
Você está cansado de ser tratado como um criminoso por compartilhar música online?
Então proteja seus direitos: junte-se a EFF

Você está cansado de ser tratado como um criminoso por compartilhar música online?
Então proteja seus direitos: junte-se a EFF
Link para o Artigo de Dmytri Kleiner com tradução de Raphael S. Andrade sobre as implicações das licenças autorais, tanto “de direita”, quanto “de esquerda”.
Kleiner é ( obviamente ), um tanto quanto tocado pelo marxismo, contudo, comenta vários pontos interessante e elementais sobre a propriedade intelectal.
[ trecho ]
“Os desafios ao copyright tradicional resultantes das aplicações de peer-to-peer, software livre, partilha de ficheiros e arte apropriativa provocaram um vasto debate sobre o futuro do copyright. Dmytri Kleiner usa as críticas actuais da propriedade material oriundas da esquerda como base de apoio da produção artística copyleft e pergunta de que modo é que os artistas poderão ganhar o seu sustento no interior do regime de copyright vigente.
Na área do desenvolvimento de software o copyleft demonstrou ser um instrumento formidavelmente eficaz de criar um commons de informação que beneficia amplamente todos aqueles cuja produção depende dele. Contudo, muitos artistas, músicos, escritores, cineastas e outros produtores de informação permanecem cépticos quanto à possibilidade de um sistema baseado no copyleft onde todos possam reproduzir as suas obras lhes assegurar um meio de subsistência.
As licenças copyleft garantem a liberdade da propriedade intelectual ao exigirem que a reutilização e a redistribuição da informação seja regulada pelas “quatro liberdades”, a liberdade de usar, estudar, modificar e redistribuir.
Contudo, a propriedade é inimiga da liberdade. É a propriedade, a capacidade de controlar à distância os bens de produção, a capacidade de “possuir” algo empregue para uso produtivo por outra pessoa que possibilita a subjugação de indivíduos e comunidades. Onde a propriedade é soberana, os proprietários da propriedade escassa podem negar a vida ao negarem o acesso à propriedade. Quando não negam totalmente a vida, então transformam os vivos em escravos por um salário que não ultrapassa os seus custos de reprodução.”
O Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), através de seu Programa de Inovação em Tecnologia da Informação e Comunicação para o Comércio Eletrônico e Desenvolvimento das Pequenas e Médias Empresas (ICT4BUS), incorporou à sua política de direitos autorais o uso de licenças alternativas para os softwares desenvolvidos através de projetos financiados pelo Banco.
Uma vez concluído o projeto financiado pelo ICT4BUS, a entidade executante poderá solicitar ao Banco o outorgamento de uma licença sobre o software desenvolvido. Este será, então, disponibilizado sob uma das licenças Creative Commons ou open source.
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Este movimento, conhecido por copy left, esteve na origem de um original e flexível sistema de protecção intelectual, as Creative Commons. Desde 2003, este sistema tem vindo a ser crescentemente utilizado por artistas e autores, permitindo-lhe definir a forma como o seu trabalho pode ser reproduzido ou modificado legalmente. Existem dezenas de licenças, adaptadas à legislação de 40 países, sendo as mais comuns as que permitem a livre difusão ou alteração dos conteúdos protegidos – desde que permaneça visível o nome, ou sítio da internet, do seu autor original. Segundo os seus proponentes, a flexibilidade deste sistema de licenciamento permite a protecção legal aos autores sem espoliar a comunidade dos meios para difundir e divulgar o conhecimento. O Copy left e as Creative Commons aparecem como uma reacção às alterações legislativas que, nos Estados Unidos da América e na maioria dos países industrializados, têm tornado os sistema de protecção intelectual cada vez mais antagónico com os direitos dos consumidores. Argumentando que a facilidade das cópias digitais punha em causa o seu modelo de negócio, as empresas de entretenimento forçaram a alteração da legislação sobre o copyright, aumentando os direitos de propriedade intelectual em mais 20 anos. Com a sucessiva ameaça de processos judiciais sobre os distribuidores de conteúdos na internet, passaram, de facto, a ter um verdadeiro poder de veto sobre a informação publicada na internet. O mais recente exemplo vem do Youtube, o canal de distribuição de vídeos na internet recentemente adquirido pelo Google, que começou ontem mesmo (27 de Outubro) a enviar e-mails aos seus utentes avisando que, pressionados pelos advogados da Comedy Central, a maioria dos vídeos desta empresa (South Park, Colbert Report, ou Daily Show with John Stewart) vão ser retirados do “ar”. Progressivamente, é a própria definição de protecção de direitos de autor que tem sido posta em causa. Longe de se limitarem a acrescentar entraves à difusão da produção intelectual, as mesmas leis que proíbem a cópia de segurança de um Dvd doméstico têm aberto espaço para o até aqui inatacável direito de qualquer consumidor a deter aquilo pelo qual pagou – como é o caso de algumas das lojas que alugam e vendem música digital. Ao mesmo tempo que esta tendência se mantém, o sucesso da blogosfera tem empurrado o sucesso desta alternativa aos “direitos reservados”. Desde que foram criadas, em 2003, já foram emitidas mais de 250 milhões de licenças com o já famoso logótipo das Creative Commons – 100 milhões nos últimos seis meses. Se é certo que as Creative Commons têm sido mais utilizadas para o licenciamento de fotografias ou ilustrações na internet, a sua utilização começa rapidamente a alastrar-se a outros domínios. O Governo brasileiro anunciou recentemente que todos os arquivos da agência noticiosa do país, incluindo 150 mil fotografias, passarão a ser do domínio público através de uma destas licenças. A BBC tem parte dos conteúdos musicais e vídeo do seu site licenciados por este sistema. Vários músicos, como os Pearl Jam, Beasty Boys ou David Byrne, têm apoiado e licenciado parte da sua obra desta forma. Este último artista, em conjunto com Brian Eno, assina uma nova edição, para quem queira modificar e reutilizar, de uma das suas obras culto, “My Life in the Bush of Ghosts”, de 1981. Gilberto Gil, o popular músico e ex-ministro da cultura, brasileira, depois de anos de lutas judiciais com as suas editoras, tem todo o seu catálogo licenciado através das Creative Commons. Este último artista, em conjugação com a mais improvável das empresas, encontra-se também ligado a outro momento chave para as Creative Commons. Foi um seu discurso, como ministro da cultura brasileiro, o primeiro documento a ser licenciado com a nova ferramenta do Microsof Office que permite a inclusão, automática, em cada documento produzido nestes programas, de uma Creative Commons. Dez anos depois da febre da internet, e das promessas originais de difusão quase ilimitada do conhecimento, as Cretive Commons são a ferramenta que mais perto está de cumprir esse espírito, não tratando os cidadãos como meros consumidores dos objectos culturais mas como parte interveniente no seu processo de criação, difusão e partilha. Pedro Salles / http://www.esquerda.net |
“A adesão às licenças Creative Commons representa uma oportunidade de divulgar a sua musica legalmente para todo o mundo e simultaneamente terem a liberdade de escolher que canções, que videoclips e que fotos querem colocar sobre esta licença e com que tipo de licença Creative Commons.”
Diz John Gonçalves, The Gift.
“O sistema nipo-brasileiro de TV digital pode estrear em 2 de dezembro sem seu único componente genuinamente brasileiro. De tudo que foi desenvolvido aqui, somente o Ginga, nome dado pelos pesquisadores locais ao software de interatividade, entrou na especificação final. Mas as chances são pequenas de ele estar presente nos equipamentos que serão vendidos no lançamento. O ministro das Comunicações, Hélio Costa, já descartou a interatividade nessa primeira fase. A interatividade permite serviços parecidos com a internet na televisão, como consulta de informações e compras.
