Ligando tudo ao todo

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ABRACADABRA e relatórios

In Comunicados on 28 dezembro, 2007 at 7:46 am
Esta semana recebi o convite do Paulo Esdras para participar do ABRACADABRA [ Agentes Brasileiros de Cultura e Arte Democrática Brasileira ] achei o nome genial e já me coloquei à disposição. Boca-a-boca ou link-a-link toda rede social inteligente merece consideração.

Para mais detalhes, visitem o perfil do Paulo no Overmundo.

Estou aberto à convites, como diz o pessoal do Shop Shop turne: “aquecimento global? Vamô aquecê esse negócio!”.

Portanto, me avisem aí de suas idéias, estou sempre disposto à participar e ajudar no que puder!

Fechei esta semana, também, a editoração dos livros:

Delírios Oníricos” de Hugo Santos, livro de contos;

e

Hepiloghu” de Sannt, leitura reflexiva.

Ambos disponíveis na sessão E-books do Medula.

Outra digna de nota é que, aparentemente, minha crônica triste de natal causou mais polêmica que meus livros de suspense. Acho que todo mundo adora um drama.

Natal é pra quem pode, uma crônica triste de natal

In Crônica on 21 dezembro, 2007 at 2:49 pm
Todos que me conhecem um pouco [ de verdade ] sabem que pra mim natal é uma época triste. São coisas que acontecem e que você tem que aguentar seguindo adiante, independente do que acontece à sua volta.

Esse texto é só porque é difícil olhar pra trás e deixar pra lá. No dia específico não consegui abordar o assunto, mas precisava escrever sobre isso como forma, talvez, de exorcismo. Talvez pra dizer que ainda me lembro e que algumas coisas precisam e devem ser lembradas. Mesmo quando doem.

Esse texto é só porque é muito triste ver aquelas famílias felizes nos comerciais de celular e pensar que aquilo poderia estar acontecendo com você. Sabe? Ceia à meia-noite, amigo secreto, você tirou o vovô, o vovô tirou a tia chata, aquele seu tio bebe demais, todo mundo ri, chora, essas coisas.

Participei como convidado em alguns desses encontros, mas é muito estranho ver tudo de fora. É divertido ver, estar, querer fazer parte, mas a verdade te desmonta, porque você sabe que não tem lugar fixo ali.

Deve ser bom. Bem, feliz natal pra eles então.

Sei que parece exagero, mas só entende quem já passou por isso. Algumas pessoas pensam que entendem, mas não é verdade. É como sexo, não adiante te contarem, você só vai saber como é quando passar por isso. Fatos da vida. É uma merda, eu sei.

Acho que chega de auto piedade por hoje. Escrevi, apenas porque precisava, assim como acontece com tudo que escrevo.

Sobre Creative Commons – Generosidade Intelectual

In Código Aberto, Creative Commons, Internet on 21 dezembro, 2007 at 2:31 pm

“Generosidade intelectual. Os frutos de se compartilhar idéias e obras são os mais benéficos que existem. A internet deixou evidente o espírito colaborativo que existe entre seus usuários. Além disso, a “grande rede” mostra que a criatividade e a competência não se limitam a grandes corporações e que há muita gente de talento em toda parte do mundo. A Creative Commons se encaixa nesses cenários para que as pessoas possam usufruir de obras sem medo de infringir regras e para que se sintam livres para distribuir aquilo que criaram ou que encontraram.”

Emerson Alecrim em http://www.infowester.com

A Balada da Menina Morta – um conto para as festas de fim de ano

In Conto on 21 dezembro, 2007 at 12:52 pm
A Balada da Menina Morta

“Nem o passado existe nem o futuro. Tudo é presente.”
Gonzalo Torrente Ballester

Ela não acreditava que via o futuro, até que a taça se quebrou no brinde de ano novo e a mancha vermelha se espalhou no vestido branco seguindo o mesmo traço que havia se desenhado no sonho. O tecido colou ao corpo revelando os contorno da peça íntima que também sorvia o líquido vermelho sangue.

Vinho gelado nas pernas, mas fogo queimava na cabeça.

A primeira coisa que pensou foi: “merda”, a segunda foi algo um pouco difícil de se pôr em palavras, um ruído de boca aberta que as pessoas fazem (ou devem fazer) quando descobrem que podem ver o futuro em sonhos e que no último sonho haviam visto a própria morte.

O interlocutor a observava espantado, julgando que a preocupação estava apenas no vestido manchado.

“Sinto muito, eu… você se machucou?”.

Foi então que o primeiro pensamento se tornou verbo:

“Merda” disse ainda de olhos vidrados. “Puta merda!”.

Deixou os restos de cacos caírem e correu para o carro. No sonho estava deitada no salão com a mancha de vinho no vestido e estava morta. Mas havia algo mais. Ninguém morre por sujar um vestido. Estava em choque estava… ficando louca? Precisava sair dali, precisava… desesperadamente… mudar o futuro. Como se não bastasse vê-lo.

Atrapalhou-se com as chaves e o alarme disparou fuzilando seus ouvidos.

“Abre porra!” berrou para o estacionamento vazio. “Abre!”.

