Ligando tudo ao todo

Posts de Janeiro, 2008

A primeira vez a gente nunca esquece [ republicado ]

In Crônica on 30 Janeiro, 2008 at 8:55 am
Minha mãe me disse que aos três anos, repetida vezes, eu segurava um livro de ponta-cabeça e fingia o estar lendo, enquanto — literalmente — marchava pela casa produzindo estranhos e indecifráveis ruídos com a boca. E isso tudo vestido apenas com uma fralda descartável e com um par de sandalinhas de couro, conhecidas como alpargatas [ ou percatas, como dizia meu pai. Caso não saiba o que são alpargatas, procure no google ].

Analisando este fato sob o foco da razão atual, só posso chegar à conclusão de que este ato performático foi minha primeira manifestação político/artística. Um evidente “protesto estético, canarvalesco de esquerda”, repleto de fúria juvenil, em sua simplicidade, ao mesmo tempo tendendo à uma postura anárquica e proto-punk.

O livro ao contrário simbolizava nitidamente minha frustração contra o sistema editorial brasileiro, deixando claro que, já naquela época, as coisas estavam “fora do lugar”.

A marcha desprovida de direção evidenciava minha oposição à ditadura militar instaurada que conduzia o país à lugar algum.

As sandalinhas de couro — herança do lado paterno —, representavam minha aliança de sangue com o norte do país e suas sub-regiões sofridas e esquecidas, tanto por Deus, quanto pelas autoridades governamentais.

A fralda descartável previa, inconscientemente, é claro, a quantidade de “fertilizante orgânico” à qual eu estaria submetido até o pescoço, caso realmente pretendesse escrever profissionalmente.

Já os estranhos e indecifráveis ruídos que eu produzia com a boca, eram apenas estranhos e indecifráveis ruídos que nada significavam, afinal eu tinha apenas três anos de idade e boa parte da capacidade de fala ainda me escapava ao controle.

Não vou me adaptar – Cronicando

In Crônica on 29 Janeiro, 2008 at 4:17 am
Simplesmente não…

“quando me olhei no espelho achei tão estranho, a minha barba estava desse tamanho…” e continuo lembrando do que devia esquecer e esqueço do que devia lembrar, mas com outras metas e mais claras desta vez, mas no fundo não importa. Sabemos disso, nós dois, não é?

Próximo round, então!

Eu não caibo mais nas roupas que eu cabia
Eu não encho mais a casa de alegria

Os anos se passaram enquanto eu dormia
E quem eu queria bem me esquecia…

Será que eu falei o que ninguém ouvia?
Será que eu escutei o que ninguém dizia?
Eu não vou me adaptar me adaptar…

Eu não tenho mais a cara que eu tinha
No espelho essa cara não é minha

Mas é que quando eu me toquei
Achei tão estranho a minha barba estava desse tamanho…

Será que eu falei o que ninguém ouvia?
Será que eu escutei o que ninguém dizia?
Eu não vou me adaptar me adaptar…

Não vou!
Me adaptar! Me adaptar!

Titãs

Primeiro dia de "trabalho"

In Outros on 28 Janeiro, 2008 at 12:40 pm
Esse ano além das atividades do Instituto, volto a lecionar, mas desta vez como efetivo do Sesi no programa de educação para jovens e adultos.

Foto do primeiro dia de “trabalho”, no qual fizemos uma trilha aérea pelas árvores. A trilha do Sesi – Blumenau é a maior do sul do país e a terceira do maior do Brasil. De onde eu estava, deu pra perceber.

Pra quem foi de camisa e pensou que encararia um dia inteiro de reuniões foi uma boa surpresa.



Deu pra perceber que o o ano promete…

Lost Boys 2 e possível 3

In Cinema on 24 Janeiro, 2008 at 5:04 pm

O clássico Lost Boys ganha seqüencia! Foi um dos melhores filmes de vampiros da década de oitenta e é considerado, por nós brasileiros, um clássico da Sessão da Tarde!

Impossível não ficar entusiasmado…

Muitos boatos cercam a produção do filme, no que se refere ao fato do ator Corey Haim (Sem Licença para Dirigir), que interpreta Sam Emerson no primeiro filme estar fora do projeto. No entanto, confirmadas, mesmo, estão as voltas de Corey Feldman (O BOCÃO d’Os Goonies) como Edgar Frog e Jamison Newlander como Alan Frog.

Os irmãos Frog continuam caçando vampiros, agora na Califórnia. A trama da continuação se ambienta em Luna Bay, cidade surfista onde chegam os irmãos Chris Emerson (Tad Hilgenbrink) e sua irmã mais nova, Nicole (Autumn Reeser). Os dois acabam de perder os pais e estão se mudando para a casa da tia.

Uma vez em Luna Bay, viram alvo dos vampiros – e Nicole se apaixona por um deles. Chris agora precisa eliminar a gangue de sanguessugas antes que a irmã vire uma, e para isso contará com a ajuda dos veteranos irmãos Frog.

A sinopse termina fazendo algum mistério, dizendo que participações especiais de atores do filme original devem acontecer.


O diretor do filme será o ilustríssimo desconhecido P.J. Pesce, que tem no currículo o terrível From Dusk Till Dawn 3.

Só em DVD:

O barulho na Internet não foi suficiente. Esperava-se que The Lost Boys 2: The Tribe, a continuação do clássico oitentista Os garotos perdidos (The Lost Boys, 1987), pudesse ter uma chance de ir para o cinema, mas a Warner Bros. anunciou na última quinta-feira que o filme sairá mesmo direto para DVD nos EUA.

Em compensação, Corey Feldman já fala de um possível terceiro filme. Em seu blog, ele disse que o estúdio gostou do que viu em Lost Boys 2 e já pediu para o roteirista Hans Rodionoff começar a pensar em Lost Boys 3 – com uma história focada apenas no personagem de Feldman.

A continuação do filme de 1987 de Joel Schumacher sai no meio do ano.

Fonte: http://www.omelete.com.br/


Projeto ZOO de Nestablo Ramos Neto

In Creative Commons, História em Quadrinhos on 23 Janeiro, 2008 at 4:30 pm

Creative Commons em matéria do UOL

In Creative Commons, Internet on 23 Janeiro, 2008 at 7:51 am
O caderno de tecnologia do UOL elaborou uma extensa matéria sobre o Creative Commons. O guia é uma excelente oportunidade para aqueles que ainda não conhecem o projeto entenderem melhor tanto seu funcionamento, como as idéias e conceitos subjacentes ao mesmo.

O Creative Commons no Brasil é desenvolvido pelo Centro de Tecnologia e Sociedade da Escola de Direito do Rio de Janeiro da Fundação Getulio Vargas.

Fonte: http://www.creativecommons.org.br/

The Future of Ideas licenciado em Creative Commons

In Creative Commons, Código Aberto, Direitos Autorais, Ebook, Internet, Literatura on 22 Janeiro, 2008 at 2:59 pm
O livro “The Future of Ideas” do professor Lawrence Lessig, fundador do Creative Commons, acaba de ser licenciado em Creative Commons. É o que nos informa o próprio professor em seu blog. A licença utilizada foi a Atribuição – Uso Não Comercial. Agora, todos os quatro livros publicados por Lessig estão disponíveis em licenças Creative Commons e podem ser compartilhados e copiados livremente.

