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TRASH Vol. I – Zumbis & Tentáculos – 2007

In Código Aberto, Creative Commons, Direito Autoral, Ebook, Internet, Literatura on 31 outubro, 2007 at 6:52 pm
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“TRASH é Um Romance Pulp Fiction”

Nina Pessanha

Vamos falar a verdade. Esse negócio de zumbis, lobisomens, vampiros e múmias (imortalizados pelos clássicos da Universal, algumas vezes não com muito respeito), já passou. Hoje esses camaradas beiram mais o ridículo. É um fato. A idade chega para todos, até mesmo para o conde imortal. Temos que admitir. Está tudo bem, é verdade.

Contudo, não podemos negar que são muito divertidos. Quando criança, temia esses monstros, bem esses aí, listados à cima. E foi justamente por isso que criei esta história. Precisava tirar anos de referências e histórias de dentro da minha cabeça. Eles estavam me deixando louco, gritando uivando e urrando, querendo sair. E eu queria englobá-los, bem como seus respectivos clichês, em uma única história. Acho que consegui. Tomei algumas liberdades aqui e ali, a fim de unir tudo numa coisa só e para isso (quase sem querer) acabei criando um monstro só meu. Eu precisava encontrar alguém poderoso o suficiente para comandar a horda que havia resolvido convocar. Assim surgiu o Sr. Gray, o Homem Cinza. Nestes primeiros volumes, pouco será revelado deste, que talvez venha a ser o personagem principal desta trama, mas aos poucos vamos conhecer seus objetivos e planos malévolos.

A história me escapou ao controle em alguns momentos (confesso) e por isso cresceu mais do que havia imaginado inicialmente. O que era pra ser apenas um livro se tornou dois e dois se tornaram três e… vou tentar manter a coisa assim, mas não posso prometer nada, pois as histórias têm vontade própria. Qualquer um que já tenha encostado a caneta no papel com a intenção de criar um enredo sabe disso. Vamos, admita!

Voltando agora aos supracitados personagens, que são conhecidos como personagens do tema Horror ao qual o gênero é Fantasia (não esqueçamos disso), você verá que a coisa não é tão assustadora assim, não mesmo. E isso tem um motivo. Acho que estes personagens, que já nos serviram tanto e tão generosamente ao longo desses anos, já estão um pouco desgastados, cansados, talvez. Mas nem por isso perderam o seu charme. Portanto, vamos encará-los, você e eu, uma vez mais.

Nota: introdução retirada do livro TRASH: Zumbis & Tentáculos, do mesmo autor. Disponível para download na íntegra gratuitamente no blog http://matrixordinaria.blogspot.com/.

Trecho do Livro:

— Merda! — sussurrou apertando os dentes de ódio e rolou para debaixo da cama. Bateu fortemente contra o piso com cheiro de pinho. Seus olhos vasculharam rapidamente o ambiente. Estava sozinho o que era bom. Estava num quarto de hospital, o que era mais ou menos. Olhou para o pé ferido e havia um curativo muito bem feito ali. Isso era bom. Já a porta do quarto, fechada como estava, não era uma coisa boa. Não mesmo. Definitivamente não. Provavelmente isso significava que havia um policial lá fora. E definitivamente isso transformaria o seu dia num belo pedaço fumegante de bosta.


TRASH: Zumbis & Tentáculos – 2007 [SOUNDTRACK]

01 .The Blasters: Dark Night (TRASH Theme)

02 .Thorogood: Bad to the Bone George (Set Gecko Theme)

03 .Creedence Clearwater Revival: Susie Q (Susana Von D. Theme)

04 .The Clash: Brand New Cadillac (Fox Theme)

05 .John Holt: Ok Fred (Jamal Theme)

06 .Queens Of The Stone Age: You Got a Killer Scene There, Man… (Papa-Lulu Theme)

07 .Queen: Dragon Attack (Tentáculos)

08 .Another Brick in the Wall part2: Type O Negative (Zombie Atack)

MusicPlaylist
Music Playlist at MixPod.com

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Este trabalho está licenciado sob uma Licença Creative Commons Atribuição-Uso Não-Comercial-Vedada a Criação de Obras Derivadas 2.5 Brasil. Para ver uma cópia desta licença, visite http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/2.5/br/ ou envie uma carta para Creative Commons, 171 Second Street, Suite 300, San Francisco, California 94105, USA.

TRASH Vol. I – Zumbis & Tentáculos – 2007

In Código Aberto, Direitos Autorais, Ebook, Internet, Literatura on 31 outubro, 2007 at 6:52 pm

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Download Livro TRASH: Vol. I – Zumbis & Tentáculos

TRASH: Um Romance Pulp Fiction

Vamos falar a verdade. Esse negócio de zumbis, lobisomens, vampiros e múmias (imortalizados pelos clássicos da Universal, algumas vezes não com muito respeito), já passou. Hoje esses camaradas beiram mais o ridículo. É um fato. A idade chega para todos, até mesmo para o conde imortal. Temos que admitir. Está tudo bem, é verdade.

Contudo, não podemos negar que são muito divertidos. Quando criança, temia esses monstros, bem esses aí, listados à cima. E foi justamente por isso que criei esta história. Precisava tirar anos de referências e histórias de dentro da minha cabeça. Eles estavam me deixando louco, gritando uivando e urrando, querendo sair. E eu queria englobá-los, bem como seus respectivos clichês, em uma única história. Acho que consegui. Tomei algumas liberdades aqui e ali, a fim de unir tudo numa coisa só e para isso (quase sem querer) acabei criando um monstro só meu. Eu precisava encontrar alguém poderoso o suficiente para comandar a horda que havia resolvido convocar. Assim surgiu o Sr. Gray, o Homem Cinza. Nestes primeiros volumes, pouco será revelado deste, que talvez venha a ser o personagem principal desta trama, mas aos poucos vamos conhecer seus objetivos e planos malévolos.

