Ligando tudo ao todo

Archive for the ‘DRM’ Category

Experiência de consumo, downloads pagos, downloads gratuitos e novas idéias [ Atualizado ]

In Arte, Artigo, Código Aberto, Comunicados, Cultura, Direito Autoral, DRM, Ebook, Horror, Ilustração, Internet, Literatura, Release, SOUNDTRACK, Tecnologia, Terror, Trilha Sonora, Variedades on 9 novembro, 2009 at 10:00 am
Empresas oferecem sites que são apenas sites. Não há nada de novo sob o sol. Por sites, entenda janelas coloridas que nem sempre fazem sentido.

A credibilidade das grandes empresas e grandes marcas não justificam mais a preferência. Por exemplo, o que faz alguém optar por um programa de código aberto, como o Firefox, ao invés de utilizar o Intenet Explorer, que com certeza já está instalado em seu computador?

Dizer que isto ocorre em função do navegador ser gratuito é negar a complexidade do que vem acontecendo no mundo digital. Afinal, quando você compra seu computador você já pagou os serviços básicos que estão dentro dele, como o IE.

Diferente de sites que são apenas sites, de empresas que são apenas empresas e produtos que são apenas produtos, o Firefox oferece coisa nova. Uma nova maneira de navegar, uma nova maneira de lidar com o produto/serviço, através da da navegação customizada e da possibilidade de participar da construção de novas interfaces através do código aberto.

E este é atualmente o fator determinante do sucesso da economia online: a experiência de consumo.

Em seu artigo, Descobrindo a Experiência de Consumo, Marcio Reis diz que:

“A experiência de consumo de um produto tanto pode residir nos aspectos tangíveis como o produto em si (o desenho do interior de um veículo ou a rapidez de um serviço online), sua apresentação ao consumidor e seu preço, como nos intangíveis, desde a famigerada marca e seus valores até um processo de compra adaptado ao produto (para citar um mal exemplo, algumas online stores insistem em vender música digital usando a mesma experiência de compra dos CDs, mudando “apenas” o formato de entrega e deixando de gerar vendas e fidelização dos clientes através da experiência de consumo do download). Tangíveis ou não, os elementos que formam a experiência de consumo estão presentes em todos os produtos, sejam digitais, físicos ou qualquer mistura entre um e outro tipo. E encontram-se em lugares onde não está nem mesmo o dinheiro, como um fim de semana sem fazer nada (a rigor, uma experiência de consumo de tempo que pode substituir a experiência de consumo de vários produtos e serviços de entretenimento, exemplo de como até modelos de análise de concorrência precisam ser lidos de forma mais ampla).”

Antigas fórmulas não vão funcionar, e isto é um fato. Para ilustrar melhor essa idéia, pense sobre este exemplo apresentado no mesmo artigo:

“Já que o Google anda em voga ultimamente, pense um instante se o segredo desse serviço está na sua simplicidade (que diminui dia após dia, a cada novo recurso incorporado), na rapidez e inteligência do serviço de busca (que é tecnologia pura, pode ser igualada e até mesmo superada por outras empresas), na marca (que não traz informação concreta que afirme se a popularidade do neologismo ‘to Google’ ou a simpatia às logomarcas comemorativas são causa ou conseqüência da adoção do serviço) ou se o toque de Midas está na agradável experiência de consumo do serviço, descrita em relatos como ‘lá eu encontro tudo que quiser; até o inimaginável se eu procurar, está lá’.”

Enquanto não houver uma novidade em termos de experiência de consumo, sites serão apenas sites.

Stephen King tentou contar com a honestidade de seus leitores, quando disponibilizou o livro digital “A Planta” em seu site, dizendo que cobraria um dólar pelo download de cada capítulo. O livro estava disponível, mesmo para quem não quisesse pagar por ele. King alertou que, caso 75% dos downloads não fossem pagos, ele pararia de escrever o livro. No primeiro mês o número de downloads pagos atingiu 76%, no segundo mês, não.

Muitos pagaram, King recebeu inclusive notas de um dólar pelo correio e até mesmo um dólar de prata. Não podemos esquecer, contudo, a lealdade já conhecida de seus fãs. Mesmo assim, a coisa toda não deu certo. Será que um escritor desconhecido conseguiria 30% de downloads pagos?

De qualquer forma, O que Stephen King fez, foi estabelecer uma nova maneira de seus leitores lidarem com seu produto/serviço. Talvez não tenha sido a melhor delas. Qualquer economista recomendaria não contar com a honestidade de seus clientes como principal estratégia de vendas, a menos é claro, que você seja dono de alguma seita. Mas ele tentou algo inédito e que serviu para nos mostrar que novas idéias, mesmo quando não funcionam, nos levam à novas idéias que talvez possam funcionar.

Não podemos nunca esquecer que um site não deve ser apenas uma janela para sua marca, seu produto ou serviço, um site deve oferecer uma nova maneira de lidar com tudo isso.

Um site deve, pelo menos, seguir os princípios básicos da internet, ou seja, tornar o acesso mais amplo, mais rápido, mais cômodo e/ou mais barato.

Se o seu site não faz isso, então ele é apenas um site. Apenas uma janela colorida que nem sempre faz sentido.

Com meu blog eu consegui oferecer meus livros à um número significativamente maior de leitores. Com as edições de pequenas editoras e de autor, a tiragem sempre é pequena, a divulgação é quase nula e a renda, mínima.

Ao disponibilizar meus livros neste blog tornei o acesso mais amplo, mais rápido, mais cômodo e mais barato.

Alguém pode dizer: “mas você não está ganhando dinheiro com isso!”.

E é verdade, mas antes eu também não estava.

Contudo, algo mudou e para melhor. Tive mais leitores em um mês do que em alguns anos de “carreira”. Não tive gastos com editoração, impressão, divulgação e distribuição. Recebo e-mails diários de leitores elogiando, incentivando, criticando, discutindo a trama dos livros, fazendo perguntas sobre personagens e pedindo mais. Alguns, poucos ainda, perguntam sobre uma possível publicação em papel, dizendo-se interessados em adquirir o livro em seu formato tradicional. [ Que já estão disponíveis para venda! ]

Estou tentando coisas novas. O livro TRASH Volume I, por exemplo, tem até trilha sonora. Por enquanto esta idéia está funcionando dentro das metas que havia proposto. Futuramente não sei o que virá. Estou acompanhando o mercado, as tendências, os autores tradicionais, os autores virtuais e suas novas idéias e propostas.

Disciplina e paciência são tão importantes nesse caso, quanto as novas idéias.

E que venham as novas idéias!