O sonho era a resposta, o sonho havia revelado o futuro, só nele poderia encontrar a peça que alteraria tudo. Os olhos estavam cheios d’água, a vista embaçada. Parecia ver vermelho, ver vinho em todo lugar. Suava muito e tudo parecia grudento.

“Esqueça isso, burra, concentre-se no sonho!”.

Havia algo mais, tem que haver! Ninguém vê o futuro por nada, precisava se concentrar. A única razão possível para se ver o futuro era a de poder alterá-lo. Não é?

“É” havia uma música!

“Sim, Música!”.

Era uma balada, não lembrava a letra, não lembrava a merda da letra. Como era enervante. Sabia que era importante mas tinha na cabeça só a maldita melodia.

“Na-na-na-na-nã” cantarolou sabendo que era importante, mas a letra não vinha. Era uma música antiga que falava de…? De… sangue!

“É!” gritou enquanto esfregava o rosto. Tudo grudento, tudo…

“Esqueça Isso !”.

Deu a partida e seguiu para a rua. Ao endireitar na pista respirou profundamente e diminuiu a velocidade. Não queria sair do fogo e cair na frigideira. Nada de acidentes essa noite, por favor. Parou no sinal vermelho sentindo-se muito, muito cansada. O tecido se colava no corpo, tudo grudento no meio das pernas, tudo…

“Na-na-na-na-nã”. Novamente e nada.

E se não puder mudar o que está pra acontecer? E se o sonho ou visão ou seja lá o que for, não significar absolutamente nada. Um erro cósmico, uma falha de merda! Tão cansada, tão difícil pensar tão… não havia bebido tanto, no entanto o mundo estava se apagando aos poucos como se a energia estivesse… sumindo?

“Fluindo” disse com a boca mole. “Fluindo”.

“Na-na-na-na-nã… na-na-na-na-nã”.

Segundos antes de perder a consciência percebeu duas coisas. Tudo na câmera lenta dos sonhos. A primeira foi o grosso filete de sangue que escorria do pulso aberto por um pedaço da taça de cristal. O líquido pastoso fluía até o cotovelo onde gotas gordas pingavam. A segunda e mais assustadora: que iria se esvair em sangue antes que alguém pudesse encontrá-la.


Creative Commons License

Esta obra está licenciada sob uma Licença Creative Commons.

Comentário sobre TRASH no Overmundo

In Comunicados on 21 dezembro, 2007 at 10:40 am
Recebi este comentário do André, no Overmundo. Gostei tanto que resolvi postá-lo aqui. Ótima citação de Câmara Cascudo justificando histórias de fantasmas!

E desde já, agradeço!

“Hugo,
vou copiar o texto sim. Nordestino, bem do interior, afeito como ninguém a estas escritas,…. tenho uma filha de 8 anos, que conta para todos que adora “as bestages que o pai conta”.
Mas, certa vez Camara Cascudo, numa universidade faculdade de ciências exatas vendo que estava sendo “chacoteado”, disse
aos bacharelandos:
“Eu mesmo não acredito em nada do que escrevo, de forma alguma, mas não desço a Serra do Mar de São Bernardo a Cubatão
pela estrada velha, sózinho depois das 9 horas da noite”. E olha, olha e pergunta aos futuros físicos, quimicos, etc. “Quem de voces amparado no saber, ou não, é capaz de descer?”.

um abraço, andre.”

Também tenho tenho medo de estrada escura!

Overmundo

Debate sobre animação brasileira

In Animação, TV on 20 dezembro, 2007 at 11:39 pm
Assisti agora pouco na TV Câmara [ sim, eu assisto a TV Câmara ] um debate sobre animação brasileira com a participação de Maurício de Souza.

Destaque para a discussão do projeto de lei que discute cotas para desenhos animados na televisão brasileira.

Abaixo release do programa:

“São muitas as gerações de crianças brasileiras que cresceram vendo desenhos animados na TV. Do Mickey e do Pica-pau às mais recentes produções japonesas, quase não sobra espaço para o desenho nacional. Por que isso ocorre? O que fazer para mudar essa realidade?

Essas e outras questões serão debatidas nesta quinta-feira (20), às 22h30, no programa VER TV, uma parceria da TV Câmara com a TV Brasil. Os convidados são o deputado Vicentinho (PT-SP); Ale McHaddo, Presidente da Associação Brasileira de Cinema de animação (ABCA); e o desenhista Maurício de Sousa, criador da turma da Mônica.

Maurício de Sousa
Os quadrinhos de Mauricio de Sousa têm fama internacional. Desde os anos 60, foram adaptados para o cinema, a televisão e para os vídeo-games, além de terem sido licenciados para comércio em uma série de produtos com a marca dos personagens. Em 1970, foi lançada a revista Mônica, já com tiragem de 200 mil exemplares. Foi seguida, dois anos depois, pela revista Cebolinha e nos anos seguintes pelas publicações do Chico Bento, Cascão, Magali, Pelezinho e outras.

Nos anos 80, com a invasão dos desenhos animados japoneses, os quadrinhos de Mauricio de Sousa perderam mercado e o desenhista decidiu abrir um estúdio de animação, a Black & White, com mais de 70 artistas. Já relizou oito longas-metragens.