A história me escapou ao controle em alguns momentos (confesso) e por isso cresceu mais do que havia imaginado inicialmente. O que era pra ser apenas um livro se tornou dois e dois se tornaram três e… vou tentar manter a coisa assim, mas não posso prometer nada, pois as histórias têm vontade própria. Qualquer um que já tenha encostado a caneta no papel com a intenção de criar um enredo sabe disso. Vamos, admita!

Voltando agora aos supracitados personagens, que são conhecidos como personagens do tema Horror ao qual o gênero é Fantasia (não esqueçamos disso), você verá que a coisa não é tão assustadora assim, não mesmo. E isso tem um motivo. Acho que estes personagens, que já nos serviram tanto e tão generosamente ao longo desses anos, já estão um pouco desgastados, cansados, talvez. Mas nem por isso perderam o seu charme. Portanto, vamos encará-los, você e eu, uma vez mais.

Nota: introdução retirada do livro TRASH: Zumbis & Tentáculos, do mesmo autor. Disponível para download na íntegra gratuitamente no blog http://matrixordinaria.blogspot.com/.

 

Trecho do Livro:

— Merda! — sussurrou apertando os dentes de ódio e rolou para debaixo da cama. Bateu fortemente contra o piso com cheiro de pinho. Seus olhos vasculharam rapidamente o ambiente. Estava sozinho o que era bom. Estava num quarto de hospital, o que era mais ou menos. Olhou para o pé ferido e havia um curativo muito bem feito ali. Isso era bom. Já a porta do quarto, fechada como estava, não era uma coisa boa. Não mesmo. Definitivamente não. Provavelmente isso significava que havia um policial lá fora. E definitivamente isso transformaria o seu dia num belo pedaço fumegante de bosta.

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Download Livro TRASH: Vol. I – Zumbis & Tentáculos

Este trabalho está licenciado sob uma Licença Creative Commons Atribuição-Uso Não-Comercial-Vedada a Criação de Obras Derivadas 2.5 Brasil. Para ver uma cópia desta licença, visite http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/2.5/br/ ou envie uma carta para Creative Commons, 171 Second Street, Suite 300, San Francisco, California 94105, USA.

Ebooks

In Ebook, Internet, Literatura on 31 outubro, 2007 at 6:31 pm

Olá, me chamo Hugo e estou disponibilizando meus livros livremente pelo sistema Creative Commons , sinta-se livre para baixá-os e compartilhá-los pela Internet. Seguindo os links você será redirecionado para a página de download de cada um dos ebooks.


Seguindo sujestões de amigos, elaborei esta mensagem para as pessoas copiarem, colarem e espalharem por aí para ajudar a divulgar meus livros… sinta-se livre para utilizar esta mensagem se puder ajudar. Eu agradeceria muito.
*********************************************
Olá a todos, me chamo Hugo Maximo e meus livros estão disponíveis gratuitamente na internet pelo sistema Creative Commons no meu Blog “Por uma Vida na Matrix Menos Ordinária” ( http://matrixordinaria.blogspot.com/ ).
Depois de três livros publicados da maneira tradicional resolvi atacar em outras frentes, a exemplo do autor Cory Doctorow e de outros escritores, defensores do sistema copyleft de direitos autorais.
Caso acharem interessante ou que vale à pena, ajudem a divulgar por aí, agradeço humildemente e de coração. Sei que algumas pessoas já conhecem o meu trabalho, então no blog vocês encontraram mais… e para os que não conhecem, fica o convite. Se gostarem e puderem ajudar a divulgar fico grato e contente.
Desde já agradeço.

Hugo Maximo

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Livre é diferente de grátis

O que leva um autor a disponibilizar seu trabalho livremente na internet [ ou em qualquer outro meio ] é a divulgação.

O termo gratuito é relativo, já que há algum custo envolvido na parte de produção, mesmo em se tratando de um arquivo digital, como criação, tempo de produção, manutenção de link e do próprio site ou blog.

O preço de uma obra sempre é simbólico, tendo em vista a impossibilidade de quantificar em um valor monetário o tempo de aprendizado, criação, dedicação, originalidade, etc, despendido na tarefa.

O retorno que o autor espera é moral, isto é, o reconhecimento de seus talentos [ quando eles existem ] críticas que possam contribuir para o seu aperfeiçoamento e credibilidade junto aos leitores, possíveis editores e colegas de ofício.

A forma de retribuição por parte dos leitores, caso tenham apreciado a obra, pode ser exercida no auxilio à divulgação, indicando a obra e o autor à amigos e à trabalhos relacionados.

Todos sabem a importância da campanha “boca a boca” no campo das artes e do entretenimento, principalmente na internet. No cyberespaço o mesmo ocorre, link a link. E as redes sociais fazem com que o alcance dessas recomendações se torne, praticamente, ilimitado.

Então, caso você tenha gostado de uma obra livremente disponibilizada, retribua contribuindo com divulgação.

Em muitos blogs e sites, existe a venda de e-books e de serviços relacionados. Muitas vezes regulados por sistemas DRM. Downloads pagos, editoração, confecção de capa, etc.

Nada contra. Mas não podemos esquecer que os sistemas de DRM são, por natureza, contrários ao principio básico da internet: “transportar bits de forma rápida e barata.”

Acredito, portanto, que não será se utilizando de velhas fórmulas que encontraremos uma maneira justa de remunerar os autores por seus trabalhos disponibilizados livremente.

Sobre os meus livros em formato digital [ e-book ] Mensagem Padrão

In Código Aberto, Direitos Autorais, Ebook, Internet, Literatura on 31 outubro, 2007 at 6:31 pm

Seguindo sujestões de amigos, elaboeri esta mensagem para as pessoas copiarem, colarem e espalharem por aí para ajudar a divulgar meus livros… sinta-se livre para utilizar esta mensagem se puder ajudar. Eu agradeceria muito.

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Olá a todos, me chamo Hugo Maximo e meus livros estão disponíveis gratuitamente na internet pelo sistema Creative Commons no meu Blog “Por uma Vida na Matrix Menos Ordinária” ( http://matrixordinaria.blogspot.com/ ).