Você encontra os outros livros de Lessig nos links abaixo:

1- Code (v1)
2- Code (v2)
3- Free Culture

O Fortim, dois lirvos em um, mas isso não é necessariamente uma coisa boa

In Literatura on 22 Janeiro, 2008 at 11:44 am
Acabei de ler O Fortim de F. Paul Wilson e fiquei confuso, precisei fechar o livro durante alguns minutos e olhar a capa com atenção para saber se estava realmente lendo o mesmo livro que havia começado.

Foi exatamente está a impressão que o livro me deixou, a de que havia começado uma história, mas ao final, havia terminado outra.

E o começo foi muito bom, um forte abandonado na Romênia durante a Segunda Guerra Mundial, soldados alemães atacados misteriosamente por uma suposto vampiro, mas no final parecia estar lendo uma aventura do Conan.

Por que ele fez isso? Prometeu uma história e me contou outra. Até recomendo a leitura porque até mais da metade o livro é bom.

Na introdução, quando o autor estende seus agradecimentos à Lovecraft, fiquei contente, pois tratava-se de um bom sinal, mas quando Robert Ervin Howard e Clark Ashton Smith foram citados, fiquei com a pulga atrás da orelha.

São excelente autores, é evidente, mas com uma queda para a fantasia do tipo “Masmorras & Dragões”, e não era bem isso o que, tanto a capa quando a sinopse do livro, anunciavam. A mistura de Horror e Fantasia funciona muito bem, eu já vi, mas me pareceu que Wilson escreveu muito bem sobre a parte do terror, dedicou-se realmente a ela, já a parte em que o livro vira fantasia da trama segue direta, fraca, previsível e maçante.

The Keep ainda virou uma História em Quadrinhos desenhada por Matthew Smith para a IDW.

E foi para os cinemas em 1983, com o título de A Fortaleza Infernal, no Brasil. Também vou assistir o filme, não porque sou teimoso, mas quero ver como ficou a parte boa do livro na adaptação. Sabem como é, estudar nem sempre é divertido.

De qualquer forma, fica o benefício da dúvida, vou procurar outras obras do autor afim de analisar como seria um história sua apenas de horror, se é que ela existe.

O site “Boca do Inferno” e a “SM Editora” lançam uma revista em quadrinhos em parceria

In História em Quadrinhos, Internet, Literatura on 20 Janeiro, 2008 at 9:51 am


O site de horror “Boca do Inferno”, editado por Marcelo Milici, e a “SM Editora”, de José Salles, fizeram uma parceria que resultou no lançamento do número 1 da revista em quadrinhos “Boca do Inferno.Com” (Janeiro de 2008).

A capa é colorida e de autoria do artista Walter Junior, o mesmo ilustrador que fez a página de abertura do “Boca do Inferno”.

Ele também participa com a HQ “Um Coração de Presente”, cuja capa da revista foi inspirada. O restante do conteúdo inclui as HQ´s “Coleção de Naturalista”, nova aventura do Conde Lopo, personagem criado por Marcos T. R. Almeida, “Para o Horror e Além”, de E. Thomaz, e “Hooker Avenger”, com roteiro de José Salles, desenhos de Laudo Ferreira Junior e arte final de OmarViñole.

Ainda tem quatro ilustrações de página inteira de José Nogueira e a coluna “Clássicos do Cinema de Horror”, com uma breve análise de Renato Rosatti sobre o filme “Teatro da Morte” (Theatre of Blood, 1973), com Vincent Price.
São 32 páginas em formato 155 x 218 mm, capa e contra capa coloridas, R$ 3,00 (entrega em mãos) e R$ 5,00 (pelo correio, com frete incluso).

Interessados solicite seu pedido através de e-mail ou carta, informando o endereço postal completo, para:

Marcelo Milici – e-mail: marcelomilici@yahoo.com.br
Rua Lício de Miranda 608 – Vila Carioca – São Paulo/SP – CEP 04225-030
José Salles – e-mail: smeditora@yahoo.com.br
Caixa Postal 95 – Jaú/SP – CEP 17201-970


I want to believe 2

In Cinema on 19 Janeiro, 2008 at 8:27 am
Arquivo X marcou o início da safra de bons seriados, com roteiros bem trabalhados, tramas dignas de grandes filmes e livros, e isso em uma época onde os seriados ainda se utilizavam de fórmulas básicas e repetitivas, como o episódio do natal, o episódio do dia de ação de graças etc… ad infinitum.
Nada mais justo do que uma volta. Contudo, devido ao primeiro filme, que decepcionou um pouco, fica a pergunta? Será que o formato Arquivo X fica bem no cinema.

Para mim, o segredo do sucesso da série, estava justamente em ser um seriado. O Seriado, O melhor seriado. Quase como uma história em quadrinhos semanal. As histórias eram excelentes e contínuas.

Enquanto houvesse temporadas, as histórias estariam lá, semanalmente. Eu sabia que, mesmo quando o episódio terminasse, eu teria mais na semana seguinte.

Como a possibilidade da série voltar é praticamente impossível, embora “eu quero acreditar” espero que o filme Arquivo X 2 seja bom o bastante, pelos menos para render uma continuação.

Los Angeles Times

“Os rumores estavam corretos. Uma seqüencia de Arquivo X estreará no próximo verão, em 25 de julho de 2008. A Fox anunciou hoje.

Estrelas da cult série David Duchovny e Gillian Anderson irão protagonizar o projeto ainda sem título, dirigido por Chris Carter, que escreveu o roteiro com Frank Spotnitz. O piloto é segredo por enquanto.


O release do estúdio diz somente que “o thriller supernatural é um stand-alone seguindo a tradição de alguns dos mais amados e aclamados episódios e vai levar a sempre complicada relação entre Fox Mulder (David Duchovny) e Dana Scully(Anderson) em novas e inesperadas direções”.
O anúncio veio depois que rumores se espalhararam pela Web na 2ª feira no site comingsoon.net dizendo que o filme começaria a ser filmado em 10 de dezembro em Vancouver.”

Depois de dez do primeiro filme e seis do fim da série, Duchovny e Anderson juntos e Arquivo X 2.

Aula de JOHN D. MACDONALD

In Literatura on 18 Janeiro, 2008 at 9:39 am
É algo raro um escritor se desprender realmente de sua “máscara de escritor” e revelar seus segredos, mas não é o que John MacDonald fez na introdução escrita para o livro Sombras da Noite de Stephen King.

Acredito que este é um dos melhores textos que já li sobre a arte de escrever histórias.

“Nas festas (às quais evito comparecer sempre que possível), muita gente me aperta a mão com um sorriso e diz com ar alegre de conspirador:

- Sabe, sempre desejei escrever.

Antes, eu procurava ser cortês. Atualmente, replico com o mesmo júbilo e excitação:

- Sabe, sempre desejei ser neurocirurgião.

As pessoas parecem intrigar-se com isso. Não importa. Há muita gente intrigada rondando por aí ultimamente.

Quando se deseja escrever, escreve-se.

A única maneira de aprender a escrever é escrevendo. E não seria um modo útil de abordar a neurocirurgia.

Stephen King sempre desejou escrever – e escreve.

Assim sendo, escreveu Carrie, ‘Salem’s Lot e O Iluminado, além dos ótimos contos que estão neste livro e de um número estupendo de outros contos, livros, monografias, poemas, ensaios e outros trabalhos impossíveis de classificar, a maioria deles por demais insignificantes para jamais serem publicados.

Porque é assim que se faz.

Por que não existe outra maneira. Nenhuma outra maneira.