Nota: citação Marcos Reis Pinto www.marcioreispinto.org
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Faça maluquices com meu livro – Cory Doctorow [ Republicado ]

In Arte, Código Aberto, Cory Doctorow, Creative Commons, Cultura, Direito Autoral, DRM, Ebook, Internet, Literatura, Variedades on 8 novembro, 2009 at 12:07 pm
“Estou lançando o texto completo deste livro na forma de um e-book livre e que pode ser livremente distribuído. Você pode baixá-lo a partir da Internet, colocá-lo em uma rede P2P, colocá-lo no seu site , mandá-lo por e-mail para um amigo e, se você for um viciado em árvores mortas, pode até mesmo imprimi-lo.

Por que estou fazendo tudo isso?

Bem, é uma longa história, mas, para encurtá-la: a vida dos escritores de primeira viagem não é nada fácil. Nossas editoras não têm o orçamento destinado a lançamentos e propaganda esperando por fatores desconhecidos como nós. Na maioria das vezes, alcançamos o sucesso ou a obscuridade na base do “boca-a-boca”. Para mim, isso funciona. Tenho um blog , o Boing Boing ( http://boingboing.net/ ), onde eu faço muita propaganda do tipo boca-a-boca.

Tenho compulsão em contar a amigos e estranhos sobre as coisas de que gosto.

E contar às pessoas sobre coisas das quais gosto fica muito , muito mais fácil se eu puder mandar o que escrevo a elas. Muito mais fácil. Além do mais, as redes P2P são fantásticas. A maioria dos livros, músicas e filmes que são lançados não estão disponíveis para venda na maior parte do mundo.

No breve tempo em que as redes P2P apareceram e começaram a florescer, as massas dos usuários de Internet conseguiram colocar praticamente tudo on-line. Melhor ainda, conseguiram fazê-lo de modo mais barato do que qualquer esforço de arquivamento ou revitalização de valores antigos já tentado anteriormente.

Eu me alimento de informações, e este tipo de facilidade que a Internet provém faz com que eu tenha um real vislumbre do que será o futuro.

Sim, há problemas legais. Sim, é difícil saber como as pessoas poderão ganhar dinheiro fazendo este tipo de coisa. Sim, há muitas implicações sociais e uma séria ameaça à imaginação, à liberdade, à economia e tudo o que estiver relacionado a isso. É um clássico cenário de fim-de-uma-era e, sendo um escritor de ficção científica, cenários de fim-de-uma-era fazem parte do meu negócio.

Tendo dito tudo isso, o negócio é o seguinte: estou lançando este livro sob uma licença desenvolvida pelo projeto Creative Commons (http://creativecommons.org/).

É um projeto que faz com que pessoas como eu elaborem nossos próprios acordos de licença para a distribuição dos nossos trabalhos de criação, sob termos similares àqueles empregados pelo movimento de Software de Código Livre/Aberto. É um excelente projeto, e tenho orgulho de fazer parte dele. “

Cory Doctorow

Aqui, um resumo da licença em inglês:

Aqui, um resumo da licença em português:

O escritor de ficção científica Cory Doctorow ao lançar sua obra em domínio público para países em desenvolvimento através do sistema Creative Commons disse:

“Se você tiver uma imaginação pobre, pode pensar que vamos entrar nessa era como leitores de e-books que simulem a experiência de estar carregando livros ‘reais’, só que digitais” provoca o autor no prefácio do livro. “Não, o uso social dos e-books será bem mais estranho que isso. Algo estranho demais para imaginarmos hoje, como a idéia do mercado de radiofônico era incompreensível para os artistas de vaudeville que acusavam a estação de rádio de pirataria em massa por tocarem suas músicas no ar.”

E conforme sua sugestão:

“Quando baixar meu livro, por favor, faça coisas malucas e legais com ele. Imagine novos usos para um livro. E então me conte”

Estou publicando aqui no blog a explicação que faz parte de O FUNDO DO POÇO NO REINO ENCANTADO, seu primeiro romance traduzido para o português.

Doctorow me provocou inúmeras reações ultimamente, dentre as quais… inveja. Ok, isso faz parte, eu acho. Mas ao conhecer melhor seu trabalho, suas qualidades e sua ousadia, a reações que se sobressaíram foram admiração e inspiração.

Essas aí, são as explicações Cory Doctorow, das quais, no que se refere a publicar “virtualmente”, faço-as, minhas palavras.

Serviço:

Título: O FUNDO DO POÇO NO REINO ENCANTADO
Autor: Cory Doctorow
Tradução: José Rafael de Macedo Zullo
Revisão: Ibrahim Cesar Nogueira de Souza
Título original: Down and Out in the Magic Kingdom
Copyright ©2003 Cory Doctorow
doctorow@craphound.com
http://www.craphound.com/
2006 – 2007

Imprensa: Release, Críticas e Notícias

In Arte, Código Aberto, Comunicados, Creative Commons, Cultura, Direito Autoral, DRM, Ebook, Internet, Release, Variedades on 6 novembro, 2009 at 10:06 am
Release TRASH Vol. I Zumbis & Tentáculos

Número de páginas: 181
Peso: 221 gramas
Edição: 1 (2009)
Acabamento da capa: Papel supremo 250g/m², 4×0, laminação fosca.
Acabamento do miolo: Papel offset 75g/m², 1×1, cadernos fresados e colados (para livros com mais de 70 páginas) ou grampeados (para livros com menos de 70 páginas), A5 Preto e Branco.
Formato: Médio (140x210mm), brochura com orelhas.

“TRASH é um Romance Pulp Fiction”

Nina Pessanha



Release A Fábula – Cidade dos Desgraçados:

Número de páginas: 188
Peso: 228 gramas
Edição: 2 (2009)
Acabamento da capa: Papel supremo 250g/m², 4×0, laminação fosca.
Acabamento do miolo: Papel offset 75g/m², 1×1, cadernos fresados e colados (para livros com mais de 70 páginas) ou grampeados (para livros com menos de 70 páginas), A5 Preto e Branco.
Formato: Médio (140x210mm), brochura com orelhas

Uma fábula sombria e instigante. Uma viagem onde tudo pode acontecer, principalmente o impossível. Uma história de arrepiar.

SUPLEMENTO LITERÁRIO A ILHA

Neste livro, Hugo Maximo está nos falando de terror, de uma cidade dominada pelo Demônio. O livro prende, envolve e arrebata, e é daqueles que a gente não consegue dormir sem acabar de ler.

Coojornal

O suspense em que a trama mantém o leitor é digno dos mestres deste estilo.

