Ligando tudo ao todo

Archive for AM|Yearly archive page

Crontariando a Opinão Popular

In Cultura, Imagens, Internet, Jogos, Variedades on 17 novembro, 2009 at 9:24 am


Fonte: http://www.sedentario.org/

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Something Big Is Out There Beyond The Visible Edge Of Our Universe

In Ciência, Cultura, Internet, Variedades on 17 novembro, 2009 at 8:01 am

Mystery ‘dark flow’ extends towards edge of universe:

“Now that’s how to write a fucking lede.

Warren Ellis

Camiseta do dia: Scooby Doo Zumbi

In Arte, Cultura, Horror, Ilustração, Imagens, Internet, Terror, Variedades on 17 novembro, 2009 at 7:55 am

Scooby Doo / Zombie:

Aniversário do LSD

In Cultura, Variedades on 16 novembro, 2009 at 8:45 pm

Aniversário do LSD, sintetizado pela primeira vez em 16 de novembro de 1938 por Albert Hofmann.

Em 2006, quando completou 100 anos, o químico suíço explicou que foi por acaso que descobriu a droga em 1943. Deixou cair na mão uma gota do líquido sem cor, nem cheiro que estava a investigar, saboreou-o e passado pouco tempo sentiu sensações estranhas de angústia, vertigens e alucinações.

Os efeitos alucinogénios perigosos da Dietilamida do Ácido Lisérgico, se tomada em excesso e sem acompanhamento, foram conhecidos a partir dos anos 60, com o movimento hippie, quase 20 anos depois de o LSD ser descoberto. Mas Hofmann considera que o LSD pode ser importante no tratamento de doenças psiquiátricas e ainda no acompanhamento de doentes amorfos, que já não reagem a outro tipo de drogas.

E são cada vez mais os cientistas que seguem Hofmann na tentativa de acabar com o tabu do LSD, que começou com a total proibição de consumo e venda nos Estados Unidos em 1966.

Fonte: EuroNews

Guia Zumbi: Como tudo vai pro inferno durante um Apocalipse Zumbi?

In Arte, Cultura, História em Quadrinhos, Horror, Humor, Ilustração, Imagens, Internet, Terror, Variedades on 16 novembro, 2009 at 3:42 pm

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Para ler mais clique aqui.

Camiseta do dia: Vírus H1N1

In Arte, Imagens, Internet, Variedades on 16 novembro, 2009 at 3:29 pm

Em alguns países H1N1: se pronuncia: “Hiney”.

Web Zen: group show zen [ ilustração ]

In Arte, Ilustração, Imagens, Internet, Variedades on 16 novembro, 2009 at 10:10 am

Crítica do livro A Fábula: Cidade dos Desgraçados

In Arte, Comunicados, Cultura, Horror, Internet, Literatura, Pulp Fiction, Release, Terror on 15 novembro, 2009 at 7:47 pm

“Esperamos pela luz mas contemplamos a escuridão.”
Isaías 59:9

Neste livro Hugo Maximo demonstra seu domínio sobre o romance de suspense, com fortes componentes visuais, o que nos faz refletir sobre as possibilidades de apresentação cinematográfica, que o transformaria num filme de terror.

A obra transpõe os limites da realidade e nos conduz totalmente a uma dimensão surreal onde se trava uma batalha entre o bem e o mal, entre a fragilidade humana e o poder das trevas.

A trama muito bem urdida mantém o sobressalto até o último capitulo e a leitura como que nos faz reféns ao lado dos personagens, solidarizando‑nos com eles e sentindo os horrores que enfrentam.

Classificando‑o como fábula, o autor nos incita a decodificação de um conteúdo polissêmico, portanto altamente metaforizado. A Cidade dos Desgraçados contém ingredientes insólitos e nos coloca frente a frente com nossos limites.

A trama traz à tona a questão do da acomodação e do servilismo diante do poder maior e do medo ao mesmo tempo em que demonstra a capacidade humana de superação do ceticismo e do medo. E é esta superação a única forma de salvação.

