Ligando tudo ao todo

Archive for the ‘Creative Commons’ Category

Meu nome é Hugo e eu compartilho arquivos

In Artigo, Código Aberto, Creative Commons, Direitos Autorais, Educação, Internet, Literatura, Música, Medula, Negócios, Outros, Política, Tecnologia, Variedades on 9 novembro, 2009 at 10:33 am

Por lógica, quando você paga por alguma coisa essa coisa passa a ser sua e você pode fazer com ela o que quiser, basicamente. Desde que respeite os direitos do autor. Por exemplo: eu comprei um livro, o livro é meu e eu posso ler, queimar, rasgar, dobrar as orelhas, fazer anotações e principalmente compartilhá-lo. Sim, emprestar um livro a um amigo é compartilhar arquivos. Um estudo diz que um livro comprado geralmente pode ser lido por cinco, até dez pessoas. Isso é compartilhar arquivos.

O que eu não posso fazer com o livro é desrespeitar os direitos do autor, ou seja, não posso sair por aí dizendo que foi eu quem o escrevi. Mas vejam só, depois que eu li o livro e todos os amigos a quem emprestei o livro o leram, eu posso vendê-lo à uma loja de livros usados. E isso não é considerado crime.

E em muitas dessas lojas de usados, se vende e se compra CD de músicas, filmes, jogos e até mesmo programas de computador. E isso não é considerado crime.

Mas se você compartilha arquivos pela Internet, mesmo os arquivos que você pagou, isso sim é crime.

Aqui morre toda a lógica da DRM ( Digital Rights Management ). São dois pesos e duas medidas, sempre lembrando que a Lei de Direitos Autorais não é uma lei moral e sim uma lei de regulamentação prática, sempre “emendada” à favor de interesses econômicos, por vezes, distantes da lógica dos demais direitos e da moral.

Quando você pega um livro emprestado em um biblioteca, você está compartilhando arquivos. Quando você chama seus amigos até a sua casa para assistirem um DVD que você comprou legalmente ou alugou em alguma locadora de filmes, vejam só, você está compartilhando arquivos! Você não vai ser preso por isso, pode ter certeza.

A DRM é o oposto a difusão de conhecimentos. Por conseqüência, é oposta ao conceito básico da internet e dos computadores.

Como diz Cory Doctorow, o computador nada mais é do que uma máquina que manipula bits e a internet nada mais é do que uma “máquina” que transporta bits de forma rápida e barata e ponto final.

Um sistema que vai contra essas premissas básicas, não pode ser lógico, não pode ser aceito e com certeza, não deve perdurar.

http://matrixordinaria.blogspot.com/

Faça maluquices com meu livro – Cory Doctorow [ Republicado ]

In Arte, Código Aberto, Cory Doctorow, Creative Commons, Cultura, Direito Autoral, DRM, Ebook, Internet, Literatura, Variedades on 8 novembro, 2009 at 12:07 pm
“Estou lançando o texto completo deste livro na forma de um e-book livre e que pode ser livremente distribuído. Você pode baixá-lo a partir da Internet, colocá-lo em uma rede P2P, colocá-lo no seu site , mandá-lo por e-mail para um amigo e, se você for um viciado em árvores mortas, pode até mesmo imprimi-lo.

Por que estou fazendo tudo isso?

Bem, é uma longa história, mas, para encurtá-la: a vida dos escritores de primeira viagem não é nada fácil. Nossas editoras não têm o orçamento destinado a lançamentos e propaganda esperando por fatores desconhecidos como nós. Na maioria das vezes, alcançamos o sucesso ou a obscuridade na base do “boca-a-boca”. Para mim, isso funciona. Tenho um blog , o Boing Boing ( http://boingboing.net/ ), onde eu faço muita propaganda do tipo boca-a-boca.

Tenho compulsão em contar a amigos e estranhos sobre as coisas de que gosto.

E contar às pessoas sobre coisas das quais gosto fica muito , muito mais fácil se eu puder mandar o que escrevo a elas. Muito mais fácil. Além do mais, as redes P2P são fantásticas. A maioria dos livros, músicas e filmes que são lançados não estão disponíveis para venda na maior parte do mundo.

No breve tempo em que as redes P2P apareceram e começaram a florescer, as massas dos usuários de Internet conseguiram colocar praticamente tudo on-line. Melhor ainda, conseguiram fazê-lo de modo mais barato do que qualquer esforço de arquivamento ou revitalização de valores antigos já tentado anteriormente.

Eu me alimento de informações, e este tipo de facilidade que a Internet provém faz com que eu tenha um real vislumbre do que será o futuro.

Sim, há problemas legais. Sim, é difícil saber como as pessoas poderão ganhar dinheiro fazendo este tipo de coisa. Sim, há muitas implicações sociais e uma séria ameaça à imaginação, à liberdade, à economia e tudo o que estiver relacionado a isso. É um clássico cenário de fim-de-uma-era e, sendo um escritor de ficção científica, cenários de fim-de-uma-era fazem parte do meu negócio.

Tendo dito tudo isso, o negócio é o seguinte: estou lançando este livro sob uma licença desenvolvida pelo projeto Creative Commons (http://creativecommons.org/).

É um projeto que faz com que pessoas como eu elaborem nossos próprios acordos de licença para a distribuição dos nossos trabalhos de criação, sob termos similares àqueles empregados pelo movimento de Software de Código Livre/Aberto. É um excelente projeto, e tenho orgulho de fazer parte dele. “

Cory Doctorow

Aqui, um resumo da licença em inglês:

Aqui, um resumo da licença em português:

O escritor de ficção científica Cory Doctorow ao lançar sua obra em domínio público para países em desenvolvimento através do sistema Creative Commons disse:

“Se você tiver uma imaginação pobre, pode pensar que vamos entrar nessa era como leitores de e-books que simulem a experiência de estar carregando livros ‘reais’, só que digitais” provoca o autor no prefácio do livro. “Não, o uso social dos e-books será bem mais estranho que isso. Algo estranho demais para imaginarmos hoje, como a idéia do mercado de radiofônico era incompreensível para os artistas de vaudeville que acusavam a estação de rádio de pirataria em massa por tocarem suas músicas no ar.”

E conforme sua sugestão:

“Quando baixar meu livro, por favor, faça coisas malucas e legais com ele. Imagine novos usos para um livro. E então me conte”

Estou publicando aqui no blog a explicação que faz parte de O FUNDO DO POÇO NO REINO ENCANTADO, seu primeiro romance traduzido para o português.