Yedda de Castro Brascher Goulart
Escritora Mestre em Letras – UFSC


Crítica A Fábula:

Neste livro Hugo Maximo demonstra seu domínio sobre o romance de suspense, com fortes componentes visuais, o que nos faz refletir sobre as possibilidades de apresentação cinematográfica, que o transformaria num filme de terror.

A obra transpõe os limites da realidade e nos conduz totalmente a uma dimensão surreal onde se trava uma batalha entre o bem e o mal, entre a fragilidade humana e o poder das trevas.

A trama muito bem urdida mantém o sobressalto até o último capitulo e a leitura como que nos faz reféns ao lado dos personagens, solidarizando‑nos com eles e sentindo os horrores que enfrentam.

Classificando‑o como fábula, o autor nos incita a decodificação de um conteúdo polissêmico, portanto altamente metaforizado. A Cidade dos Desgraçados contém ingredientes insólitos e nos coloca frente a frente com nossos limites.

A trama traz à tona a questão do da acomodação e do servilismo diante do poder maior e do medo ao mesmo tempo em que demonstra a capacidade humana de superação do ceticismo e do medo. E é esta superação a única forma de salvação.

O suspense em que a trama mantém o leitor é digno dos mestres deste estilo.

Yedda de Castro Brascher Goulart
Escritora Mestre em Letras – UFSC


Release
E-Books:

Escritor disponibiliza gratuitamente livros na Internet pelo sistema Creative Commons

O escritor Hugo Maximo disponibilizou gratuitamente no seu blog: http://matrixordinaria.blogspot.com/, pelo sistema Creative Commons, os livros de sua autoria: Depois de três livros publicados da maneira tradicional resolveu atacar em outras frentes, a exemplo do autor Cory Doctorow e de outros escritores, defensores do sistema copyleft de direitos autorais.

Blog do autor: http://matrixordinaria.blogspot.com/

Livros publicados:
– A Fábula: Cidade dos Desgraçados, Hemisfério Sul, 2001.

– A Fábula: Cidade dos Desgraçados, Clube de Autores, 2009. [Segunda Edição]

– O Caso da Cruz de Prata, Estúdio Criação, 2007. Ilustrações de Eugênio Colonnese.

– O Caso da Cruz de Prata, Estúdio Criação, 2010. Ilustrações de Eugênio Colonnese. [Segunda Edição]

– A Cidade Lobo, Estúdio Criação, 2007. Ilustrações de Eugênio Colonnese.

– A Cidade Lobo, Estúdio Criação, 2010. Ilustrações de Eugênio Colonnese. [Segunda Edição]
E-Books:

– Visões do Mal, Creative Commons, 2002. [Em Revisão]

– Mundo Bizarro, Creative Commons, 2003. [Em Revisão]

Críticas:

A Fábula:

Neste livro, Hugo Maximo está nos falando de terror, de uma cidade dominada pelo Demônio. O livro prende, envolve e arrebata, e é daqueles que a gente não consegue dormir sem acabar de ler.

Coojornal

A FÁBULA: CIDADE DOS DESGRAÇADOS – uma fábula sombria e instigante. Uma viagem onde tudo pode acontecer, principalmente o impossível. Uma história de arrepiar. Pela Editora Hemisfério Sul, de Hugo Maximo.

SUPLEMENTO LITERÁRIO A ILHA

Nesse trabalho de estréia, narrativa de fôlego, coisa rara por aqui, Hugo Maximo desponta com o charme indelével da fabulação. Contar uma história, e uma história de arrepiar, à XIX, inclusive no tema, sombria e instigante, é seu objetivo primordial. Sem compromissos, sem pretensões intelectualóides. E nada que compará-lo a Stephen King ou Clive Barker, embora as influências sejam possíveis, visto que o tom hiperbólico e conseqüentemente divertido garante a originalidade do seu texto. É uma prova de que a literatura, mesmo nessa época de orgias audiovisuais, pode e deve ser uma atividade prazerosa, criativa, inadiável.

Vamos lá! Abra o livro e crie coragem de acompanhar Daniel. Não posso garantir segurança. Surpresa, porém, você as encontrará aos montes, em cada capítulo, em cada página. Vá em frente, amigo leitor, mas vá preparado! É o Hugo e é o Máximo que tenho a dizer.

Escritor Maicon Tenfen

Uma curiosidade a respeito desse jovem talento, que já vive em Blumenau faz alguns anos, é que ele passou a sua infância, literalmente, dentro de uma Biblioteca. Sua mãe era a bibliotecária, e ele não tinha com quem ficar depois das aulas – e assim passou as tardes da sua infância lendo, receita infalível para que se crie um bom escritor. Segundo o historiador e escritor Viegas Fernandes da Costa, “A gente conhece o bom escritor porque é aquele que lê mais do que escreve”. Nada mais adequado no que se refere a Hugo Maximo!

Escritora Urda Alice Klueger


Neste livro Hugo Maximo demonstra seu domínio sobre o romance de suspense, com fortes componentes visuais, o que nos faz refletir sobre as possibilidades de apresentação cinematográfica, que o transformaria num filme de terror.

A obra transpõe os limites da realidade e nos conduz totalmente a uma dimensão surreal onde se trava uma batalha entre o bem e o mal, entre a fragilidade humana e o poder das trevas.

A trama muito bem urdida mantém o sobressalto até o último capitulo e a leitura como que nos faz reféns ao lado dos personagens, solidarizando‑nos com eles e sentindo os horrores que enfrentam.

Classificando‑o como fábula, o autor nos incita a decodificação de um conteúdo polissêmico, portanto altamente metaforizado. A Cidade dos Desgraçados contém ingredientes insólitos e nos coloca frente a frente com nossos limites.

A trama traz à tona a questão do da acomodação e do servilismo diante do poder maior e do medo ao mesmo tempo em que demonstra a capacidade humana de superação do ceticismo e do medo. E é esta superação a única forma de salvação.

O suspense em que a trama mantém o leitor é digno dos mestres deste estilo.

Yedda de Castro Brascher Goulart
Escritora Mestre em Letras – UFSC

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Medo do Escuro

Livre é diferente de grátis

O que leva um autor a disponibilizar seu trabalho livremente na internet [ ou em qualquer outro meio ] é a divulgação.

O termo gratuito é relativo, já que há algum custo envolvido na parte de produção, mesmo em se tratando de um arquivo digital, como criação, tempo de produção, manutenção de link e do próprio site ou blog.

O preço de uma obra sempre é simbólico, tendo em vista a impossibilidade de quantificar em um valor monetário o tempo de aprendizado, criação, dedicação, originalidade, etc, despendido na tarefa.

O retorno que o autor espera é moral, isto é, o reconhecimento de seus talentos [ quando eles existem ] críticas que possam contribuir para o seu aperfeiçoamento e credibilidade junto aos leitores, possíveis editores e colegas de ofício.