O suspense em que a trama mantém o leitor é digno dos mestres deste estilo.

Yedda de Castro Brascher Goulart
Escritora Mestre em Letras – UFSC

Número de páginas: 188
Peso: 228 gramas
Edição: 2 (2009)
Acabamento da capa: Papel supremo 250g/m², 4×0, laminação fosca.
Acabamento do miolo: Papel offset 75g/m², 1×1, cadernos fresados e colados (para livros com mais de 70 páginas) ou grampeados (para livros com menos de 70 páginas), A5 Preto e Branco.
Formato: Médio (140x210mm), brochura com orelhas

A Arte de Brian Despain & John Brophy

In Arte, Ilustração, Imagens, Internet, Variedades on 14 novembro, 2009 at 4:33 pm


Reinventando: Twitter Avatar

In Arte, Cultura, Ilustração, Imagens, Internet, Variedades on 14 novembro, 2009 at 4:24 pm

Colagen no mundo real, por Frédéric Lebain

In Arte, Imagens, Variedades on 13 novembro, 2009 at 7:50 pm

Frédéric Lebain, um verdadeiro recorte na realidade.

Nasa diz ter encontrado significativa quantidade de água na Lua

In Internet, Tecnologia, Variedades on 13 novembro, 2009 at 4:22 pm
Publicada em 13/11/2009
O Globo

Nasa diz ter encontrado água na Lua / Foto: Divulgação / Nasa

MOFFETT FIELD, Califórnia – Lançada no mês passado contra a cratera lunar Cabeus , a sonda LCROSS indicou a presença de cerca de 90 litros de água congelada no satélite terrestre, conforme divulgaram cientistas da Nasa nesta sexta-feira. O artefato filmou, por quatro minutos, o impacto da colisão do foguete Centauro contra Cabeus, localizada no sul do satélite terrestre. Depois de transmitir os dados para a Terra, a própria sonda foi atirada contra o mesmo local.

Os primeiros dados divulgados pela Nasa surpreenderam os cientistas: a água existia em quantidade e terreno maior do que se desconfiava.

A cratera foi escolhida por estar em uma região da Lua que há não recebe luz solar há bilhões de anos. A Nasa acreditava que haveria água congelada em seu fundo, onde a temperatura chega a até 240 graus negativos.

– Estamos desvendando os mistérios de nosso vizinho mais próximo, e, por extensão, do sistema solar – disse Michael Wargo, cientista-chefe da Nasa, em Washington, nos estudos relacionados à Lua. – A Lua abriga muitos segredos, e a LCROSS vai contribuir para entendermos alguns deles.

Se a água existe lá há bilhões de anos, a cratera de Cabeus poderia ter segredos sobre a história e a evolução do sistema solar, assim como amostras coletadas nos polos da Terra podem nos ajudar a compreender mais sobre nosso planeta.

Cientistas ligadas ao projeto afirmam que outros dados da LCROSS vão demorar mais tempo para serem decifrados. Outras substâncias, consideradas “intrigantes”, também foram documentadas pela sonda. A falta de contato com o Sol teria ajudado a preservação desses materiais por bilhões de anos.

Fonte: http://oglobo.globo.com/

Pulp Fictions II

In Arte, Cultura, História em Quadrinhos, Internet, Literatura, Terror, Trilha Sonora, Variedades on 13 novembro, 2009 at 9:30 am
No Brasil a ficção “alternativa” e subgêneros, pode ser encontrada já no século XIX, em Noite na taverna, de Álvares de Azevedo (1878); O Doutor Benignus, de Augusto Emílio Zaluar (1875); o conto “O imortal”, de Machado de Assis (1872; 1882); e entre 1920-1950 — por exemplo, O presidente negro ou O choque das raças, de Monteiro Lobato (1926), analisado por André Carneiro em um estudo pioneiro, Introdução ao estudo da “Science Fiction” (1967); A filha do Inca ou A República 3000 (1930), de Menotti del Picchia; “O homem silencioso” (1928) e Zanzalá e Reino de Deus (1938), de Afonso Schmidt; “O mistério de Highmore Hall”, “Makiné” e “Kronos kai Anagke” (1929-1930), de João Guimarães Rosa, redescobertos por Braulio Tavares na Biblioteca Nacional; A cidade perdida, de Jerônymo Monteiro (1948), além de vários textos contemporâneos dos anos 1980 e 1990.

