócios, Outros, Política, Tecnologia, Variedades on 9 novembro, 2009 at 10:33 am

Por lógica, quando você paga por alguma coisa essa coisa passa a ser sua e você pode fazer com ela o que quiser, basicamente. Desde que respeite os direitos do autor. Por exemplo: eu comprei um livro, o livro é meu e eu posso ler, queimar, rasgar, dobrar as orelhas, fazer anotações e principalmente compartilhá-lo. Sim, emprestar um livro a um amigo é compartilhar arquivos. Um estudo diz que um livro comprado geralmente pode ser lido por cinco, até dez pessoas. Isso é compartilhar arquivos.

O que eu não posso fazer com o livro é desrespeitar os direitos do autor, ou seja, não posso sair por aí dizendo que foi eu quem o escrevi. Mas vejam só, depois que eu li o livro e todos os amigos a quem emprestei o livro o leram, eu posso vendê-lo à uma loja de livros usados. E isso não é considerado crime.

E em muitas dessas lojas de usados, se vende e se compra CD de músicas, filmes, jogos e até mesmo programas de computador. E isso não é considerado crime.

Mas se você compartilha arquivos pela Internet, mesmo os arquivos que você pagou, isso sim é crime.

Aqui morre toda a lógica da DRM ( Digital Rights Management ). São dois pesos e duas medidas, sempre lembrando que a Lei de Direitos Autorais não é uma lei moral e sim uma lei de regulamentação prática, sempre “emendada” à favor de interesses econômicos, por vezes, distantes da lógica dos demais direitos e da moral.

Quando você pega um livro emprestado em um biblioteca, você está compartilhando arquivos. Quando você chama seus amigos até a sua casa para assistirem um DVD que você comprou legalmente ou alugou em alguma locadora de filmes, vejam só, você está compartilhando arquivos! Você não vai ser preso por isso, pode ter certeza.

A DRM é o oposto a difusão de conhecimentos. Por conseqüência, é oposta ao conceito básico da internet e dos computadores.

Como diz Cory Doctorow, o computador nada mais é do que uma máquina que manipula bits e a internet nada mais é do que uma “máquina” que transporta bits de forma rápida e barata e ponto final.

Um sistema que vai contra essas premissas básicas, não pode ser lógico, não pode ser aceito e com certeza, não deve perdurar.

http://matrixordinaria.blogspot.com/

Experiência de consumo, downloads pagos, downloads gratuitos e novas idéias [ Atualizado ]

In Arte, Artigo, Código Aberto, Comunicados, Cultura, Direito Autoral, DRM, Ebook, Horror, Ilustração, Internet, Literatura, Release, SOUNDTRACK, Tecnologia, Terror, Trilha Sonora, Variedades on 9 novembro, 2009 at 10:00 am
Empresas oferecem sites que são apenas sites. Não há nada de novo sob o sol. Por sites, entenda janelas coloridas que nem sempre fazem sentido.

A credibilidade das grandes empresas e grandes marcas não justificam mais a preferência. Por exemplo, o que faz alguém optar por um programa de código aberto, como o Firefox, ao invés de utilizar o Intenet Explorer, que com certeza já está instalado em seu computador?

Dizer que isto ocorre em função do navegador ser gratuito é negar a complexidade do que vem acontecendo no mundo digital. Afinal, quando você compra seu computador você já pagou os serviços básicos que estão dentro dele, como o IE.

Diferente de sites que são apenas sites, de empresas que são apenas empresas e produtos que são apenas produtos, o Firefox oferece coisa nova. Uma nova maneira de navegar, uma nova maneira de lidar com o produto/serviço, através da da navegação customizada e da possibilidade de participar da construção de novas interfaces através do código aberto.

E este é atualmente o fator determinante do sucesso da economia online: a experiência de consumo.

Em seu artigo, Descobrindo a Experiência de Consumo, Marcio Reis diz que:

“A experiência de consumo de um produto tanto pode residir nos aspectos tangíveis como o produto em si (o desenho do interior de um veículo ou a rapidez de um serviço online), sua apresentação ao consumidor e seu preço, como nos intangíveis, desde a famigerada marca e seus valores até um processo de compra adaptado ao produto (para citar um mal exemplo, algumas online stores insistem em vender música digital usando a mesma experiência de compra dos CDs, mudando “apenas” o formato de entrega e deixando de gerar vendas e fidelização dos clientes através da experiência de consumo do download). Tangíveis ou não, os elementos que formam a experiência de consumo estão presentes em todos os produtos, sejam digitais, físicos ou qualquer mistura entre um e outro tipo. E encontram-se em lugares onde não está nem mesmo o dinheiro, como um fim de semana sem fazer nada (a rigor, uma experiência de consumo de tempo que pode substituir a experiência de consumo de vários produtos e serviços de entretenimento, exemplo de como até modelos de análise de concorrência precisam ser lidos de forma mais ampla).”