Depois de três livros publicados da maneira tradicional resolvi atacar em outras frentes, a exemplo do autor Cory Doctorow e de outros escritores, defensores do sistema copyleft de direitos autorais.

Caso acharem interessante ou que vale à pena, ajudem a divulgar por aí, agradeço humildemente e de coração. Sei que algumas pessoas já conhecem o meu trabalho, então no blog vocês encontraram mais… e para os que não conhecem, fica o convite. Se gostarem e puderem ajudar a divulgar fico grato e contente.

Desde já agradeço.Hugo Maximo

http://matrixordinaria.blogspot.com/

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Mundo Bizarro – 2003

In Código Aberto, Creative Commons, Direito Autoral, Ebook, Internet, Literatura on 31 outubro, 2007 at 6:17 pm


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“Existe uma teoria que diz que quando alguém descobrir exatamente para que serve e de que é feito o Universo, então este desaparecerá e surgirá algo novo, muito mais estranho e bizarro. Existe uma outra teoria que diz que isto já aconteceu.”

Douglas Adams

O que eu posso dizer? Loucura. Esse livro é estranho, mas mesmo assim gosto muito dele… :)

Trecho do livro:

— É muito importante que eu o veja, por favor… só alguns minutos — Douglas mexia nervosamente com as mãos, fazendo os dedos estalarem.

— O Sr. Mateus não recebe visitas.

O enfermeiro o estudou por alguns instantes. Olhava atentamente para as manchas de graxa. Fazia uma carreta de reflexão, como se estivesse indeciso, tentando escolher um caminho em uma encruzilhada.

— Ele fala na minha cabeça — disse Douglas.

Falou tão baixo que o enfermeiro podia jurar que estava lendo pensamentos. Isso pareceu decidi-lo. Douglas percebeu que sua frase havia surtido algum efeito na mente do enfermeiro. Parecia, à primeira vista, uma frase tola e sem sentido. Contudo, o enfermeiro sabia o significado. É claro que ele achava que estes pensamentos que não eram seus, estavam flutuando ali, por excesso de trabalho. Acreditava que o que ouvia durante a noite, era nada mais do que a pressão de trabalhar com loucos. No entanto, trabalhava ali há muito tempo, e não se lembrava de nenhum mecânico. Como ele poderia ouvir o mesmo chamado. Ele sabia, de uma forma bizarra, ele também sabia. Saber parecia ser a palavra. Não era desconfiança, nem suposição, era uma certeza.

— Venha comigo — disse finalmente.

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Este trabalho está licenciado sob uma Licença Creative Commons Atribuição-Uso Não-Comercial-Vedada a Criação de Obras Derivadas 2.5 Brasil. Para ver uma cópia desta licença, visite http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/2.5/br/ ou envie uma carta para Creative Commons, 171 Second Street, Suite 300, San Francisco, California 94105, USA.

Mundo Bizarro – 2003

In Código Aberto, Direitos Autorais, Ebook, Internet, Literatura on 31 outubro, 2007 at 6:17 pm

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“Existe uma teoria que diz que quando alguém descobrir exatamente para que serve e de que é feito o Universo, então este desaparecerá e surgirá algo novo, muito mais estranho e bizarro. Existe uma outra teoria que diz que isto já aconteceu.”

Douglas Adams

O que eu posso dizer? Loucura. Esse livro é estranho, mas mesmo assim gosto muito dele… :)

Trecho do livro:

— É muito importante que eu o veja, por favor… só alguns minutos — Douglas mexia nervosamente com as mãos, fazendo os dedos estalarem.

— O Sr. Mateus não recebe visitas.

O enfermeiro o estudou por alguns instantes. Olhava atentamente para as manchas de graxa. Fazia uma carreta de reflexão, como se estivesse indeciso, tentando escolher um caminho em uma encruzilhada.

— Ele fala na minha cabeça — disse Douglas.

Falou tão baixo que o enfermeiro podia jurar que estava lendo pensamentos. Isso pareceu decidi-lo. Douglas percebeu que sua frase havia surtido algum efeito na mente do enfermeiro. Parecia, à primeira vista, uma frase tola e sem sentido. Contudo, o enfermeiro sabia o significado. É claro que ele achava que estes pensamentos que não eram seus, estavam flutuando ali, por excesso de trabalho. Acreditava que o que ouvia durante a noite, era nada mais do que a pressão de trabalhar com loucos. No entanto, trabalhava ali há muito tempo, e não se lembrava de nenhum mecânico. Como ele poderia ouvir o mesmo chamado. Ele sabia, de uma forma bizarra, ele também sabia. Saber parecia ser a palavra. Não era desconfiança, nem suposição, era uma certeza.

— Venha comigo — disse finalmente.

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Download Livro Mundo Bizarro

Este trabalho está licenciado sob uma Licença Creative Commons Atribuição-Uso Não-Comercial-Vedada a Criação de Obras Derivadas 2.5 Brasil. Para ver uma cópia desta licença, visite http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/2.5/br/ ou envie uma carta para Creative Commons, 171 Second Street, Suite 300, San Francisco, California 94105, USA.

Seguindo o Feixe

In Literatura on 31 outubro, 2007 at 6:10 pm
“Por que tem de me ferir, se gosto tanto de você? Se não posso fazer nem querer nada mais, pois o amor tomou conta de mim e foi o que me alimentou em dias melhores?
Eu apenas o amei por sua beleza como você me amou pela minha nos dias em que o mundo não seguira adiante. Agora você me marca com as unhas e derrama gotas ferventes de mercúrio em meu nariz; tem mandado os animais para me atacar, assim é, e eles têm comido minhas partes mais tenras. Ao meu redor os can-toi se agrupam e do riso deles surge a paz.
Contudo, eu ainda o amo e o serviria e traria a mágica de novo se você me deixasse, pois foi assim que meu coração foi forjado quando saí do Primal. E antigamente eu era forte, assim como era bonito, mas agora minha energia está quase acabada. Se a tortura parasse agora, eu poderia me recuperar… se não a aparência, pelo menos minha e minha kes.
Outra semana… ou talvez cinco dias… ou mesmo três… e será tarde demais. Mesmo que a tortura pare, vou morrer. E você vai morrer também, pois quando o amor abandona o mundo, todos os corações se calam. Fale a eles do meu amor, fale a eles da minha dor e fale da minha esperança, que ainda vive. Pois isto é tudo que tenho, tudo que sou e tudo que peço.”