Doctorow me provocou inúmeras reações ultimamente, dentre as quais… inveja. Ok, isso faz parte, eu acho. Mas ao conhecer melhor seu trabalho, suas qualidades e sua ousadia, a reações que se sobressaíram foram admiração e inspiração.

Essas aí, são as explicações Cory Doctorow, das quais, no que se refere a publicar “virtualmente”, faço-as, minhas palavras.

Serviço:

Título: O FUNDO DO POÇO NO REINO ENCANTADO
Autor: Cory Doctorow
Tradução: José Rafael de Macedo Zullo
Revisão: Ibrahim Cesar Nogueira de Souza
Título original: Down and Out in the Magic Kingdom
Copyright ©2003 Cory Doctorow
doctorow@craphound.com
http://www.craphound.com/
2006 – 2007

Imprensa: Release, Críticas e Notícias

In Arte, Código Aberto, Comunicados, Creative Commons, Cultura, Direito Autoral, DRM, Ebook, Internet, Release, Variedades on 6 novembro, 2009 at 10:06 am
Release TRASH Vol. I Zumbis & Tentáculos

Número de páginas: 181
Peso: 221 gramas
Edição: 1 (2009)
Acabamento da capa: Papel supremo 250g/m², 4×0, laminação fosca.
Acabamento do miolo: Papel offset 75g/m², 1×1, cadernos fresados e colados (para livros com mais de 70 páginas) ou grampeados (para livros com menos de 70 páginas), A5 Preto e Branco.
Formato: Médio (140x210mm), brochura com orelhas.

“TRASH é um Romance Pulp Fiction”

Nina Pessanha



Release A Fábula – Cidade dos Desgraçados:

Número de páginas: 188
Peso: 228 gramas
Edição: 2 (2009)
Acabamento da capa: Papel supremo 250g/m², 4×0, laminação fosca.
Acabamento do miolo: Papel offset 75g/m², 1×1, cadernos fresados e colados (para livros com mais de 70 páginas) ou grampeados (para livros com menos de 70 páginas), A5 Preto e Branco.
Formato: Médio (140x210mm), brochura com orelhas

Uma fábula sombria e instigante. Uma viagem onde tudo pode acontecer, principalmente o impossível. Uma história de arrepiar.

SUPLEMENTO LITERÁRIO A ILHA

Neste livro, Hugo Maximo está nos falando de terror, de uma cidade dominada pelo Demônio. O livro prende, envolve e arrebata, e é daqueles que a gente não consegue dormir sem acabar de ler.

Coojornal

O suspense em que a trama mantém o leitor é digno dos mestres deste estilo.

Yedda de Castro Brascher Goulart
Escritora Mestre em Letras – UFSC


Crítica A Fábula:

Neste livro Hugo Maximo demonstra seu domínio sobre o romance de suspense, com fortes componentes visuais, o que nos faz refletir sobre as possibilidades de apresentação cinematográfica, que o transformaria num filme de terror.

A obra transpõe os limites da realidade e nos conduz totalmente a uma dimensão surreal onde se trava uma batalha entre o bem e o mal, entre a fragilidade humana e o poder das trevas.

A trama muito bem urdida mantém o sobressalto até o último capitulo e a leitura como que nos faz reféns ao lado dos personagens, solidarizando‑nos com eles e sentindo os horrores que enfrentam.

Classificando‑o como fábula, o autor nos incita a decodificação de um conteúdo polissêmico, portanto altamente metaforizado. A Cidade dos Desgraçados contém ingredientes insólitos e nos coloca frente a frente com nossos limites.

A trama traz à tona a questão do da acomodação e do servilismo diante do poder maior e do medo ao mesmo tempo em que demonstra a capacidade humana de superação do ceticismo e do medo. E é esta superação a única forma de salvação.

O suspense em que a trama mantém o leitor é digno dos mestres deste estilo.

Yedda de Castro Brascher Goulart
Escritora Mestre em Letras – UFSC


Release
E-Books:

Escritor disponibiliza gratuitamente livros na Internet pelo sistema Creative Commons

O escritor Hugo Maximo disponibilizou gratuitamente no seu blog: http://matrixordinaria.blogspot.com/, pelo sistema Creative Commons, os livros de sua autoria: Depois de três livros publicados da maneira tradicional resolveu atacar em outras frentes, a exemplo do autor Cory Doctorow e de outros escritores, defensores do sistema copyleft de direitos autorais.

Blog do autor: http://matrixordinaria.blogspot.com/

Livros publicados:
– A Fábula: Cidade dos Desgraçados, Hemisfério Sul, 2001.

– A Fábula: Cidade dos Desgraçados, Clube de Autores, 2009. [Segunda Edição]

– O Caso da Cruz de Prata, Estúdio Criação, 2007. Ilustrações de Eugênio Colonnese.

– O Caso da Cruz de Prata, Estúdio Criação, 2010. Ilustrações de Eugênio Colonnese. [Segunda Edição]

– A Cidade Lobo, Estúdio Criação, 2007. Ilustrações de Eugênio Colonnese.

– A Cidade Lobo, Estúdio Criação, 2010. Ilustrações de Eugênio Colonnese. [Segunda Edição]
E-Books:

– Visões do Mal, Creative Commons, 2002. [Em Revisão]

– Mundo Bizarro, Creative Commons, 2003. [Em Revisão]

Críticas:

A Fábula:

Neste livro, Hugo Maximo está nos falando de terror, de uma cidade dominada pelo Demônio. O livro prende, envolve e arrebata, e é daqueles que a gente não consegue dormir sem acabar de ler.

Coojornal

A FÁBULA: CIDADE DOS DESGRAÇADOS – uma fábula sombria e instigante. Uma viagem onde tudo pode acontecer, principalmente o impossível. Uma história de arrepiar. Pela Editora Hemisfério Sul, de Hugo Maximo.

SUPLEMENTO LITERÁRIO A ILHA

Nesse trabalho de estréia, narrativa de fôlego, coisa rara por aqui, Hugo Maximo desponta com o charme indelével da fabulação. Contar uma história, e uma história de arrepiar, à XIX, inclusive no tema, sombria e instigante, é seu objetivo primordial. Sem compromissos, sem pretensões intelectualóides. E nada que compará-lo a Stephen King ou Clive Barker, embora as influências sejam possíveis, visto que o tom hiperbólico e conseqüentemente divertido garante a originalidade do seu texto. É uma prova de que a literatura, mesmo nessa época de orgias audiovisuais, pode e deve ser uma atividade prazerosa, criativa, inadiável.