Boa parte da indústria não está empolgada com o Ginga, chegando a dizer que ele não existe. Os pesquisadores querem provar que não é verdade, e marcaram para 3 de julho, no Rio, um evento em que haverá a demonstração do software completo, rodando em um conversor. O consumidor deve ficar atento, pois corre o risco de levar para casa um equipamento incompleto, sendo obrigado a trocá-lo em poucos meses, quando forem lançados os conversores com interatividade.’O Ginga está pronto’, afirmou o professor Luiz Fernando Soares, da Pontifícia Universidade Católica (PUC) do Rio de Janeiro. ‘Nossa resposta será dada no dia 3.’ O Ginga é um middleware, software que tem o papel de garantir que as aplicações interativas irão funcionar nos televisores e conversores de todos os fabricantes. No evento da semana que vem, parte do código do Ginga será aberto, o que significa que as pessoas poderão estudá-lo, usá-lo e modificá-lo sem o pagamento de licenças, como acontece com o sistema operacional Linux.”
Por Yan no http://br-linux.org referência / Fonte: (estado.com.br).
Cena: garoto sentado no banco.
( homem entra em cena )
Homem diz: ei garoto, você está fora. Pega suas coisas e vai pra casa.
Garoto diz: eu? Porquê?
Homem diz: a bola passou e você não pegou. Agora vai!
Garoto diz: eu não sabia que era a minha vez, eu…
Homem diz: não interessa se você não sabia, não interessa se você não estava preparado e não interessa se você teve medo. Acontece. A bola passou e você não pegou. Melhor sorte se houver uma próxima vez, agora cai fora!
( garoto sai agitando os braços )
Garoto diz: vida de merda!
FIM
Heath Ledger (Coração de Cavaleiro), aparece finalmente na pele do Coringa, vilão do próximo filme do Batman.
”Retornam para o segundo filme da nova franquia do homem-morcego Morgan Freeman (“A Soma de Todos os Medos“) como o diretor das Empresas Wayne e inventor Lucius Fox e Michael Caine (“Filhos da Esperança“) como Alfred, o fiel mordomo do herói. Ainda no elenco está Maggie Gyllenhaal (“Secretária“), substituindo Katie Holmes no papel da amiga de infância de Bruce Wayne, Rachel Dawes.
Dirigido por Christopher Nolan (“O Grande Truque“), o filme estréia nos EUA em 18 de julho de 2008.”
Fonte: http://www.cinemacomrapadura.com.br

Um boa idéia não precisa ser original, basta que seja um boa idéia. E é o que acontece na primeira animação em 3D da New Line, “Planet 51“.
Com a mesma premissa do clássico “ET” de Spielberg, a animação mostra tudo de outro ponto de vista, já que o planeta é alinenígena e o alien é o humano.
“Planet 51” deve ser lançado nos cinemas norte-americanos em março de 2009.

A Revista Fortune tráz à tona uma importante mudança no conceito de poder nos negócios atuais, citando um estudo de Joseph Nye, pesquisador da Harvard University, sobre o “poder leve” (ou soft power , em inglês).
A principal diferença entre o poder autoritário e o “poder leve” reside na capacidade do novo profissional de atrair outras pessoas à causa.
Segundo a Revista, “hoje em dia a maior vantagem é acima de tudo uma boa idéia”.
Está mudança radical está acontecendo desde a década de 80, quando da publicação de uma lista com os chefes mais rigorosos dos Estados Unidos.
”Na época, eles intimidavam, humilhavam e ameaçavam”, diz a revista.
A lista atual da Revista Fortune dos 25 executivos mais influentes aponta O presidente da Apple, o americano Steve Jobs, como a figura mais poderosa do mundo dos negócios. O concorrente direto de Jobs, Bill Gates, presidente da Microsoft, ficou com a sétima colocação.
Mesmo considerada “pequena”, a genialidade da Apple vem incomodando muitos tubarões e pesos pesados em suas diversas áreas de atuação. Sinal claro de que os tempos estão mudando.
Llista dos 25 executivos mais poderosos, segundo a Revista Fortune:
1 – Steve Jobs, presidente da Apple
2 – Rupert Murdoch, presidente da News Corp
3 – Lloyd Blankfein, presidente da Goldman Sachs
4 – Eric Schmidt, Larry Page e Sergei Brin, criadores do Google
5 – Warren Buffett, presidente da Berkshire Hathaway
6 – Rex Tillerson, presidente da Exxon Mobil
7 – Bill Gates, presidente da Microsoft
8 – Jeff Immelt, presidente da General Electric
9 – Katsuaki Watanabe, presidente da Toyota
10 – A.G. Lafley, presidente da Procter & Gamble
11 – John Chambers, presidente da Cisco
12 – Li Ka-shing, presidente da Cheung Kong Holdings/Hutchison Whampoa
13 – Lee Scott, presidente do Wal-Mart
14 – Lakshmi Mittal, magnata do aço
15 – Jamie Dimon, presidente da JPMorgan Chase
16 – Mark Hurd, presidente da Hewlett-Packard
17 – James McNerney, presidente da Boeing
18 – Marius Kloppers, presidente da BHP Billiton
19 – Steve Schwarzman, presidente do Blackstone
20 – Carlos Slim, presidente da TelMex e Carso Foundation
21 – Steve Feinberg, presidente da Cerberus
22 – Indra Nooyi, presidente da PepsiCo
23 – Ratan Tata, presidente do Tata Group
24 – Bob Iger, presidente da Walt Disney
25 – Bernard Arnault, presidente da LVMH

Lembro-me que procurei muito por esse livro, mas como não o encontrei, acabei desistindo. Serviu de lição. A partir de hoje não faço mais isso.
Pobre Neville.
O livro é muito bem contruído, já li em algum lugar que Masterson estuda como montar a trama, para evitar demorar muito pra se chegar “na parte boa”. Quanto aos eventos e explicações rferentes à anatomia dos vampiros a obra é original e perfeita, lembrando que o livro foi publicado em 1954. Nada de vampiros emos com rostinhos anime de porcelana. Não senhor. Em EU SOU A LENDA os vampiros não de verdade.
O livro chega aos cinemas americanos em dezembro.
Eu Sou a Lenda (I Am Legend, 2007)
Gênero: Ação – Drama – Sci-Fi – Thriller
Origem: EUA
Estréia – EUA: 14 de Dezembro de 2007
Estréia – Brasil: 18 de Janeiro de 2008
Estúdio: Warner Bros.
Direção: Francis Lawrence
Roteiro: Akiva Goldsman, Mark Protosevich
Sinopse:
Um vírus mortal arrasa com a população mundial e, aquele que pensava ser o único sobrevivente devido a uma imunidade não explicada, descobre que não está sozinho.
Elenco:
Will Smith: Neville
Alice Braga: Anna
Salli Richardson: Ginny Neville
Sterling Wolfe: Vozes das Criaturas
Olá,
Gostaria de convidá-los a conhecer outra forma de arte na Web. É a Pixel Art. Trata-se da arte de desenhar através de pixels. Pixel, que é a combinação de Picture e Element, é o menor ponto que forma uma imagem digital. Desenhar em Pixels é formar uma imagem, tratando ponto por ponto, detalhe por detalhe. É como montar Lego no PC (só que com pontos ao invés de blocos).
Um dos sites famosos que promovem essa arte é o Pixelfreak. Vale a pena admirar o poster que simula uma cidade:
http://www.pixelfreak.com/img/poster.png
Um grande abraço.
É letra de música, mas leia como crônica pra ver se não funciona:
“Fiz aquele anúncio e ninguém viu, pus em quase todo lugar a foto mais bonita que eu fiz, você olhando pra mim.
Alto aqui do sétimo andar longe, eu via você e a luz desperdiçada de manhã num copo de café.
Deus sabe o que quis foi te proteger do perigo maior que é você.
E eu sei que parece o que não se diz:
- O seu caso é o tempo passar – Quem fala é o doutor.