Diligência compulsiva é quase suficiente. Mas não basta. É preciso ter gosto pelas palavras. Gula. É preciso querer rolar nelas. É preciso ler milhões delas escritas por outras pessoas.

Lê-se tudo com grande inveja ou fatigado desdém.

Reserva-se grande parte do desdém para as pessoas que ocultam a inépcia com palavras compridas, estrutura de frase alemã, símbolos importunos e nenhum senso de narrativa, ritmo ou personagem.

Então, é preciso começar a conhecer-se tão bem que se passa a conhecer as outras pessoas. Há um pedaço de nós em cada pessoa a quem somos apresentados.

Muito bem, então. Diligência estupenda, somada ao amor às palavras, mais a empatia, e de tudo isso pode surgir, dolorosamente, alguma objetividade.

Nunca a objetividade total.

Neste momento frangível de tempo, datilografo estas palavras em minha máquina de escrever azul, sete linhas abaixo do topo da lauda, a segunda página desta introdução, conhecendo nitidamente o sabor e significado que procuro, mas sem a mínima certeza de o estar alcançando.

Estando em atividade o dobro do tempo de Stephen King, sou um pouco mais objetivo quanto ao meu trabalho do que ele é em relação ao seu.

É um processo lento e doloroso.

Enviamos livros ao mundo e é muito difícil debulhá-los do espírito. São filhos enredados, tentando abrir caminho a despeito das desvantagens que Ihes impusemos. Eu bem que gostaria de trazê-los todos de volta à casa e dar em cada um deles uma última e forte palmada. Página por página. Escavando e limpando, esfregando e polindo. Arrumando.

Stephen King é, aos trinta anos, um escritor muito, muito melhor do que fui aos trinta, ou aos quarenta.

Tenho o direito de detestá-lo um pouco por isso.

E julgo conhecer uma dúzia de demônios que se ocultam nos arbustos a que conduz sua senda; mesmo que eu dispusesse de meios para adverti-lo, não adiantaria. Ou ele os derrota ou eles o vencem.

É exatamente tão simples assim.

Acompanharam-me até aqui?

Diligência, gula pelas palavras, empatia, resultam em crescente objetividade. E depois?

Narrativa. Enredo. Enredo, com os diabos!

O enredo é algo que está acontecendo a alguém de quem fomos levados a gostar. Pode ocorrer em qualquer dimensão – física, mental, espiritual – e em combinações dessas dimensões.

Sem intromissão do autor.

Intromissão do autor é:

- Meu Deus, Mamãe, veja como estou escrevendo bo-ni-to!

Outro tipo de intromissão é grotesca Eis aqui um de meus exemplos prediletos, roubado a um Maior Best Seller do ano passado:

- Seus olhos escorregaram pela frente do vestido dela.

Intromissão do autor é uma frase tão inepta que o leitor percebe repentinamente que está lendo e sai da narrativa O choque o arranca da narrativa.

Outra intromissão do autor é a miniaula inserida na narrativa. Esse é um de meus defeitos mais graves.

Uma imagem pode ser bem concebida, ser inesperada e, ainda assim, não quebrar o encanto. Num conto deste livro, intitulado “Caminhões”, Stephen King escreve a respeito de uma tensa cena de espera em uma parada de caminhões, descrevendo as pessoas: “Era vendedor e mantinha sua maleta de amostras perto de si, como um cão de estimação adormecido”.

Acho isso ótimo.

Em outro conto, ele demonstra seu bom ouvido, o tom de exatidão e verdade que é capaz de dar ao diálogo. Um homem e sua mulher estão fazendo uma longa viagem. Percorrem uma estrada secundária. Ela diz: “Sim, Burt. Sei que estamos em Nebraska, Burt. Mas onde, diabo, estamos nós”? Ele replica: “Você tem o mapa rodoviário. Procure. Ou será que não sabe ler”?

Muito bom. Parece tão simples. Exatamente como a neurocirurgia A faca é afiada A gente a segura assim. E corta.

Agora, correndo o risco de ser um iconoclasta, direi que pouco me importa o que Stephen King escolha como área na qual escrever. O fato de ele gostar atualmente de escrever sobre fantasmas, encantamentos e barulhos no porão é para mim o menos importante e útil que se possa relacionar ao homem.

Neste livro existe muito ruído estranho, bem como uma enlouquecida máquina de passar roupa que me assombra, como assombrará vocês, e também um número de crianças persuasivamente malvadas que daria para encher a Disney World em qualquer domingo de fevereiro, mas o principal é a narrativa.

O leitor é levado a importar-se.

Notem bem: duas das mais difíceis áreas nas quais escrever são humor e o ocultismo. Em mãos inábeis, o humor se transforma em lamento fúnebre e o ocultismo se toma engraçado.

Contudo, uma vez que se saiba como, é possivel escrever sobre qualquer assunto.

Stephen King não se restringirá ao seu presente campo de intenso interesse.

Um dos contos mais vibrantes e impressionantes deste livro é “O Último Degrau da Escada’: Uma jóia rara. Nenhum vestígio ou sussurro de outros mundos.

Palavra final.

Stephen King não escreve para agradar o leitor. Escreve para agradar a si mesmo. Eu escrevo para me agradar. Quando isso ocorre, o leitor também gosta da obra. Estas histórias agradaram Stephen King e me agradam.

Por uma estranha coincidência, no dia em que escrevo estas linhas o romance O Iluminado de Stephen King e o meu romance Condominium estão na lista dos best sellers. Não competimos um com o outro pela atenção de vocês. Competimos, suponho, com os livros ineptos, pretensiosos e sensacionalistas publicados por autores muito conhecidos que realmente nunca se deram o trabalho de aprender seu oficio.

No que diz respeito à narrativa, bem como ao prazer, há falta de Stephens Kings.

Se leram toda esta introdução, acho que dispõem de bastante tempo. Poderiam estar lendo os contos de Stephen King”.

JOHN D. MACDONALD

Introdução de “Sombras da Noite” de Stephen King
tradução Luiz Horácio da Matta

Mortos-vivos, Aliens, a Rainha da Festa do Pescado & Porque macaco velho mete a mão em cumbuca

In Cinema on 16 Janeiro, 2008 at 8:24 am
Por nada e por acaso, ontem, assisti UNDEAD, 2003 [Austrália] dos irmãos Michael e Peter Spierig e dei algumas risadas.
O clima de o mundo vai pro buraco impera, mas com bom humor. Trash de propósito ainda sim é trash, mesmo pra quem espera “fabricar” um Cult, se é que isso é possível.

A verdade é que o filme é ruim, mas sou obrigado a dizer que gostei muito de assisti-lo. Em Dança Macabra, Stephen King apresenta uma ótima explicação do porque assistir esse tipo de filme:

“Não sou nenhum apologista da produção cinematográfica de baixa qualidade, mas quando você passa vinte anos ou mais vendo filmes de horror, caçando diamantes (ou lascas de diamantes) em meio a filmes-B, chega à conclusão de que, se não mantiver o senso de humor, você está liquidado. Começa também a buscar um padrão, e fica feliz quando o encontra.”

E amigos, tem um fazendeiro muito louco nesse filme, e ele é o cara.

Tem peixe zumbi, aliens e até a Rainha da Festa do Pescado. Tem umas cenas bacanas, alguns efeitos legais e muito, muito absurdo.

Pra quem gosta de um quanto pior melhor é um prato cheio. Confesso que o que me chamou a atenção para o filme foram os posters, muito bem produzidos.

Vai dizer que pelo poster não dá vontade de ver?