A forma de retribuição por parte dos leitores, caso tenham apreciado a obra, pode ser exercida no auxilio à divulgação, indicando a obra e o autor à amigos e à trabalhos relacionados.

Todos sabem a importância da campanha “boca a boca” no campo das artes e do entretenimento, principalmente na internet. No cyberespaço o mesmo ocorre, link a link. E as redes sociais fazem com que o alcance dessas recomendações se torne, praticamente, ilimitado.

Então, caso você tenha gostado de uma obra livremente disponibilizada, retribua contribuindo com divulgação.

Em muitos blogs e sites, existe a venda de e-books e de serviços relacionados. Muitas vezes regulados por sistemas DRM. Downloads pagos, editoração, confecção de capa, etc.

Nada contra. Mas não podemos esquecer que os sistemas de DRM são, por natureza, contrários ao principio básico da internet: “transportar bits de forma rápida e barata.”

Acredito, portanto, que não será se utilizando de velhas fórmulas que encontraremos uma maneira justa de remunerar os autores por seus trabalhos disponibilizados livremente.

FRANKENSTEIN Her Majesty’s Secret Service Book One

In Animação, Arte, Código Aberto, Cinema, Comunicados, Creative Commons, Cultura, Direito Autoral, DRM, Ebook, História em Quadrinhos, Ilustração, Imagens, Internet, Literatura, Variedades on 23 julho, 2009 at 12:13 pm

http://www.drunkduck.com/FRANKENSTEIN__Her_Majestys_Secret_Service/

Ubuntu… eu vou aprender… Ubuntu…?

In Código Aberto, Comunicados, Creative Commons, Cultura, Direito Autoral, DRM, Internet, Tecnologia, Variedades on 22 novembro, 2008 at 7:55 pm

O que é o Ubuntu?

Ubuntu é um sistema operacional baseado em Linux desenvolvido pela comunidade e é perfeito para notebooks, desktops e servidores. Ele contém todos os aplicativos que você precisa – um navegador web, programas de apresentação, edição de texto, planilha eletrônica, comunicador instantâneo e muito mais.

Compromisso Ubuntu

  • O Ubuntu sempre será gratuito, e não cobrará adicionais por uma “versão enterprise” ou atualizações de segurança. Nosso melhor trabalho está disponível para todos sob as mesmas condições.

  • Uma nova versão do Ubuntu é lançada periodicamente a cada seis meses. Cada nova versão possui suporte completo, incluindo atualizações de segurança pela Canonical por pelo menos 18 meses, tudo isto gratuitamente.

  • O Ubuntu possui a melhor infraestrutura de tradução e acessibilidade que a comunidade do Software Livre tem a oferecer, tornando o Ubuntu usável por tantas pessoas quanto for possível.

  • O CD do Ubuntu possui apenas Software Livre, nós encorajamos você a usar software de código aberto, melhorá-lo e distribui-lo.

Obtenha o Ubuntu


Baixe o Ubuntu agora mesmo ou solicite seu CD

Download

Clique no link para ver as opções de download e baixar agora mesmo a sua cópia do Ubuntu. Esta é a maneira mais simples, rápida e fácil de se obter o Ubuntu – o arquivo possui apenas 700MB para ser gravado em um único CD.

CDs gravados (comunidade)

Veja aqui uma lista contendo o contato de usuários que estão distribuindo voluntariamente CDs do Ubuntu em todo o Brasil, através desta lista você pode entrar diretamente em contato com alguém da sua cidade ou mais próximo a você.

CDs gravados (ShipIt)

A Canonical, empresa que patrocina o desenvolvimento do Ubuntu, possui um serviço de distribuição de CDs. Este serviço chega a você sem custo algum, embora gere uma série de despesas que poderiam estar sendo empregadas no desenvolvimento do sistema operacional.
Se você deseja solicitar seus CDs do Ubuntu acesse esta página.

Fonte: http://www.ubuntu-br.org/

Uma Cultura Compartilhada: "Shared Culture"

In Arte, Artigo, Código Aberto, Cinema, Comunicados, Creative Commons, Cultura, Direito Autoral, DRM, Internet, Tecnologia, Variedades on 18 novembro, 2008 at 9:04 pm
Para celebrar sua campanha de arrecadação de fundos de 2008, o Creative Commons lançou “Shared Culture” (Uma Cultura Compartilhada), um vídeo do renomado cinegrafista Jesse Dylan. Conhecido por uma variedade de filmes, clipes musicais e inclusive o vídeo de campanha, “Yes We Can”, do candidato à presidência dos Estados Unidos, Barack Obama, Dylan visa divulgar a missão Creative Commons através de “Shared Culture”.

O vídeo conta com os principais pensadores por trás do Creative Commons que explicam como a organização está ajudando criadores a compartilharem suas obras com o público de maneira simples através de ferramentas gratuitas para permitir a disseminação legal e a própria criação de obras derivadas (ou “remixagens”).

São exibidos trechos de entrevistas intercalados com dezenas de fotos licenciadas em CC. A trilha sonora, composta de duas faixas da banda Nine Inch Nails, também destaca a funcionalidade da “cultura compartilhada” através das faixas “17 Ghosts II” e “21 Ghosts III”, também licenciadas em Creative Commons.

Acesse a página do “Shared Culture” para ter acesso a mais informações (incluindo créditos completos), a todas as imagens usadas e ao próprio arquivo do vídeo em diferentes formatos.


Fonte: http://www.creativecommons.org.br/

Google Books assina acordo milionário

In Código Aberto, Cultura, Direito Autoral, DRM, Ebook, Internet, Literatura, Tecnologia, Variedades on 17 novembro, 2008 at 3:57 am

Nesta terça-feira (28), o Google anunciou um acordo com a Associação de Autores dos EUA para manter o conteúdo do Google Book Search, seu serviço de pesquisa de livros

Fonte: Google Books / Portal da Imprensa

Três anos atrás, a Authors Guild, a Association of American Publishers (Associação de Editoras Americanas) e um grupo de autores e editoras moveram uma ação coletiva contra a Pesquisa de Livros do Google.

Agora, a emppresa anunciou um acordo com os autores dessa ação e pretende trabalhar em conjunto com esses parceiros do setor, para colocar on-line ainda mais livros do mundo inteiro. Juntos a Google afirmou que chegará muito mais longe, e tudo isso trazendo benefícios duradouros para autores, editoras, pesquisadores e leitores.

Ainda vai levar um tempo para que este acordo seja aprovado e concluído pela Justiça. Veja o que pretende fazer a empresa, brevemente.