Parece que foi ontem, eu fiz aquele chá de habu pra te curar da tosse do chulé, pra te botar de pé.
E foi difícil ter que te levar àquele lugar. Como é que hoje se diz? Você não quis ficar.
Os poucos que viram você aqui me disseram que mal você não faz. E se eu numa esquina qualquer te vir, será que voce vai fugir?
Se você for, eu vou correr!
Se for eu vou.”
[ Rodrigo Amarante ]
Funciona, não é?
Ao que tudo indica, infelizmente Nasi está realmente fora, mas o IRA! segue como trio, inclusive mantendo a atual agenda de shows.
O próprio Nasi deixou claro que não existe mais condições de proseguir com o grupo:
“Esse canalha (Edgard Scandurra) vive agindo como uma Greta Garbo, exercitando seu poder para intimidar os outros”, disse.
A assessoria de imprensa da banda lançou uma nota ofical assegurando que o IRA! fará os shows agendados.
Para mais informações sobre a novela, leia a matéria no UOL .
Microsoft agora em apuros: Grupo de Hackers Paradox quebram ativação do Vista.
O grupo Paradox, conhecidos pelos seus cracks para os aplicativos da Adobe (Photoshop, Premiere, etc.) e outros, anunciaram um crack para ativar o Windows Vista. Eles prometem um sistema “genuíno” e apto para fazer os updates. E apresentaram a receita e o arquivo para download. Esse grupo é muito respeitado na comunidade dos hackers, e se dizem que conseguiram, é porque conseguiram mesmo.
Agora sim a Microsoft está com problemas
Fonte: http://www.rededownload.com
O que é o Creative Commons?
Por Ronaldo Lemos
O Creative Commons é um projeto global, presente em mais de 40 países, que cria um novo modelo de gestão dos direitos autorais. No Brasil, ele é coordenado pela Escola de Direito da Fundação Getulio Vargas no Rio de Janeiro. Ele permite que autores e criadores de conteúdo, como músicos, cineastas, escritores, fotógrafos, blogueiros, jornalistas e outros, possam permitir alguns usos dos seus trabalhos por parte da sociedade. Assim, se eu sou um criador intelectual, e desejo que a minha obra seja livremente circulada pela Internet, posso optar por licenciar o meu trabalho escolhendo alguma das licenças do Creative Commons. Com isso, qualquer pessoa, em qualquer país, vai saber claramente que possui o direito de utilizar a obra, de acordo com a licença escolhida (veja abaixo uma explicação dos vários tipos de licença).
A razão para o surgimento do Creative Commons é o fato de que o direito autoral possui uma estrutura que protege qualquer obra indistintamente, a partir do momento em que a obra é criada. Em outras palavras, qualquer conteúdo encontrado na Internet ou em qualquer outro lugar é protegido pelo direito autoral. Isso significa que qualquer utilização depende da autorização do autor. Muitas vezes isso dificulta uma distribuição mais eficiente das criações intelectuais, ao mesmo tempo em que impede a realização de todo o potencial da Internet. Há autores e criadores intelectuais que não só desejam permitir a livre distribuição da sua obra na Internet, mas podem também querer autorizar que sua obra seja remixada ou sampleada. Esse é o caso, por exemplo, de artistas como o Ministro Gilberto, as bandas Mombojó, Gerador Zero e outras, que disponibilizaram canções para distribuição, remix e sampling, através do Creative Commons.
Modo de Licenciamento
Licenciar sua obra pelo Creative Commons é muito fácil. Para isso, basta acessar a página onde estão disponíveis as licenças do projeto (http://creativecommons.org/license/) e responder a duas questões sobre os usos que você deseja autorizar sobre a sua obra. Essas questões consistem em responder ser você deseja:
a) Permitir uso comercial de sua obra?
( ) Sim
( ) Não
b) Permitir modificações em sua obra?
( ) Sim
( ) Sim, contanto que outros compartilhem pela mesma licença
( ) Não
Todas as licenças mantêm os seus direitos autorais sobre a obra, mas possibilitam a outros copiar e distribuir o trabalho, desde que obrigatoriamente atribuam crédito ao autor e respeitem as demais condições que você escolheu.
Assim que você terminar sua escolha, basta clicar no botão ao final da página (“Escolha uma Licença”) que você será redirecionado a outra página que trará o resultado das suas escolhas. De acordo com suas resposta às perguntas acima, o site irá mostrar a licença adequada às suas necessidades. A partir daí, há instruções detalhadas sobre como aplicar a licença à suas obras.
O processo é extremamente simples: em síntese, tudo o que você precisa fazer é aplicar o símbolo “CC – Alguns Direitos Reservados” à sua obra, indicando qual a licença aplicável ao trabalho. Se o trabalho estiver na Internet, basta colocar o símbolo do Creative Commons da respectiva licença no site. Para isso, o próprio site disponbiliza um trecho de código em HTML para ser copiado e colado no site em que está a obra. Uma vez que você coloque o código no seu site, o licenciamento já está valendo. Todas as pessoas que acessarem o seu conteúdo, saberão os termos da licença que você escolheu. O site também traz instruções detalhadas sobre como marcar um arquivo em MP3, um vídeo e outros arquivos. Basta seguir as instruções.
Caso sua obra seja um livro, um CD, um DVD ou outra obra “física”, basta inserir na própria obra (capa, contracapa, no próprio CD ou na caixinha) o símbolo do Creative Commons de “Alguns Direitos Reservados”, especificando o nome da licença que aparece no site.
Modalidades de licenças
Além das licenças que podem ser obtidas pelas respostas às perguntas acima, um determinado criador intelectual pode se interessar por utilizar também outras modalidades de licença. Essas modalidades devem ser selecionadas especificamente no website http://creativecommons.org/license/. São elas as licenças de “Recombinação” ou “Sampling”, a licença “Nações em Desenvolvimento” e a licença especificamente para software livre, chamada “CC-GNU-GPL”.
Todas essas licenças e também as licenças originais resultantes do questionário acima são compostas pelos elementos explicados abaixo. O objetivo geral do projeto é de apresentar uma alternativa ao modelo de “Todos os Direitos Reservados”, que é substituído por um modelo de “Alguns Direitos Reservados”. Assim, qualquer autor ou criador pode optar por licenciar seu trabalho sob uma licença específica, que atenda melhor a seus interesses, podendo escolher entre as diversas opções existentes.
Os principais componentes das licenças, à disposição para serem escolhidos por autores e criadores, são:
Atribuição
Todas as licenças do Creative Commons exigem que seja dado crédito (atribuição) ao autor/criador da obra. Pela licença chamada “Atribuição”, o autor autoriza a livre cópia, distribuição e utilização da obra, inclusive para fins comerciais. Entretanto, a obra deverá sempre dar o devido crédito, em todos os meios de divulgação.
Não a obras derivativas
Pelos termos desta opção, o autor autoriza a livre cópia, distribuição e utilização da obra. Entretanto, o autor não permite que a obra seja modificada, devendo ser sempre mantida intacta, sendo vedada sua utilização para a criação de obras derivadas. Assim, a obra do autor não poderá ser remixada, alterada, ou reeditada sem a permissão expressa do autor ou criado, devendo permanecer sempre igual ao modo original em que foi distribuída.
Uso Não Comercial
Pelos termos desta licença, o autor autoriza a livre cópia, distribuição e utilização da obra. Entretanto, o autor veda qualquer distribuição, cópia, utilização e distribuição que tenha fins comerciais. Isto significa que qualquer pessoa que tenha obtido acesso à obra não pode utilizá-la para fins comerciais, como, por exemplo, vendê-la ou utilizá-la com a finalidade direta de obtenção de lucro.