O filme é divertido, mas ao assisti-lo fica evidente o porque de não ter concorrido ao Oscar.

Trailher: http://www.youtube.com/watch?v=QUNwOq2Jat4

Site oficial: http://www.undeadthemovie.com/

E “pra dizer que não falei das flores” ou aproveitando a onda, aqui está outra cumbuca, na qual, provavelmente vou enfiar a mão:



Motocross Zombies from Hell, 2008. Encontrei o cartaz por aí e fui procurar referências. ..

Abaixo o comentário do http://boizebu.blogspot.com/ sobre o filme, eu mesmo não poderia ter explicado de forma melhor o porque de assistir:

“Nunca ouvi falar, foi lançado lá fora direto em DVD, é um filme dirigido por um sujeito chamado G.R. só pode ser uma bomba atômica, mas como resistir a um título como esse?

Exato, como resistir a um título como esse?


Internet: O Arquivo ( ou pirataria é crime, não ataque os navios )

In Cinema, Creative Commons, Crônica, Cultura, Código Aberto, DRM, Direito Autoral, Internet, Literatura, Música, Variedades on 15 Janeiro, 2008 at 8:00 am
Imagine um lugar onde vários filmes, livros e músicas estão arquivados.

Você pode acessar esse lugar e ler online, assistir, ouvir ou baixar para o seu computador ou celular. Isso mesmo, livros, músicas, filmes e textos.

E tudo isso sem ser considerado um pirata, um criminoso. Pois pode parar de imaginar, esse lugar existe.

Bom demais pra ser verdade? Mais ou menos…

Ainda não é o sétimo céu, mas quem sabe um dia.

No internet archive http://www.archive.org/ você encontra vários filmes, músicas, imagens e textos que já não estão mais sob proteção das leis de direitos autorais, são produções artísticas e intelectuais livres de copyrgth. São produções culturais que se tornaram públicas.

Toda propriedade intelectual, artística, cultura, tem um prazo limite de proteção e quando este expira, a obra torna-se pública. Por isso, no site você encontrará coisas velhas, mas ainda assim é uma boa notícia.

Isso nos dá, de certa forma, uma visão de como poderá ser a concretização do que foi prometido e alardeado com o início da internet: acesso irrestrito à cultura.

Os velhos clássicos do cinema estão lá. Sem senhas, sem propagandas, sem registros, sem cadastro, sem DRM, basta acessar.

Ontem mesmo assisti Dementia 13 de Francis Ford Coppola que eu nem me lembrava mais. Stephen king considerou esse um dos filmes mais assustadores de todos os tempos.

Já estou me programando, um filmão por noite. Hoje The Last Man on Earth, a primeira adaptação de Eu Sou a Lenda de Richard Masterson, e amanhã vai ser Attack of the 50 Foot Woman e depois, só Deus sabe!

O Grande Arquivo existe, e eu digo obrigado.

Link: http://www.archive.org/

P.S.: li essa na internet em algum lugar: “Pirataria é crime, não ataque os navios“, acho que vou fazer uma camiseta.

Richard Masterson matou a humanidade e foi ao cinema, outra vez e de novo

In Cinema, Literatura on 14 Janeiro, 2008 at 8:58 am
Além de escritor, Richard Masterson já contribuiu muito com a sétima arte trabalhando como roteirista e adaptando roteiros de seus livros e de outros escritores. Mas acho que nem ele poderia imaginar que um livro seu, seria adaptado tantas vezes. Muito menos que duas destas adaptações aconteceriam no mesmo ano. Mas como disse certa vez, Jack, O Estripador, vamos por partes!

O Primeiro foi MORTOS QUE MATAM, 1964 (The Last Man on Earth – EUA/Itália), dirigido por Sidney Salkow e Ubaldo Ragona. E contava com roteiro do próprio Masterson, além de ser estrelado pelo eterno Vincent Price.

Sinopse:

Baseado num romance de Richard Matheson, o filme tem como protagonista um homem que sobreviveu a uma praga global e agora se defende dos humanos doentes, típicos vampiros, que temem a luz e se alimentam de sangue, chamando seu nome durante à noite. Robert Morgan (Vincent Price) é o tal homem, cientista, que, imune à doença, tenta desesperadamente encontrar uma cura que possa salvar outros possíveis sobreviventes.

A segunda adaptação foi THE OMEGA MAN, 1871, dirigido por Boris Sagal e com Charlton Heston no papel principal.

Sinopse:

Num mundo pós-apocalyptico gerado pela guerra biológica, um dos únicos sobreviventes saudáveis, o médico Robert Neville, enfrenta nas desertas ruas de Los Angeles um grupo de humanos doentes – deformados e sensíveis à luz – que se auto-denominam “A Família”. Baseado no romance de Richard Matheson intitulado I AM A LEGEND, anteriormente filmado como MORTOS QUE MATAM (64) com Vincent Price.

A terceira e a quarta, são simultâneas, ambas de 2007. Os boatos são de que alguém queria aproveitar a onda de alguém.

EU SOU A LENDA, 2007 (I am Legend), com direção de Francis Lawrence e Will Smith no papel principal.

Sinopse:

Robert Neville é um cientista brilhante, mas que não pode conter o avanço de um vírus mortal que assolou o planeta após uma guerra biológica. Imune a doença, que transforma os seres humanos em criaturas parecidas com vampiros, Neville é, aparentemente, o único humano vivo e saudável no mundo. Caçado pelos “Infectados”, Neville sobrevive aos ataques das criaturas, que aguardam pacientemente um erro do cientista, enquanto procura um modo de reverter a doença a partir de seu próprio sangue…


I AM OMEGA, 2007,
dirigido por Griff Furst, com roteiro de Geoff Meed e estrelado pelo guerreiro que chora, Mark Dacascos.

Sinopse:

O último homem vivo precisa lutar em um planeta de mortos.

Gostei da sinopse. Simples e direta. Ainda não vi este, mas como ter um preferido? Ou como indicar… são diferentes entre si.

O filme ganhou três estrelas e meia no imdb, um dos maiores sites de referencias de cinema.

De uma forma ou de outra, quem ganha somos nós, ou não?

Sinopses: http://www.bocadoinferno.com/

Uma razão…

In Frases on 11 Janeiro, 2008 at 8:38 pm
“Quando não estou escrevendo, ou pensando em uma história, não há vida em mim, mas quando estou escrevendo, ah, é diferente!

Eu gosto de escrever, tenho que escrever ou enlouqueço. E quanto mais quero escrever, mais as palavras se atropelam para chegar ao papel.

Fico feliz. Estou tão interessado no resultado de minha história quanto vagamente espero que meus leitores estarão – embora nessa hora eu não pense em leitores ou editores ou nada mais, exceto no trabalho de colocar a história no papel. Ela queima dentro de mim, tentando sair…”

Arthur J. Burks – Escritor de Pulp Fiction

Agradecimento

In Comunicados on 11 Janeiro, 2008 at 4:14 pm

Gostaria de agradecer publicamente Maurício Araya pelo texto Literatura eletrônica em alta em seu Blog de Notícias.

Ele realmente pesquisou algumas coisas e foi muito gentio.

Fico muito contente e grato.