Stephen King
A Torre Negra Vol. VIII

Não é de doer? Isso você encontra na Saga da Torre Negra de Stephen King.

* Site da editora Objetiva sobre a Série A Torre Negra



Longos dias e belas noites

Seguindo o Feixe

In Literatura on 31 outubro, 2007 at 6:10 pm

“Por que tem de me ferir, se gosto tanto de você? Se não posso fazer nem querer nada mais, pois o amor tomou conta de mim e foi o que me alimentou em dias melhores?

Eu apenas o amei por sua beleza como você me amou pela minha nos dias em que o mundo não seguira adiante. Agora você me marca com as unhas e derrama gotas ferventes de mercúrio em meu nariz; tem mandado os animais para me atacar, assim é, e eles têm comido minhas partes mais tenras. Ao meu redor os can-toi se agrupam e do riso deles surge a paz.

Contudo, eu ainda o amo e o serviria e traria a mágica de novo se você me deixasse, pois foi assim que meu coração foi forjado quando saí do Primal. E antigamente eu era forte, assim como era bonito, mas agora minha energia está quase acabada. Se a tortura parasse agora, eu poderia me recuperar… se não a aparência, pelo menos minha e minha kes.

Outra semana… ou talvez cinco dias… ou mesmo três… e será tarde demais. Mesmo que a tortura pare, vou morrer. E você vai morrer também, pois quando o amor abandona o mundo, todos os corações se calam. Fale a eles do meu amor, fale a eles da minha dor e fale da minha esperança, que ainda vive. Pois isto é tudo que tenho, tudo que sou e tudo que peço.”

Stephen King
A Torre Negra Vol. VIII

Não é de doer? Isso você encontra na Saga da Torre Negra de Stephen King.

* Site da editora Objetiva sobre a Série A Torre Negra



Longos dias e belas noites

Pulp Fictions, arrá, urrú!

In Artigo, Literatura on 31 outubro, 2007 at 6:03 pm
“Coisas estranhas e instigantes acontecem e nos fazem sonhar com o que a ficção especulativa brasileira poderia fazer, adaptando influências estrangeiras, descobrindo estratégias para a representação da realidade local, se as condições fossem outras.”
Roberto Causo
Pulps
A história dos Pulps começa em 1896, quando o editor Frank Monsey resolveu transformar uma revista para meninos, The Argosy, numa revista de ficção adulta. O papel, mais barato, era feito da polpa da árvore, daí o nome pulp (polpa). A publicação custava apenas um centavo, o que a tornava acessível a todos.
Nos Pulp Ficitons surgiram: Trazan, Doc Savage, Capitão Futuro, Conan, Buck Rogers, Fu Manchu, O Sombra e muitos outros. O escritor Walter Gibson, sob o pseudônimo de Maxwell Grant escreveu nada menos que 283 histórias do personagem, transformando-o num fenômeno mundial. Até no Brasil o Sombra chegou a ter um programa de rádio.
Os Pulps apresentavam histórias sombrias e fantasiosas sobre combatentes do crime, ameaças alienígenas, monstros, heróis, anti-heróis, ficção científica, terror, faroeste e até revistas sobre submarinos, zepelins e coisas do tipo. E revelou autores como: Edgar Rice Burroughs, Edmond Hamilton, Isaac Asimovc, Ray Bradbury e Dashiell Hammett, autor de O Falcão Maltes e criador do romance noir, que teria grande influência sobre escritores badalados, como o brasileiro Ruben Fonseca.
No Brasil a ficção “alternativa” e subgêneros, pode ser encontrada já no século XIX, em Noite na taverna, de Álvares de Azevedo (1878); O Doutor Benignus, de Augusto Emílio Zaluar (1875); o conto “O imortal”, de Machado de Assis (1872; 1882); e entre 1920-1950 — por exemplo, O presidente negro ou O choque das raças, de Monteiro Lobato (1926), analisado por André Carneiro em um estudo pioneiro, Introdução ao estudo da “Science Fiction” (1967); A filha do Inca ou A República 3000 (1930), de Menotti del Picchia; “O homem silencioso” (1928) e Zanzalá e Reino de Deus (1938), de Afonso Schmidt; “O mistério de Highmore Hall”, “Makiné” e “Kronos kai Anagke” (1929-1930), de João Guimarães Rosa, redescobertos por Braulio Tavares na Biblioteca Nacional; A cidade perdida, de Jerônymo Monteiro (1948), além de vários textos contemporâneos dos anos 1980 e 1990.
E como fica essa ficção com cara de Brasil?