VER TV, um programa para quem gosta de televisão.
Realização da TV Câmara e da TV Brasil, com apoio da Comissão de Direitos Humanos da Câmara dos Deputados, semanalmente, o VER TV coloca em discussão as funções da televisão, a programação, os avanços tecnológicos e as questões éticas de uma TV de qualidade, comprometida com a cidadania.

O programa é apresentado por Lalo Leal, sociólogo, jornalista, professor da Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo (USP). Ele é pesquisador na área de políticas da comunicação, autor dos livros “Atrás das Câmeras – Relação entre Estado, Cultura e Televisão”, “A Melhor TV do Mundo – O modelo britânico de televisão” e “TV sob controle, a resposta da sociedade ao poder da televisão”.
Contato: vertv@radiobras.gov.br / joana.praia@camara.gov.br
Reapresentações: sábado (5h, 9h30), domingo (11h), segunda (4h), terça (5h30)

Como sintonizar a TV Câmara
A TV Câmara pode ser sintonizada no canal 27 em UHF no Distrito Federal e nos canais 14 da NET (no DF), 113 da Sky Net, 16 da TECSat, 235 da Direct TV, 67 da TVA (grande São Paulo) e por antena parabólica em todo o País. Na Internet, a TV Câmara pode ser assistida ao vivo.”

Para assistir pela Internet, acesse:
http://www.tv.camara.gov.br/

O melhor presente de natal de todos os tempos da última semana

In Comunicados on 20 dezembro, 2007 at 3:22 pm
Contabilizando os números de Downloads que tenho controle dos ebooks [ tanto em PDF quando jad/jar para celulares no 4shared e no esnips ] tive a grata surpresa de receber neste natal um presente especial: leitores.

Até o presente momento esta é a contagem:

A Fábula: 750 Downloads;

Visões do Mal: 534 Downloads;

Mundo Bizarro: 507 Downloads;

TRASH Volume I: 473 Downloads;

Ao todo: 2.264 Downloads em menos de dois meses.

Os números aumentam dia a dia e em uma média de 10 Downloads por dia. E o mais importante é que, ao verificar a audiência do Blog, percebo que além de novos acessos, muitas das pessoas que aparecem, voltam.

Tão bom quanto escrever, é ser lido.

Por isso, como diz Doctorow: “faça maluquices com meu livro”.

Infelizmente não tenho como saber os números no que se refere a redes P2P e via e-mail. Mas sei que estão acontecendo e por isso, essas e outras, sou muito grato.

Muito obrigado.

Livre é diferente de grátis

In Código Aberto, Creative Commons, Direito Autoral, DRM, Ebook, Internet, Literatura on 19 dezembro, 2007 at 5:42 pm
Mais questões por e-mail

O que leva um autor a disponibilizar seu trabalho livremente na internet [ ou em qualquer outro meio ] é a divulgação.

O termo gratuito é relativo, já que há algum custo envolvido na parte de produção, mesmo em se tratando de um arquivo digital, como criação, tempo de produção, manutenção de link e do próprio site ou blog.

O preço de uma obra sempre é simbólico, tendo em vista a impossibilidade de quantificar em um valor monetário o tempo de aprendizado, criação, dedicação, originalidade, etc, despendido na tarefa.

O retorno que o autor espera é moral, isto é, o reconhecimento de seus talentos [ quando eles existem ] críticas que possam contribuir para o seu aperfeiçoamento e credibilidade junto aos leitores, possíveis editores e colegas de ofício.

A forma de retribuição por parte dos leitores, caso tenham apreciado a obra, pode ser exercida no auxilio à divulgação, indicando a obra e o autor à amigos e à trabalhos relacionados.

Todos sabem a importância da campanha “boca a boca” no campo das artes e do entretenimento, principalmente na internet. No cyberespaço o mesmo ocorre, link a link. E as redes sociais fazem com que o alcance dessas recomendações se torne, praticamente, ilimitado.

Então, caso você tenha gostado de uma obra livremente disponibilizada, retribua contribuindo com divulgação.

Em muitos blogs e sites, existe a venda de e-books e de serviços relacionados. Muitas vezes regulados por sistemas DRM. Downloads pagos, editoração, confecção de capa, etc.

Nada contra. Mas não podemos esquecer que os sistemas de DRM são, por natureza, contrários ao principio básico da internet: “transportar bits de forma rápida e barata.”

Acredito, portanto, que não será se utilizando de velhas fórmulas que encontraremos uma maneira justa de remunerar os autores por seus trabalhos disponibilizados livremente.

TRASH Vol. I – Zumbis & Tentáculos – O JOGO

In Internet, Jogos, Variedades on 18 dezembro, 2007 at 10:46 pm

Brincadeira, o jogo se chama BOXHEAD: More Rooms, mas como no Ebook TRASH Vol. I – Zumbis & Tentáculos, você pode enfrentar zumbis e demônios renascidos

Sobre o Jogo:

“Enfrente mais centenas de zumbis em diversos cenários com direito a até 10 novas armas e mais de 90 atualizações. Escolha uma sala e acabe com o maior número de zumbis possível para ganhar pontos.”