Antigas fórmulas não vão funcionar, e isto é um fato. Para ilustrar melhor essa idéia, pense sobre este exemplo apresentado no mesmo artigo:

“Já que o Google anda em voga ultimamente, pense um instante se o segredo desse serviço está na sua simplicidade (que diminui dia após dia, a cada novo recurso incorporado), na rapidez e inteligência do serviço de busca (que é tecnologia pura, pode ser igualada e até mesmo superada por outras empresas), na marca (que não traz informação concreta que afirme se a popularidade do neologismo ‘to Google’ ou a simpatia às logomarcas comemorativas são causa ou conseqüência da adoção do serviço) ou se o toque de Midas está na agradável experiência de consumo do serviço, descrita em relatos como ‘lá eu encontro tudo que quiser; até o inimaginável se eu procurar, está lá’.”

Enquanto não houver uma novidade em termos de experiência de consumo, sites serão apenas sites.

Stephen King tentou contar com a honestidade de seus leitores, quando disponibilizou o livro digital “A Planta” em seu site, dizendo que cobraria um dólar pelo download de cada capítulo. O livro estava disponível, mesmo para quem não quisesse pagar por ele. King alertou que, caso 75% dos downloads não fossem pagos, ele pararia de escrever o livro. No primeiro mês o número de downloads pagos atingiu 76%, no segundo mês, não.

Muitos pagaram, King recebeu inclusive notas de um dólar pelo correio e até mesmo um dólar de prata. Não podemos esquecer, contudo, a lealdade já conhecida de seus fãs. Mesmo assim, a coisa toda não deu certo. Será que um escritor desconhecido conseguiria 30% de downloads pagos?

De qualquer forma, O que Stephen King fez, foi estabelecer uma nova maneira de seus leitores lidarem com seu produto/serviço. Talvez não tenha sido a melhor delas. Qualquer economista recomendaria não contar com a honestidade de seus clientes como principal estratégia de vendas, a menos é claro, que você seja dono de alguma seita. Mas ele tentou algo inédito e que serviu para nos mostrar que novas idéias, mesmo quando não funcionam, nos levam à novas idéias que talvez possam funcionar.

Não podemos nunca esquecer que um site não deve ser apenas uma janela para sua marca, seu produto ou serviço, um site deve oferecer uma nova maneira de lidar com tudo isso.

Um site deve, pelo menos, seguir os princípios básicos da internet, ou seja, tornar o acesso mais amplo, mais rápido, mais cômodo e/ou mais barato.

Se o seu site não faz isso, então ele é apenas um site. Apenas uma janela colorida que nem sempre faz sentido.

Com meu blog eu consegui oferecer meus livros à um número significativamente maior de leitores. Com as edições de pequenas editoras e de autor, a tiragem sempre é pequena, a divulgação é quase nula e a renda, mínima.

Ao disponibilizar meus livros neste blog tornei o acesso mais amplo, mais rápido, mais cômodo e mais barato.

Alguém pode dizer: “mas você não está ganhando dinheiro com isso!”.

E é verdade, mas antes eu também não estava.

Contudo, algo mudou e para melhor. Tive mais leitores em um mês do que em alguns anos de “carreira”. Não tive gastos com editoração, impressão, divulgação e distribuição. Recebo e-mails diários de leitores elogiando, incentivando, criticando, discutindo a trama dos livros, fazendo perguntas sobre personagens e pedindo mais. Alguns, poucos ainda, perguntam sobre uma possível publicação em papel, dizendo-se interessados em adquirir o livro em seu formato tradicional. [ Que já estão disponíveis para venda! ]

Estou tentando coisas novas. O livro TRASH Volume I, por exemplo, tem até trilha sonora. Por enquanto esta idéia está funcionando dentro das metas que havia proposto. Futuramente não sei o que virá. Estou acompanhando o mercado, as tendências, os autores tradicionais, os autores virtuais e suas novas idéias e propostas.

Disciplina e paciência são tão importantes nesse caso, quanto as novas idéias.

E que venham as novas idéias!


Nota: citação Marcos Reis Pinto www.marcioreispinto.org

Faça maluquices com meu livro – Cory Doctorow [ Republicado ]

In Arte, Código Aberto, Cory Doctorow, Creative Commons, Cultura, Direito Autoral, DRM, Ebook, Internet, Literatura, Variedades on 8 novembro, 2009 at 12:07 pm
“Estou lançando o texto completo deste livro na forma de um e-book livre e que pode ser livremente distribuído. Você pode baixá-lo a partir da Internet, colocá-lo em uma rede P2P, colocá-lo no seu site , mandá-lo por e-mail para um amigo e, se você for um viciado em árvores mortas, pode até mesmo imprimi-lo.

Por que estou fazendo tudo isso?