E como fica essa ficção com cara de Brasil?

Gabriel Garcia Márquez apresenta que o maior desafio para os escritores latino-americanos foi a insuficiência dos recursos convencionais para fazer crível a vida que se leva por aqui. E a resposta para isso se encontra justamente na essência da Ficção Científica, Fantástica ou Ficção Especulativa, ou seja: o conceito de “fantástico” só tem vigência em relação a um conceito particular de “real”. Como realmente ninguém sabe o que é a realidade, pois só há interpretações múltiplas da mesma, também o fantástico é um diferencial, variando historicamente. Na boa ficção especulativa, afirma o Roberto Causo, o fantástico é meio de pluralizar e relativizar a racionalidade dominante. A expressão “ficção especulativa”, que prefere a “ficção científica”, indicaria o que caracteriza nuclearmente o gênero: a especulação sobre os limites da noção de “real”.

E por que não se formou uma pulp fiction ou uma pulp era por aqui?

Bem, se já é difícil editar textos da literatura apoiada por críticos, historiadores literários e pela instituição escolar, mais difícil ainda é publicar literatura especulativa não vista com bons olhos pelo meio literário, que as taxam de “americanizadas”, como se a influência norte americana fosse melhor ou pior que a portuguesa, ou talvez a indígena, ou a francesa, ou quem sabe a africana? As editoras brasileiras preferem traduzir obras de ficção especulativa estrangeiras que, por existirem em grande quantidade e já terem recebido direitos autorais em seus lugares de origem, saem mais baratas que o texto de autor nacional. Além disso, como aponta outro estudioso do gênero, Braulio Tavares, por aqui não houve grandes obras produtoras de imitações, nem se organizou nenhum grupo de autores unidos no projeto de inscrever a ficção especulativa na história literária do país.

No entanto, a mitologia criada pelos Pulps é tão forte que impregnou o cinema, os quadrinhos e a imaginação de milhões de pessoas no mundo todo. De Indiana Jones ao Super-homem, a cultura pop deste século deve muito aos Pulps Fictions.

Particularmente falando, agora, peço licença para dar um depoimento pessoal, pois como todo bom e típico brasileiro, fui criado assistindo as porcarias enlatadas/pré-moldadas de Hollywood, maravilhosos filmes ruins de terror e violência. Eu não nasci em uma fazenda e a primeira vez que vi uma vaca foi pela televisão. Então, Deus salve a América do Sul também! Nunca vi um engenho de cana, não existem pescadores na minha família e é exatamente isso que me torna tão brasileiro quanto qualquer um. Isso e o rock and roll, é claro. Devido ao meio literário brasileiro e suas restrições, me debati durantes anos para aceitar o queria realmente ser: não apenas escritor, mas um escritor de Pulp Fictions.

Pulp Fictions I [ Primeira Parte ]

Nota: O texto acima contém idéias e explanações originais pinçadas dos seguintes autores: Ivan Carlo, Roberto Causo, Braulio Tavares, João Adolfo Hansen, Jackson do Pandeiro e Gabriel Garcia Márquez.

Por que os homens são atraídos por lésbicas?

In Humor, Ilustração, Variedades on 12 novembro, 2009 at 4:04 pm

PANTURAL – Esse cara ta feito na vida: A Animação

In Animação, Arte, Internet, Variedades on 12 novembro, 2009 at 6:34 am

5 dias de trabalho, 110 dias de renderização!