Link para o Jogo

DE-ANIMATOR também é um jogo em flash que segue a mesma linha:

DE-ANIMATOR

Scroogled "O Google do Mal " por Cory Doctorow

In Conto, Creative Commons, Internet, Literatura on 17 dezembro, 2007 at 9:27 pm

Scroogled

E se um dia, a companhia que todos nós gostamos e usamos diariamente, deixasse de ser “boazinha”? Como seria a vida num mundo em que o Google fosse usado da pior forma?

É esta a premissa deste Conto de Ficção, escrito por Cory Doctorow que Carlos Martins traduziu e adaptou para o português ( Portugal ) com a autorização do autor.

Disponível para download em formato .txt

Scroogled
de Cory Doctorow
Tradução/adaptação para Português: Carlos Martins

“Dêem-me seis linhas escritas pelo mais honrado dos Homens, e encontrarei nelas uma desculpa para o enforcar.” — Cardeal Richelieu

“Não sabemos o suficiente sobre si.” — CEO do Google Eric Schmidt

Greg aterrou no Aeroporto Internacional de São Francisco às 8h da tarde, mas pela altura em que finalmente chegou à frente da fila para a alfândega, já passava da meia-noite. Tinha saído da cabina da primeira classe, bronzeado perfeito, a barba por fazer, depois de um mês de praia no Cabo (mergulhando três dias por semana, seduzindo estudantes Francesas no resto do tempo.) Quando tinha saído da cidade, um mês antes, era um destroço andante de ombros descaídos e barrigudo. Agora, era um deus bronzeado, que atraía olhares das hospedeiras na frente do avião.

Depois de quatro horas na fila para a alfândega, tinha novamente passado de deus a mero mortal. O seu aspecto admirável estava gasto, suor escorria pelo rego do seu traseiro, e os seus ombros e pescoço estavam tão tensos que o seu tronco parecia uma raquete de ténis. A bateria do seu iPod já se tinha esgotado há muito, deixando-o sem nada para fazer senão escutar a conversa do casal de meia-idade que se encontrava à sua frente.

“As maravilhas da tecnologia moderna,” disse a mulher, referindo-se a um sinal que estava por perto: Imigração – Powered by Google.

“Não era suposto começarem apenas no próximo mês?” disse o homem, que alternadamente usava e segurava um sombrero de grandes dimensões.

Googlando na fronteira. Jesus. Greg tinha vendido todas as suas acções do Google seis meses antes, esperando aproveitar algum tempo para si próprio – algo que se revelou menos recompensador do que ele esperava. Na maior parte do tempo dos cinco meses que se seguiram, deu consigo a arranjar os PCs dos amigos, ver TV durante o dia, e ganhando quase 5Kg de peso, que culpava ser devido ao tempo que passava em casa em vez de estar no Googleplex, seguindo o seu programa físico de 24h no ginásio.

Continua…

Leia na íntegra…

Fonte: Os Velhotes dos Marretas

de Cory Doctorow
Tradução/adaptação para Português: Carlos Martins


Creative Commons License

Esta obra está licenciada sob uma Licença Creative Commons.

Intensivão ninja sobre Direito Autoral e Creative Commons

In Creative Commons, Cultura, Direito Autoral, Internet on 17 dezembro, 2007 at 9:01 pm

Texto FAQ site: Cultura Livre

O que é o direito autoral?
Quando você faz desenho, escreve um texto, ou tira uma foto, a lei lhe dá uma série de direitos sobre aquilo que você criou. Por exemplo, qualquer pessoa que quiser copiar o seu desenho, texto ou foto, precisa pedir sua autorização

Esses direitos que o criador tem sobre sua criação chamam-se direitos autorais. Eles surgiram no século XIX com o objetivo de permitir que autores pudessem ser remunerados pela sua criação.

Para que ele serve?
A idéia por trás da criação do direito autoral é permitir que que o autor possa ser pago pela utilização da sua obra. Como você precisa pedir autorização se quiser usar o trabalho de outra pessoa, em geral essa outra pessoa pode pedir que você pague por aquele uso.

O problema é que com o surgimento da internet e a facilidade com que as pessoas podem obter informações através dela, ficou muito difícil pedir essa autorização para tudo. Por isso mesmo, o direito autoral precisa agora ser repensado, para não prejudicar o acesso das pessoas a informações como textos, fotos, filmes e músicas, através da internet.

O que o Creative Commons quer fazer?
O Creative Commons é um projeto surgido nos Estados Unidos justamente para facilitar o acesso das pessoas às informações da internet.

Se você está fazendo um trabalho para a escola ou quer publicar um site e quer ter certeza de que o seu site é legal e não está violando o direito autoral de ninguém, uma boa opção é o Creative Commons.

Sempre que você encontra o símbolo “CC” em uma obra, você pode ter certeza de que o autor daquela obra não se importa que você a utilize para certas finalidades. Assim, você pode pegar as informações disponíveis nos sites que tem o símbolo “CC” e utilizá-las de acordo com a especificações da licença.

Desse modo, todo mundo sai ganhando: o artista, que tem sua informação disseminada na rede e você, que pode usar aquela informação sem medo de estar violando direitos autorais.

E aí ninguém mais vai pagar para usar um desenho, ou uma história?
A idéia do Creative Commons é justamente criar novos modelos para os artistas poderem ganhar dinheiro.