Vamos lá! Abra o livro e crie coragem de acompanhar Daniel. Não posso garantir segurança. Surpresa, porém, você as encontrará aos montes, em cada capítulo, em cada página. Vá em frente, amigo leitor, mas vá preparado! É o Hugo e é o Máximo que tenho a dizer.

Escritor Maicon Tenfen

Uma curiosidade a respeito desse jovem talento, que já vive em Blumenau faz alguns anos, é que ele passou a sua infância, literalmente, dentro de uma Biblioteca. Sua mãe era a bibliotecária, e ele não tinha com quem ficar depois das aulas – e assim passou as tardes da sua infância lendo, receita infalível para que se crie um bom escritor. Segundo o historiador e escritor Viegas Fernandes da Costa, “A gente conhece o bom escritor porque é aquele que lê mais do que escreve”. Nada mais adequado no que se refere a Hugo Maximo!

Escritora Urda Alice Klueger


Neste livro Hugo Maximo demonstra seu domínio sobre o romance de suspense, com fortes componentes visuais, o que nos faz refletir sobre as possibilidades de apresentação cinematográfica, que o transformaria num filme de terror.

A obra transpõe os limites da realidade e nos conduz totalmente a uma dimensão surreal onde se trava uma batalha entre o bem e o mal, entre a fragilidade humana e o poder das trevas.

A trama muito bem urdida mantém o sobressalto até o último capitulo e a leitura como que nos faz reféns ao lado dos personagens, solidarizando‑nos com eles e sentindo os horrores que enfrentam.

Classificando‑o como fábula, o autor nos incita a decodificação de um conteúdo polissêmico, portanto altamente metaforizado. A Cidade dos Desgraçados contém ingredientes insólitos e nos coloca frente a frente com nossos limites.

A trama traz à tona a questão do da acomodação e do servilismo diante do poder maior e do medo ao mesmo tempo em que demonstra a capacidade humana de superação do ceticismo e do medo. E é esta superação a única forma de salvação.

O suspense em que a trama mantém o leitor é digno dos mestres deste estilo.

Yedda de Castro Brascher Goulart
Escritora Mestre em Letras – UFSC

Notícias:

MedNews

Escrita Criativa

Infernotícias

Technorati Marcas


Medo do Escuro

Livre é diferente de grátis

O que leva um autor a disponibilizar seu trabalho livremente na internet [ ou em qualquer outro meio ] é a divulgação.

O termo gratuito é relativo, já que há algum custo envolvido na parte de produção, mesmo em se tratando de um arquivo digital, como criação, tempo de produção, manutenção de link e do próprio site ou blog.

O preço de uma obra sempre é simbólico, tendo em vista a impossibilidade de quantificar em um valor monetário o tempo de aprendizado, criação, dedicação, originalidade, etc, despendido na tarefa.

O retorno que o autor espera é moral, isto é, o reconhecimento de seus talentos [ quando eles existem ] críticas que possam contribuir para o seu aperfeiçoamento e credibilidade junto aos leitores, possíveis editores e colegas de ofício.

A forma de retribuição por parte dos leitores, caso tenham apreciado a obra, pode ser exercida no auxilio à divulgação, indicando a obra e o autor à amigos e à trabalhos relacionados.

Todos sabem a importância da campanha “boca a boca” no campo das artes e do entretenimento, principalmente na internet. No cyberespaço o mesmo ocorre, link a link. E as redes sociais fazem com que o alcance dessas recomendações se torne, praticamente, ilimitado.

Então, caso você tenha gostado de uma obra livremente disponibilizada, retribua contribuindo com divulgação.

Em muitos blogs e sites, existe a venda de e-books e de serviços relacionados. Muitas vezes regulados por sistemas DRM. Downloads pagos, editoração, confecção de capa, etc.

Nada contra. Mas não podemos esquecer que os sistemas de DRM são, por natureza, contrários ao principio básico da internet: “transportar bits de forma rápida e barata.”

Acredito, portanto, que não será se utilizando de velhas fórmulas que encontraremos uma maneira justa de remunerar os autores por seus trabalhos disponibilizados livremente.

FRANKENSTEIN Her Majesty’s Secret Service Book One

In Animação, Arte, Código Aberto, Cinema, Comunicados, Creative Commons, Cultura, Direito Autoral, DRM, Ebook, História em Quadrinhos, Ilustração, Imagens, Internet, Literatura, Variedades on 23 julho, 2009 at 12:13 pm

http://www.drunkduck.com/FRANKENSTEIN__Her_Majestys_Secret_Service/

Crítica do livro A Fábula

In Arte, Código Aberto, Creative Commons, Cultura, Direito Autoral, Ebook, Internet, Literatura on 29 maio, 2009 at 7:41 pm

“Esperamos pela luz mas contemplamos a escuridão.”
Isaías 59:9


Neste livro Hugo Maximo demonstra seu domínio sobre o romance de suspense, com fortes componentes visuais, o que nos faz refletir sobre as possibilidades de apresentação cinematográfica, que o transformaria num filme de terror.

A obra transpõe os limites da realidade e nos conduz totalmente a uma dimensão surreal onde se trava uma batalha entre o bem e o mal, entre a fragilidade humana e o poder das trevas.

A trama muito bem urdida mantém o sobressalto até o último capitulo e a leitura como que nos faz reféns ao lado dos personagens, solidarizando‑nos com eles e sentindo os horrores que enfrentam.

Classificando‑o como fábula, o autor nos incita a decodificação de um conteúdo polissêmico, portanto altamente metaforizado. A Cidade dos Desgraçados contém ingredientes insólitos e nos coloca frente a frente com nossos limites.

A trama traz à tona a questão do da acomodação e do servilismo diante do poder maior e do medo ao mesmo tempo em que demonstra a capacidade humana de superação do ceticismo e do medo. E é esta superação a única forma de salvação.

O suspense em que a trama mantém o leitor é digno dos mestres deste estilo.

Yedda de Castro Brascher Goulart
Escritora Mestre em Letras – UFSC

Lá vai o diabo…

In Arte, Comunicados, Creative Commons, Cultura, Ebook, Internet, Literatura, Variedades on 29 abril, 2009 at 7:47 am
“Lá vai o diabo pelo mundo entrando nas histórias. De uma beleza que não revela nada, parece esconder tudo, e vai dando aos outros a ilusão de mistério.