Compartilhamento pela mesma licença
Pelos termos desta licença, o autor autoriza a livre cópia, distribuição e utilização da obra. Entretanto, o autor impõe a condição de que, se a obra for utilizada para a criação de obras derivadas, como, por exemplo, um livro sendo traduzido para outro idioma ou uma foto sendo incluída em um livro, ou mesmo e casos de incorporação da obra original como parte de outras obras, o resultado deve ser necessariamente compartilhado pela mesma licença. Assim, uma obra licenciada pela modalidade “compartilhamento pela mesma licença” só pode ser utilizada em outras obras se essas outras obras também forem licenciadas sob a mesma licença Creative Commons.
Recombinação (Sampling)
A licença de Recombinação (também a chamada licença de sampling) foi desenvolvida conjuntamente pelo Creative Commons e pela Escola de Direito da Fundação Getulio Vargas no Rio de Janeiro, com o apoio do Ministro Gilberto Gil. O termo Recombinação homenageia o coletivo pernambucano chamado Re:Combo, um dos pioneiros no Brasil no licenciamento de obras para recombinação e modificação. Pelos termos desta licença, o autor pode ou não autorizar a livre cópia, distribuição e utilização da obra. Entretanto, ele autoriza sempre a utilização parcial ou recombinação de boa-fé da obra. Isso permite, por exemplo, o emprego de técnicas como “sampleamento”, “mesclagem”, “colagem” ou qualquer outra técnica artística. A autorização é válida desde que haja transformações significativas do original, levando à criação de uma nova obra. Não vale fazer apenas uma modificação irrelevante na obra. A distribuição das obras derivadas fica automaticamente autorizada para o autor que recriou a obra do autor original.
CC-GPL e CC-LGPL
Assim como a licença de Recombinação (sampling), estas duas licenças tiveram origem no Brasil. As duas licenças são destinadas ao licenciamento de software. As licenças foram desenvolvidas para atender necessidades específicas do governo brasileiro no que tange ao incentivo à adoção do software livre no país. Essas licenças consistem nas tradicionais GPL e LGPL do GNU, isto é a General Public License e a Lesser General Public License internacionalmente adotadas para o licenciamento de software livre, mas com a diferença mesmas serem embaladas de acordo com os preceitos do Creative Commons. Estas licenças garantem todos os quatro direitos básicos do software livre, quais sejam, a liberdade de estudar o programa, tendo acesso ao seu código fonte, a liberdade de executar o programa para qualquer finalidade, a liberdade de modificá-lo e aperfeiçoá-lo, bem como a liberdade de distribuí-lo livremente. Note-se que na GPL, em contrapartida, mesmo que tenham ocorrido alterações no programa, este deve continuar sendo distribuído livremente sob os mesmos termos da GPL. Quanto à LGPL, ela permite que, em algumas circunstâncias, o programa seja distribuído sob termos de outras licenças.
Combinações
Obviamente, as licenças do Creative Commons podem ser combinadas e recombinadas. Um determinado autor pode escolher licenciar sua obra, por exemplo, pela modalidade “Atribuição-Vedados Usos Comerciais-Compartilhamento pela mesma licença”. Ou pode optar apenas por “Atribuição”.
Como o modelo é matricial, cada autor pode escolher a licença mais adequada aos seus interesses e a suas necessidades, combinando-a com outras licenças.
Oferecer sua obra sob uma licença Creative Commons não significa abrir mão dos seus direitos autorais. Significa oferecer alguns dos seus direitos para qualquer pessoa, mas somente sob determinadas condições.
Para mais informações: http://www.creativecommons.org.br/
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Os leitores da revista “Rolling Stone” de sete de agosto (mas já nas bancas) foram surpreendidos por um anúncio inusitado. Sob a pergunta “Cansado de ser tratado como um criminoso por compartilhar música online?” aparece a foto de cinco cidadãos com pinta de empregados de escritório ou estudantes em situação de quem está sendo fichado pela polícia. No texto, a EEF (Electronic Frontier Foundation), que patrocina o anúncio, afirma que se é assim, você está em boa companhia, pois mais de sessenta milhões de pessoas usam serviços como Morpheus e Kazaa para compartilhar suas canções favoritas. E não obstante isso as gravadoras estão intimidando provedores e perseguindo jovens estudantes com o objetivo de abolir esta prática. Admite o problema da pirataria porém sugere que a solução não é essa, mas um novo modelo que ofereça justa compensação aos artistas que apóiam os amantes da música. No final, convoca os leitores para se juntarem à organização e oferece o mote: “Compartilhamento de arquivos: música para nossos ouvidos”. O anúncio é apenas o início da campanha “Let the music play” (em tradução livre, “deixa rolar a música”) deflagrada pela EEF como reação à nova estratégia da RIAA (<www.riaa.com>), a entidade que congrega as gravadoras americanas, que decidiu voltar toda sua poderosa artilharia legal contra indefesos estudantes, levando à barra do tribunal os que usam as redes de suas universidades para compartilhar arquivos musicais (veja artigo “Roubando bala da boca de criança”, publicado em 9 de junho passado e ainda disponível na seção Escritos / Artigos no Globo de <www.bpiropo.com.br>). Por: B. Piropo |
| Gilberto Gil em artigo n’O Globo: “Por uma reforma da lei do direito autoral” |
| 12 de Novembro de 2007 | |
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por Gilberto Gil* artigo publicado no jornal O Globo de 11/11/2007 O impacto que as novas tecnologias e o avanço das redes digitais têm causado sobre o Direito Autoral é reconhecido em todo o planeta. Os limites da legislação autoral brasileira ficam mais claros com a novidade digital, mas seus problemas são anteriores ao surgimento da internet. A necessidade de fortalecer o papel do Estado na resolução de desequilíbrios nesse setor estratégico vem crescendo na medida em que a legislação envelhece e os desafios se apresentam. A dinâmica tecnológica devenos levar a uma discussão mais estratégica: a necessidade de uma política nacional para os direitos autorais. Como combinar, nesse novo contexto, a legítima proteção aos autores e as inúmeras oportunidades da convergência tecnológica? Como favorecer um sistema nacional de propriedade intelectual moderno, equilibrado e justo face à enorme demanda cultural do país? Como promover uma sociedade menos desigual no acesso à cultura e ao conhecimento? O debate foi suscitado porque o Ministério da Cultura recuperou seu papel de articular a política cultural autoral, na busca do necessário equilíbrio que os direitos conferidos aos criadores devem ter com os direitos dos cidadãos brasileiros de acesso à cultura e ao conhecimento, bem como com o direito daqueles que investem na cultura, os chamados “investidores culturais”. O Brasil ainda não consolidou seu marco autoral na proteção aos criadores, que ficam fragilizados nos contratos que lhes são impostos. O modelo regulatório autoral deve buscar garantir aos criadores o legítimo retorno pelo bem-estar que propiciam à sociedade. Entretanto ainda são muitos os desequilíbrios: a diferença de poder econômico entre criadores e investidores; a perda de controle das obras pelos seus próprios criadores; a insatisfação geral com a repartição das receitas e benefícios. O poder público deve promover a maior transparência na gestão das entidades arrecadadoras, apoiar a modernização da gestão coletiva (feita sempre por entidades brasileiras) e desenvolver outros meios de produção e repartição dos benefícios econômicos a partir de obras protegidas por direito autoral. Alguns defendem o uso dos DRMs — software para inviabilizar cópias de arquivos — como forma de proteger autores de cópias não autorizadas na internet. São soluções ineficientes, onerosas e com crescente rejeição nos países desenvolvidos. Além disso, restringem a inovação tecnológica e os direitos básicos dos cidadãos para reproduzir obras com fins legítimos. Nossa lei não diferencia cópia comercial de cópia privada: ao copiar um arquivo para um tocador de MP3 estamos, todos, cometendo uma ilegalidade. No Brasil, o que temos de parecido com o mecanismo legal