Quando você permite às pessoas usarem o seu desenho e distribuírem a sua história, você está se tornando uma pessoa conhecida. Assim, você pode ganhar dinheiro de várias formas. As pessoas que gostaram do seu desenho, podem contratar você para fazer novos desenhos. Ou ainda, as pessoas que gostaram da sua história, podem chamar você para contá-la ao vivo ou dar uma aula sobre ela.

É a mesma coisa com a música: se as pessoas ouviram e gostaram das músicas que você vez, certamente vão querer pagar para ver o seu show. Assim, permitir que as pessoas tenham acesso às suas criações muitas vezes ajuda o artista a se tornar conhecido e a ganhar dinheiro.

Muita gente copia games e músicas de CDs e distribui para amigos; também é comum as pessoas pegarem textos e imagens que estão na web para usarem em seus sites, blogs etc. Isto está errado?
Cada caso é um caso. Mas infelizmente, nossa legislação do direito autoral está desatualizada para os tempos da internet.

Comprar games piratas, por exemplo, é claramente uma atividade ilegal, contrária à lei. Mas gravar um CD para um amigo não é. É uma atividade privada, que não viola o direito autoral.

Ao mesmo tempo, pegar uma imagem na internet para usar em um trabalho escolar, ou em um blog também não é ilegal. O problema é quando você começa a ganhar dinheiro com o seu blog ou se você quer distribuir o seu trabalho amplamente, que contém obras de outros artistas.

Daí o melhor caminho é usar mesmo obras que você tenha certeza de que não violam direitos do autor, como aquelas licenciadas pelo Creative Commons.

Par mais informções: Cultura Livre e/ou Creative Commons

Fonte: Cultura Livre

Gilberto Gil fala sobre cultura digital e participa das comemorações dos 5 anos do Creative Commons

In Código Aberto, Creative Commons, Direitos Autorais, Internet on 17 dezembro, 2007 at 8:52 pm

 

noticiada no Globo Online, 11 de dezembro de 2007O ministro da Cultura, Gilberto Gil, participará nesta sexta-feira, dia 14 de dezembro, do Seminário Cultural Hotspots em São Francisco, Califórnia, onde debaterá conceitos e trocará conhecimentos e experiências acerca do tema Cultura Digital. Dentre os participantes do seminário estão Lawrence Lessig (Creative Commons), John Perry Barlow (Electronic Frontier Foundation) e Chris Anderson (editor da revista Wired e autor do livro “A Cauda Longa”).O encontro será realizado na Hewlett Foundation e terá como um dos principais destaques a apresentação das políticas do Ministério da Cultura do Brasil relativas aos Pontos de Cultura – atualmente, existem mais de 650 já implantados no país e, até 2010, serão cerca de 20 mil. Parte do incentivo recebido pelos Pontos é utilizado para aquisição de equipamento multimídia em software livre composto por microcomputador, miniestúdio para gravar CD, câmera digital e ilha de edição.

Além do Seminário sobre Cultura Digital, o ministro Gilberto Gil participará de um jantar em comemoração ao quinto aniversário do Creative Commons, projeto criado pelo americano Lawrence Lessig e que funciona como um sistema alternativo de controle de copyright.

Leia mais…Fonte: http://www.culturalivre.org.br/

TV Livro Gratuita

In Internet, Literatura, TV on 17 dezembro, 2007 at 8:26 pm
Com a proposta de vincular e produzir, gratuitamente, vídeos sobre literatura na Internet, a TV Livro já está no ar.

“A iniciativa busca interagir com o internauta, levando informações e curiosidades sobre o mundo literário. Uma equipe de estagiários da USP, Mackenzie (Jornalismo) e Cásper Líbero (Rádio e TV) está à frente do projeto sob a coordenação do editor João Scortecci e da bibliotecária Maria Esther M. Perfetti.”

Informações no site www.tvlivro.com.br ou pelo e-mail: tvlivro@tvlivro.com.br.