Os homens, famintos de amparo. E como o diabo tem o ar superior e indiferente, os homens pensam que precisam dele. E aí o amam, por confusão e por isso apaixonadamente. E o diabo toma e abandona os homens, e o diabo cresce, cresce como ele cresce, na medida em que os outros diminuem.

Sem amar, o mundo para ele é ele. E lá vai ele, o só, lá vai ele pelo mundo entrando nas histórias, vivendo em cada personagem, esse que não se acha devedor de nada, lá vai o credor, nosso pedaço, o diabo, a serviço de Deus.”

João Uchoa Cavalcanti Netto.

Nota: do livro A Fábula: Cidade dos Desgraçados

O mundo é livre

In Arte, Artigo, Código Aberto, Crônica, Creative Commons, Cultura, Direito Autoral, Internet, Literatura, Música, Tecnologia, Variedades on 13 janeiro, 2009 at 8:56 pm
Publicado originalmente por Bruno Dorigatti em 09/04/2008.

O futuro dos negócios e da remuneração de quem produz a cultura – bem imaterial hoje circula livremente pela internet – é… distribuir tudo de graça. Saiba como este conceito se torna cada vez mais a norma, em vez de uma anomalia.

O século XX viu florescer a indústria cultural tal qual a conhecíamos até bem pouco tempo. Em verdade, ela ainda segue ditando os padrões. E usa de seu enorme poder econômico e político para tentar manter o jogo a seu favor. Não tem dado muito certo, como vimos anteriormente [leia Pirata bom, pirata mau e Indústria vs. Cultura livre].

A rápida transformação tecnológica, a que assistimos desde o final do século passado, segue produzindo também mudanças na relação que temos com a cultura – que deixou de abarcar simplesmente produtos culturais materiais. A noção imaterial de cultura, intangível, retorna com força neste início de novo século. Não a toa que a Inglaterra foi o primeiro país do planeta a criar um Ministério de Indústrias Criativas, conceito novo que engloba não somente as atividades culturais.

O desenvolvimento dessas indústrias está estreitamente ligado ao impacto das novas tecnologias na produção, nos mercados e na organização das atividades econômicas, sociais e culturais. Os modos de criação, produção e distribuição de bens e serviços que utilizam o conhecimento, a criatividade e o capital intelectual como seus principais recursos produtivos podem ser consideradas indústrias criativas. Entre elas, a arte folclórica, festivais, livros, pinturas, artes da interpretação, passando pelas tradicionais indústrias cinematográfica e de radiodifusão, animação digital e videogames, bem como os campos conhecidos como serviços, como os arquitetônicos e de publicidade. [Leia mais a respeito na entrevista com Anna Jaguaribe]

Perde cada vez mais sentido pensarmos somente em CDs, DVDs e livros como formas principais de remuneração dos produtores de arte e cultura. Tudo circula livremente pela internet e de agora em diante a remuneração virá, de forma crescente, de outros meios. Já sabemos que em Belém do Pará, por exemplo, o dinheiro dos grupos de tecnobrega vem dos shows e apresentações. Mas aí estamos falando de um mercado novo, até bem pouco tempo marginal, e que foi, em outro passo em falso da indústria, recusado pela mesma.

De forma crescente, os jovens e adolescentes deixam de comprar CDs. A pesquisa foi feita nos Estados Unidos, mas reflete o panorama no planeta inteiro. Em 2007 quase metade da garotada, 48%, não comprou sequer um mísero disquinho. Em 2006 a cifra era de 38%, segundo informa pesquisa da Nielsen – realizada com 5 mil pessoas que responderam a um questionário on-line e divulgada em matéria do Los Angeles Times de fevereiro. As vendas de discos caíram 19% em 2007, enquanto que a venda de música digital subiu 45%.

Na China, a estimativa é de que 99% de todos os arquivos de música que circulam pela rede, ou nas calçadas das grande cidades, são “piratas”. Dado como causa perdida, os artistas chineses têm apostado em outras formas para serem remunerados, como a crescente participação em comerciais de grandes empresas.

Long Tail

Uma idéia desenvolvida por Chris Anderson e publicada em 2004 na Wired, revista editada por ele, sugere um cenário diferente que poderia ser aproveitado pela indústria. Ele a chamou de Cauda Longa (Long Tail). Saiu em livro no exterior, em 2005, e no Brasil foi publicado pela Campus Elsevier em 2006.

Vivemos, até então, a era da escassez. Um disco obscuro de um blueseiro do Delta do Mississipi, lançado nos anos 1930, ou um curta-metragem de Glauber Rocha, até bem pouco tempo atrás eram praticamente impossíveis de serem encontrados. Nas lojas, ainda continuam na mesma situação ou, na pior das hipóteses, se encontra o disco de blues, importado e na faixa dos R$ 70. Glauber Rocha, somente agora começa a ter seus filmes de longa-metragem digitalizados. Os curtas ainda terão que esperar. Por outro lado, a janela que se abre com a internet é a da abundância.

Outra mudança considerável é a respeito dos blockbusters e hits dos astros pops, que, segundo as gravadoras e produtoras de filmes, eram responsáveis por financiar todo o resto da produção que não se pagava. A mesma lógica é utilizada aqui no Brasil por algumas grandes editoras para justificar os altos investimentos em livros de autores estrangeiros, que, best-sellers certos, ajudariam a bancar a publicação de novos autores, que saem com pequena tiragem, mil exemplares, se tanto, e geralmente encalham nos estoques. O Princípio de Pareto, do economista italiano Vilfredo Pareto, desenvolvido em 1906, falava em uma regra de 80/20 (80% das consequências advém de 20% das causas), ou seja, somente 20% dos filmes das grandes produtoras terão sucesso comercial, assim como os programas de TV, os videogames e os best-sellers. No caso da música, é ainda pior, onde apenas 10% alcança sucesso, segundo a RIAA.

A lógica da indústria – de que ela nos dá o que queremos – vem sendo derrubada dia após dia. Queremos hits, mas não só. Quanto mais conhecermos algo (o trabalho de um artista, diretor de cinema, quadrinhista, ou de um fotógrafo, etc.), mais procuraremos e a facilidade que a internet proporciona tem demonstrado que queremos mais, muito mais.