Gabriel Garcia Márquez diz que o maior desafio para os escritores latino-americanos é a insuficiência dos recursos convencionais para fazer crível a vida que se leva por aqui. E a resposta para isso se encontra justamente na essência da Ficção Científica, Fantástica ou Ficção Especulativa, ou seja: o conceito de “fantástico” só tem vigência em relação a um conceito particular de “real”. Como realmente ninguém sabe o que é a realidade, pois só há interpretações múltiplas da mesma, também o fantástico é um diferencial, variando historicamente. Na boa ficção especulativa, afirma o Roberto Causo, o fantástico é meio de pluralizar e relativizar a racionalidade dominante. A expressão “ficção especulativa”, que prefere a “ficção científica”, indicaria o que caracteriza nuclearmente o gênero: a especulação sobre os limites da noção de “real”.
E por que não se formou uma pulp fiction ou uma pulp era por aqui?
Bem, se já é difícil editar textos da literatura apoiada por críticos, historiadores literários e pela instituição escolar, mais difícil ainda é publicar literatura especulativa não vista com bons olhos pelo meio literário, que as taxam de “americanizadas”, como se a influência norte americana fosse melhor ou pior que a portuguesa, ou talvez a indígena, ou a francesa, ou quem sabe a africana? As editoras brasileiras preferem traduzir obras de ficção especulativa estrangeiras que, por existirem em grande quantidade e já terem recebido direitos autorais em seus lugares de origem, saem mais baratas que o texto de autor nacional. Além disso, como aponta outro estudioso do gênero, Braulio Tavares, por aqui não houve grandes obras produtoras de imitações, nem se organizou nenhum grupo de autores unidos no projeto de inscrever a ficção especulativa na história literária do país.
No entanto, a mitologia criada pelos Pulps é tão forte que impregnou o cinema, os quadrinhos e a imaginação de milhões de pessoas no mundo todo. De Indiana Jones ao Super-homem, a cultura pop deste século deve muito aos Pulps Fictions.
Particularmente falando, agora, peço licença para dar um depoimento pessoal, pois como todo bom e típico brasileiro, fui criado assistindo as porcarias enlatadas/pré-moldadas de Hollywood, maravilhosos filmes ruins de terror e violência. Eu não nasci em uma fazenda e a primeira vez que vi uma vaca foi pela televisão. Então, Deus salve a América do Sul também! Nunca vi um engenho de cana, não existem pescadores na minha família e é exatamente isso que me torna tão brasileiro quanto qualquer um. Isso e o rock and roll, é claro. Devido ao meio literário brasileiro e suas restrições, me debati durantes anos para aceitar o queria realmente ser: não apenas escritor, mas um escritor de Pulp Fictions.

Nota: O texto acima contém idéias e explanações originais pinçadas dos seguintes autores: Ivan Carlo, Roberto Causo, Braulio Tavares, João Adolfo Hansen, Jackson do Pandeiro e Gabriel Garcia Márquez.

Pulp Fictions, arrá, urrú!

In Literatura on 31 outubro, 2007 at 6:03 pm

“Coisas estranhas e instigantes acontecem e nos fazem sonhar com o que a ficção especulativa brasileira poderia fazer, adaptando influências estrangeiras, descobrindo estratégias para a representação da realidade local, se as condições fossem outras.”

Roberto Causo

Pulps

A história dos Pulps começa em 1896, quando o editor Frank Monsey resolveu transformar uma revista para meninos, The Argosy, numa revista de ficção adulta. O papel, mais barato, era feito da polpa da árvore, daí o nome pulp (polpa). A publicação custava apenas um centavo, o que a tornava acessível a todos.

Nos Pulp Ficitons surgiram: Trazan, Doc Savage, Capitão Futuro, Conan, Buck Rogers, Fu Manchu, O Sombra e muitos outros. O escritor Walter Gibson, sob o pseudônimo de Maxwell Grant escreveu nada menos que 283 histórias do personagem, transformando-o num fenômeno mundial. Até no Brasil o Sombra chegou a ter um programa de rádio.

Os Pulps apresentavam histórias sombrias e fantasiosas sobre combatentes do crime, ameaças alienígenas, monstros, heróis, anti-heróis, ficção científica, terror, faroeste e até revistas sobre submarinos, zepelins e coisas do tipo. E revelou autores como: Edgar Rice Burroughs, Edmond Hamilton, Isaac Asimovc, Ray Bradbury e Dashiell Hammett, autor de O Falcão Maltes e criador do romance noir, que teria grande influência sobre escritores badalados, como o brasileiro Ruben Fonseca.

No Brasil a ficção “alternativa” e subgêneros, pode ser encontrada já no século XIX, em Noite na taverna, de Álvares de Azevedo (1878); O Doutor Benignus, de Augusto Emílio Zaluar (1875); o conto “O imortal”, de Machado de Assis (1872; 1882); e entre 1920-1950 — por exemplo, O presidente negro ou O choque das raças, de Monteiro Lobato (1926), analisado por André Carneiro em um estudo pioneiro, Introdução ao estudo da “Science Fiction” (1967); A filha do Inca ou A República 3000 (1930), de Menotti del Picchia; “O homem silencioso” (1928) e Zanzalá e Reino de Deus (1938), de Afonso Schmidt; “O mistério de Highmore Hall”, “Makiné” e “Kronos kai Anagke” (1929-1930), de João Guimarães Rosa, redescobertos por Braulio Tavares na Biblioteca Nacional; A cidade perdida, de Jerônymo Monteiro (1948), além de vários textos contemporâneos dos anos 1980 e 1990.

E como fica essa ficção com cara de Brasil?

Gabriel Garcia Márquez apresenta que o maior desafio para os escritores latino-americanos foi a insuficiência dos recursos convencionais para fazer crível a vida que se leva por aqui. E a resposta para isso se encontra justamente na essência da Ficção Científica, Fantástica ou Ficção Especulativa, ou seja: o conceito de “fantástico” só tem vigência em relação a um conceito particular de “real”. Como realmente ninguém sabe o que é a realidade, pois só há interpretações múltiplas da mesma, também o fantástico é um diferencial, variando historicamente. Na boa ficção especulativa, afirma o Roberto Causo, o fantástico é meio de pluralizar e relativizar a racionalidade dominante. A expressão “ficção especulativa”, que prefere a “ficção científica”, indicaria o que caracteriza nuclearmente o gênero: a especulação sobre os limites da noção de “real”.

E por que não se formou uma pulp fiction ou uma pulp era por aqui?

Bem, se já é difícil editar textos da literatura apoiada por críticos, historiadores literários e pela instituição escolar, mais difícil ainda é publicar literatura especulativa não vista com bons olhos pelo meio literário, que as taxam de “americanizadas”, como se a influência norte americana fosse melhor ou pior que a portuguesa, ou talvez a indígena, ou a francesa, ou quem sabe a africana? As editoras brasileiras preferem traduzir obras de ficção especulativa estrangeiras que, por existirem em grande quantidade e já terem recebido direitos autorais em seus lugares de origem, saem mais baratas que o texto de autor nacional. Além disso, como aponta outro estudioso do gênero, Braulio Tavares, por aqui não houve grandes obras produtoras de imitações, nem se organizou nenhum grupo de autores unidos no projeto de inscrever a ficção especulativa na história literária do país.