Bem, é uma longa história, mas, para encurtá-la: a vida dos escritores de primeira viagem não é nada fácil. Nossas editoras não têm o orçamento destinado a lançamentos e propaganda esperando por fatores desconhecidos como nós. Na maioria das vezes, alcançamos o sucesso ou a obscuridade na base do “boca-a-boca”. Para mim, isso funciona. Tenho um blog , o Boing Boing ( http://boingboing.net/ ), onde eu faço muita propaganda do tipo boca-a-boca.

Tenho compulsão em contar a amigos e estranhos sobre as coisas de que gosto.

E contar às pessoas sobre coisas das quais gosto fica muito , muito mais fácil se eu puder mandar o que escrevo a elas. Muito mais fácil. Além do mais, as redes P2P são fantásticas. A maioria dos livros, músicas e filmes que são lançados não estão disponíveis para venda na maior parte do mundo.

No breve tempo em que as redes P2P apareceram e começaram a florescer, as massas dos usuários de Internet conseguiram colocar praticamente tudo on-line. Melhor ainda, conseguiram fazê-lo de modo mais barato do que qualquer esforço de arquivamento ou revitalização de valores antigos já tentado anteriormente.

Eu me alimento de informações, e este tipo de facilidade que a Internet provém faz com que eu tenha um real vislumbre do que será o futuro.

Sim, há problemas legais. Sim, é difícil saber como as pessoas poderão ganhar dinheiro fazendo este tipo de coisa. Sim, há muitas implicações sociais e uma séria ameaça à imaginação, à liberdade, à economia e tudo o que estiver relacionado a isso. É um clássico cenário de fim-de-uma-era e, sendo um escritor de ficção científica, cenários de fim-de-uma-era fazem parte do meu negócio.

Tendo dito tudo isso, o negócio é o seguinte: estou lançando este livro sob uma licença desenvolvida pelo projeto Creative Commons (http://creativecommons.org/).

É um projeto que faz com que pessoas como eu elaborem nossos próprios acordos de licença para a distribuição dos nossos trabalhos de criação, sob termos similares àqueles empregados pelo movimento de Software de Código Livre/Aberto. É um excelente projeto, e tenho orgulho de fazer parte dele. “

Cory Doctorow

Aqui, um resumo da licença em inglês:

Aqui, um resumo da licença em português:

O escritor de ficção científica Cory Doctorow ao lançar sua obra em domínio público para países em desenvolvimento através do sistema Creative Commons disse:

“Se você tiver uma imaginação pobre, pode pensar que vamos entrar nessa era como leitores de e-books que simulem a experiência de estar carregando livros ‘reais’, só que digitais” provoca o autor no prefácio do livro. “Não, o uso social dos e-books será bem mais estranho que isso. Algo estranho demais para imaginarmos hoje, como a idéia do mercado de radiofônico era incompreensível para os artistas de vaudeville que acusavam a estação de rádio de pirataria em massa por tocarem suas músicas no ar.”

E conforme sua sugestão:

“Quando baixar meu livro, por favor, faça coisas malucas e legais com ele. Imagine novos usos para um livro. E então me conte”

Estou publicando aqui no blog a explicação que faz parte de O FUNDO DO POÇO NO REINO ENCANTADO, seu primeiro romance traduzido para o português.

Doctorow me provocou inúmeras reações ultimamente, dentre as quais… inveja. Ok, isso faz parte, eu acho. Mas ao conhecer melhor seu trabalho, suas qualidades e sua ousadia, a reações que se sobressaíram foram admiração e inspiração.

Essas aí, são as explicações Cory Doctorow, das quais, no que se refere a publicar “virtualmente”, faço-as, minhas palavras.

Serviço:

Título: O FUNDO DO POÇO NO REINO ENCANTADO
Autor: Cory Doctorow
Tradução: José Rafael de Macedo Zullo
Revisão: Ibrahim Cesar Nogueira de Souza
Título original: Down and Out in the Magic Kingdom
Copyright ©2003 Cory Doctorow
doctorow@craphound.com
http://www.craphound.com/
2006 – 2007

Capista [ Encomenda ]

In Arte, Capas, Capista, Comunicados, Cultura, Ebook, Encomendar Capa, Ilustração, Imagens, Internet, Literatura, Serviço de Capista on 6 novembro, 2009 at 11:45 am
Serviço de Capista

Capas:

Livros, CD, DVD, Revistas, Quadrinhos e outros

Técnica:

Desenho, Colagem, Arte-Final e Tratamento

Forma de Pagamento:

Depósito Bancário

Preço:

De R$ 100,00 a R$ 250,00 dependendo do tempo de desenvolvimento e execução

Prazo: 01 [uma] semana em média

Obs.:

* Incluso desenvolvimento
* 01 [uma] imagem pronta para impressão
* 01 [uma] imagem de divulgação
* Sem taxa de tiragem

Encomendar Capa
[ primeira amostra sem compromisso ]

Portfólio:

[ primeira amostra sem compromisso ]

Alguém + um livro

In Arte, Imagens, Internet, Literatura, Variedades on 6 novembro, 2009 at 10:01 am

No Meia Palavra:

TRASH Vol. I – Zumbis & Tentáculos

In Arte, Comunicados, Cultura, Horror, Literatura, Terror on 5 novembro, 2009 at 6:40 pm

Número de páginas: 181
Peso: 221 gramas
Edição: 1 (2009)
Acabamento da capa: Papel supremo 250g/m², 4×0, laminação fosca.
Acabamento do miolo: Papel offset 75g/m², 1×1, cadernos fresados e colados (para livros com mais de 70 páginas) ou grampeados (para livros com menos de 70 páginas), A5 Preto e Branco.
Formato: Médio (140x210mm), brochura com orelhas.

A Fábula: Cidade dos Desgraçados

In Arte, Comunicados, Cultura, Horror, Literatura, Terror on 5 novembro, 2009 at 6:34 pm

Número de páginas: 188
Peso: 228 gramas
Edição: 2 (2009)
Acabamento da capa: Papel supremo 250g/m², 4×0, laminação fosca.
Acabamento do miolo: Papel offset 75g/m², 1×1, cadernos fresados e colados (para livros com mais de 70 páginas) ou grampeados (para livros com menos de 70 páginas), A5 Preto e Branco.
Formato: Médio (140x210mm), brochura com orelhas

Capas Novas

In Arte, Comunicados, Cultura, Ebook, Ilustração, Imagens, Internet, Literatura on 29 outubro, 2009 at 11:58 am

Atualizando as Capas:




FRANKENSTEIN Her Majesty’s Secret Service Book One

In Animação, Arte, Código Aberto, Cinema, Comunicados, Creative Commons, Cultura, Direito Autoral, DRM, Ebook, História em Quadrinhos, Ilustração, Imagens, Internet, Literatura, Variedades on 23 julho, 2009 at 12:13 pm

http://www.drunkduck.com/FRANKENSTEIN__Her_Majestys_Secret_Service/

Crítica do livro A Fábula

In Arte, Código Aberto, Creative Commons, Cultura, Direito Autoral, Ebook, Internet, Literatura on 29 maio, 2009 at 7:41 pm

“Esperamos pela luz mas contemplamos a escuridão.”
Isaías 59:9


Neste livro Hugo Maximo demonstra seu domínio sobre o romance de suspense, com fortes componentes visuais, o que nos faz refletir sobre as possibilidades de apresentação cinematográfica, que o transformaria num filme de terror.

A obra transpõe os limites da realidade e nos conduz totalmente a uma dimensão surreal onde se trava uma batalha entre o bem e o mal, entre a fragilidade humana e o poder das trevas.

A trama muito bem urdida mantém o sobressalto até o último capitulo e a leitura como que nos faz reféns ao lado dos personagens, solidarizando‑nos com eles e sentindo os horrores que enfrentam.

Classificando‑o como fábula, o autor nos incita a decodificação de um conteúdo polissêmico, portanto altamente metaforizado. A Cidade dos Desgraçados contém ingredientes insólitos e nos coloca frente a frente com nossos limites.

A trama traz à tona a questão do da acomodação e do servilismo diante do poder maior e do medo ao mesmo tempo em que demonstra a capacidade humana de superação do ceticismo e do medo. E é esta superação a única forma de salvação.

O suspense em que a trama mantém o leitor é digno dos mestres deste estilo.

Yedda de Castro Brascher Goulart
Escritora Mestre em Letras – UFSC

Lá vai o diabo…

In Arte, Comunicados, Creative Commons, Cultura, Ebook, Internet, Literatura, Variedades on 29 abril, 2009 at 7:47 am
“Lá vai o diabo pelo mundo entrando nas histórias. De uma beleza que não revela nada, parece esconder tudo, e vai dando aos outros a ilusão de mistério.

Os homens, famintos de amparo. E como o diabo tem o ar superior e indiferente, os homens pensam que precisam dele. E aí o amam, por confusão e por isso apaixonadamente. E o diabo toma e abandona os homens, e o diabo cresce, cresce como ele cresce, na medida em que os outros diminuem.

Sem amar, o mundo para ele é ele. E lá vai ele, o só, lá vai ele pelo mundo entrando nas histórias, vivendo em cada personagem, esse que não se acha devedor de nada, lá vai o credor, nosso pedaço, o diabo, a serviço de Deus.”

João Uchoa Cavalcanti Netto.

Nota: do livro A Fábula: Cidade dos Desgraçados

O mundo é livre

In Arte, Artigo, Código Aberto, Crônica, Creative Commons, Cultura, Direito Autoral, Internet, Literatura, Música, Tecnologia, Variedades on 13 janeiro, 2009 at 8:56 pm
Publicado originalmente por Bruno Dorigatti em 09/04/2008.