Vou te dizer no que posso acreditar

In Literatura on 16 dezembro, 2007 at 1:02 pm
“Posso acreditar em coisas que são verdade e posso acreditar em coisas que não são verdade. E posso acreditar em coisas que ninguém sabe se são verdade ou não. Posso acreditar no Papai Noel, no coelhinho da Páscoa, na Marilyn Monroe, nos Beatles, no Elvis e no Mister Ed. Ouça bem… Eu acredito que as pessoas evoluem, que o saber é infinito, que o mundo é comandado por cartéis secretos de banqueiros e que é visitado por alienígenas regularmente -uns legais, que se parecem com lêmures enrugados, e uns maldosos, que mutilam gado e querem nossa água e nossas mulheres. Acredito que o futuro é um saco e que é demais, e acredito que um dia a Mulher Búfalo Branco vai ficar preta e chutar o traseiro de todo mundo. Também acho que todos homens não passam de meninos crescidos com profundos problemas de comunicação e que o declínio da qualidade do sexo nos Estados Unidos coincide com o declínio dos cinemas drive-in de um Estado ao outro. Acredito que todos os políticos são canalhas sem princípios, mas ainda assim melhores do que as outras alternativas. Acho que a Califórnia vai afundar no mar quando o grande terremoto vier, ao mesmo tempo em que a Flórida vai se dissolver em loucura, em jacarés, em lixo tóxico. Acredito que sabonetes antibactericidas estão destruindo nossa resistência à sujeira e às doenças, de modo que algum dia todos seremos dizimados por uma gripe comum, como aconteceu com os marcianos em Guerra dos Mundos. Acredito que os melhores poetas do século passado foram Edith Sitwell e Don Marquis, que o jade é esperma de dragão seco, e que há milhares de anos em uma vida passada eu era uma xamã siberiana de um braço só. Acho que o destino da humanidade está escrito nas estrelas, que o gosto dos doces era mesmo melhor quando eu era criança, que aerodinamicamente é impossível pra uma abelha grande voar, que a luz é uma onda e uma partícula, que tem um gato em uma caixa em algum lugar que está vivo e que está morto ao mesmo tempo (apesar de que, se não abrirem a caixa algum dia e alimentarem o bicho, ele no fim vai ficar só morto de dois jeitos), e que existem estrelas no universo bilhões de anos mais velhas do que o próprio universo. Acredito em um deus pessoal que cuida de mim e se preocupa comigo e que supervisiona tudo que eu faço, em uma deusa impessoal que botou o universo em movimento e saiu fora pra ficar com as amigas dela e nem sabe que estou viva. Eu acredito em um universo vazio e sem deus, um universo com caos causal, um passado tumultuado e pura sorte cega. Acredito que qualquer pessoa que diz que o sexo é supervalorizado nunca fez direito, que qualquer um que diz saber o que está acontecendo pode mentir a respeito de coisas pequenas. Acredito na honestidade absoluta e em mentiras sociais sensatas. Acredito no direito das mulheres à escolha, no direito dos bebês de viver, que, ao mesmo tempo em que toda vida humana é sagrada, não tem nada de errado com a pena de morte se for possível confiar no sistema legal sem restrições, e que ninguém, a não ser um imbecil, confiaria no sistema legal. Acredito que a vida é um jogo, uma piada cruel e que a vida é o que acontece quando se está vivo e o melhor é relaxar e aproveitar.”

Neil Gaiman – Deuses Americanos

Não leia esse post

In Crônica on 16 dezembro, 2007 at 12:25 pm

Ontem do nada, e por nada, revi “Melhor é Impossível” com Jack Nicholson e Helen Hunt.

E…

A vida é isso?

Vou tentar resumir o que é viver [ às vezes ]

Às vezes viver é tentar fazer o melhor que se pode em cada situação pra depois descobrir que você não estava entendo direito, que não era bem isso, que você não fez o melhor e estava muito, muito longe disso e que você reagiu fazendo e dizendo coisas que lhe fazem se sentir mal por dentro, como se tivesse um buraco dentro de você, uma mancha escura que nunca mais vai sair.

Às vezes viver é escolher entre coisas e pessoas. Quando você escolhe coisas, você descobre amargamente que deveria ter escolhido pessoas; e quando você escolhe pessoas elas te decepcionam, assim como você as decepciona e você descobre amargamente que deveria ter escolhido coisas. Aparentemente “Deus está do lado de quem vai vencer” e você sempre faz as escolhas erradas.

Às vezes viver é trancar os dentes e engolir tudo que você fez de errado porque tudo acontece ao mesmo tempo e não importa se você tenha seguido um caminho e encontrado um muro no final, porque ainda não é o fim, e existem centenas de milhares de muros te esperando.

Às vezes viver é sem graça e você não tem saco pro mundo, pros outros ou pra você mesmo.

Às vezes viver parece não ser o bastante.

Às vezes viver é hesitar por não saber o que fazer, mas como dizem: hesitar é dar tempo ao diabo.

Às vezes viver é dividir a existência com pessoas que fazem você se sentir mal por você ser como você é, por você fazer o que faz, mesmo que você não consiga ser/fazer de outra forma. Mesmo que você queira tentar

Às vezes viver é aceitar que às vezes tentar não adianta.

Às vezes viver é perceber que a vida não é um filme ou seriado de TV e que se for, na última temporada você morre.

Às vezes viver é compreender que um dia mais, na verdade é um dia menos.

Lembre-se que eu disse: “às vezes”.

Tenho que parar de ver filme de “meninas”.

CULTURA LIVRE EM GUERRA

In Artigo, Código Aberto, Creative Commons, Direitos Autorais, Ebook, Internet, Literatura, Tecnologia on 15 dezembro, 2007 at 12:37 am

Por Pedro Alexandre Sanches no http://www.cartacapital.com.br/2005/11/3446

 

A gana em “preservar” o Mickey expõe as entranhas do direito autoral

 

Um advogado entrou em disputa judicial com Mickey Mouse. A estratégia de defesa de Mickey contou com o lobby de um congressista e ex-cantor chamado Sonny Bono, que nos anos 60 integrara a dupla de pop chiclete Sonny & Cher. O camundongo derrotou o advogado Lawrence Lessig na Suprema Corte dos EUA. Parece argumento debilóide de Hollywood, mas é a mais crua “vida real”.