Para disponibilizar online as obras, a empresa de internet vai pagar US$ 125 milhões em compensações.

O E-Book parece finalmente sinalizar a realização de um sonho profetizado pela internet, que efetivamente ainda não se cumpriu: A real democratização do conhecimento.

Fonte: http://e-educador.com/

Livre é diferente de grátis [Republicado]

In Arte, Código Aberto, Comunicados, Crônica, Creative Commons, Cultura, Direito Autoral, DRM, Ebook, Internet, Literatura on 3 novembro, 2008 at 12:06 am

Livre é diferente de grátis

Mais questões por e-mail

O que leva um autor a disponibilizar seu trabalho livremente na internet [ ou em qualquer outro meio ] é a divulgação.

O termo gratuito é relativo, já que há algum custo envolvido na parte de produção, mesmo em se tratando de um arquivo digital, como criação, tempo de produção, manutenção de link e do próprio site ou blog.

O preço de uma obra sempre é simbólico, tendo em vista a impossibilidade de quantificar em um valor monetário o tempo de aprendizado, criação, dedicação, originalidade, etc, despendido na tarefa.

O retorno que o autor espera é moral, isto é, o reconhecimento de seus talentos [ quando eles existem ] críticas que possam contribuir para o seu aperfeiçoamento e credibilidade junto aos leitores, possíveis editores e colegas de ofício.

A forma de retribuição por parte dos leitores, caso tenham apreciado a obra, pode ser exercida no auxilio à divulgação, indicando a obra e o autor à amigos e à trabalhos relacionados.

Todos sabem a importância da campanha “boca a boca” no campo das artes e do entretenimento, principalmente na internet. No cyberespaço o mesmo ocorre, link a link. E as redes sociais fazem com que o alcance dessas recomendações se torne, praticamente, ilimitado.

Então, caso você tenha gostado de uma obra livremente disponibilizada, retribua contribuindo com divulgação.

Em muitos blogs e sites, existe a venda de e-books e de serviços relacionados. Muitas vezes regulados por sistemas DRM. Downloads pagos, editoração, confecção de capa, etc.

Nada contra. Mas não podemos esquecer que os sistemas de DRM são, por natureza, contrários ao principio básico da internet: “transportar bits de forma rápida e barata.”

Acredito, portanto, que não será se utilizando de velhas fórmulas que encontraremos uma maneira justa de remunerar os autores por seus trabalhos disponibilizados livremente.

Internet: O Arquivo ( ou pirataria é crime, não ataque os navios )

In Código Aberto, Cinema, Crônica, Creative Commons, Cultura, Direito Autoral, DRM, Internet, Literatura, Música, Variedades on 15 janeiro, 2008 at 8:00 am
Imagine um lugar onde vários filmes, livros e músicas estão arquivados.

Você pode acessar esse lugar e ler online, assistir, ouvir ou baixar para o seu computador ou celular. Isso mesmo, livros, músicas, filmes e textos.

E tudo isso sem ser considerado um pirata, um criminoso. Pois pode parar de imaginar, esse lugar existe.

Bom demais pra ser verdade? Mais ou menos…

Ainda não é o sétimo céu, mas quem sabe um dia.

No internet archive http://www.archive.org/ você encontra vários filmes, músicas, imagens e textos que já não estão mais sob proteção das leis de direitos autorais, são produções artísticas e intelectuais livres de copyrgth. São produções culturais que se tornaram públicas.

Toda propriedade intelectual, artística, cultura, tem um prazo limite de proteção e quando este expira, a obra torna-se pública. Por isso, no site você encontrará coisas velhas, mas ainda assim é uma boa notícia.

Isso nos dá, de certa forma, uma visão de como poderá ser a concretização do que foi prometido e alardeado com o início da internet: acesso irrestrito à cultura.

Os velhos clássicos do cinema estão lá. Sem senhas, sem propagandas, sem registros, sem cadastro, sem DRM, basta acessar.

Ontem mesmo assisti Dementia 13 de Francis Ford Coppola que eu nem me lembrava mais. Stephen king considerou esse um dos filmes mais assustadores de todos os tempos.

Já estou me programando, um filmão por noite. Hoje The Last Man on Earth, a primeira adaptação de Eu Sou a Lenda de Richard Masterson, e amanhã vai ser Attack of the 50 Foot Woman e depois, só Deus sabe!

O Grande Arquivo existe, e eu digo obrigado.

Link: http://www.archive.org/

P.S.: li essa na internet em algum lugar: “Pirataria é crime, não ataque os navios“, acho que vou fazer uma camiseta.

Warner vende música online sem DRM através da Amazon

In Direito Autoral, DRM, Internet on 5 janeiro, 2008 at 9:23 am
A Warner Music vai vender música sem proteções anti-cópia na Amazon. A loja de música é a plataforma escolhida pela líder mundial deste mercado para fornecer música sem restrições de proteção aos direitos de autor.

A Universal e a EMI já seguiram a mesma política. Apenas a Sony se mantém fora desta estratégia que parece assentar num progressivo abandono das tecnologias de proteção de direitos digitais, limitativas na forma como o consumidor pode dispor da cópia que adquiriu.

Analistas consultados pela imprensa internacional defendem que o fato da Warner ter tomado esta medida é um sinal de que à prazo todas as editoras seguirão o mesmo caminho, já que é o terceiro dos 4 gigantes da música a fazê-lo.

A própria Sony já tinha anunciado a intenção de, em 2008, disponibilizar uma parte do seu catálogo sem restrições à forma como uma cópia é usada.

A loja de música da Amazon, onde também já são vendidas músicas sem DRM das duas editoras concorrentes da Warner vê agora aumentado o seu catálogo para os 2,9 milhões de faixas de música.

Vale lembrar que serviço estreou em Setembro e vem reunir o apoio dos mais importantes players desta área. Face ao iTunes tem agora duas grandes parcerias que o diferenciam, com a Warner e com a Universal.

Fonte: http://tek.sapo.pt

E eu pergunto? Fizeram isso porque estavam ou não vendendo?

Livre é diferente de grátis

In Código Aberto, Creative Commons, Direito Autoral, DRM, Ebook, Internet, Literatura on 19 dezembro, 2007 at 5:42 pm
Mais questões por e-mail

O que leva um autor a disponibilizar seu trabalho livremente na internet [ ou em qualquer outro meio ] é a divulgação.

O termo gratuito é relativo, já que há algum custo envolvido na parte de produção, mesmo em se tratando de um arquivo digital, como criação, tempo de produção, manutenção de link e do próprio site ou blog.