Outro mito que vem caindo é que somente os hits fazem dinheiro. Executivos de sites que vendem música e livros, como o iTunes (venda de música on-line) e a Amazon sabem que não somente os grandes produtos de massa fazem dinheiro. E como estes são em número muito maior, um novo mercado vem se desenhando rapidamente. Até porque os custos de manufatura e distribuição têm caído cada vez mais, chegando a zero muitas vezes, já que agora falamos de serviços digitais. O monopólio do lucro não está mais necessariamente associado à popularidade do produto cultural.

Esta seria a Cauda Longa, onde pequenas e poucas vendas de um catálogo infinito e disponibilizado trariam um retorno maior que os hit makers e quetais. O catálogo inteiro com todos os discos de uma banda, por exemplo, mas não só. Apresentações ao vivo, CDs demo, lados B, remixes, covers, shows ao vivo, gravações do disco no estúdio. E a remuneração vem destas pequenas vendas, de um catálogo muito maior, disponibilizado on-line, quebrando a tirania da necessidade material e física da produção cultural, bem como de um espaço físico necessário para armazenar tudo isso. Isso já ocorre, ainda que numa escala distante do que será em breve. Porém, é um caminho sem volta, e mais uma vez a grande indústria só agora começa a levar o tema a sério. Como afirma o consultor da indústria fonográfica Kevin Laws, citado por Anderson, “o grosso do dinheiro está nas pequenas vendas” (“the biggest money is in the smallest sales”).

Freaky land of free!

Em fevereiro deste ano, Anderson publicou na mesma Wired outro artigo, desdobramento do primeiro e prévia de seu novo livro. “Free! Why $0.00 is the future of business” começa lembrando a história de King Gillette, que, aos 40 anos, era um inventor frustrado e um amargo anticapitalista. No início do século passado, ele desenvolveu as populares lâminas de barbear descartáveis, que levam o seu nome e viraram sinônimo dos aparelhos de barbear. Foi o primeiro a se utilizar do conceito de que, dando os aparelhos de barbear, iria aumentar consideravelmente as vendas de lâminas descartáveis. “Bilhões de lâminas depois, este modelo de negócio é hoje a base para algumas indústrias: dê o telefone celular e venda o plano mensal; faça o console de videogame barato e venda jogos caros; instale uma máquina de café nos escritórios sem custo algum e venda o café”, escreve Anderson. “Graças a King Gillette, a idéia de que você pode fazer dinheiro dando algo não é mais radical. Mas, até recentemente, praticamente tudo ‘grátis’ era na verdade apenas o resultado do que os economistas chamariam de subsídio cruzado: você leva algo de graça se comprou outro, ou você leva um produto se pagou por um serviço.”

Na última década, porém, uma nova forma de “grátis” emergiu, não mais baseado nos subsídios cruzados – o desvio dos custos de um produto para outro – mas no fato de que os próprios custos dos produtos estão caindo rapidamente. Em analogia ao produto fabricado por King Gillette, é como se o preço do aço chegasse tão próximo de zero que ele poderia distribuir ambos, o aparelho de barbear e a lâmina e ganhar dinheiro vendendo outro produto. Creme de barbear, sugere Anderson.

“You know this freaky land of free as the Web”, afirma o jornalista com formação em física. Uma década e meia depois do seu surgimento comercial, a internet vai assistindo aos últimos debates em torno do conteúdo gratuito ou pago distribuído pela rede. Cada vez mais os serviços vão se tornando ou já nascem gratuitos, como o New York Times ou o YouTube, respectivamente. A partir daí, Anderson analisa alguns cenários e teoriza sobre uma taxonomia do grátis: “freemium”, onde produtos como softwares e serviços premium bancam a maioria disponibilizada de graça; anúncios, como os que remuneram por clique (os do Google, por exemplo); custo marginal zero para distribuição, caso da música on-line; trabalhos colaborativos, em sites como Digg e Overmundo, entre muitos outros; uma economia da generosidade, que podemos observar através da Wikipedia, por exemplo, e perceber que o dinheiro não é mais o único motivador, e que atividades individuais na web podem ter impacto global.

Estamos entrando em uma era onde o conceito “de graça” vai ser visto como a norma, e não mais como uma anomalia, pontua Anderson.

Fonte: http://www.portalliteral.com.br/

Ubuntu… eu vou aprender… Ubuntu…?

In Código Aberto, Comunicados, Creative Commons, Cultura, Direito Autoral, DRM, Internet, Tecnologia, Variedades on 22 novembro, 2008 at 7:55 pm

O que é o Ubuntu?

Ubuntu é um sistema operacional baseado em Linux desenvolvido pela comunidade e é perfeito para notebooks, desktops e servidores. Ele contém todos os aplicativos que você precisa – um navegador web, programas de apresentação, edição de texto, planilha eletrônica, comunicador instantâneo e muito mais.

Compromisso Ubuntu

  • O Ubuntu sempre será gratuito, e não cobrará adicionais por uma “versão enterprise” ou atualizações de segurança. Nosso melhor trabalho está disponível para todos sob as mesmas condições.

  • Uma nova versão do Ubuntu é lançada periodicamente a cada seis meses. Cada nova versão possui suporte completo, incluindo atualizações de segurança pela Canonical por pelo menos 18 meses, tudo isto gratuitamente.

  • O Ubuntu possui a melhor infraestrutura de tradução e acessibilidade que a comunidade do Software Livre tem a oferecer, tornando o Ubuntu usável por tantas pessoas quanto for possível.

  • O CD do Ubuntu possui apenas Software Livre, nós encorajamos você a usar software de código aberto, melhorá-lo e distribui-lo.

Obtenha o Ubuntu


Baixe o Ubuntu agora mesmo ou solicite seu CD

Download

Clique no link para ver as opções de download e baixar agora mesmo a sua cópia do Ubuntu. Esta é a maneira mais simples, rápida e fácil de se obter o Ubuntu – o arquivo possui apenas 700MB para ser gravado em um único CD.

CDs gravados (comunidade)

Veja aqui uma lista contendo o contato de usuários que estão distribuindo voluntariamente CDs do Ubuntu em todo o Brasil, através desta lista você pode entrar diretamente em contato com alguém da sua cidade ou mais próximo a você.

CDs gravados (ShipIt)

A Canonical, empresa que patrocina o desenvolvimento do Ubuntu, possui um serviço de distribuição de CDs. Este serviço chega a você sem custo algum, embora gere uma série de despesas que poderiam estar sendo empregadas no desenvolvimento do sistema operacional.
Se você deseja solicitar seus CDs do Ubuntu acesse esta página.