O futuro dos negócios e da remuneração de quem produz a cultura – bem imaterial hoje circula livremente pela internet – é… distribuir tudo de graça. Saiba como este conceito se torna cada vez mais a norma, em vez de uma anomalia.

O século XX viu florescer a indústria cultural tal qual a conhecíamos até bem pouco tempo. Em verdade, ela ainda segue ditando os padrões. E usa de seu enorme poder econômico e político para tentar manter o jogo a seu favor. Não tem dado muito certo, como vimos anteriormente [leia Pirata bom, pirata mau e Indústria vs. Cultura livre].

A rápida transformação tecnológica, a que assistimos desde o final do século passado, segue produzindo também mudanças na relação que temos com a cultura – que deixou de abarcar simplesmente produtos culturais materiais. A noção imaterial de cultura, intangível, retorna com força neste início de novo século. Não a toa que a Inglaterra foi o primeiro país do planeta a criar um Ministério de Indústrias Criativas, conceito novo que engloba não somente as atividades culturais.

O desenvolvimento dessas indústrias está estreitamente ligado ao impacto das novas tecnologias na produção, nos mercados e na organização das atividades econômicas, sociais e culturais. Os modos de criação, produção e distribuição de bens e serviços que utilizam o conhecimento, a criatividade e o capital intelectual como seus principais recursos produtivos podem ser consideradas indústrias criativas. Entre elas, a arte folclórica, festivais, livros, pinturas, artes da interpretação, passando pelas tradicionais indústrias cinematográfica e de radiodifusão, animação digital e videogames, bem como os campos conhecidos como serviços, como os arquitetônicos e de publicidade. [Leia mais a respeito na entrevista com Anna Jaguaribe]

Perde cada vez mais sentido pensarmos somente em CDs, DVDs e livros como formas principais de remuneração dos produtores de arte e cultura. Tudo circula livremente pela internet e de agora em diante a remuneração virá, de forma crescente, de outros meios. Já sabemos que em Belém do Pará, por exemplo, o dinheiro dos grupos de tecnobrega vem dos shows e apresentações. Mas aí estamos falando de um mercado novo, até bem pouco tempo marginal, e que foi, em outro passo em falso da indústria, recusado pela mesma.

De forma crescente, os jovens e adolescentes deixam de comprar CDs. A pesquisa foi feita nos Estados Unidos, mas reflete o panorama no planeta inteiro. Em 2007 quase metade da garotada, 48%, não comprou sequer um mísero disquinho. Em 2006 a cifra era de 38%, segundo informa pesquisa da Nielsen – realizada com 5 mil pessoas que responderam a um questionário on-line e divulgada em matéria do Los Angeles Times de fevereiro. As vendas de discos caíram 19% em 2007, enquanto que a venda de música digital subiu 45%.

Na China, a estimativa é de que 99% de todos os arquivos de música que circulam pela rede, ou nas calçadas das grande cidades, são “piratas”. Dado como causa perdida, os artistas chineses têm apostado em outras formas para serem remunerados, como a crescente participação em comerciais de grandes empresas.

Long Tail

Uma idéia desenvolvida por Chris Anderson e publicada em 2004 na Wired, revista editada por ele, sugere um cenário diferente que poderia ser aproveitado pela indústria. Ele a chamou de Cauda Longa (Long Tail). Saiu em livro no exterior, em 2005, e no Brasil foi publicado pela Campus Elsevier em 2006.

Vivemos, até então, a era da escassez. Um disco obscuro de um blueseiro do Delta do Mississipi, lançado nos anos 1930, ou um curta-metragem de Glauber Rocha, até bem pouco tempo atrás eram praticamente impossíveis de serem encontrados. Nas lojas, ainda continuam na mesma situação ou, na pior das hipóteses, se encontra o disco de blues, importado e na faixa dos R$ 70. Glauber Rocha, somente agora começa a ter seus filmes de longa-metragem digitalizados. Os curtas ainda terão que esperar. Por outro lado, a janela que se abre com a internet é a da abundância.

Outra mudança considerável é a respeito dos blockbusters e hits dos astros pops, que, segundo as gravadoras e produtoras de filmes, eram responsáveis por financiar todo o resto da produção que não se pagava. A mesma lógica é utilizada aqui no Brasil por algumas grandes editoras para justificar os altos investimentos em livros de autores estrangeiros, que, best-sellers certos, ajudariam a bancar a publicação de novos autores, que saem com pequena tiragem, mil exemplares, se tanto, e geralmente encalham nos estoques. O Princípio de Pareto, do economista italiano Vilfredo Pareto, desenvolvido em 1906, falava em uma regra de 80/20 (80% das consequências advém de 20% das causas), ou seja, somente 20% dos filmes das grandes produtoras terão sucesso comercial, assim como os programas de TV, os videogames e os best-sellers. No caso da música, é ainda pior, onde apenas 10% alcança sucesso, segundo a RIAA.