Ford SHELBY vs CAMARO vs JEEP vs VAZ 2107 vs HELICOPTER – My cars (showreel)…

Fonte: http://jovemnerd.ig.com.br/

Pulp Fictions I

In Arte, Artigo, Cultura, Internet, Literatura, Variedades on 11 novembro, 2009 at 7:49 am
“Coisas estranhas e instigantes acontecem e nos fazem sonhar com o que a ficção especulativa brasileira poderia fazer, adaptando influências estrangeiras, descobrindo estratégias para a representação da realidade local, se as condições fossem outras.”
Roberto Causo
Pulps

A história dos Pulps começa em 1896, quando o editor Frank Monsey resolveu transformar uma revista para meninos, The Argosy, numa revista de ficção adulta. O papel, mais barato, era feito da polpa da árvore, daí o nome pulp (polpa). A publicação custava apenas um centavo, o que a tornava acessível a todos.

Nos Pulp Ficitons surgiram: Trazan, Doc Savage, Capitão Futuro, Conan, Buck Rogers, Fu Manchu, O Sombra e muitos outros.

O escritor Walter Gibson, sob o pseudônimo de Maxwell Grant escreveu nada menos que 283 histórias do personagem, transformando-o num fenômeno mundial. Até no Brasil o Sombra chegou a ter um programa de rádio.

Os Pulps apresentavam histórias sombrias e fantasiosas sobre combatentes do crime, ameaças alienígenas, monstros, heróis, anti-heróis, ficção científica, terror, faroeste e até revistas sobre submarinos, zepelins e coisas do tipo.

Revelou autores como: Edgar Rice Burroughs, Edmond Hamilton, Isaac Asimovc, Ray Bradbury e Dashiell Hammett, autor de O Falcão Maltes e criador do romance noir, que teria grande influência sobre escritores badalados, como o brasileiro Ruben Fonseca.

Nota: O texto [ na íntegra ] tem idéias e explanações originais pinçadas dos seguintes autores: Ivan Carlo, Roberto Causo, Braulio Tavares, João Adolfo Hansen, Jackson do Pandeiro e Gabriel Garcia Márquez.

Continua…

FRANKENSTEIN Her Majesty’s Secret Service Page 90

In Arte, História em Quadrinhos, Ilustração, Imagens, Internet, Variedades on 10 novembro, 2009 at 7:44 pm

Camiseta da Semana

In Arte, Ilustração, Imagens, Internet, Variedades on 10 novembro, 2009 at 10:04 am


Link: http://www.cafepress.com/electrophonic.415680376

Meu nome é Hugo e eu compartilho arquivos

In Artigo, Código Aberto, Creative Commons, Direitos Autorais, Educação, Internet, Literatura, Música, Medula, Negócios, Outros, Política, Tecnologia, Variedades on 9 novembro, 2009 at 10:33 am

Por lógica, quando você paga por alguma coisa essa coisa passa a ser sua e você pode fazer com ela o que quiser, basicamente. Desde que respeite os direitos do autor. Por exemplo: eu comprei um livro, o livro é meu e eu posso ler, queimar, rasgar, dobrar as orelhas, fazer anotações e principalmente compartilhá-lo. Sim, emprestar um livro a um amigo é compartilhar arquivos. Um estudo diz que um livro comprado geralmente pode ser lido por cinco, até dez pessoas. Isso é compartilhar arquivos.

O que eu não posso fazer com o livro é desrespeitar os direitos do autor, ou seja, não posso sair por aí dizendo que foi eu quem o escrevi. Mas vejam só, depois que eu li o livro e todos os amigos a quem emprestei o livro o leram, eu posso vendê-lo à uma loja de livros usados. E isso não é considerado crime.

E em muitas dessas lojas de usados, se vende e se compra CD de músicas, filmes, jogos e até mesmo programas de computador. E isso não é considerado crime.