 

A história não só não é ficção como rendeu um livro que, ele próprio, também parece (mas não é) uma peça de ficção. Cultura Livre, escrito de punho próprio por Lessig e lançado em 2004, acaba de ganhar uma edição brasileira, que só pode ser adquirida de uma maneira: gratuitamente.

 

O pó de pirlimpimpim capaz de dar liga a todas essas peças aparentemente inverossímeis é a causa a que Lessig se empenha desde 1997: a luta pela distensão da legislação vigente de direitos autorais (os copyrights, no linguajar em inglês com que são conhecidos e protegidos em todo o planeta). Para o autor, tal legislação caducou e se tornou cerceadora voraz de liberdade de expressão e criação artística neste mundo pós-internet, download, MP3, blog, fotolog etc.

 

Foi essa a causa do confronto aberto entre o homem e o simpático e quase heróico rato gerado em 1928 pela imaginação de Walt Disney. Obedecendo à legislação de proteção de copyright, em 1998, ao completar 70 anos de idade, Mickey adquiriria maioridade e ficaria independente de papai Disney. Cairia em domínio público e passaria a ser livremente manipulável não só pelo conglomerado que seu criador deixou como herança, mas por qualquer um, com qualquer finalidade, comercial ou não.

 

A Disney se apavorou com a idéia de perder a varinha de condão de lucro que as orelhas redondas do camundongo propiciavam por quase quatro gerações. Lessig não conseguiu barrar a aprovação do Ato Sonny Bono no Congresso, que estendeu por mais 20 anos, até 2018, a escravidão de Mickey (e de toda e qualquer obra criativa de faixa etária semelhante). O político Bono morrera pouco antes, e virou nome de lei porque, segundo teria afirmado sua viúva, acreditava que o copyright deveria ser eterno.

 

Segundo defende Lessig em Cultura Livre, não foi a convicção dos congressistas, mas sim um forte lobby econômico que deu vitória à perpetuação da proteção. Em 1790, a primeira lei de copyright estipulou que as criações seriam protegidas por 14 anos; de 1962 para cá, sob pressão de uma indústria cultural em brutal ascensão, houve 11 prorrogações consecutivas, rumo, talvez, à eternidade sonhada por Sonny.

 

De acordo com Lessig, dez dos 13 congressistas empenhados na aprovação do Ato Sonny Bono teriam sido irrigados pela Disney com o máximo de contribuição eleitoral permitida por lei. O conglomerado formado pelas maiores produtoras de cinema e gravadoras de discos dos EUA teria gastado US$ 1,5 milhão em lobby eleitoral em 1998, US$ 200 mil dos quais teriam ido diretamente para contribuições de campanha. “Estima-se que a Disney tenha contribuído com mais de US$ 800 mil para campanhas de reeleição na época”, escreve.

 

O livro esmiúça esse e outros embates entre aqueles que apelida de “guerreiros” e “extremistas” do copyright e o seu próprio grupo, tachado pelos opositores como “esquerdista” e, idem, “extremista”. Defende a idéia avessa, do copyleft e dos chamados Creative Commons, contracorrente que defende, em vez do lema de “todos os direitos reservados”, um outro mais tolerante e maleável, de “alguns direitos reservados”.

 

No percurso, aborda uma série saborosa de exemplos e estudos de caso, demonstrando que os que hoje mais se debatem contra a pirataria on-line fundaram seus próprios impérios na prática da… pirataria.

 

Relembra, por exemplo, que Mickey Mouse veio ao mundo no desenho animado Steamboat Willie, uma paródia do filme Steamboat Bill, Jr., do comediante Buster Keaton, que por sua vez se referia à música Steamboat Bill. Acrescenta que grande parte da obra cinematográfica de Disney (Branca de Neve, Pinóquio, Cinderela…) era apropriação criativa, sem copyright, de contos de fadas de Irmãos Grimm e anexos.

 

“A indústria cinematográfica de Hollywood foi construída por piratas em fuga”, provoca, descrevendo a migração de criadores para a Califórnia, no início do século XX, para escapar ao controle de patentes.

 

Lessig insiste em repetir que não, não é portador de idéias subversivas ou radicais. A necessidade, argumenta, é de que se revise uma legislação pública que, desde o advento da internet, vem abocanhando nacos polpudos antes pertencentes à vida privada dos cidadãos. Coibir com processos milionários adolescentes que fazem troca virtual caseira e não comercial de música seria, para ele, um modo de travestir de suposto interesse público a defesa oligopolista de interesses comerciais privados.

 

Leia na íntegra em http://www.cartacapital.com.br/2005/11/3446

 

Ou faça o Download do Livro Cultura Livre de Lawrence Lessig legal e gratuitamente na sessão ebooks.

A lenta caminhada do ebook à credibilidade

In Creative Commons, Cultura, Ebook, Internet, Literatura, Tecnologia on 14 dezembro, 2007 at 8:38 pm
Muitas pessoas ainda pensam, quando pensam, no ebook, apenas como um livro técnico, um manual ou tutorial para isso ou aquilo. Quando você digita “e-book” no Google surge uma enxurrada de “como ganhar dinheiro com isso”, “marquetingue não sei o que” e etc.