A lógica da indústria – de que ela nos dá o que queremos – vem sendo derrubada dia após dia. Queremos hits, mas não só. Quanto mais conhecermos algo (o trabalho de um artista, diretor de cinema, quadrinhista, ou de um fotógrafo, etc.), mais procuraremos e a facilidade que a internet proporciona tem demonstrado que queremos mais, muito mais.

Outro mito que vem caindo é que somente os hits fazem dinheiro. Executivos de sites que vendem música e livros, como o iTunes (venda de música on-line) e a Amazon sabem que não somente os grandes produtos de massa fazem dinheiro. E como estes são em número muito maior, um novo mercado vem se desenhando rapidamente. Até porque os custos de manufatura e distribuição têm caído cada vez mais, chegando a zero muitas vezes, já que agora falamos de serviços digitais. O monopólio do lucro não está mais necessariamente associado à popularidade do produto cultural.

Esta seria a Cauda Longa, onde pequenas e poucas vendas de um catálogo infinito e disponibilizado trariam um retorno maior que os hit makers e quetais. O catálogo inteiro com todos os discos de uma banda, por exemplo, mas não só. Apresentações ao vivo, CDs demo, lados B, remixes, covers, shows ao vivo, gravações do disco no estúdio. E a remuneração vem destas pequenas vendas, de um catálogo muito maior, disponibilizado on-line, quebrando a tirania da necessidade material e física da produção cultural, bem como de um espaço físico necessário para armazenar tudo isso. Isso já ocorre, ainda que numa escala distante do que será em breve. Porém, é um caminho sem volta, e mais uma vez a grande indústria só agora começa a levar o tema a sério. Como afirma o consultor da indústria fonográfica Kevin Laws, citado por Anderson, “o grosso do dinheiro está nas pequenas vendas” (“the biggest money is in the smallest sales”).

Freaky land of free!

Em fevereiro deste ano, Anderson publicou na mesma Wired outro artigo, desdobramento do primeiro e prévia de seu novo livro. “Free! Why $0.00 is the future of business” começa lembrando a história de King Gillette, que, aos 40 anos, era um inventor frustrado e um amargo anticapitalista. No início do século passado, ele desenvolveu as populares lâminas de barbear descartáveis, que levam o seu nome e viraram sinônimo dos aparelhos de barbear. Foi o primeiro a se utilizar do conceito de que, dando os aparelhos de barbear, iria aumentar consideravelmente as vendas de lâminas descartáveis. “Bilhões de lâminas depois, este modelo de negócio é hoje a base para algumas indústrias: dê o telefone celular e venda o plano mensal; faça o console de videogame barato e venda jogos caros; instale uma máquina de café nos escritórios sem custo algum e venda o café”, escreve Anderson. “Graças a King Gillette, a idéia de que você pode fazer dinheiro dando algo não é mais radical. Mas, até recentemente, praticamente tudo ‘grátis’ era na verdade apenas o resultado do que os economistas chamariam de subsídio cruzado: você leva algo de graça se comprou outro, ou você leva um produto se pagou por um serviço.”

Na última década, porém, uma nova forma de “grátis” emergiu, não mais baseado nos subsídios cruzados – o desvio dos custos de um produto para outro – mas no fato de que os próprios custos dos produtos estão caindo rapidamente. Em analogia ao produto fabricado por King Gillette, é como se o preço do aço chegasse tão próximo de zero que ele poderia distribuir ambos, o aparelho de barbear e a lâmina e ganhar dinheiro vendendo outro produto. Creme de barbear, sugere Anderson.

“You know this freaky land of free as the Web”, afirma o jornalista com formação em física. Uma década e meia depois do seu surgimento comercial, a internet vai assistindo aos últimos debates em torno do conteúdo gratuito ou pago distribuído pela rede. Cada vez mais os serviços vão se tornando ou já nascem gratuitos, como o New York Times ou o YouTube, respectivamente. A partir daí, Anderson analisa alguns cenários e teoriza sobre uma taxonomia do grátis: “freemium”, onde produtos como softwares e serviços premium bancam a maioria disponibilizada de graça; anúncios, como os que remuneram por clique (os do Google, por exemplo); custo marginal zero para distribuição, caso da música on-line; trabalhos colaborativos, em sites como Digg e Overmundo, entre muitos outros; uma economia da generosidade, que podemos observar através da Wikipedia, por exemplo, e perceber que o dinheiro não é mais o único motivador, e que atividades individuais na web podem ter impacto global.

Estamos entrando em uma era onde o conceito “de graça” vai ser visto como a norma, e não mais como uma anomalia, pontua Anderson.