O trabalho do Maurício é muito profissional e o Blog é altamente recomendado!

link: http://mauricioaraya.wordpress.com/

Fósforo – Literatura para esquentar cabeças

In Literatura on 10 Janeiro, 2008 at 9:58 pm

Release Fósforo Editora:

A consciência do artifício, do “faz de conta”, não impede o arrebatamento total do jogador. (John Huizinga, “Homo Ludens”)

O surgimento da Fósforo é resultado das confluências. Nada de destino ou de sorte, mas o desejo manifestado e construído de pessoas dedicadas. Nada de coincidências, mas de momentos escolhidos, mesmo que tomados em separado. Confluências.

A cidade de Paraty, com seu Festival de Literatura, em 2004, sem dúvida, foi o estopim de tudo. Encontro de escritores, aspirantes a, admiradores de. Os quatro, Alessandro Garcia, de Porto Alegre, Claudinei Vieira, de São Paulo, Mariel Reis, do Rio de Janeiro e Milena de Almeida, de Belo Horizonte, já escreviam em sites e revistas eletrônicas, jornais e revistas literárias diversas, um e outro se conheciam, porém somente pela internet, e-mails e não-lugares quetais.

Viagem reveladora, Paraty serviu para estabelecer conhecimentos e consolidar amizades. Todos sempre tiveram projetos e atividades cotidianas relacionados com suas habilidades, a escrita. Todos tinham um bom número de peças literárias produzidas ou em produção. O site Paralelos (http://www.paralelos.org), com certeza, era o ponto em comum de pelo menos três: Alessandro, Claudinei e Mariel, colaboradores constantes neste projeto de primeira grandeza do editor e escritor Augusto Sales. Milena, escritora e jornalista, criadora da elogiada revista MININAS (http://mininas.com.br), juntou-se aos três em Paraty.

Esta é a Fósforo: quatro autores/editores buscando um novo ponto de convergência de literatura, uma forma de conhecer aqueles interessados em novas posições, novas propostas além do academicismo e que passem longe de práticas nulas e vazias. A primeira aposta é no Ficção de Polpa, um esforço coletivo cuja intenção não é outra senão promover e estimular a produção de uma literatura especulativa de primeira grandeza. Na seqüência deve vir Prosa de 4 Cantos, uma coletânea de quatro novelas dos autores/editores, cada uma passada em sua cidade natal. E ainda, A Sordidez das Pequenas Coisas, primeira incursão solo de Alessandro Garcia, um apanhado de contos que o autor vem escrevendo ao longo dos últimos anos.

A Fósforo quer lançar títulos com propostas novas e apresentar autores ousados ao público – talentos iniciantes, mas cheios de vontade e empenho em produzir literatura da melhor qualidade.

Literatura para esquentar cabeças.

Alessandro Garcia, Claudinei Vieira, Mariel Reis, Milena de Almeida.

Porto Alegre, São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte – 2007.

Link: http://www.editorafosforo.com/

Cansei de ser Sério – Parte I – O Movimento

In Crônica on 10 Janeiro, 2008 at 12:32 pm
Já que o modus operandi de sucesso parece ser o “hoje vou falar mal de quem?” entre jornalistas e escritores, estou lançando o movimento Cansei de Ser Sério.

E hoje vou falar mal de quem?

Escritores independentes.

Você por acaso já reparou como os escritores independentes são tão… independentes?

A coisa já começa pela capa do livro, um fundo branco, na maioria das vezes, representando obviamente o vazio existencial de nossa cultura etc e blá, blá, blá.

Ainda na capa, talvez possa ser visto uma máquina de escrever antiga, ou parte dela, num corte visceral representando uma ruptura de estilos etc e blá, blá, blá.

Ou talvez um velho óculos esquecido sobre uma escrivaninha com uma das pernas semi-dobrada, representando a falta de visão na humanidade em relação ao etc, blá, blá, blá.

É claro que não podemos esquecer dos que abusam de closes confusos, cenas abstratas que focam o caos da sociedade moderna em relação ao blá, blá, blá.

Os títulos, então, são tão independestes e descolados que nem precisariam do resto do livro. Estes parecem existir por si mesmos. Algo como: “a morte que mata”. Com um título desses nem precisa ler a história, está tudo ali!

Os que contém frases longas são os que mais me divertem. Algo como: “eu ainda sei e sempre saberei o que vocês fizeram na sexta-feira santa do ano retrasado”. Não é lindo?

Outro exemplo clássico são fusões desconexas que pressupõem complexidade. Algo do tipo: “A fúria dos Fracos”, ou “manhã escura e clara”, ou ainda ” o que meu analista faria?”.

Dentre todos, no entanto, há um lugar especial em nossos corações e mentes para aqueles que usam e abusam do proibido, do obsceno. Nada mais sexy, nada mais… independente.

E o mais legal é que isso parece funcionar. Digo parece, porque se você gritar bem alto “vai tomar no cú!” bem no meio de uma missa, é óbvio que todos vão olhar pra você. Mas depois de avaliado o conteúdo intelectual da frase, você não passará do “aparecido” que gritou “vai tomar no cú!” bem no meio da missa. E quer algo mais independente do que isso?

Se você também Cansou de Ser Sério, comente!

Revista Nature adota licença Creative Commons para artigos sobre o genoma

In Creative Commons, Direitos Autorais, Internet on 10 Janeiro, 2008 at 11:03 am
A Nature, uma das mais conceituadas revistas científicas do mundo, anunciou recentemente que tornará disponíveis todos os seus artigos sobre o genoma humano licenciando-os em Creative Commons. Os artigos poderão ser livremente copiados por qualquer pessoa, desde que para uso não-comercial. Clique aqui para ler o editorial da Nature, cujos trechos se encontram traduzidos e reproduzidos abaixo:

“Em seu impulso contínuo por tornar os artigos cada vez mais acessíveis, a NPG (Nature Publishing Group) vem envigorar uma licença Creative Commons para o reuso de artigos sobre o genoma. A licença permite a editores não-comerciais, seja de que forma estes sejam definidos, que as versões em pdf e html dos artigos sejam reutilizados. Os usuários são livres para copiar, distribuir, transmitir e adaptar a contribuição, desde que atendendo a propósitos não-comerciais, sujeitos às mesmas ou a similares condições e atribuições da licença.

“Em 1996, conforme avançava o seqüenciamento do genoma humano, atores fundamentais do processo declararam: ‘Foi acordado que toda informação sobre a seqüência do genoma humano, gerada por centros financiados para seqüenciamento humano em larga escala, deverá estar gratuitamente disponível e em domínio público, de forma a fomentar a pesquisa e o desenvolvimento e a maximizar seus benefícios à sociedade’. Tais princípios continuaram a guiar o campo, e a NPG vem consistentemente tornando os artigos sobre o genoma gratuitamente disponíveis. Esta nova licença nos permite formalizar tal compromisso.”

Fonte: BoingBoing

     

Livro Novo em Breve

In Comunicados on 8 Janeiro, 2008 at 8:34 pm
Para o pessoal que perguntou sobre o novo livro.

Rapaz, faz tempo que eu não fazia isso. Hoje escrevi o dia inteiro, revisei vários capítulos, fiz cortes e alterações.

Saldo do dia: 80 páginas prontas, revisadas e muito bacanas para o livro novo. Se eu conseguir fechar a história em mais dois capítulos deixo como conto mesmo, o tempo dirá.

Não, não se trata de TRASH volume II, este já está com quase duzentas páginas, só que ainda preciso trabalhar nos capítulos finais. Contudo, a revisão vai demorar um pouco porque algo me ocorreu enquanto estava escrevendo e quero alterar muitas coisas.

Mas quero falar sobre o novo livro, fiz umas provas de capas e já sei bem o quero. Logo posto uma provisória pra colher opiniões.