Mas se você compartilha arquivos pela Internet, mesmo os arquivos que você pagou, isso sim é crime.

Aqui morre toda a lógica da DRM ( Digital Rights Management ). São dois pesos e duas medidas, sempre lembrando que a Lei de Direitos Autorais não é uma lei moral e sim uma lei de regulamentação prática, sempre “emendada” à favor de interesses econômicos, por vezes, distantes da lógica dos demais direitos e da moral.

Quando você pega um livro emprestado em um biblioteca, você está compartilhando arquivos. Quando você chama seus amigos até a sua casa para assistirem um DVD que você comprou legalmente ou alugou em alguma locadora de filmes, vejam só, você está compartilhando arquivos! Você não vai ser preso por isso, pode ter certeza.

A DRM é o oposto a difusão de conhecimentos. Por conseqüência, é oposta ao conceito básico da internet e dos computadores.

Como diz Cory Doctorow, o computador nada mais é do que uma máquina que manipula bits e a internet nada mais é do que uma “máquina” que transporta bits de forma rápida e barata e ponto final.

Um sistema que vai contra essas premissas básicas, não pode ser lógico, não pode ser aceito e com certeza, não deve perdurar.

http://matrixordinaria.blogspot.com/

Experiência de consumo, downloads pagos, downloads gratuitos e novas idéias [ Atualizado ]

In Arte, Artigo, Código Aberto, Comunicados, Cultura, Direito Autoral, DRM, Ebook, Horror, Ilustração, Internet, Literatura, Release, SOUNDTRACK, Tecnologia, Terror, Trilha Sonora, Variedades on 9 novembro, 2009 at 10:00 am
Empresas oferecem sites que são apenas sites. Não há nada de novo sob o sol. Por sites, entenda janelas coloridas que nem sempre fazem sentido.

A credibilidade das grandes empresas e grandes marcas não justificam mais a preferência. Por exemplo, o que faz alguém optar por um programa de código aberto, como o Firefox, ao invés de utilizar o Intenet Explorer, que com certeza já está instalado em seu computador?

Dizer que isto ocorre em função do navegador ser gratuito é negar a complexidade do que vem acontecendo no mundo digital. Afinal, quando você compra seu computador você já pagou os serviços básicos que estão dentro dele, como o IE.

Diferente de sites que são apenas sites, de empresas que são apenas empresas e produtos que são apenas produtos, o Firefox oferece coisa nova. Uma nova maneira de navegar, uma nova maneira de lidar com o produto/serviço, através da da navegação customizada e da possibilidade de participar da construção de novas interfaces através do código aberto.

E este é atualmente o fator determinante do sucesso da economia online: a experiência de consumo.

Em seu artigo, Descobrindo a Experiência de Consumo, Marcio Reis diz que:

“A experiência de consumo de um produto tanto pode residir nos aspectos tangíveis como o produto em si (o desenho do interior de um veículo ou a rapidez de um serviço online), sua apresentação ao consumidor e seu preço, como nos intangíveis, desde a famigerada marca e seus valores até um processo de compra adaptado ao produto (para citar um mal exemplo, algumas online stores insistem em vender música digital usando a mesma experiência de compra dos CDs, mudando “apenas” o formato de entrega e deixando de gerar vendas e fidelização dos clientes através da experiência de consumo do download). Tangíveis ou não, os elementos que formam a experiência de consumo estão presentes em todos os produtos, sejam digitais, físicos ou qualquer mistura entre um e outro tipo. E encontram-se em lugares onde não está nem mesmo o dinheiro, como um fim de semana sem fazer nada (a rigor, uma experiência de consumo de tempo que pode substituir a experiência de consumo de vários produtos e serviços de entretenimento, exemplo de como até modelos de análise de concorrência precisam ser lidos de forma mais ampla).”