norte-americano de “uso justo” de obras protegidas é bastante limitado. Boa parte dos estudantes brasileiros comete ilegalidade ao produzir cópias de livros para sua formação educacional. O monopólio que foi concedido para o autor em relação à sua criação foi uma conquista histórica, mas teve a sua contrapartida nas cláusulas de limitações e exceções, que permitem a cópia de trechos de obras audiovisuais, de um livro, ou mesmo de uma música, sem que isso signifique uma violação do direito de autor. Essas cláusulas, no Brasil, estão entre as mais restritivas do mundo. Por isso, precisamos debater a mo derniz ação do sistema legal e o fortalecimento do poder público na supervisão e na promoção desses vários equilíbrios. A presença do Estado na seara autoral nesses moldes é o que ocorre na imensa maioria dos países do mundo. Nesse sentido, o Ministério da Cultura — e diversos parlamentares ligados ao tema — está empenhado em promover a mais ampla discussão que vai embasar a atualização da lei. O I Fórum Nacional de Direitos Autorais será realizado em 2008, envolvendo autores, entidades, empresários e sociedade civil. Sozinho, o poder público não pode implementar uma estratégia ampla para o setor. Há um grande desafio de inovação para o setor cultural. O modelo do Creative Commons não é uma política de Estado e nem uma iniciativa inventada pelo MinC, mas um movimento cultural mundial relevante, onde os autores, conscientes de seus direitos, distin guem usos com finalidades comerciais e não comerciais. Aproveitam ao máximo o potencial de divulgação da convergência tecnológica e se beneficiam dela. Tais licenças alternativas não resolvem todos os problemas da área autoral e podem não se adequar a todos os criadores, como, por exemplo, o compositor que não é intérprete. Para eles, naturalmente, é preciso resguardar a utilização das ferramentas tradicionais do direito autoral. No entanto, para aqueles que se iniciam na área cultural tais licenças podem ser benéficas na construção de suas carreiras. O Ministério da Cultura participa com outros ministérios na política de combate ao crime organizado, e aos núcleos que lideram a organização da pirataria no Brasil. Combinada à repressão, o governo tem dado grande ênfase a medidas educacionais, econômicas e de combate à desigualdade. O desafio é trazer para a formalidade a distribuição de bens culturais, gerando emprego e renda. São desafios dos séculos XX e XXI. Sem perder tempo, o Brasil investe hoje na infra-estrutura material (estradas, energia e portos, através do PAC) e nas políticas estratégicas para um genuíno salto e reposicionamento na cultura, na tecnologia, na sociedade do conhecimento. Acreditamos que uma legislação autoral equilibrada e moderna é condição para esse salto — assim como um Ministério da Cultura fortalecido na gestão dessa política. Podemos dizer que o edifício autoral poderá novamente erigir-se. Reformas como essa são mais do que necessárias, são inevitáveis. GILBERTO GIL é músico e ministro da Cultura |
encontrei o black sheep ao acaso e gostei muito da pra se divertir desvendando fuçando caçando as animaçoes do site que tem visual de forum misturado com blog
recomendo especilamente as animaçoes de nathan malone ( zekey spacey lizard ) que possui um trabalho bastante divertido muitas pessoas ja viram suas animaçoes mas nem sabem que sao do malone
Nin@ escreve nao corrige nao usa pontos acentos maiusculas ou virgulas
O conceito é bem simples. Um autor escreve uma poesia, e diversos artistas pintam o quadro e a moldura em volta. Isso é o Zen Garden.
Como bons admiradores de “arte online”, convido todos a visitarem o site css Zen Garden.
O site conta com a participação de vários artistas da web, desenvolvendo o conceito de alterar o layout sem alterar o conteúdo. O autor da idéia, Dave Shea, quis mostrar que através da linguagem de estilo CSS (Cascading Style Sheets) é possível escrever um site completo, sem a necessidade do uso de tecnologias muito complexas, desenvolvendo principalmente o bom gosto, flexibilidade e praticidade.
O site possui vários layouts para o mesmo texto. O meu preferido é o Mozart, de Andrew Brundle.
O site foi traduzido por Ronaldo. Vale a pena navegar entre os diversos layouts dessa “Web Zen”.
Livro líder de vendas nos EUA está disponível na internet. Fenômeno comprova a tese de que estar na rede não derruba as vendas. Pode até ajudar
Em 1999, fascinado com a internet e o fenômeno mp3, David Bowie já declarava ao diário inglês The Guardian: “A maneira como a nossa sociedade quebra os parâmetros tem levado à desintegração da propriedade intelectual”. Mas, ao que parece, isso não afeta os negócios. Ao contrário, cada vez mais a rede é usada para a divulgação e distribuição de obras artísticas. O que é interpretado pela conservadora indústria como o caos, tem se mostrado como o paraíso para os artistas independentes.
O fato novo que comprova a tese não foi produzido por artistas, mas é mais uma evidência que se acumula de que a disponibilização online de obras não necessariamente derruba as vendas no mundo real. Surpreendentemente, um documento público, que pode ser baixado gratuitamente na rede, está, há nove semanas, no topo da lista dos livros mais vendidos do New York Times.
É claro, 9/11 Comission Report, o documento que relata as conclusões da comissão parlamentar que investigou a responsabilidade do governo Bush sobre o 11 de setembro, tem um apelo próprio, maximizado pelo período eleitoral. O livro que o secunda na lista de não-ficção em brochura trata das experiências de uma professora no Irã – Reading Lolita in Tehran – e os dois líderes da lista de não-ficção em capa dura são ataques a Bush e a Kerry – The Family e Unfit for Command, respectivamente. Mas o fato mostra que estar de graça na internet não arruína as vendas de ninguém.
As grandes vendas assustaram os editores da editora Norton, responsável pela publicação. Nas livrarias ao preço de US$ 10, o relatório já ultrapassou a marca de 600 mil exemplares. “Ninguém antecipou as vendas nesse nível”, declarou a editora de publicidade da Norton, Louise Brockett, à revista Wired.
O fenômeno vai na contramão dos chamados e-books, os livros vendidos para serem lidos online. Embora as vendas tenham aumentado 28% neste ano, as cifras mundiais permanecem tímidas: US$ 3,23 milhões, quase nada se comparado ao mercado bilionário de livros em papel.
Por: Rafael Evangelista
Fonte: http://www.dicas-l.com.br
Ou seja, vender ebook não está dando muito certo, ainda, mas a divulgação é positiva e reforça a vendo do livro feito com árvores mortas.
micro_conto_poema as demonitas
eu tava com medo eu tava sozinha eu tava nua elas tambem eu tava com elas tambem tão ai e vao te pegar
Nin@
nin@ escreve nao corrige nao usa ponto nem acento
“Se o punk é o lixo, a miséria e a violêcia, então não precisamos importá-lo da Europa, pois já somos a vanguarda do punk em todo mundo”
Chico Buarque
Na velocidade do som (techo)
O ano de 2007 deve passar para a história da indústria fonográfica brasileira como o momento em que as gravadoras, finalmente, caíram na real. A movimentação nas cúpulas dirigentes dos selos multinacionais (que vem sendo acompanhada de perto pela imprensa nas últimas semanas) é apenas a ponta de um iceberg que ainda prevê ajustes ainda mais profundos e mudanças radicais nas estratégias de negócios. Tudo para tentar recuperar o tempo perdido na luta contra os predadores (pirataria, downloads ilegais de música, preços altos) do mercado – um mercado que movimentava R$ 1 bilhão e 200 milhões em 1995 e em 2006, bateu no fundo do poço, chegando a R$ 250 milhões, um retração de quase 80% em uma década. Substituições de executivos em postos-chave, cortes de elenco e de investimentos estão na pauta do dia das gravadoras, que já colocam a venda de música pela internet como prioridade imediata.
Acompanhe o dossiê no Telhado de Vidro
Trechos publicados no Valor Econômico, 04/05/2007
Por: Marco Antonio Barbosa
Fonte: Telhado de Vidro
Cada vez sobra menos tempo para ler as notícias do dia. Para agravar essa angústia, a realidade fica cada vez mais surrealista. Só isso explica como o País não parou depois que o Estadão do último 2 de março chegou às bancas.