Fonte: http://www.ubuntu-br.org/

Uma Cultura Compartilhada: "Shared Culture"

In Arte, Artigo, Código Aberto, Cinema, Comunicados, Creative Commons, Cultura, Direito Autoral, DRM, Internet, Tecnologia, Variedades on 18 novembro, 2008 at 9:04 pm
Para celebrar sua campanha de arrecadação de fundos de 2008, o Creative Commons lançou “Shared Culture” (Uma Cultura Compartilhada), um vídeo do renomado cinegrafista Jesse Dylan. Conhecido por uma variedade de filmes, clipes musicais e inclusive o vídeo de campanha, “Yes We Can”, do candidato à presidência dos Estados Unidos, Barack Obama, Dylan visa divulgar a missão Creative Commons através de “Shared Culture”.

O vídeo conta com os principais pensadores por trás do Creative Commons que explicam como a organização está ajudando criadores a compartilharem suas obras com o público de maneira simples através de ferramentas gratuitas para permitir a disseminação legal e a própria criação de obras derivadas (ou “remixagens”).

São exibidos trechos de entrevistas intercalados com dezenas de fotos licenciadas em CC. A trilha sonora, composta de duas faixas da banda Nine Inch Nails, também destaca a funcionalidade da “cultura compartilhada” através das faixas “17 Ghosts II” e “21 Ghosts III”, também licenciadas em Creative Commons.

Acesse a página do “Shared Culture” para ter acesso a mais informações (incluindo créditos completos), a todas as imagens usadas e ao próprio arquivo do vídeo em diferentes formatos.


Fonte: http://www.creativecommons.org.br/

Capas

In Arte, Código Aberto, Comunicados, Creative Commons, Cultura, Ebook, Ilustração, Imagens, Internet, Literatura, Variedades on 14 novembro, 2008 at 9:37 am

Ebooks – Lista 2008

In Arte, Código Aberto, Comunicados, Creative Commons, Cultura, Ebook, Internet, Literatura on 9 novembro, 2008 at 12:31 pm

A Fábula: Cidade dos Desgraçados – 2001

A Volta pra casa pode ser um Inferno

Meu primeiro livro publicado.

Crítica:

Neste livro Hugo Maximo demonstra seu domínio sobre o romance de suspense, com fortes componentes visuais, o que nos faz refletir sobre as possibilidades de apresentação cinematográfica, que o transformaria num filme de terror.

A obra transpõe os limites da realidade e nos conduz totalmente a uma dimensão surreal onde se trava uma batalha entre o bem e o mal, entre a fragilidade humana e o poder das trevas.

A trama muito bem urdida mantém o sobressalto até o último capitulo e a leitura como que nos faz reféns ao lado dos personagens, solidarizando‑nos com eles e sentindo os horrores que enfrentam.

Classificando‑o como fábula, o autor nos incita a decodificação de um conteúdo polissêmico, portanto altamente metaforizado. A Cidade dos Desgraçados contém ingredientes insólitos e nos coloca frente a frente com nossos limites.

A trama traz à tona a questão do da acomodação e do servilismo diante do poder maior e do medo ao mesmo tempo em que demonstra a capacidade humana de superação do ceticismo e do medo. E é esta superação a única forma de salvação.

O suspense em que a trama mantém o leitor é digno dos mestres deste estilo.

Yedda de Castro Brascher Goulart
Escritora Mestre em Letras – UFSC



Visões do Mal – 2002


Uma viagem pela mente de um assassino de outro mundo.

No imaginário popular anjos e demônios nos acompanham diariamente e em nossas escolhas, mas e se esse contato acontecesse de forma mais… direta?

Download Livro Visões do Mal – 2002


Mundo Bizarro – 2003


O que eu posso dizer? Loucura. Esse livro é estranho, mas mesmo assim gosto muito dele… :)

“Existe uma teoria que diz que quando alguém descobrir exatamente para que serve e de que é feito o Universo, então este desaparecerá e surgirá algo novo, muito mais estranho e bizarro. Existe uma outra teoria que diz que isto já aconteceu.”


Douglas Adams


Download Livro Mundo Bizarro – 2003



Livro TRASH Vol. I – Zumbis & Tentáculos – 2007


“TRASH é Um Romance Pulp Fiction”


Nina Pessanha

Vamos falar a verdade. Esse negócio de zumbis, lobisomens, vampiros e múmias (imortalizados pelos clássicos da Universal, algumas vezes não com muito respeito), já passou.

Hoje esses camaradas beiram mais o ridículo. É um fato. A idade chega para todos, até mesmo para o conde imortal. Temos que admitir. Está tudo bem, é verdade.

Contudo, não podemos negar que são muito divertidos. Quando criança, temia esses monstros, bem esses aí, listados à cima. E foi justamente por isso que criei esta história. Precisava tirar anos de referências e histórias de dentro da minha cabeça. Eles estavam me deixando louco, gritando uivando e urrando, querendo sair. E eu queria englobá-los, bem como seus respectivos clichês, em uma única história.

Acho que estes personagens, que já nos serviram tanto e tão generosamente ao longo desses anos, já estão um pouco desgastados, cansados, talvez. Mas nem por isso perderam o seu charme. Portanto, vamos encará-los, você e eu, uma vez mais.

Download Livro TRASH Vol. I – Zumbis & Tentáculos – 2007


Cidade Lobo – 2007


Livro de Terror parte integrante da Coleção Jóias Literárias para o Projeto TROQUE LIXO POR LIVRO

Venda Proibida – Não disponível para Download

Capa e Ilustrações: Eugênio Colonnese


Editora Estúdio Criação


O Caso da Cruz de Prata – 2007


Livro Policial parte integrante da Coleção Jóias Literárias para o Projeto TROQUE LIXO POR LIVRO

Venda Proibida – Não disponível para Download

Capa e Ilustrações: Eugênio Colonnese


Editora Estúdio Criação



WANTED – Procurados mortos ou mortos-vivos – Um Conto Pulp Fiction – 2008


Depois de uma temporada vendo alguns filmes de bang-bang fiquei com mil idéias e precisava colocá-las em algum lugar… de modo que o livro surgiu naturalmente, como uma forma de expressar todos esses ricos elementos do mundo do velho oeste que flutuavam na minha cabeça.

Disponível para Download em Breve!


TRASH Vol. II – Vampiros em Revoada – 200?


Disponível para Download em Breve!