Fonte: http://www.portalliteral.com.br/

Google Books assina acordo milionário

In Código Aberto, Cultura, Direito Autoral, DRM, Ebook, Internet, Literatura, Tecnologia, Variedades on 17 novembro, 2008 at 3:57 am

Nesta terça-feira (28), o Google anunciou um acordo com a Associação de Autores dos EUA para manter o conteúdo do Google Book Search, seu serviço de pesquisa de livros

Fonte: Google Books / Portal da Imprensa

Três anos atrás, a Authors Guild, a Association of American Publishers (Associação de Editoras Americanas) e um grupo de autores e editoras moveram uma ação coletiva contra a Pesquisa de Livros do Google.

Agora, a emppresa anunciou um acordo com os autores dessa ação e pretende trabalhar em conjunto com esses parceiros do setor, para colocar on-line ainda mais livros do mundo inteiro. Juntos a Google afirmou que chegará muito mais longe, e tudo isso trazendo benefícios duradouros para autores, editoras, pesquisadores e leitores.

Ainda vai levar um tempo para que este acordo seja aprovado e concluído pela Justiça. Veja o que pretende fazer a empresa, brevemente.

Para disponibilizar online as obras, a empresa de internet vai pagar US$ 125 milhões em compensações.

O E-Book parece finalmente sinalizar a realização de um sonho profetizado pela internet, que efetivamente ainda não se cumpriu: A real democratização do conhecimento.

Fonte: http://e-educador.com/

As vantagens de se ler um E-book

In Comunicados, Cultura, Ebook, Internet, Literatura, Variedades on 14 novembro, 2008 at 3:28 pm

Muitas pessoas ainda têm problemas com a leitura de livros virtuais, algumas até dizem que o livro virtual não tem cheiro de livro novo ( cheiro? ).

De qualquer forma, Jefferson Neto, do Mundo Virtual Mundo Real listou as vantagens de se ler um e-book. Siga o link acima para ler o texto, ou o link abaixo, para mais informações sobre e-books no blog do Alessandro Martins.

Apesar de ser ótimo ler um livro convencional, ainda sim, como diz Cory Doctorow, livros convencionais são “árvores mortas!”

Desta forma, o e-book pode ser visto também, como um exercício de ética, pois se o livro daquele seu amigo “poeta” for realmente publicado, isso não causará danos a natureza, ou seja, não será de todo mal.

Por essas e outras é que me arrisco a dizer: “Livro Digital, você ainda vai ter… vários!”

Fonte: http://livroseafins.com

Capas

In Arte, Código Aberto, Comunicados, Creative Commons, Cultura, Ebook, Ilustração, Imagens, Internet, Literatura, Variedades on 14 novembro, 2008 at 9:37 am

Ebooks – Lista 2008

In Arte, Código Aberto, Comunicados, Creative Commons, Cultura, Ebook, Internet, Literatura on 9 novembro, 2008 at 12:31 pm

A Fábula: Cidade dos Desgraçados – 2001

A Volta pra casa pode ser um Inferno

Meu primeiro livro publicado.

Crítica:

Neste livro Hugo Maximo demonstra seu domínio sobre o romance de suspense, com fortes componentes visuais, o que nos faz refletir sobre as possibilidades de apresentação cinematográfica, que o transformaria num filme de terror.

A obra transpõe os limites da realidade e nos conduz totalmente a uma dimensão surreal onde se trava uma batalha entre o bem e o mal, entre a fragilidade humana e o poder das trevas.

A trama muito bem urdida mantém o sobressalto até o último capitulo e a leitura como que nos faz reféns ao lado dos personagens, solidarizando‑nos com eles e sentindo os horrores que enfrentam.

Classificando‑o como fábula, o autor nos incita a decodificação de um conteúdo polissêmico, portanto altamente metaforizado. A Cidade dos Desgraçados contém ingredientes insólitos e nos coloca frente a frente com nossos limites.

A trama traz à tona a questão do da acomodação e do servilismo diante do poder maior e do medo ao mesmo tempo em que demonstra a capacidade humana de superação do ceticismo e do medo. E é esta superação a única forma de salvação.

O suspense em que a trama mantém o leitor é digno dos mestres deste estilo.

Yedda de Castro Brascher Goulart
Escritora Mestre em Letras – UFSC



Visões do Mal – 2002


Uma viagem pela mente de um assassino de outro mundo.

No imaginário popular anjos e demônios nos acompanham diariamente e em nossas escolhas, mas e se esse contato acontecesse de forma mais… direta?

Download Livro Visões do Mal – 2002


Mundo Bizarro – 2003


O que eu posso dizer? Loucura. Esse livro é estranho, mas mesmo assim gosto muito dele… :)

“Existe uma teoria que diz que quando alguém descobrir exatamente para que serve e de que é feito o Universo, então este desaparecerá e surgirá algo novo, muito mais estranho e bizarro. Existe uma outra teoria que diz que isto já aconteceu.”