Mas visivelmente a coisa está mudando. Venho pesquisando o assunto há algum tempo e, a cada vez que aciono a mesma pesquisa, tanto em sites de buscas, quanto em sites de relacionamentos e comunidades, aumenta nitidamente as referências diretas à livros eletrônicos de Literatura com L maiúsculo.

Bom sinal. Contudo, muitas questões importantes ainda ficam sem respostas. Uma delas se refere à Lei de Direitos Autorais X Novas Mídias.

E como, como em nome de tudo que é mais sagrado os autores destas mídias que tendem cada vez mais a circularem livremente no cyberespaço ganharam o pão nosso de cada dia?

Acredito que, apesar de traumática para alguns, a mudança é inevitável e logo novas maneiras de administração destes direitos vão acabar borbulhando aqui e acolá.

Mentes criativas estão sempre surgindo por aí o tempo todo, independente do que os governos ou as mega-híper-delta-super industrias de entretenimento façam. Mentes criativas estão estudando a questão com afinco. Novos pensadores, acostumados a se adptarem rapidamente à condições adversas já estão trabalhando no caso.

Este é um texto ingênuo, é verdade, mas é um texto honesto. Um texto que comemora a lenta caminhada do ebook à credibilidade. Gosto do ebook, já o desprezei, mas era porque não o conhecia. Hoje gosto do ebook e estou torcendo por ele.

Conferência Regional de Juventude

In Comunicados, Cultura, Projetos Sociais on 14 dezembro, 2007 at 5:50 pm

Na tarde de hoje fui convidado pela Gered [ Gerência de Educação ] para falar na Primeira Conferência Regional de Juventude [ fase regional ] sobre o tema Cultura, à alunos de Blumenau e região.

A proposta do evento é muito interessante: levantar problemas referentes aos temas e em seguida fornular possíveis soluções.

O foco principal reside na análise e sugestões de melhoria para políticas públicas voltadas para a juventude.

“A Conferência Nacional de Políticas Públicas de Juventude é um espaço de diálogo entre o poder público e a sociedade sobre os desafios do segmento juvenil e quais alternativas devem ser tomadas pelos governos para respondê-los. Realizada de dois em dois anos, ela é um processo no qual jovens e interessados na temática de todo o Brasil se reúnem para discutir a situação das pessoas que compõem esta faixa etária e apontar quais são as prioridades de ações e programas a serem desenvolvidos pelo poder público.”

Temas:

Família, Educação, Cidades e territórios, Trabalho, Cultura, Drogas, Meio Ambiente, Sexualidade, Diversidade, Participação política, Mídia, Liberdades democráticas.

Além de palestra coletiva, discussões em grupo e apresentação e votação das propostas, foram eleitos também os delegados regionais para a próxima etapa a se realizar em Joinville.

Dentre as contribuições aprovadas, destaco as seguintes sugestões:

– discussão sobre a adequação das Leis de Direitos Autorais às novas mídias eletrônicas;

– mecanismos de fiscalização para as atuais Leis de Insentivo à Cultura, bem como novas abordagens para a mesma;

– reestruturação da grade curricular nos ensinos, básicos, fundamental e médio do ponto de vista cultural, enfatizando a apreciação e a produção.

Tarde proveitosa de discussões onde me senti cidadão atuante. Apesar de estar um pouco enferrujado, acho que me saí bem.

Com tempo, volto a falar sobre o tema. Por hora sigo atento ao andamento dos trabalhos.

Para mais informações: http://www.juventude.gov.br/

Hugh Laurie [ House ] lança livro policial

In Literatura, TV on 13 dezembro, 2007 at 9:54 pm
Além de atuar e tocar teclados na Band from TV, Hugh Laurie ainda tem tempo para escrever. “O traficante de armas”, seu primeiro romance, disponível nas livrarias de Portugal.

O “Dr. House”, estreia-se na literatura com um thriller policial onde mistura suspense e comédia.

Crítica:

“A mistura de comédia e suspense com que Hugh Laurie nos brinda tem momentos verdadeiramente hilariantes”.

Publishers Weekly

sinopse:

Thomas lang é um ex-polícial que se tornou um mercenário. Um dia recebe a visita de um tal McClusky, que lhe oferece cem mil dólares para assassinar Alexander Woolf, um empresário americano com negócios na Inglaterra e Escócia. Indignado, Lang recusa o trabalho e decide avisar a vítima para o perigo que corre, em vez de matá-la: uma boa ação que não ficará impune.

A partir do momento em que o protagonista entra em contato com a família Woolf ver-se-á imerso num turbilhão de mentiras, corrupção e violência, que o obrigará a esmagar umas quantas cabeças com a estatueta de um Buda, a medir o seu engenho com multimilionários malvados e deixar a sua vida (entre outras coisas) nas mãos de um grupo de femmes fatales.

Hugh Laurie apresenta-nos um engenhoso e ácido romance que fará as delícias não só dos seus fãs, mas também de todos os leitores ávidos por enredos originais e cativantes.

Fonte: http://www.asa.pt/

PC VS. MAC

In História em Quadrinhos, Imagens on 13 dezembro, 2007 at 8:07 pm

Clique na imagem para vê-la ampliada.

Fonte: http://sullicspataa.stumbleupon.com/