Estes trabalhos são licenciados sob uma Licença Creative Commons Atribuição-Uso Não-Comercial-Vedada a Criação de Obras Derivadas 2.5 Brasil. Para ver uma cópia desta licença, visite http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/2.5/br/ ou envie uma carta para Creative Commons, 171 Second Street, Suite 300, San Francisco, California 94105, USA.

Em caso de interesse na publicação desta obra em versão não-virtual entre em contato com o autor através do e-mail: hugo.maximo@gmail.com

Livre é diferente de grátis [Republicado]

In Arte, Código Aberto, Comunicados, Crônica, Creative Commons, Cultura, Direito Autoral, DRM, Ebook, Internet, Literatura on 3 novembro, 2008 at 12:06 am

Livre é diferente de grátis

Mais questões por e-mail

O que leva um autor a disponibilizar seu trabalho livremente na internet [ ou em qualquer outro meio ] é a divulgação.

O termo gratuito é relativo, já que há algum custo envolvido na parte de produção, mesmo em se tratando de um arquivo digital, como criação, tempo de produção, manutenção de link e do próprio site ou blog.

O preço de uma obra sempre é simbólico, tendo em vista a impossibilidade de quantificar em um valor monetário o tempo de aprendizado, criação, dedicação, originalidade, etc, despendido na tarefa.

O retorno que o autor espera é moral, isto é, o reconhecimento de seus talentos [ quando eles existem ] críticas que possam contribuir para o seu aperfeiçoamento e credibilidade junto aos leitores, possíveis editores e colegas de ofício.

A forma de retribuição por parte dos leitores, caso tenham apreciado a obra, pode ser exercida no auxilio à divulgação, indicando a obra e o autor à amigos e à trabalhos relacionados.

Todos sabem a importância da campanha “boca a boca” no campo das artes e do entretenimento, principalmente na internet. No cyberespaço o mesmo ocorre, link a link. E as redes sociais fazem com que o alcance dessas recomendações se torne, praticamente, ilimitado.

Então, caso você tenha gostado de uma obra livremente disponibilizada, retribua contribuindo com divulgação.

Em muitos blogs e sites, existe a venda de e-books e de serviços relacionados. Muitas vezes regulados por sistemas DRM. Downloads pagos, editoração, confecção de capa, etc.

Nada contra. Mas não podemos esquecer que os sistemas de DRM são, por natureza, contrários ao principio básico da internet: “transportar bits de forma rápida e barata.”

Acredito, portanto, que não será se utilizando de velhas fórmulas que encontraremos uma maneira justa de remunerar os autores por seus trabalhos disponibilizados livremente.

TRASH: Zumbis & Tentáculos [SOUNDTRACK]

In Arte, Código Aberto, Comunicados, Creative Commons, Cultura, Direito Autoral, Ebook, Internet, Literatura, Variedades on 2 novembro, 2008 at 11:08 pm

Sugestão para a leitura:


TRASH: Zumbis & Tentáculos – 2007 [SOUNDTRACK]

01 .The Blasters: Dark Night (TRASH Theme)

02 .Thorogood: Bad to the Bone George (Set Gecko Theme)

03 .Creedence Clearwater Revival: Susie Q (Susana Von D. Theme)

04 .The Clash: Brand New Cadillac (Fox Theme)

05 .John Holt: Ok Fred (Jamal Theme)

06 .Queens Of The Stone Age: You Got a Killer Scene There, Man… (Papa-Lulu Theme)

07 .Queen: Dragon Attack (Tentáculos)

08 .Another Brick in the Wall: Pink Floyd (Zombie Atack)

MusicPlaylist
Music Playlist at MixPod.com

Download TRASH Vol. I – Zumbis & Tentáculos

Livre é diferente de grátis

In Artigo, Código Aberto, Creative Commons, Direitos Autorais, Ebook, Internet, Literatura, Medula on 1 fevereiro, 2008 at 9:30 am
O que leva um autor a disponibilizar seu trabalho livremente na internet [ ou em qualquer outro meio ] é a divulgação.

O termo gratuito é relativo, já que há algum custo envolvido na parte de produção, mesmo em se tratando de um arquivo digital, como criação, tempo de produção, manutenção de link e do próprio site ou blog.

O preço de uma obra sempre é simbólico, tendo em vista a impossibilidade de quantificar em um valor monetário o tempo de aprendizado, criação, dedicação, originalidade, etc, despendido na tarefa.

O retorno que o autor espera é moral, isto é, o reconhecimento de seus talentos [ quando eles existem ] críticas que possam contribuir para o seu aperfeiçoamento e credibilidade junto aos leitores, possíveis editores e colegas de ofício.

A forma de retribuição por parte dos leitores, caso tenham apreciado a obra, pode ser exercida no auxilio à divulgação, indicando a obra e o autor à amigos e à trabalhos relacionados.

Todos sabem a importância da campanha “boca a boca” no campo das artes e do entretenimento, principalmente na internet. No cyberespaço o mesmo ocorre, link a link. E as redes sociais fazem com que o alcance dessas recomendações se torne, praticamente, ilimitado.

Então, caso você tenha gostado de uma obra livremente disponibilizada, retribua contribuindo com divulgação.

Em muitos blogs e sites, existe a venda de e-books e de serviços relacionados. Muitas vezes regulados por sistemas DRM. Downloads pagos, editoração, confecção de capa, etc.

Nada contra. Mas não podemos esquecer que os sistemas de DRM são, por natureza, contrários ao principio básico da internet: “transportar bits de forma rápida e barata.”

Acredito, portanto, que não será se utilizando de velhas fórmulas que encontraremos uma maneira justa de remunerar os autores por seus trabalhos disponibilizados livremente.

Projeto ZOO de Nestablo Ramos Neto

In Creative Commons, História em Quadrinhos on 23 janeiro, 2008 at 4:30 pm

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Creative Commons em matéria do UOL

In Creative Commons, Internet on 23 janeiro, 2008 at 7:51 am
O caderno de tecnologia do UOL elaborou uma extensa matéria sobre o Creative Commons. O guia é uma excelente oportunidade para aqueles que ainda não conhecem o projeto entenderem melhor tanto seu funcionamento, como as idéias e conceitos subjacentes ao mesmo.

O Creative Commons no Brasil é desenvolvido pelo Centro de Tecnologia e Sociedade da Escola de Direito do Rio de Janeiro da Fundação Getulio Vargas.