“Xerocar livro poderá dar cadeia”, dizia a manchete do caderno Metrópole. A cuidadosa reportagem de Vannildo Mendes, da sucursal de Brasília, com colaboração de Marcelo Godoy, em São Paulo, trazia outras informações igualmente desconcertantes.
A medida integra o conjunto de 100 ações aprovadas pelo Conselho de Combate à Pirataria e Delitos contra a Propriedade Intelectual, do Ministério da Justiça.
Luiz Paulo Barreto, presidente do Conselho, reconhece que xerocar livros é prática generalizada nas universidades do Brasil. Bidú! Como é que ele pensa que o pessoal pode estudar? Além de raras, as bibliotecas brasileiras são uma vergonha, com baixíssimo índice de livros por aluno.
Segundo dados do próprio Ministério, quase nenhuma faculdade brasileira cumpre a norma do MEC de manter em suas bibliotecas pelo menos 1 livro para cada grupo de 15 estudantes.
Mas o sempre-alerta Presidente desse novo Conselho (Jesus, como o governo Lula adora criar conselhos!) promete não dar moleza à molecada que teima em fazer a lição de casa: as faculdades serão enquadradas e o crime contra “propriedade intelectual” dá pena de 2 a 4 anos de xilindró, alerta ele.
Contei até três, esperei manifestação dos cara-pintadas na Paulista ou a câmera ofegante daqueles programas policialescos de final-de-tarde na TV invadinho o xerox da biblioteca da USP flagrando um gatuno xerocando a “Odisséia” de Homero… e nada. Ufa, aparentemente a lei ainda não está valendo. O Brasil resiste.
Aprofundei minha investigação no site do Ministério da Justiça. Já está no ar o portal “Pirataria”: www.mj.gov.br/pirataria. Nenhuma prisão ainda registrada desses apropriadores do conhecimento alheio. Opa, mas não é justamente esta a tarefa do estudante: apropriar-se do conhecimento alheio?
Tem gente que pensa diferente. “Há professor que recebe o livro da editora e o põe na caixinha para que os alunos o copiem”, acusa o vigilante de xerox coronel Carlos Alberto Camargo, diretor da Associação de Defesa da Propriedade Intelectual, sediada em São Paulo.
Não falei que essa notícia antiga merecia atenção? As investigações contra você ou seus filhos, prezado leitor, podem já estar de vento em popa. Arapongas devem estar infiltrados nas escolas para garantir que a máquina de xerox seja usada única e exclusivamente para a tarefa que a trouxe a lugares atrasados e burocratizados como o Brasil: tirar cópias do CIC e RG. Que depois devem de ser autenticadas em três vias no cartório, é claro!
Eu sou a favor da ordem e do progresso. E de pagar aos autores dos livros os legítimos direitos deles. Mas será que não há outro jeito de tratar o assunto?
Se autoridades são remuneradas para impedir o acesso aos livros, ou melhor, à “propriedade intelectual” como eles dizem… que papel resta ao estudante: virar uma espécie de sem-terra do conhecimento?
Como fica a vida de um universitário de humanas, por exemplo, que tem de ler por semestre trechos de 50 livros diferentes? Vai ter que estourar o bolso e a coluna para carregar esse fardo?
No site “Pirataria” do Ministério da Justiça não há respostas para essas perguntas. Mas há notícias: “Receita apreende 20 mil óculos falsificados provenientes de Shangai que utilizavam indevidamente a marca Hugo Boss.”
Outra: “Polícia Federal prende em Londrina 7 contrabandistascom bebidas e cigarros falsos.” A mercadoria está retida no depósito da Receita Federal.
Opa, olha aí uma saída para a crise! Se os estudantes copiadores estão na mesma categoria desse tipo de criminosos, assim que começar a valer a lei do Xerox Zero, automaticamente surge uma solução para a raquítica educação brasileira. Os depósitos da Receita vão ficar entupidos de cópias dos clássicos da literatura. Podem se tornar uma mega-rede de novas bibliotecas públicas espalhadas pelo Brasil!
Os estudantes, presos, resolvem o problema de moradia e alimentação. E as autoridades podem dormir tranqilas. Ou é melhor chamar os piratas para nos salvar desse non-sense?
Fonte: http://www.estadao.com.br/
Projeto Medula – O fio condutor ligando tudo ao todo
Projetos:
- Blog coletivo de literatura e cultura em geral formado por ( amadores ou não e dispostos a vincular sua arte livremente na internet ) escritores, desenhistas, tradutores, cineastas animadores, etc.
- Fórum de discussões pra reuniões online ( mas não em tempo real )
- Coletâneas de contos temáticos e não temáticos de vários gêneros
- Criação e aperfeiçoamento de estratégias de divulgação e publicação real e virtual, mas indireta ( sem Spawn )
- Conversão de obras para outras mídias, celulares palm, mp4, quadrinização de contos e livros, curtas metragens e animações etc. - Confecção de capas, pôsteres, banners, camisetas, etc.
- Tradução das obras para o inglês Detalhes:
1 - Por que Medula?
A medula representa a conexão do cérebro para com o resto do corpo, do núcleo às extremidades.Pra nós: do novo ao velho, do real ao virtual etc.
2 – Por que sem fins econômicos, mas lucrativos, quem sabe a longo prazo?
Todos serão voluntários. Inicialmente o benéfico para os envolvidos serão credibilidade e reconhecimento. Cada função será creditada em cada obra, seja individual ou coletiva. Futuramente, em caso de surgir a possibilidade de veiculação comercial de uma obra, o autor tem total liberdade e controle sobre a mesma, lembrando somente que obras coletivas representam divisão de benefícios. Exemplo: o Fulano escreveu a obra, o Beltrano traduziu para o inglês e uma editora americana quer publicar, nada mais justo que o tradutor seja incluído no processo.
3 – Por que Blog coletivo de literatura e cultura em geral formado por ( amadores ou não e dispostos a vincular sua arte livremente na internet ) escritores, desenhistas, tradutores, cineastas animadores etc?
A exemplo do blog boing boing ( http://www.boingboing.net/ ): escritores ilustradores, jornalistas etc se unem e montam um blog onde todos postam coisas relevantes e interessantes à suas áreas e cultura em geral. Como várias pessoas postam, e em horários diferente e sobre coisas diferente o blog tem inovação constante. Mas os posts precisam ser relevantes, inteligentes ou descontraídos para garantir audiência inteligente ( e não monetária ). O blog funciona como cartão de visita dos autores, com links para seus sites ou blogs.
4 – Por que um Fórum de discussões pra reuniões online ( mas não em tempo real )?
Trata-se de um fórum de trabalho e não de um fórum de variedade sou de fãs ( nada contra ). Neste fórum serão apresentadas idéias, sugestões que serão posteriormente criticadas, reformuladas, testadas etc. Ao contrário do e-mail ou do msn, o fórum está ali esperando, assim cada membro pode participar de acordo com seus horários e datas. Afinal trata-se de um grupo de discussão e não de uma seita.
5- Coletâneas de contos temáticos e não temáticos de vários gêneros?
A coletânea também funciona como um cartão de visitas. Exemplo: meu conto está no livro, o seu também. Meus leitores vão ler o meu conto e o seu e vice-versa. Claro que não é líquido e certo, mas meus amigos, um leitor ganho é 01 leitor ganho.
6 – Por que criação e aperfeiçoamento de estratégias de divulgação e publicação real e virtual, mas indireta ( sem spawn )?