O preço de uma obra sempre é simbólico, tendo em vista a impossibilidade de quantificar em um valor monetário o tempo de aprendizado, criação, dedicação, originalidade, etc, despendido na tarefa.

O retorno que o autor espera é moral, isto é, o reconhecimento de seus talentos [ quando eles existem ] críticas que possam contribuir para o seu aperfeiçoamento e credibilidade junto aos leitores, possíveis editores e colegas de ofício.

A forma de retribuição por parte dos leitores, caso tenham apreciado a obra, pode ser exercida no auxilio à divulgação, indicando a obra e o autor à amigos e à trabalhos relacionados.

Todos sabem a importância da campanha “boca a boca” no campo das artes e do entretenimento, principalmente na internet. No cyberespaço o mesmo ocorre, link a link. E as redes sociais fazem com que o alcance dessas recomendações se torne, praticamente, ilimitado.

Então, caso você tenha gostado de uma obra livremente disponibilizada, retribua contribuindo com divulgação.

Em muitos blogs e sites, existe a venda de e-books e de serviços relacionados. Muitas vezes regulados por sistemas DRM. Downloads pagos, editoração, confecção de capa, etc.

Nada contra. Mas não podemos esquecer que os sistemas de DRM são, por natureza, contrários ao principio básico da internet: “transportar bits de forma rápida e barata.”

Acredito, portanto, que não será se utilizando de velhas fórmulas que encontraremos uma maneira justa de remunerar os autores por seus trabalhos disponibilizados livremente.

Meu nome é Hugo e eu compartilho arquivos

In Artigo, Código Aberto, Creative Commons, Direito Autoral, DRM, Internet on 6 dezembro, 2007 at 7:37 am
DRM – dois pesos e duas medidas

Por lógica, quando você paga por alguma coisa essa coisa passa a ser sua e você pode fazer com ela o que quiser, basicamente. Desde que respeite os direitos do autor. Por exemplo: eu comprei um livro, o livro é meu e eu posso ler, queimar, rasgar, dobrar as orelhas, fazer anotações e principalmente compartilhá-lo. Sim, emprestar um livro a um amigo é compartilhar arquivos. Um estudo diz que um livro comprado geralmente pode ser lido por cinco, até dez pessoas. Isso é compartilhar arquivos.

O que eu não posso fazer com o livro é desrespeitar os direitos do autor, ou seja, não posso sair por aí dizendo que foi eu quem o escrevi. Mas vejam só, depois que eu li o livro e todos os amigos a quem emprestei o livro o leram, eu posso vendê-lo à uma loja de livros usados. E isso não é considerado crime.

E em muitas dessas lojas de usados, se vende e se compra CD de músicas, filmes, jogos e até mesmo programas de computador. E isso não é considerado crime.

Mas se você compartilha arquivos pela Internet, mesmo os arquivos que você pagou, isso sim é crime.

Aqui morre toda a lógica da DRM ( Digital Rights Management ). São dois pesos e duas medidas, sempre lembrando que a Lei de Direitos Autorais não é uma lei moral e sim uma lei de regulamentação prática, sempre “emendada” à favor de interesses econômicos, por vezes, distantes da lógica dos demais direitos e da moral.

Quando você pega um livro emprestado em um biblioteca, você está compartilhando arquivos. Quando você chama seus amigos até a sua casa para assistirem um DVD que você comprou legalmente ou alugou em alguma locadora de filmes, vejam só, você está compartilhando arquivos! Você não vai ser preso por isso, pode ter certeza.

A DRM é o oposto a difusão de conhecimentos. Por conseqüência, é oposta ao conceito básico da internet e dos computadores.

Como diz Cory Doctorow, o computador nada mais é do que uma máquina que manipula bits e a internet nada mais é do que uma “máquina” que transporta bits de forma rápida e barata e ponto final.

Um sistema que vai contra essas premissas básicas, não pode ser lógico, não pode ser aceito e com certeza, não deve perdurar.

Gerenciamento digital de direitos (DRM*) – ESQUEÇAM!, por Cory Doctorow

In Código Aberto, Direito Autoral, DRM on 10 novembro, 2007 at 7:26 pm
Não vou postar o texto todo aqui, mas vale a pena ler, principalmente para quem tem “um cachorro nessa briga”, ou interesse em internet, futuro e produção artística e intelectual.

Pra resumir, Cory vai tentar convencê-los de que:

Sistemas pra DRM não funcionam
Sistemas pra DRM fazem mal a sociedade
Sistemas pra DRM são ruins pros negócios
Sistemas pra DRM são ruins pros artistas
DRM é uma péssima decisão de negócios para a MSFT

E que estas são as duas coisas mais importantes para se saber sobre computadores e a Internet:

1. Um computador é uma máquina para manipular bits.

2. A Internet é uma “máquina” para mover bits de um lugar a outro de maneira muito barata e rápida.

Qualquer nova mídia que se desenvolva com a Internet e com computadores vai abraçar esses fatos, não se arrepender deles.

A palestra foi originalmente proferida para o Grupo de Pesquisa da Microsoft (Microsoft’s Research Group) e outras partes interessadas (internas à companhia) no seu escritório em Redmond em 17 de Junho de 2004, por Cory Doctorow.

Vale ressaltar que Cory começa a palestra para os funcionários da Microsoft com a seguinte frase: “Saudações amigos piratas! Arrrrr!”

Este é o link para o site do Ministério da Cultura, onde está hospedada a palestra:

Por favor, des-comente!

Produção Intelectual e o Futuro

In Código Aberto, Creative Commons, Direito Autoral, DRM, Internet on 1 novembro, 2007 at 3:10 pm
O que está acontecendo? Músicos estão liberando suas gravações gratuitamente na internet, o mesmo vem acontecendo com escritores, desenhistas, enfim, o que estas pessoas estão fazendo?

É evidente que uma mudança gigantesca sobre como lidamos com a produção intelectual está acontecendo, porquê? Como? Quem?

Vamos fazer uma brincadeira de somar, ok, então ta:

Some o lema do movimento Punk: “faça você mesmo”

Eram garotos pobres que queriam ser roqueiros, mas não tinham dinheiro para aulas de música, muito menos para equipamentos adequados. Isso os impediu? Entendeu essa parte?

Certo, então. Agora some a isto o movimento, ou melhor, o processo das tecnologias que disponibilizam esses produtos intelectuais.

Um exemplo, antes de Gutemberg, os livros eram escritos à mão. A imprensa não só facilitou o processo, como inseriu novas maneiras de se produzir, distribuir e comercializar. É claro que teve gente contra, afinal eles [ sempre ELES ], estão sempre de plantão. O que quero dizer é que olhando do presente, como alguém poderia dizer: “ei, espertinho, pode parar com essa história!”? Como alguém em sã consciência pretende negar essa evolução?