Antigas fórmulas não vão funcionar, e isto é um fato. Para ilustrar melhor essa idéia, pense sobre este exemplo apresentado no mesmo artigo:

“Já que o Google anda em voga ultimamente, pense um instante se o segredo desse serviço está na sua simplicidade (que diminui dia após dia, a cada novo recurso incorporado), na rapidez e inteligência do serviço de busca (que é tecnologia pura, pode ser igualada e até mesmo superada por outras empresas), na marca (que não traz informação concreta que afirme se a popularidade do neologismo ‘to Google’ ou a simpatia às logomarcas comemorativas são causa ou conseqüência da adoção do serviço) ou se o toque de Midas está na agradável experiência de consumo do serviço, descrita em relatos como ‘lá eu encontro tudo que quiser; até o inimaginável se eu procurar, está lá’.”

Enquanto não houver uma novidade em termos de experiência de consumo, sites serão apenas sites.

Stephen King tentou contar com a honestidade de seus leitores, quando disponibilizou o livro digital “A Planta” em seu site, dizendo que cobraria um dólar pelo download de cada capítulo. O livro estava disponível, mesmo para quem não quisesse pagar por ele. King alertou que, caso 75% dos downloads não fossem pagos, ele pararia de escrever o livro. No primeiro mês o número de downloads pagos atingiu 76%, no segundo mês, não.

Muitos pagaram, King recebeu inclusive notas de um dólar pelo correio e até mesmo um dólar de prata. Não podemos esquecer, contudo, a lealdade já conhecida de seus fãs. Mesmo assim, a coisa toda não deu certo. Será que um escritor desconhecido conseguiria 30% de downloads pagos?

De qualquer forma, O que Stephen King fez, foi estabelecer uma nova maneira de seus leitores lidarem com seu produto/serviço. Talvez não tenha sido a melhor delas. Qualquer economista recomendaria não contar com a honestidade de seus clientes como principal estratégia de vendas, a menos é claro, que você seja dono de alguma seita. Mas ele tentou algo inédito e que serviu para nos mostrar que novas idéias, mesmo quando não funcionam, nos levam à novas idéias que talvez possam funcionar.

Não podemos nunca esquecer que um site não deve ser apenas uma janela para sua marca, seu produto ou serviço, um site deve oferecer uma nova maneira de lidar com tudo isso.

Um site deve, pelo menos, seguir os princípios básicos da internet, ou seja, tornar o acesso mais amplo, mais rápido, mais cômodo e/ou mais barato.

Se o seu site não faz isso, então ele é apenas um site. Apenas uma janela colorida que nem sempre faz sentido.

Com meu blog eu consegui oferecer meus livros à um número significativamente maior de leitores. Com as edições de pequenas editoras e de autor, a tiragem sempre é pequena, a divulgação é quase nula e a renda, mínima.

Ao disponibilizar meus livros neste blog tornei o acesso mais amplo, mais rápido, mais cômodo e mais barato.

Alguém pode dizer: “mas você não está ganhando dinheiro com isso!”.

E é verdade, mas antes eu também não estava.

Contudo, algo mudou e para melhor. Tive mais leitores em um mês do que em alguns anos de “carreira”. Não tive gastos com editoração, impressão, divulgação e distribuição. Recebo e-mails diários de leitores elogiando, incentivando, criticando, discutindo a trama dos livros, fazendo perguntas sobre personagens e pedindo mais. Alguns, poucos ainda, perguntam sobre uma possível publicação em papel, dizendo-se interessados em adquirir o livro em seu formato tradicional. [ Que já estão disponíveis para venda! ]

Estou tentando coisas novas. O livro TRASH Volume I, por exemplo, tem até trilha sonora. Por enquanto esta idéia está funcionando dentro das metas que havia proposto. Futuramente não sei o que virá. Estou acompanhando o mercado, as tendências, os autores tradicionais, os autores virtuais e suas novas idéias e propostas.

Disciplina e paciência são tão importantes nesse caso, quanto as novas idéias.

E que venham as novas idéias!


Nota: citação Marcos Reis Pinto www.marcioreispinto.org