No entanto, a mitologia criada pelos Pulps é tão forte que impregnou o cinema, os quadrinhos e a imaginação de milhões de pessoas no mundo todo. De Indiana Jones ao Super-homem, a cultura pop deste século deve muito aos Pulps Fictions.

Particularmente falando, agora, peço licença para dar um depoimento pessoal, pois como todo bom e típico brasileiro, fui criado assistindo as porcarias enlatadas/pré-moldadas de Hollywood, maravilhosos filmes ruins de terror e violência. Eu não nasci em uma fazenda e a primeira vez que vi uma vaca foi pela televisão. Então, Deus salve a América do Sul também! Nunca vi um engenho de cana, não existem pescadores na minha família e é exatamente isso que me torna tão brasileiro quanto qualquer um. Isso e o rock and roll, é claro. Devido ao meio literário brasileiro e suas restrições, me debati durantes anos para aceitar o queria realmente ser: não apenas escritor, mas um escritor de Pulp Fictions.Nota: O texto acima contém idéias e explanações originais pinçadas dos seguintes autores: Ivan Carlo, Roberto Causo, Braulio Tavares, João Adolfo Hansen, Jackson do Pandeiro e Gabriel Garcia Márquez.

Visões do Mal – 2002

In Código Aberto, Creative Commons, Direito Autoral, Ebook, Internet, Literatura on 31 outubro, 2007 at 5:45 pm
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“I see the angels, laughing
Drinking blood in chalices of lead
I see the Devil kneel down
Kissing the hands of God
(…) Oh oh please believe me”
JANO MOSKORZ – Bad Visions

Trecho do livro:

Sem qualquer aviso o anjo tirou uma das mãos que estavam enfiadas no sobretudo, levantou-a num movimento rápido, parando-a no ar, na altura do peito. Mantinha-a aberta, como se desse um rápido sinal de adeus no melhor estilo dos índios norte-americanos. No instante seguinte, desapareceu como um flash de luz.

O velho permaneceu como estava, como se ainda estivesse vendo o anjo, olhando fixamente para o lugar que a aparição ocupara antes de sumir.

Pensamentos tomaram sua mente, tão rápidos quanto o ato de desaparecer do anjo. Em verdade, sabia que era real, sentia isso nos ossos. Ossos que tremiam — e a velha artrite — diga se de passagem, não tinha nada a ver com isso.

Certo, e agora? O que se faz depois de ver um anjo, hã? Isso o padre não ensinou. O que fazer? O coração parecia novamente jovem, pulando como um louco. O velho pode sentir as veias sendo sacudidas pela pressão com que o sangue era bombeado. Uma leve dormência apoderava-se de seus membros, especialmente do braço
esquerdo. Ouvira em algum lugar que isso poderia indicar um enfarte. Mas é claro, esta é a resposta, depois de ver um anjo, basta apenas ter um maldito ataque do coração.

Então, para sua alegria, ouviu a porta da frente ser aberta. Era Marta, graças a Deus. Tentou ir ao seu encontro, mas não conseguiu se levantar, pois o choque enfraquecera suas velhas pernas. Tentou chamá-la, mas a voz lhe faltou à garganta. Esperou. Inevitavelmente Marta teria de vir à cozinha, mais cedo ou mais tarde. Não pode calcular o tempo que correu até que Marta trocou de roupas, usou o toalete e finalmente adentrou a cozinha. Marta assustou-se ao ver o marido jogado na cadeira, com aquela medonha expressão de terror estampada na face.

— O que foi homem de Deus? Parece que viu um fantasma!

— Pois vi — chorou ele. — Juro que vi!!

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Este trabalho está licenciado sob uma Licença Creative Commons Atribuição-Uso Não-Comercial-Vedada a Criação de Obras Derivadas 2.5 Brasil. Para ver uma cópia desta licença, visite http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/2.5/br/ ou envie uma carta para Creative Commons, 171 Second Street, Suite 300, San Francisco, California 94105, USA.

Visões do Mal – 2002

In Código Aberto, Direitos Autorais, Ebook, Internet, Literatura on 31 outubro, 2007 at 5:45 pm

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“I see the angels, laughing
Drinking blood in chalices of lead
I see the Devil kneel down
Kissing the hands of God
(…) Oh oh please believe me”

JANO MOSKORZ – Bad Visions

Trecho do livro:

Sem qualquer aviso o anjo tirou uma das mãos que estavam enfiadas no sobretudo, levantou-a num movimento rápido, parando-a no ar, na altura do peito. Mantinha-a aberta, como se desse um rápido sinal de adeus no melhor estilo dos índios norte-americanos. No instante seguinte, desapareceu como um flash de luz.

O velho permaneceu como estava, como se ainda estivesse vendo o anjo, olhando fixamente para o lugar que a aparição ocupara antes de sumir.

Pensamentos tomaram sua mente, tão rápidos quanto o ato de desaparecer do anjo. Em verdade, sabia que era real, sentia isso nos ossos. Ossos que tremiam — e a velha artrite — diga se de passagem, não tinha nada a ver com isso.

Certo, e agora? O que se faz depois de ver um anjo, hã? Isso o padre não ensinou. O que fazer? O coração parecia novamente jovem, pulando como um louco. O velho pode sentir as veias sendo sacudidas pela pressão com que o sangue era bombeado. Uma leve dormência apoderava-se de seus membros, especialmente do braço
esquerdo. Ouvira em algum lugar que isso poderia indicar um enfarte. Mas é claro, esta é a resposta, depois de ver um anjo, basta apenas ter um maldito ataque do coração.