O sucesso ou o fracasso de um artista ( não gosto muito dessa palavra: “artista”, parece que ultimamente ela perdeu um pouco o sentido, vamos dizer, então, criador) o sucesso ou o fracasso de um criador hoje em dia se faz com o boca-a-boca, ou como costumo dizer: link-a-link. Contudo, a divulgação precisa ser inteligente, campanhas agressivas mostram-se nocivas, provocando repulsão ao invés de atração. Por exemplo, jamais compro de empresas que enviam Spawns, nem de tele-marketing. Pessoalmente acho odioso e totalmente invasivo. Isso é oposto à internet, porque a internet presa pela interatividade, ou seja, se eu quero comprar, eu vou e compro, se eu quero novidade, eu sei onde encontrar a novidade. Não quero que joguem novidades na minha cara quando estou jantando ou respondendo meus e-mails. Espero que isso se confirme e esse negócios de banners invasivos e pop-ups acabe logo. A divulgação que fiz do meu blog e dos meus livros é cuidadosa e tão respeitosa quanto possível ao se dirigir aos outros. Eu me registrei com nome real abrindo meu e-mail em todos os fóruns, blogs e comunidades onde postei um ( eu disse 01 e apenas 01 ) convite. E parece que deu certo, de uma forma ou de outra, já que você está lendo este texto. Algo o trouxe até aqui, e se foi o acaso, preste atenção, pois pode ter sido o Destino com D maiúsculo.
7 – Por que conversão de obras em outras mídias, celulare,s palm, mp4, histórias em quadrinhos, animação, cinema etc?
Para unir criadores e audiência e descobrir novas possibilidades e parcerias de transmissão de conteúdo intelectual e artístico. No entanto tudo é livre, você não precisa transformar seu conto em curta metragem se você não quiser, você é quem decide. Mas o interessante é que seu trabalho de escritor, por exemplo, pode ser apresentado à pessoas que não gostam de ler, mas que futuramente passem a gostar. A sua obra pode abrir este caminho para este indivíduo, fazer a conexão. Lembra do que eu disse sobre a medula, ligando tudo ao todo?
Nota: O Projeto Medula está licenciado pelo Sistema Creative Commons. Use e abuse. Copie este texto e envie aos amigos, coloque-o em seu blog, faça o projeto Medula com seus amigos ( e me convide ), faça o projeto Medula na sua escola, no seu bairro. Sinta-se livre para usar este texto como quiser. Estou montando Blog do Projeto Medula o endereço é: http://medulaonline.wordpress.com/ venha fazer parte.
91 foi um bom ano pra mim. Lembro-me que na segunda-feira seguinte essa reportagem foi assunto na escola. Foi a primeira vez que ouvi The Show Must Go On e quase chorei. Eu disse quase.
No fim da reportagem passa o clipe.
The show must go on
Empty spaces – what are we living for
Abandoned places – I guess we know the score
On and on, does anybody know what we are looking for…
Another hero, another mindless crime
Behind the curtain, in the pantomime
Hold the line, does anybody want to take it anymore
The show must go on,
The show must go on
Inside my heart is breaking
My make-up may be flaking
But my smile still stays on.
Whatever happens, Ill leave it all to chance
Another heartache, another failed romance
On and on, does anybody know what we are living for?
I guess Im learning, I must be warmer now
Ill soon be turning, round the corner now
Outside the dawn is breaking
But inside in the dark Im aching to be free
The show must go on
The show must go on
Inside my heart is breaking
My make-up may be flaking
But my smile still stays on
My soul is painted like the wings of butterflies
Fairytales of yesterday will grow but never die
I can fly – my friends
The show must go on
The show must go on
Ill face it with a grin
Im never giving in
On – with the show -
Ill top the bill, Ill overkill
I have to find the will to carry on
On with the -
On with the show -
The show must go on…
H. M.
Confesso que conheço pouco da banda, mas esse contra-baixo… e a Meg também…
Presta atenção!
E além do mais, os caras são um power trio com uma guria no baixo…
Shop Shop turne – Carro
[youtube=http://www.youtube.com/watch?v=F698J55aT4M&rel=1">
Shop Shop Turne – Tênis
Shop Shop Turne – Garrafa Pet
Pra não embolar o meio de campo do blog [ gíria de futebol é o que há ] resolvi colocar os vídeos que acho relevantes por algum motivo em alguns assuntos no link H TV.
P.S.: eventualmente posso postá-los aqui só pra embolar o meio de campo…
Detalhe, o personagem principal mora no Reino Encantado de Walt Disney em uma socidade em que já acharam a cura pra morte.
Serviço:
Título: O FUNDO DO POÇO NO REINO ENCANTADO
Acabei de ler o livro O FUNDO DO POÇO NO REINO ENCANTADO de Cory Doctorow no meu celular [ o que foi ótimo, tô com mais de cinco livros dentro do bicho... e leio onde eu quero! ] e o mais engraçado é que em um dado momento, quando o personagem principal fica com sua mente temporariamente off-line, ele precisa imprimir o que quer ler e diz se sentir um homem das cavernar tendo que manusear árvores mortas pra poder ler alguma coisa. Genial e altamente recomendado.Detalhe, o personagem principal mora no Reino Encantado de Walt Disney em uma socidade em que já acharam a cura pra morte.
Serviço:
Título: O FUNDO DO POÇO NO REINO ENCANTADO
[ obra cedida livremente pelo autor ]
Autor: Cory Doctorow
Tradução: José Rafael de Macedo Zullo
Revisão: Ibrahim Cesar Nogueira de Souza
Título original: Down and Out in the Magic Kingdom
Copyright ©2003 Cory Doctorow
doctorow@craphound.com http://www.craphound.com/
Download do livro em Português:
[ Clique com o botão direito do mouse e depois em "salvar destino como" ]
http://inutensilios.com/wp-content/uploads/2007/03/reino_encantado_leitura.pdf
A UFES deverá pagar multa diária de R$ 10 mil por novas infrações semelhantes. Também foi condenada a pagar ao Consórcio Europa, a título de dano material, o valor correspondente aos custos de aquisição para distribuição da obra exibida. Em comunicado recente os cineclubes brasileiros apelam “a todas as forças da sociedade para se posicionarem contra esse grave precedente, ainda em primeira instância, que atenta contra o direito que tem todo ser humano ‘de participar livremente da vida cultural da comunidade, de fruir as artes e de participar do progresso científico e de fruir de seus benefícios’ (Declaração Universal dos Direitos Humanos)”.
Em entrevista recente, o cineasta Michel Moore afirmou: “Não concordo com as leis de direitos autorais e não quero criar um problema com pessoas que querem apenas assistir aos filmes. Enquanto não tentarem lucrar com o meu trabalho, para mim está tudo bem”. As exibições no Cine Falcatrua costumam ser gratuitas, respeitando assim a legítima decisão do autor.
Fonte: Mídia Independente
No mês de setembro, ocorreu a Jornada Nacional de Cineclubes Brasileiros,incentivo a atividade cineclubista, na Universidade Federal do Espírito Santo (UFES). Porém, passados 2 meses, na quarta-feira (14) a universidade foi condenada a pagar indenização pelas atividades do Cine Falcatrua, o qual funciona desde 2004 na universidade. A ação surgiu devido a exibição do filme “Fahrenheit 911“, do cineasta Michel Moore. O consórcio Europa, responsável pela distribuição do filme, entrou com pedido de indenização por danos patrimoniais e morais que dentre outros solicita “destruição dos equipamentos usados para as exibições”. A juíza da 6ª Vara Federal Cível,Renata Coelho Padilha Gera julgou parcialmente procedente os pedidos indenizatórios.A UFES deverá pagar multa diária de R$ 10 mil por novas infrações semelhantes. Também foi condenada a pagar ao Consórcio Europa, a título de dano material, o valor correspondente aos custos de aquisição para distribuição da obra exibida. Em comunicado recente os cineclubes brasileiros apelam “a todas as forças da sociedade para se posicionarem contra esse grave precedente, ainda em primeira instância, que atenta contra o direito que tem todo ser humano ‘de participar livremente da vida cultural da comunidade, de fruir as artes e de participar do progresso científico e de fruir de seus benefícios’ (Declaração Universal dos Direitos Humanos)”.