Aí vai uma dica sobre a história nova:

Esta é a “trilha sonora” que ouvi hoje o dia inteiro, repetidas vezes, enquanto escrevia.

Faixas :

01 – Maurice Renet and His Orchestra – One Silver Dollar
02 – Hugo Montenegro – The Good, The Bad And The Ugly
03 – Ennio Morricone e Sua Orquestra – Per Qualche Dollaro In Piu’
04 – Riz Ortolani e Sua Orquestra – I Giorni Dell’ Ira
05 – Willy Brezza e Sua Orquestra – All’ Ombra Di Una Colt
06 – Maurice Renet and His Orchestra – Theme From “A Few Dollars More”
07 – Nico Fidenco – Johnny Guitar
08 – Ennio Morricone, Sua Orquestra e Coro – Titoli
09 – Hugo Montenegro e Sua Orquestra – Hang’ Em High
10 – Ennio Morricone I Canrori Moderni Di Alessandroni – C’Era Una Volta Il West
11 – Maurice Renet and His Orchestra – Django
12 – Annibale e Orquestra de Gianfranco Plenizio – Trinity

Isso já diz algo sobre a história

Você pode assinar o feed do blog, ou me enviar um e-mail com a seguinte mensagem: “gostaria de ser avisado quando o novo livro estiver pronto”

E eu me encarrego do resto.

Abraços a todos!

Google Books já digitalizou cerca de 65 milhões de livros

In Artigo, Ebook, Internet, Literatura on 7 Janeiro, 2008 at 8:22 pm
O futuro do livro depois que sai do papel

Novas mídias como Google Books estão mudando o livro. Depois de digitalizadas, as obras aumentam seu alcance e ganham funcionalidades.

Por Juliano Spyer

Li na The Economist: o projeto Google Books já digitalizou cerca de 65 milhões de livros. Mas como tudo está sendo feito dentro da lei, o e-book não deve acompanhar a efervescência provocada pelo MP3 e os mecanismos de troca de arquivos. Ainda assim, o livro está mudando mais do que se percebe na superfície, em função das novas mídias.

Faz tempo que essa idéia ronda: por que o livro ainda não é compartilhado como a música e o vídeo? Resposta óbvia: porque ele não vem digitalizado e não pode ser facilmente digitalizado. E as editoras não oferecem o produto nesse formato supostamente por desconfiar de uma solução que facilita a cópia e a disseminação.

Também já faz algum tempo que eu escutei sobre projetos – O principal deles é o Google Books – de digitalizar livros para disponibilizá-los online. Mas não tinha me dado conta da dimensão dessa iniciativa. Segundo a The Economist, doze universidades fecharam acordos para liberar o acesso a seus acervos para a equipe do Google. Só da Universidade da Califórnia em Berkeley, a cada dia, três mil livros ganham versões digitais. E no total já estão prontos cerca de 65 milhões de títulos.

Leia na íntegra

Fonte: http://webinsider.uol.com.br

Experiência de consumo, downloads pagos, downloads gratuitos e novas idéias

In Artigo, Código Aberto, Internet, Literatura on 6 Janeiro, 2008 at 9:52 am
Empresas oferecem sites que são apenas sites. Não há nada de novo sob o sol. Por sites, entenda janelas coloridas que nem sempre fazem sentido.

A credibilidade das grandes empresas e grandes marcas não justificam mais a preferência. Por exemplo, o que faz alguém optar por um programa de código aberto, como o Firefox, ao invés de utilizar o Intenet Explorer, que com certeza já está instalado em seu computador?

Dizer que isto ocorre em função do navegador ser gratuito é negar a complexidade do que vem acontecendo no mundo digital. Afinal, quando você compra seu computador você já pagou os serviços básicos que estão dentro dele, como o IE.

Diferente de sites que são apenas sites, de empresas que são apenas empresas e produtos que são apenas produtos, o Firefox oferece coisa nova. Uma nova maneira de navegar, uma nova maneira de lidar com o produto/serviço, através da da navegação customizada e da possibilidade de participar da construção de novas interfaces através do código aberto.

E este é atualmente o fator determinante do sucesso da economia online: a experiência de consumo.

Em seu artigo, Descobrindo a Experiência de Consumo, Marcio Reis diz que:

“A experiência de consumo de um produto tanto pode residir nos aspectos tangíveis como o produto em si (o desenho do interior de um veículo ou a rapidez de um serviço online), sua apresentação ao consumidor e seu preço, como nos intangíveis, desde a famigerada marca e seus valores até um processo de compra adaptado ao produto (para citar um mal exemplo, algumas online stores insistem em vender música digital usando a mesma experiência de compra dos CDs, mudando “apenas” o formato de entrega e deixando de gerar vendas e fidelização dos clientes através da experiência de consumo do download). Tangíveis ou não, os elementos que formam a experiência de consumo estão presentes em todos os produtos, sejam digitais, físicos ou qualquer mistura entre um e outro tipo. E encontram-se em lugares onde não está nem mesmo o dinheiro, como um fim de semana sem fazer nada (a rigor, uma experiência de consumo de tempo que pode substituir a experiência de consumo de vários produtos e serviços de entretenimento, exemplo de como até modelos de análise de concorrência precisam ser lidos de forma mais ampla).”

Antigas fórmulas não vão funcionar, e isto é um fato. Para ilustra melhor essa idéia, pense sobre este exemplo apresentado no mesmo artigo:

“Já que o Google anda em voga ultimamente, pense um instante se o segredo desse serviço está na sua simplicidade (que diminui dia após dia, a cada novo recurso incorporado), na rapidez e inteligência do serviço de busca (que é tecnologia pura, pode ser igualada e até mesmo superada por outras empresas), na marca (que não traz informação concreta que afirme se a popularidade do neologismo ‘to Google’ ou a simpatia às logomarcas comemorativas são causa ou conseqüência da adoção do serviço) ou se o toque de Midas está na agradável experiência de consumo do serviço, descrita em relatos como ‘lá eu encontro tudo que quiser; até o inimaginável se eu procurar, está lá’.”

Enquanto não houver uma novidade em termos de experiência de consumo, sites serão apenas sites.

Stephen King tentou contar com a honestidade de seus leitores, quando disponibilizou o livro digital “A Planta” em seu site, dizendo que cobraria um dólar pelo download de cada capítulo. O livro estava disponível, mesmo para quem não quisesse pagar por ele. King alertou que, caso 75% dos downloads não fossem pagos, ele pararia de escrever o livro. No primeiro mês o número de downloads pagos atingiu 76%, no segundo mês, não.

Muitos pagaram, King recebeu inclusive notas de um dólar pelo correio e até mesmo um dólar de prata. Não podemos esquecer, contudo, a lealdade já conhecida de seus fãs. Mesmo assim, a coisa toda não deu certo. Será que um escritor desconhecido conseguiria 30% de downloads pagos?

De qualquer forma, O que Stephen King fez, foi estabelecer uma nova maneira de seus leitores lidarem com seu produto/serviço. Talvez não tenha sido a melhor delas. Qualquer economista recomendaria não contar com a honestidade de seus clientes como principal estratégia de vendas, a menos é claro, que você seja dono de alguma seita. Mas ele tentou algo inédito e que serviu para nos mostrar que novas idéias, mesmo quando não funcionam, nos levam à novas idéias que talvez possam funcionar.