Outro exemplo. Antes das rádios e dos sistemas de gravação, se você quisesse ouvir música no sábado à noite, teria que conhecer algum músico amigo que tocasse de graça, ou ainda teria de contratar um músico para tocar pra você. Assim, as empresas que imprimiam partituras e as lojas e fabricas de instrumentos musicais, além do músico, é claro, eram os únicos que lucravam financeiramente com isso. Quando o rádio surgiu, é claro que as empresas de reprodução de partituras gritaram: “ei, espertinhos, podem parar com essa história!”. Alguém deu ouvidos as empresas que reproduziam partituras? Acho que não.

E quando surgiram os sistemas de gravação alguns disseram que isso seria o fim das rádios. Alguns representantes da industria radiofônica certamente devem ter dito: “ei, espertinhos, podem parar com essa história!”. Isso realmente aconteceu, pesquisem no Google sobre a Sony e o desenvolvimento das fitas cassetes. “O quê? Gravar em casa? Estamos arruinados”, disseram algumas gravadoras.

Está estendendo até aqui? Então voltando a soma nós temos:

Faça você mesmo + o processo de evolução de como lidamos com a produção intelectual.

Certo, mas o que fazemos com isso?

Agora vejamos. Você não paga para assistir na TV um canal aberto. Tirando os impostos e a eletricidade você não paga nada. São os anunciantes que pagam para que a TV produzir conteúdo para que você tenha o seu entretenimento. O mesmo acontece com as rádios. Por que o mesmo não acontece com os livros, com os CDs ou com as histórias em quadrinhos? Isso soa ingênuo? Pois bem, eu sei que sim. Mas ingênuo ou não, já está acontecendo e talvez, eu disse talvez, essa possa ser uma das alternativas para o futuro. As industrias precisam que seus produtos cheguem ao consumidor. O veículo poder ser um, como também pode ser outro.

Antes de continuar gostaria de dizer que sou contra as leis de incentivo a cultura. Não acho que o dinheiro dos contribuintes deve ser gasto para inflar ego de escritores, músicos ou atores. E ei, vejam só, aposto que essa alternativa não soa ingênua. Sei disso, mas não me parece certo.

Voltando, então, a falar sobre alternativas, o que temo em nossa soma?

Faça você mesmo + o processo de evolução de como lidamos com a produção intelectual + alternativas de viabilizar a produção e a distribuição deste mesmo material.

Viabilizar significa tornar possível, sustentar a produção de material intelectual e posteriormente sua distribuição.

E é aí que entra a internet e a redescoberta do comum.

A internet está tornando possível a comunhão [ esqueça o termo comunismo, simplesmente porque não é saudável dar falsas esperanças a sociopatas políticos ], as pessoas estão trocando coisas, e isso se chama P2P. não prertendo dar uma aula sobre termos em geral, tem muita gente fazendo isso. Mas isso é relativamente novo e mal começou a ser explorado. A internet está eliminando intermediários, [ ah a eterna luta entre o “artista” e o empresário, o músico e a gravadora, o escritor e a editora e quem ]fica com a maior fatia do bolo]. Pois bem, o músico não precisa mais da gravadora, nem o escritor, da editora. Isso não significa que ele [ sempre ELES ] devem ser linchados ou abandonados, mas significa que a conversa agora, pode ser em pé de igualdade.

Faça você mesmo + o processo de evolução de como lidamos com a produção intelectual + alternativas de viabilizar a produção e a distribuição deste mesmo material é igual… ainda não sabemos, mas estou louco para descobrir.

E afinal, sobre a troca de arquivos na internet, as gravadoras principalmente, já estão berrando: “ei, espertinhos, podem parar com essa história!”. Pois e agora, desta vez, ao contraio de todas as anteriores, será que a história vai ser diferente?

Por favor, descomente!

Imprensa: Release, Críticas e Notícias

In Código Aberto, Comunicados, Cory Doctorow, Creative Commons, Cultura, Direito Autoral, DRM, Ebook, Internet, Literatura, Release, Tecnologia, Variedades on 16 março, 2007 at 11:32 am
Release TRASH Vol. I Zumbis & Tentáculos

Número de páginas: 181
Peso: 221 gramas
Edição: 1 (2009)
Acabamento da capa: Papel supremo 250g/m², 4×0, laminação fosca.
Acabamento do miolo: Papel offset 75g/m², 1×1, cadernos fresados e colados (para livros com mais de 70 páginas) ou grampeados (para livros com menos de 70 páginas), A5 Preto e Branco.
Formato: Médio (140x210mm), brochura com orelhas.

“TRASH é um Romance Pulp Fiction”

Nina Pessanha



Release A Fábula – Cidade dos Desgraçados:

Número de páginas: 188
Peso: 228 gramas
Edição: 2 (2009)
Acabamento da capa: Papel supremo 250g/m², 4×0, laminação fosca.
Acabamento do miolo: Papel offset 75g/m², 1×1, cadernos fresados e colados (para livros com mais de 70 páginas) ou grampeados (para livros com menos de 70 páginas), A5 Preto e Branco.
Formato: Médio (140x210mm), brochura com orelhas

Uma fábula sombria e instigante. Uma viagem onde tudo pode acontecer, principalmente o impossível. Uma história de arrepiar.

SUPLEMENTO LITERÁRIO A ILHA

Neste livro, Hugo Maximo está nos falando de terror, de uma cidade dominada pelo Demônio. O livro prende, envolve e arrebata, e é daqueles que a gente não consegue dormir sem acabar de ler.

Coojornal

O suspense em que a trama mantém o leitor é digno dos mestres deste estilo.

Yedda de Castro Brascher Goulart
Escritora Mestre em Letras – UFSC


Crítica A Fábula:

Neste livro Hugo Maximo demonstra seu domínio sobre o romance de suspense, com fortes componentes visuais, o que nos faz refletir sobre as possibilidades de apresentação cinematográfica, que o transformaria num filme de terror.

A obra transpõe os limites da realidade e nos conduz totalmente a uma dimensão surreal onde se trava uma batalha entre o bem e o mal, entre a fragilidade humana e o poder das trevas.

A trama muito bem urdida mantém o sobressalto até o último capitulo e a leitura como que nos faz reféns ao lado dos personagens, solidarizando‑nos com eles e sentindo os horrores que enfrentam.

Classificando‑o como fábula, o autor nos incita a decodificação de um conteúdo polissêmico, portanto altamente metaforizado. A Cidade dos Desgraçados contém ingredientes insólitos e nos coloca frente a frente com nossos limites.