Então, para sua alegria, ouviu a porta da frente ser aberta. Era Marta, graças a Deus. Tentou ir ao seu encontro, mas não conseguiu se levantar, pois o choque enfraquecera suas velhas pernas. Tentou chamá-la, mas a voz lhe faltou à garganta. Esperou. Inevitavelmente Marta teria de vir à cozinha, mais cedo ou mais tarde. Não pode calcular o tempo que correu até que Marta trocou de roupas, usou o toalete e finalmente adentrou a cozinha. Marta assustou-se ao ver o marido jogado na cadeira, com aquela medonha expressão de terror estampada na face.

— O que foi homem de Deus? Parece que viu um fantasma!

— Pois vi — chorou ele. — Juro que vi!!

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Este trabalho está licenciado sob uma Licença Creative Commons Atribuição-Uso Não-Comercial-Vedada a Criação de Obras Derivadas 2.5 Brasil. Para ver uma cópia desta licença, visite http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/2.5/br/ ou envie uma carta para Creative Commons, 171 Second Street, Suite 300, San Francisco, California 94105, USA.

Sobre o autor [ pra dar mais credibilidade ]

In Outros on 31 outubro, 2007 at 5:42 pm
Dizem por aí que pra dar mais credibilidade ao seu blog, você deve postar uma pequena biografia descontraída, pra que as pessoas saibam quem você é. Não sei se isso é verdade, nem pensei muito sobre isso, mas sabe como é, né? Não custa nada mesmo. Então aí vai:

Oi, me chamo Hugo Maximo e trabalho como Coordenador de Projetos do Instituto Evoluir em Blumenau – SC [ http://www.institutoevoluir.org.br/ ] também sou Co-editor e Redator do Blog Medula, além de manter este site pessoal no endereço: http://www.matrixordinaria.blogspot.com/.

Cresci em uma biblioteca. Sou filho de bibliotecária e passava as tardes de minha infância em companhia de Monteiro Lobato e tantos outros escritores, na biblioteca de Goioerê, cidade paranaense onde nasci. Vim para Blumenau em 1995, onde conclui meu primeiro romance, intitulado: A Fábula: Cidade dos Desgraçados, publicado pela Editora Hemisfério Sul, 2001. Fato pelo qual sou muito grato.

Possuo mais dois livros publicados não-virtualmente: A Cidade LOBO e O Caso da Cruz de Prata, Ambos, pela Editora Estúdio Criação, 2007. Os dois livros são partes integrantes da Coleção Jóias Literárias em parceria com o Instituto Evoluir, para o Projeto TROQUE LIXO POR LIVRO, ilustrados pelo Mestre dos Quadrinhos Eugênio Colonnese.

Recentemente disponibilizei em meu Blog de nome prolixo [ Hugo para Iniciantes: Por uma vida na Matrix menos ordinária ( meus ex-alunos vão entender essa parte da matrix ) ] mais três livros inéditos: Trash Vol. I – Zumbis & Tentáculos, 2007, Mundo Bizarro, 2003 e Visões do Mal, 2002.
Sou formado em História pela FURB-SC e lecionei durante sete anos na rede estadual de ensino. Atualmente, além de escrever Livros, Blog, Histórias em Quadrinhos e canções de Rock, presto serviço como Coordenador de Projetos culturais.

Entre em Contato

O que leva um autor a disponibilizar seu trabalho livremente na internet [ ou em qualquer outro meio ] é a divulgação.

O termo gratuito é relativo, já que há algum custo envolvido na parte de produção, mesmo em se tratando de um arquivo digital, como criação, tempo de produção, manutenção de link e do próprio site ou blog.

O preço de uma obra sempre é simbólico, tendo em vista a impossibilidade de quantificar em um valor monetário o tempo de aprendizado, criação, dedicação, originalidade, etc, despendido na tarefa.

O retorno que o autor espera é moral, isto é, o reconhecimento de seus talentos [ quando eles existem ] críticas que possam contribuir para o seu aperfeiçoamento e credibilidade junto aos leitores, possíveis editores e colegas de ofício.

A forma de retribuição por parte dos leitores, caso tenham apreciado a obra, pode ser exercida no auxilio à divulgação, indicando a obra e o autor à amigos e à trabalhos relacionados.

Todos sabem a importância da campanha “boca a boca” no campo das artes e do entretenimento, principalmente na internet. No cyberespaço o mesmo ocorre, link a link. E as redes sociais fazem com que o alcance dessas recomendações se torne, praticamente, ilimitado.

Então, caso você tenha gostado de uma obra livremente disponibilizada, retribua contribuindo com divulgação.

Em muitos blogs e sites, existe a venda de e-books e de serviços relacionados. Muitas vezes regulados por sistemas DRM. Downloads pagos, editoração, confecção de capa, etc.

Nada contra. Mas não podemos esquecer que os sistemas de DRM são, por natureza, contrários ao principio básico da internet: “transportar bits de forma rápida e barata.”

Acredito, portanto, que não será se utilizando de velhas fórmulas que encontraremos uma maneira justa de remunerar os autores por seus trabalhos disponibilizados livremente.

Instante Anterior

In Internet on 31 outubro, 2007 at 5:34 pm
Por uma vida menos ordinária na Matrix é necessário paciência quando se navega para não perder coisas realmente interessantes. Totalmente ao acaso e sem nem ao menos querer fui parar via links no Blog do Bruno dos Los Hermanos, Instante Anterior. Fiquei contente. Destaque para o post das Persianas Solarium.

Tão bom e simples que chega a doer.

Instante Anterior

In Crônicas, Internet, Literatura on 31 outubro, 2007 at 5:34 pm

 É necessário paciência quando se navega para não perder coisas realmente interessantes. Totalmente ao acaso e sem nem ao menos querer fui parar via links no Blog do Bruno dos Los Hermanos, Instante Anterior. Fiquei contente. Destaque para o post das Persianas Solarium.Tão bom e simples que chega a doer.

H. M.

Cara, havia me esquecido!

In Outros on 31 outubro, 2007 at 5:31 pm

Há quase dez anos em um show de rock, o amigo Jano Moskorz me disse:

“uns dizem sim, outros, dizem talvez e eu digo: lute contra!”

Cara, não me lembrava que havia esquecido… mas agora lembrei!