Não podemos nunca esquecer que um site não deve ser apenas uma janela para sua marca, seu produto ou serviço, um site deve oferecer uma nova maneira de lidar com tudo isso.

Um site deve, pelo menos, seguir os princípios básicos da internet, ou seja, tornar o acesso mais amplo, mais rápido, mais cômodo e/ou mais barato.

Se o seu site não faz isso, então ele é apenas um site. Apenas uma janela colorida que nem sempre faz sentido.

Com meu blog eu consegui oferecer meus livros à um número significativamente maior de leitores. Com as edições de pequenas editoras e de autor, a tiragem sempre é pequena, a divulgação é quase nula e a renda, mínima.

Ao disponibilizar meus livros neste blog tornei o acesso mais amplo, mais rápido, mais cômodo e mais barato.

Alguém pode dizer: “mas você não está ganhando dinheiro com isso!”.

E é verdade, mas antes eu também não estava.

Contudo, algo mudou e para melhor. Tive mais leitores em um mês do que em alguns anos de “carreira”. Não tive gastos com editoração, impressão, divulgação e distribuição. Recebo e-mails diários de leitores elogiando, incentivando, criticando, discutindo a trama dos livros, fazendo perguntas sobre personagens e pedindo mais. Alguns, poucos ainda, perguntam sobre uma possível publicação em papel, dizendo-se interessados em adquirir o livro em seu formato tradicional.

Estou tentando coisas novas, por enquanto esta idéia está funcionando dentro das metas que havia proposto. Futuramente não sei o que virá. Estou acompanhando o mercado, as tendências, os autores tradicionais, os autores virtuais e suas novas idéias e propostas.

Disciplina e paciência são tão importantes nesse caso, quanto as novas idéias.

E que venham as novas idéias!


Nota: citação Marcos Reis Pinto www.marcioreispinto.org

Quem vigia os vigilantes? Resposta: Cory Doctorow em Little Brother

In Creative Commons, Literatura on 5 Janeiro, 2008 at 9:38 am

O novo livro de Cory Doctorow, Little Brother, sai em abril e já ganhou um review de peso, de ninguém menos que Neil Gaiman.

Cory, genial como sempre, depois de surpreender com seu conto Scroogled, sobre um Google do Mal, usado para perseguir pessoas que as autoridades julgam “perigosas”, apresenta agora o irmão caçula do Big Brother, de George Orwell.

[ Caso você pense que estou falando de um programa de TV Reality Show, faça a gentileza de sair do meu blog, por favor. ]

Ora, se existe o Grande Camarada, o suposto Grande Irmão que vigia à todos, Doctorow nos apresenta seus irmãos mais novos, jovens hackers de São Francisco que, através da internet, enfrentam as grandes corporações.

A amizade entre Neil e Cory é de longe conhecida, devido as referências que ambos fazem em seus respectivos blogs.

Abaixo, texto de Gaiman sobre Little Brother:

I’d recommend Little Brother over pretty much any book I’ve read this year, and I’d want to get it into the hands of as many smart 13 year olds, male and female, as I can.

Because I think it’ll change lives. Because some kids, maybe just a few, won’t be the same after they’ve read it. Maybe they’ll change politically, maybe technologically. Maybe it’ll just be the first book they loved or that spoke to their inner geek. Maybe they’ll want to argue about it and disagree with it. Maybe they’ll want to open their computer and see what’s in there. I don’t know. It made me want to be 13 again right now and reading it for the first time, and then go out and make the world better or stranger or odder. It’s a wonderful, important book, in a way that renders its flaws pretty much meaningless.

Link

Veja também:
Cory’s Little Brother reading
Holy crap, I love the cover of my next book!

Fonte: http://craphound.com/

Nota: “quem vigia os vigilantes?” citação de Bob Dylan usada em Watchman por Alan Moore.

Comissão Europeia ainda acredita na compatibilidade entre tecnologias de DRM

In Creative Commons, Direitos Autorais, Internet, Negócios on 5 Janeiro, 2008 at 9:32 am

A Comissão Europeia pretende fazer aquilo que nenhuma entidade privada conseguiu concretizar até hoje: implementar um sistema de DRM realmente transparente para o consumidor e que seja compatível entre os diferentes padrões de tecnologias de Gestão Digital de Direitos.

A proposta faz parte de uma estratégia ontem apresentada por Bruxelas subordinada aos “Conteúdos Criativos Online” que eu fiquei a conhecer através do Marcos Marado que tem como objectivo a criação de um mercado interno único para o licenciamento de músicas e vídeos online, bem como de videojogos.

De acordo com o documento, a Comissão pretende que a indústria de entretenimento disponibilize mais conteúdos online. Outro ponto focado é a necessidade de facilitar o licenciamento de direitos de autor relativos a conteúdos online para todo o espaço comunitário, de modo a que os serviços que pretendam comercializar músicas e filmes via Web não tenham que negociar em cada território nacional com a respectiva sociedade de gestão colectiva.

Contudo, talvez fosse mais desejável que a estratégia se centrasse menos na ideia de ganhar dinheiro com conteúdos – o que na Internet, como se sabe, é uma grande ilusão… – e destacassse a importância do consumo de música e cinema de qualidade na Web – pelo mero valor cultural/estético destas obras e não tanto pelo seu valor comercial.

Seja como for, como a Comissária para a Sociedade da Informação e os Media Viviane Reding assinalou, o documento agora apresentado e que tem vindo a ser trabalhado desde 2006 constitui apenas “um ponto de partida para novas acções da UE para incentivar o desenvolvimento de modelos de negócio inovadores, serviços transfronteiriços e ofertas ‘amigas’ do consumidor.”

Deste modo, a Comissão iniciou ontem um processo de consulta pública que irá decorrer até 29 de Fevereiro. Em paralelo, foi também criado um fórum industrial para discutir a questão. Em seguida, a recomendação será enviada para o Parlamento e o Conselho Europeu de modo a que seja discutida e votada.

 

Fonte: http://remixtures.com

Warner vende música online sem DRM através da Amazon

In DRM, Direito Autoral, Internet on 5 Janeiro, 2008 at 9:23 am
A Warner Music vai vender música sem proteções anti-cópia na Amazon. A loja de música é a plataforma escolhida pela líder mundial deste mercado para fornecer música sem restrições de proteção aos direitos de autor.

A Universal e a EMI já seguiram a mesma política. Apenas a Sony se mantém fora desta estratégia que parece assentar num progressivo abandono das tecnologias de proteção de direitos digitais, limitativas na forma como o consumidor pode dispor da cópia que adquiriu.

Analistas consultados pela imprensa internacional defendem que o fato da Warner ter tomado esta medida é um sinal de que à prazo todas as editoras seguirão o mesmo caminho, já que é o terceiro dos 4 gigantes da música a fazê-lo.

A própria Sony já tinha anunciado a intenção de, em 2008, disponibilizar uma parte do seu catálogo sem restrições à forma como uma cópia é usada.

A loja de música da Amazon, onde também já são vendidas músicas sem DRM das duas editoras concorrentes da Warner vê agora aumentado o seu catálogo para os 2,9 milhões de faixas de música.

Vale lembrar que serviço estreou em Setembro e vem reunir o apoio dos mais importantes players desta área. Face ao iTunes tem agora duas grandes parcerias que o diferenciam, com a Warner e com a Universal.

Fonte: http://tek.sapo.pt

E eu pergunto? Fizeram isso porque estavam ou não vendendo?