Fonte: http://www.creativecommons.org.br/

The Future of Ideas licenciado em Creative Commons

In Código Aberto, Creative Commons, Direitos Autorais, Ebook, Internet, Literatura on 22 janeiro, 2008 at 2:59 pm
O livro “The Future of Ideas” do professor Lawrence Lessig, fundador do Creative Commons, acaba de ser licenciado em Creative Commons. É o que nos informa o próprio professor em seu blog. A licença utilizada foi a Atribuição – Uso Não Comercial. Agora, todos os quatro livros publicados por Lessig estão disponíveis em licenças Creative Commons e podem ser compartilhados e copiados livremente.

Você encontra os outros livros de Lessig nos links abaixo:

1- Code (v1)
2- Code (v2)
3- Free Culture

Internet: O Arquivo ( ou pirataria é crime, não ataque os navios )

In Código Aberto, Cinema, Crônica, Creative Commons, Cultura, Direito Autoral, DRM, Internet, Literatura, Música, Variedades on 15 janeiro, 2008 at 8:00 am
Imagine um lugar onde vários filmes, livros e músicas estão arquivados.

Você pode acessar esse lugar e ler online, assistir, ouvir ou baixar para o seu computador ou celular. Isso mesmo, livros, músicas, filmes e textos.

E tudo isso sem ser considerado um pirata, um criminoso. Pois pode parar de imaginar, esse lugar existe.

Bom demais pra ser verdade? Mais ou menos…

Ainda não é o sétimo céu, mas quem sabe um dia.

No internet archive http://www.archive.org/ você encontra vários filmes, músicas, imagens e textos que já não estão mais sob proteção das leis de direitos autorais, são produções artísticas e intelectuais livres de copyrgth. São produções culturais que se tornaram públicas.

Toda propriedade intelectual, artística, cultura, tem um prazo limite de proteção e quando este expira, a obra torna-se pública. Por isso, no site você encontrará coisas velhas, mas ainda assim é uma boa notícia.

Isso nos dá, de certa forma, uma visão de como poderá ser a concretização do que foi prometido e alardeado com o início da internet: acesso irrestrito à cultura.

Os velhos clássicos do cinema estão lá. Sem senhas, sem propagandas, sem registros, sem cadastro, sem DRM, basta acessar.

Ontem mesmo assisti Dementia 13 de Francis Ford Coppola que eu nem me lembrava mais. Stephen king considerou esse um dos filmes mais assustadores de todos os tempos.

Já estou me programando, um filmão por noite. Hoje The Last Man on Earth, a primeira adaptação de Eu Sou a Lenda de Richard Masterson, e amanhã vai ser Attack of the 50 Foot Woman e depois, só Deus sabe!

O Grande Arquivo existe, e eu digo obrigado.

Link: http://www.archive.org/

P.S.: li essa na internet em algum lugar: “Pirataria é crime, não ataque os navios“, acho que vou fazer uma camiseta.

Revista Nature adota licença Creative Commons para artigos sobre o genoma

In Creative Commons, Direitos Autorais, Internet on 10 janeiro, 2008 at 11:03 am
A Nature, uma das mais conceituadas revistas científicas do mundo, anunciou recentemente que tornará disponíveis todos os seus artigos sobre o genoma humano licenciando-os em Creative Commons. Os artigos poderão ser livremente copiados por qualquer pessoa, desde que para uso não-comercial. Clique aqui para ler o editorial da Nature, cujos trechos se encontram traduzidos e reproduzidos abaixo:

“Em seu impulso contínuo por tornar os artigos cada vez mais acessíveis, a NPG (Nature Publishing Group) vem envigorar uma licença Creative Commons para o reuso de artigos sobre o genoma. A licença permite a editores não-comerciais, seja de que forma estes sejam definidos, que as versões em pdf e html dos artigos sejam reutilizados. Os usuários são livres para copiar, distribuir, transmitir e adaptar a contribuição, desde que atendendo a propósitos não-comerciais, sujeitos às mesmas ou a similares condições e atribuições da licença.

“Em 1996, conforme avançava o seqüenciamento do genoma humano, atores fundamentais do processo declararam: ‘Foi acordado que toda informação sobre a seqüência do genoma humano, gerada por centros financiados para seqüenciamento humano em larga escala, deverá estar gratuitamente disponível e em domínio público, de forma a fomentar a pesquisa e o desenvolvimento e a maximizar seus benefícios à sociedade’. Tais princípios continuaram a guiar o campo, e a NPG vem consistentemente tornando os artigos sobre o genoma gratuitamente disponíveis. Esta nova licença nos permite formalizar tal compromisso.”

Fonte: BoingBoing

     

Quem vigia os vigilantes? Resposta: Cory Doctorow em Little Brother

In Creative Commons, Literatura on 5 janeiro, 2008 at 9:38 am

O novo livro de Cory Doctorow, Little Brother, sai em abril e já ganhou um review de peso, de ninguém menos que Neil Gaiman.

Cory, genial como sempre, depois de surpreender com seu conto Scroogled, sobre um Google do Mal, usado para perseguir pessoas que as autoridades julgam “perigosas”, apresenta agora o irmão caçula do Big Brother, de George Orwell.

[ Caso você pense que estou falando de um programa de TV Reality Show, faça a gentileza de sair do meu blog, por favor. ]

Ora, se existe o Grande Camarada, o suposto Grande Irmão que vigia à todos, Doctorow nos apresenta seus irmãos mais novos, jovens hackers de São Francisco que, através da internet, enfrentam as grandes corporações.

A amizade entre Neil e Cory é de longe conhecida, devido as referências que ambos fazem em seus respectivos blogs.

Abaixo, texto de Gaiman sobre Little Brother:

I’d recommend Little Brother over pretty much any book I’ve read this year, and I’d want to get it into the hands of as many smart 13 year olds, male and female, as I can.

Because I think it’ll change lives. Because some kids, maybe just a few, won’t be the same after they’ve read it. Maybe they’ll change politically, maybe technologically. Maybe it’ll just be the first book they loved or that spoke to their inner geek. Maybe they’ll want to argue about it and disagree with it. Maybe they’ll want to open their computer and see what’s in there. I don’t know. It made me want to be 13 again right now and reading it for the first time, and then go out and make the world better or stranger or odder. It’s a wonderful, important book, in a way that renders its flaws pretty much meaningless.

Link

Veja também:
Cory’s Little Brother reading
Holy crap, I love the cover of my next book!

Fonte: http://craphound.com/

Nota: “quem vigia os vigilantes?” citação de Bob Dylan usada em Watchman por Alan Moore.