A trama traz à tona a questão do da acomodação e do servilismo diante do poder maior e do medo ao mesmo tempo em que demonstra a capacidade humana de superação do ceticismo e do medo. E é esta superação a única forma de salvação.

O suspense em que a trama mantém o leitor é digno dos mestres deste estilo.

Yedda de Castro Brascher Goulart
Escritora Mestre em Letras – UFSC


Release
E-Books:

Escritor disponibiliza gratuitamente livros na Internet pelo sistema Creative Commons

O escritor Hugo Maximo disponibilizou gratuitamente no seu blog: http://matrixordinaria.blogspot.com/, pelo sistema Creative Commons, os livros de sua autoria: Depois de três livros publicados da maneira tradicional resolveu atacar em outras frentes, a exemplo do autor Cory Doctorow e de outros escritores, defensores do sistema copyleft de direitos autorais.

Blog do autor: http://matrixordinaria.blogspot.com/

Livros publicados:
– A Fábula: Cidade dos Desgraçados, Hemisfério Sul, 2001.

– O Caso da Cruz de Prata, Estúdio Criação, 2007. Ilustrações de Eugênio Colonnese.

– A Cidade Lobo, Estúdio Criação, 2007. Ilustrações de Eugênio Colonnese.

E-Books:

– Visões do Mal, Creative Commons, 2002.

– Mundo Bizarro, Creative Commons, 2003.

– TRASH Vol. I – Zumbis & Tentáculos, Creative Commons, 2007.

Críticas:

A Fábula:

Neste livro, Hugo Maximo está nos falando de terror, de uma cidade dominada pelo Demônio. O livro prende, envolve e arrebata, e é daqueles que a gente não consegue dormir sem acabar de ler.

Coojornal

A FÁBULA: CIDADE DOS DESGRAÇADOS – uma fábula sombria e instigante. Uma viagem onde tudo pode acontecer, principalmente o impossível. Uma história de arrepiar. Pela Editora Hemisfério Sul, de Hugo Maximo.

SUPLEMENTO LITERÁRIO A ILHA

Nesse trabalho de estréia, narrativa de fôlego, coisa rara por aqui, Hugo Maximo desponta com o charme indelével da fabulação. Contar uma história, e uma história de arrepiar, à XIX, inclusive no tema, sombria e instigante, é seu objetivo primordial. Sem compromissos, sem pretensões intelectualóides. E nada que compará-lo a Stephen King ou Clive Barker, embora as influências sejam possíveis, visto que o tom hiperbólico e conseqüentemente divertido garante a originalidade do seu texto. É uma prova de que a literatura, mesmo nessa época de orgias audiovisuais, pode e deve ser uma atividade prazerosa, criativa, inadiável.

Vamos lá! Abra o livro e crie coragem de acompanhar Daniel. Não posso garantir segurança. Surpresa, porém, você as encontrará aos montes, em cada capítulo, em cada página. Vá em frente, amigo leitor, mas vá preparado! É o Hugo e é o Máximo que tenho a dizer.

Escritor Maicon Tenfen

Uma curiosidade a respeito desse jovem talento, que já vive em Blumenau faz alguns anos, é que ele passou a sua infância, literalmente, dentro de uma Biblioteca. Sua mãe era a bibliotecária, e ele não tinha com quem ficar depois das aulas – e assim passou as tardes da sua infância lendo, receita infalível para que se crie um bom escritor. Segundo o historiador e escritor Viegas Fernandes da Costa, “A gente conhece o bom escritor porque é aquele que lê mais do que escreve”. Nada mais adequado no que se refere a Hugo Maximo!

Escritora Urda Alice Klueger


Neste livro Hugo Maximo demonstra seu domínio sobre o romance de suspense, com fortes componentes visuais, o que nos faz refletir sobre as possibilidades de apresentação cinematográfica, que o transformaria num filme de terror.

A obra transpõe os limites da realidade e nos conduz totalmente a uma dimensão surreal onde se trava uma batalha entre o bem e o mal, entre a fragilidade humana e o poder das trevas.

A trama muito bem urdida mantém o sobressalto até o último capitulo e a leitura como que nos faz reféns ao lado dos personagens, solidarizando‑nos com eles e sentindo os horrores que enfrentam.

Classificando‑o como fábula, o autor nos incita a decodificação de um conteúdo polissêmico, portanto altamente metaforizado. A Cidade dos Desgraçados contém ingredientes insólitos e nos coloca frente a frente com nossos limites.

A trama traz à tona a questão do da acomodação e do servilismo diante do poder maior e do medo ao mesmo tempo em que demonstra a capacidade humana de superação do ceticismo e do medo. E é esta superação a única forma de salvação.

O suspense em que a trama mantém o leitor é digno dos mestres deste estilo.

Yedda de Castro Brascher Goulart
Escritora Mestre em Letras – UFSC

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Livre é diferente de grátis

O que leva um autor a disponibilizar seu trabalho livremente na internet [ ou em qualquer outro meio ] é a divulgação.

O termo gratuito é relativo, já que há algum custo envolvido na parte de produção, mesmo em se tratando de um arquivo digital, como criação, tempo de produção, manutenção de link e do próprio site ou blog.

O preço de uma obra sempre é simbólico, tendo em vista a impossibilidade de quantificar em um valor monetário o tempo de aprendizado, criação, dedicação, originalidade, etc, despendido na tarefa.

O retorno que o autor espera é moral, isto é, o reconhecimento de seus talentos [ quando eles existem ] críticas que possam contribuir para o seu aperfeiçoamento e credibilidade junto aos leitores, possíveis editores e colegas de ofício.

A forma de retribuição por parte dos leitores, caso tenham apreciado a obra, pode ser exercida no auxilio à divulgação, indicando a obra e o autor à amigos e à trabalhos relacionados.

Todos sabem a importância da campanha “boca a boca” no campo das artes e do entretenimento, principalmente na internet. No cyberespaço o mesmo ocorre, link a link. E as redes sociais fazem com que o alcance dessas recomendações se torne, praticamente, ilimitado.

Então, caso você tenha gostado de uma obra livremente disponibilizada, retribua contribuindo com divulgação.

Em muitos blogs e sites, existe a venda de e-books e de serviços relacionados. Muitas vezes regulados por sistemas DRM. Downloads pagos, editoração, confecção de capa, etc.

Nada contra. Mas não podemos esquecer que os sistemas de DRM são, por natureza, contrários ao principio básico da internet: “transportar bits de forma rápida e barata.”

Acredito, portanto, que não será se utilizando de velhas fórmulas que encontraremos uma maneira justa de remunerar os autores por seus trabalhos disponibilizados livremente.