The Zombeatles – A Hard Day’s Night of the Living Dead

In Internet, Música, Variedades on 4 Janeiro, 2008 at 3:54 pm

Californication a nova novela das oito [ mas com freira liberal ]

In TV on 3 Janeiro, 2008 at 4:49 pm
Seria genial entrar gritando em uma igreja, chamando jesus pra porrada e de repente ser abordado por uma freira que está fim de te pagar um boquete, como acontece no primeiro episódio de Californication, mas a vida não imita a arte, é o contrário.

A série toda é muito boa, estava acompanhando com mesmo empenho que dedico aos escritores que gosto. Mas ontem, fiquei decepcionado com o último episódio. Foi tudo muito mecânico, cronometrado. Claro que gostei do fechamento da trama, é o que todos esperavam, mas ficou mais parecendo final de novela.

Então, enquanto eu não acho a tal freira por aí [ não que eu a esteja procurando, mas sei-lá, nunca se sabe ] fico no aguardo da segunda temporada.

Arquivo X 2 – A missão

In Cinema on 3 Janeiro, 2008 at 9:54 am
Lembro-me que foi em uma tarde de sábado, eu acho, na Record. Comecei assistir aquele cara de cabelo arrepiado e cara de preocupado quando meu irmão entrou na sala e perguntou o eu estava assistindo, se era um filme ou um seriado. E eu disse: “não sei.”

Foi quando terminou o prólogo e veio a abertura.

Arquivo X, a verdade está lá fora. Foi muito bom.

E agora, uma boa notícia. Uma das melhores séries de todos os tempos volta, mas no cinema.

Segundo Chris Carter e Frank Sputnitz, que escreveram o roteiro e, em nota oficial do estúdio, dizem que o filme não será parte da cronologia da série, mas sim uma história independente.

Além de David Duchovny e Gillian Anderson, agentes especiais do FBI, estão confirmados Callum Keith Rennie (Battlestar Galactica) e Adam Godley (A Fantástica Fábrica de Chocolate).

Eu sou a lenda ainda continua sendo A Lenda

In Cinema, Literatura on 3 Janeiro, 2008 at 9:30 am

Não vou falar aqui das diferenças evidentes que sempre aparecem entre livro e filme, até porque são duas histórias diferentes e não a mesma história contada de duas maneiras diferentes [ sim eu seu, mas às vezes a melhor maneira de se explicar algo é sendo prolixo ].

Calma, não se preocupem, não vou entregar detalhes da história.

O sentimento de conflito que me atingiu depois de ver o filme foi o seguinte. A frase “eu sou a lenda” no filme foi usada de maneira errada.

No livro ela está ligada ao lado mitológico da coisa. Nevile busca o tempo todo entender a relação entre mito e realidade sobre o vampirismo e o vírus. Por que a cruz funciona com alguns e com outros não? Porque a estaca? Porque alguns viram pó instantaneamente e outros não? Porque o o alho funciona?

Isso tudo ficou de fora no filme, o que é lamentável, por um lado. Mas veja bem, pra quem viu o filme e não leu o livro, essa é uma ótima notícia. Porque, como já disse, são duas histórias diferentes.

Os elementos de terror também ficam devendo no filme. O que acontece com a familia de Nevile no livro é muito terrível, bem mais do que no filme.

O filme ficou suave, e o final foi pior. Não dá pra falar mais sem entregar a trama, portanto vou resumir da melhor maneira que posso:

No filme existe esperança.

No livro, não.

Mas isso não significa que Eu sou a lenda não é um bom filme, por que ele é. Destaque para cena em que Nevile pede, pede não, implora para que o manequim fale com ele. Muito bom.

Assistam, é um bom filme, mas leiam o livro, pois Eu sou a lenda continua sendo a melhor história de vampiros já escrita depois de Drácula de Bran Stocker.

Há um novo xerife na cidade – Não aos oportunistas!

In Internet on 2 Janeiro, 2008 at 2:22 pm
Vamos acabar com esses caras!

Dizem que pra se manter a cidade limpa, basta que cada um faça sua parte, certo?

Então continuem lendo, esse post não é tão banal quanto a introdução sugere.

Aqui vão algumas sugestões [ sugestões, eu disse ] para tornar o cyber-espaço um lugar mais limpo.

- Nunca clique em banners de patrocínio, se você quer comprar algo online, vá direito ao site do produto, ou encontre-o pelo google. Não permita que esses imbecis atirem novidades na sua cara, atrapalhando sua navegação.

- Não responda e-mails informativos, delete-os e marque-os como spawns.

- Não se cadastre em sites, blogs ou fóruns para fazer downloads ou conseguir acessoria gratuita, basta procurar bem no google e você evitará muita chateação e alguma dor de cabeça.

- Assim como não se deve comprar de empresas que não respeitam o meio-ambiente, não compre, leia ou consuma nada de marqueteiros oportunistas. Não estimule esse lixo!

A internet, para muitos, é local de trabalho e esses preguiçosos estão emporcalhando nosso espaço. Vão trabalhar vagabundos!

Creative Commons para Trigger Happy

In Creative Commons, Direitos Autorais, Ebook, Games, Internet, Literatura on 2 Janeiro, 2008 at 4:41 am


Steven Poole acaba de licenciar através da Creative Commons uma das obras mais citadas da literatura dos videojogos “Trigger Happy: Videogames and the Entertainment Revolution”. Apesar de julgar que o livro aborda a temática com alguma superficialidade, atribuindo-lhe um cariz mais jornalístico do que científico não deixa no entanto de ser uma obra de consulta quase obrigatória para quem pretenda iniciar-se no campo. “Trigger Happy is a book about the aesthetics of videogames — what they share with cinema, the history of painting, or literature; and what makes them different, in terms of form, psychology and semiotics.

Deste modo podem realizar o download gratuito a partir do próprio website de Steven Poole. Se estiverem interessados no download tenham em atenção que “the book is offered under a CC license, for a limited time only. I’m not sure how limited that time will be, so grab it while it’s hot.”

 

Fonte: http://virtual-illusion.blogspot.com

I’m old, I’m fat and I’m back

In Comunicados on 2 Janeiro, 2008 at 4:15 am
Back in Black

Estou de volta, depois dessa semana letárgica em que todo mundo finge que a vida é bonita e que ainda existe lugar para o amor.

Certo, dois de janeiro de dois mil e oito. Estão todos liberados à serem avarentos novamente. Aproveitem, mas não abusem.

Back in Black na verdade não dá mais, não consigo mais ouvir AC/DC. Lembra-me coisas que quero esquecer, então algo mais pra Sex Pistols, como disse Johnny Rotten:”I’m old, I’m fat and I’m back”.

Acordei às três da manhã com trinta e um anos de idade, mas com a velha fúria adolescente. O que é bom, tento em vista as coisas que escrevo.

Pensei, o que escrever? Talvez algo sobre ir para Brasília com uma metralhadora na mão. Certamente escrever isso trinta anos atrás faria com que minha casa fosse invadida por centenas de militares.

Liberdade de expressão não é uma coisa maravilhosa? Não, não é. Quer dizer, é claro que é, mas como disse Frank Miller pelos lábios de Lex Luthor, de que adianta liberdade de expressão quando ninguém está ouvindo?

Na verdade não sei onde quero chegar. Pra não perder totalmente o post então, vamos “celebrar a estupidez humana” e é isso aí, peguem suas metralhadoras e vamos todos à Brasília. Vai ser rápido e limpo, só atirem na cabeça, pra matar, mas só quando virem o brilho dos olhos.

Não haverá piedade!