A Fábula: Cidade dos Desgraçados – 2001

In Código Aberto, Creative Commons, Direito Autoral, Ebook, Internet, Literatura on 31 outubro, 2007 at 4:10 pm

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A Volta para casa pode ser um inferno

“Esperamos pela luz mas contemplamos a escuridão.”
Isaías 59:9
Neste livro Hugo Maximo demonstra seu domínio sobre o romance de suspense, com fortes componentes visuais, o que nos faz refletir sobre as possibilidades de apresentação cinematográfica, que o transformaria num filme de terror.

A obra transpõe os limites da realidade e nos conduz totalmente a uma dimensão surreal onde se trava uma batalha entre o bem e o mal, entre a fragilidade humana e o poder das trevas.

A trama muito bem urdida mantém o sobressalto até o último capitulo e a leitura como que nos faz reféns ao lado dos personagens, solidarizando‑nos com eles e sentindo os horrores que enfrentam.

Classificando‑o como fábula, o autor nos incita a decodificação de um conteúdo polissêmico, portanto altamente metaforizado. A Cidade dos Desgraçados contém ingredientes insólitos e nos coloca frente a frente com nossos limites.

A trama traz à tona a questão do da acomodação e do servilismo diante do poder maior e do medo ao mesmo tempo em que demonstra a capacidade humana de superação do ceticismo e do medo. E é esta superação a única forma de salvação.

O suspense em que a trama mantém o leitor é digno dos mestres deste estilo.

Yedda de Castro Brascher Goulart
Escritora Mestre em Letras – UFSC

* Esta crítica saiu na época em que o livro foi publicado pela Editora Hemisfério Sul, no Jornal Balainho, Florianópolis, 2001.

Trecho do livro:
— A cidade não é mais a mesma — expelia a fumaça tragada enquanto falava, parava para tragar novamente e depois voltava a falar. — As trevas aumentam a cada dia. Já não sei em que ano estamos, tentei ir embora e por isso me bateram. Ninguém sai, e quem entra não vive muito tempo… nem sei dizer como conseguiu entrar na cidade… talvez eles quisessem você aqui.
— Eles quem? — perguntou Daniel, mas o velho não lhe deu ouvidos e continuou tragando e falando, olhando para o vazio como se assistisse a algum filme.
— Você não sente? Não vê que estamos no verão, mas no entanto faz frio? As trevas são frias… hipnotizam!
As pessoas de fora que vem para a cidade não percebem nada, agem como se não vissem o céu cada vez mais escuro… o sol cada vez mais fraco, e as pessoas daqui também. Só algumas percebem, mas não conseguem sair… são as trevas… as trevas roubam o calor da luz e o transformam em frio, como se o diabo tivesse aprendido a usar o poder de Deus contra ele mesmo.
Silêncio.
— De quem você está falando? Quem são eles?

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A Fábula: Cidade dos Desgraçados – 2001

In Código Aberto, Direitos Autorais, Ebook, Internet, Literatura on 31 outubro, 2007 at 4:10 pm

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Download Livro A Fábula Cidade dos Desgraçados

A Volta para casa pode ser um inferno

 

“Esperamos pela luz mas contemplamos a escuridão.”
Isaías 59:9

 

 

Neste livro Hugo Maximo demonstra seu domínio sobre o romance de suspense, com fortes componentes visuais, o que nos faz refletir sobre as possibilidades de apresentação cinematográfica, que o transformaria num filme de terror.A obra transpõe os limites da realidade e nos conduz totalmente a uma dimensão surreal onde se trava uma batalha entre o bem e o mal, entre a fragilidade humana e o poder das trevas.

A trama muito bem urdida mantém o sobressalto até o último capitulo e a leitura como que nos faz reféns ao lado dos personagens, solidarizando‑nos com eles e sentindo os horrores que enfrentam.

Classificando‑o como fábula, o autor nos incita a decodificação de um conteúdo polissêmico, portanto altamente metaforizado. A Cidade dos Desgraçados contém ingredientes insólitos e nos coloca frente a frente com nossos limites.

A trama traz à tona a questão do da acomodação e do servilismo diante do poder maior e do medo ao mesmo tempo em que demonstra a capacidade humana de superação do ceticismo e do medo. E é esta superação a única forma de salvação.

O suspense em que a trama mantém o leitor é digno dos mestres deste estilo.

Yedda de Castro Brascher Goulart

Escritora Mestre em Letras – UFSC

* Esta crítica saiu na época em que o livro foi publicado pela Editora Hemisfério Sul, no Jornal Balainho, Florianópolis, 2001.

Trecho do livro:

— A cidade não é mais a mesma — expelia a fumaça tragada enquanto falava, parava para tragar novamente e depois voltava a falar. — As trevas aumentam a cada dia. Já não sei em que ano estamos, tentei ir embora e por isso me bateram. Ninguém sai, e quem entra não vive muito tempo… nem sei dizer como conseguiu entrar na cidade… talvez eles quisessem você aqui.

— Eles quem? — perguntou Daniel, mas o velho não lhe deu ouvidos e continuou tragando e falando, olhando para o vazio como se assistisse a algum filme.

— Você não sente? Não vê que estamos no verão, mas no entanto faz frio? As trevas são frias… hipnotizam!

As pessoas de fora que vem para a cidade não percebem nada, agem como se não vissem o céu cada vez mais escuro… o sol cada vez mais fraco, e as pessoas daqui também. Só algumas percebem, mas não conseguem sair… são as trevas… as trevas roubam o calor da luz e o transformam em frio, como se o diabo tivesse aprendido a usar o poder de Deus contra ele mesmo.

Silêncio.

— De quem você está falando? Quem são eles?

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Este trabalho está licenciado sob uma Licença Creative Commons Atribuição-Uso Não-Comercial-Vedada a Criação de Obras Derivadas 2.5 Brasil. Para ver uma cópia desta licença, visite http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/2.5/br/ ou envie uma carta para Creative Commons, 171 Second Street, Suite 300, San Francisco, California 94105, USA.