Douglas Adams


Download Livro Mundo Bizarro – 2003



Livro TRASH Vol. I – Zumbis & Tentáculos – 2007


“TRASH é Um Romance Pulp Fiction”


Nina Pessanha

Vamos falar a verdade. Esse negócio de zumbis, lobisomens, vampiros e múmias (imortalizados pelos clássicos da Universal, algumas vezes não com muito respeito), já passou.

Hoje esses camaradas beiram mais o ridículo. É um fato. A idade chega para todos, até mesmo para o conde imortal. Temos que admitir. Está tudo bem, é verdade.

Contudo, não podemos negar que são muito divertidos. Quando criança, temia esses monstros, bem esses aí, listados à cima. E foi justamente por isso que criei esta história. Precisava tirar anos de referências e histórias de dentro da minha cabeça. Eles estavam me deixando louco, gritando uivando e urrando, querendo sair. E eu queria englobá-los, bem como seus respectivos clichês, em uma única história.

Acho que estes personagens, que já nos serviram tanto e tão generosamente ao longo desses anos, já estão um pouco desgastados, cansados, talvez. Mas nem por isso perderam o seu charme. Portanto, vamos encará-los, você e eu, uma vez mais.

Download Livro TRASH Vol. I – Zumbis & Tentáculos – 2007


Cidade Lobo – 2007


Livro de Terror parte integrante da Coleção Jóias Literárias para o Projeto TROQUE LIXO POR LIVRO

Venda Proibida – Não disponível para Download

Capa e Ilustrações: Eugênio Colonnese


Editora Estúdio Criação


O Caso da Cruz de Prata – 2007


Livro Policial parte integrante da Coleção Jóias Literárias para o Projeto TROQUE LIXO POR LIVRO

Venda Proibida – Não disponível para Download

Capa e Ilustrações: Eugênio Colonnese


Editora Estúdio Criação



WANTED – Procurados mortos ou mortos-vivos – Um Conto Pulp Fiction – 2008


Depois de uma temporada vendo alguns filmes de bang-bang fiquei com mil idéias e precisava colocá-las em algum lugar… de modo que o livro surgiu naturalmente, como uma forma de expressar todos esses ricos elementos do mundo do velho oeste que flutuavam na minha cabeça.

Disponível para Download em Breve!


TRASH Vol. II – Vampiros em Revoada – 200?


Disponível para Download em Breve!

Estes trabalhos são licenciados sob uma Licença Creative Commons Atribuição-Uso Não-Comercial-Vedada a Criação de Obras Derivadas 2.5 Brasil. Para ver uma cópia desta licença, visite http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/2.5/br/ ou envie uma carta para Creative Commons, 171 Second Street, Suite 300, San Francisco, California 94105, USA.

Em caso de interesse na publicação desta obra em versão não-virtual entre em contato com o autor através do e-mail: hugo.maximo@gmail.com

Livre é diferente de grátis [Republicado]

In Arte, Código Aberto, Comunicados, Crônica, Creative Commons, Cultura, Direito Autoral, DRM, Ebook, Internet, Literatura on 3 novembro, 2008 at 12:06 am

Livre é diferente de grátis

Mais questões por e-mail

O que leva um autor a disponibilizar seu trabalho livremente na internet [ ou em qualquer outro meio ] é a divulgação.

O termo gratuito é relativo, já que há algum custo envolvido na parte de produção, mesmo em se tratando de um arquivo digital, como criação, tempo de produção, manutenção de link e do próprio site ou blog.

O preço de uma obra sempre é simbólico, tendo em vista a impossibilidade de quantificar em um valor monetário o tempo de aprendizado, criação, dedicação, originalidade, etc, despendido na tarefa.

O retorno que o autor espera é moral, isto é, o reconhecimento de seus talentos [ quando eles existem ] críticas que possam contribuir para o seu aperfeiçoamento e credibilidade junto aos leitores, possíveis editores e colegas de ofício.

A forma de retribuição por parte dos leitores, caso tenham apreciado a obra, pode ser exercida no auxilio à divulgação, indicando a obra e o autor à amigos e à trabalhos relacionados.

Todos sabem a importância da campanha “boca a boca” no campo das artes e do entretenimento, principalmente na internet. No cyberespaço o mesmo ocorre, link a link. E as redes sociais fazem com que o alcance dessas recomendações se torne, praticamente, ilimitado.

Então, caso você tenha gostado de uma obra livremente disponibilizada, retribua contribuindo com divulgação.

Em muitos blogs e sites, existe a venda de e-books e de serviços relacionados. Muitas vezes regulados por sistemas DRM. Downloads pagos, editoração, confecção de capa, etc.

Nada contra. Mas não podemos esquecer que os sistemas de DRM são, por natureza, contrários ao principio básico da internet: “transportar bits de forma rápida e barata.”

Acredito, portanto, que não será se utilizando de velhas fórmulas que encontraremos uma maneira justa de remunerar os autores por seus trabalhos disponibilizados livremente.