Em entrevista recente, o cineasta Michel Moore afirmou: “Não concordo com as leis de direitos autorais e não quero criar um problema com pessoas que querem apenas assistir aos filmes. Enquanto não tentarem lucrar com o meu trabalho, para mim está tudo bem”. As exibições no Cine Falcatrua costumam ser gratuitas, respeitando assim a legítima decisão do autor.
Fonte: Mídia Independente
O projeto The Horizontal Way lança a a inovação: sites na horizontal.
Idéia simples, original e genial, principalmente para se apresentar imagens e textos curtos. Sei que muita gente ande buscando inovações em relação a apresentação de conteúdo gráfico e para Histórias em Quadrinhos, fica uma dica interessante.
Como não uso o WordPress fico no aguardo, caso alguém faça um template pro blogger, me avisem!
Para Críticas, dúvidas e/ou sugestões: Faça Contato
A coisa funciona, tanto que alguns projetos [ como série do estagiário ] estão acontecendo com foco principal no próprio canal online.
Patrocínio não é esmola.
A empresa precisa de publicidade e a obra de arte é uma veículo nobre para este fim. Trata-se de um negócio. E um negócio que DEVERIA primar pelo princípio da justiça, ou seja, bom para ambas as partes.
Fica ainda a impressão [ em meio aos tubarões ] de que buscar patrocínio direto soa utópico.
Deveriam criar o “Anti-Doping” para as leis de incentivo à cultura.
P.S.: o programa Debate MTV da semana passada fala sobre as leis de incentivo à cultura e o jeitinho torto brasileiro de sugar verbas públicas e a máfia dos bam-bam-bans consagrados.
Quando você carrega um vídeo no overdrive / MTV, um pequeno vídeo publicitário é exibido juntamente com o vídeo que você escolheu. Rápido e simples. As atrações estão disponíveis gratuitamente, as empresas patrocinam e tem sua mensagem repassada ao público. A MTV “vende seu peixe” e todos ganham. Rápido e simples.A coisa funciona, tanto que alguns projetos [ como série do estagiário ] estão acontecendo com foco principal no próprio canal online.
Patrocínio não é esmola.
A empresa precisa de publicidade e a obra de arte é uma veículo nobre para este fim. Trata-se de um negócio. E um negócio que DEVERIA primar pelo princípio da justiça, ou seja, bom para ambas as partes.
O objetivo principal das empresas deveriam ser o de contribuir com seu entorno [ consumidores e funcionáios ] através de uma publicidade [ patrocínio ] inteligente, voltado a projetos culturas, de responsabilidade social e/ou de meio-ambiente. E não unicamente para receber benefícios físcais.
Fica ainda a impressão [ em meio aos tubarões ] de que buscar patrocínio direto soa utópico.
Deveriam criar o “Anti-Doping” para as leis de incentivo à cultura.
Des_comente.P.S.: o programa Debate MTV da semana passada fala sobre as leis de incentivo à cultura e o jeitinho torto brasileiro de sugar verbas públicas e a máfia dos bam-bam-bans consagrados.
2.500 revistas já estão disponíveis em marvel.com/digitalcomics/. Há desde clássicos – como as 100 primeiras edições de Fantastic Four e Amazing Spider-Man – até material bem recente – como New Avengers #1 e a linha infantil. Prevê-se acréscimo de 20 edições por semana ao sistema.
Indo contra a corrente, porém, o acesso à Marvel Digital Comics Unlimited é pago: US$ 9,99 pagam uma assinatura mensal, enquanto a assinatura anual sai por US$ 59,88 (US$ 4,99 ao mês). Mesmo o material que o site trazia como “amostra grátis” antes – a Marvel já tem quadrinhos completos no site desde 2001 – agora terá de ser pago.
E (até que alguém prove o contrário) nada pode ser baixado – as HQs têm de ser lidas via navegador. Há várias opções de visualização e ampliação. Para fazer um teste, é possível conferir os 250 gibis que a editora disponibilizou gratuitamente, por tempo limitado, aqui.
Por: Érico Assis
Fonte: http://www.omelete.com.br
A Marvel Comics, para competir com a DC, que lançou sua linha de webcomics no mês passado, e com a Dark Horse, que está lançando uma série pelo MySpace, começa a colocar seu catálogo de quase 70 anos de quadrinhos online. O projeto chama-se Marvel Digital Comics Unlimited.2.500 revistas já estão disponíveis em marvel.com/digitalcomics/. Há desde clássicos – como as 100 primeiras edições de Fantastic Four e Amazing Spider-Man – até material bem recente – como New Avengers #1 e a linha infantil. Prevê-se acréscimo de 20 edições por semana ao sistema.
Indo contra a corrente, porém, o acesso à Marvel Digital Comics Unlimited é pago: US$ 9,99 pagam uma assinatura mensal, enquanto a assinatura anual sai por US$ 59,88 (US$ 4,99 ao mês). Mesmo o material que o site trazia como “amostra grátis” antes – a Marvel já tem quadrinhos completos no site desde 2001 – agora terá de ser pago.
E (até que alguém prove o contrário) nada pode ser baixado – as HQs têm de ser lidas via navegador. Há várias opções de visualização e ampliação. Para fazer um teste, é possível conferir os 250 gibis que a editora disponibilizou gratuitamente, por tempo limitado, aqui.
Por: Érico AssisFonte: http://www.omelete.com.br
Perdas e Ganhos
Escritores que publicam seus trabalhos na internet abrem mão da renda com direito autoral em nome da divulgação maior de seus trabalhos.
“Todo escritor quer ser lido, mas também todo escritor quer ser recompensado pelo seu trabalho.” A afirmação, feita pelo escritor Yuri Vieira, condensa uma discussão que vem ganhando corpo com a proliferação na internet de blogs e livros virtuais, de acesso livre a qualquer um que esteja conectado à grande rede de computadores: a do direito autoral flexibilizado. Esses instrumentos trazidos pelas novas tecnologias têm mexido com a relação entre os autores e suas obras e deles com as editoras.
Post: Yuri Vieira
Leia toda a reportagem…
Fonte: http://ogargantadefogo.org/
Des_comente.
Eis as três matérias, de autoria do jornalista Rogério Borges, publicadas no jornal O Popular:Perdas e Ganhos
Escritores que publicam seus trabalhos na internet abrem mão da renda com direito autoral em nome da divulgação maior de seus trabalhos.
“Todo escritor quer ser lido, mas também todo escritor quer ser recompensado pelo seu trabalho.” A afirmação, feita pelo escritor Yuri Vieira, condensa uma discussão que vem ganhando corpo com a proliferação na internet de blogs e livros virtuais, de acesso livre a qualquer um que esteja conectado à grande rede de computadores: a do direito autoral flexibilizado. Esses instrumentos trazidos pelas novas tecnologias têm mexido com a relação entre os autores e suas obras e deles com as editoras.
Post: Yuri Vieira
Leia toda a reportagem…
Fonte: http://ogargantadefogo.org/
Des_comente.
Para participar, não precisa de muita coisa. Tudo o que você tem que fazer é arranjar a melhor fantasia de zumbi possível e aparecer no dia e local especificados.
A segunda edição da caminhada paulistana aconteceu no Dia de Finados, 2 de Novembro.
Mais informações aqui.
Zombie Walks em outras cidades
do Brasil:
ZW Porto Alegre
ZW Curitiba
ZW Florianópolis
ZW Rio de Janeiro
ZW Belém
ZW Rio Grande
ZW Joinville
ZW Manaus
ZW Espírito Santo
ZW Belo Horizonte
ZW Fortaleza
ZW Recife
ZW Pelotas
ZW Brasília
ZW Goiânia
O evento internacional, denominado “Zombie Walk” já ocorre há alguns anos em diversas cidades do mundo, principalmente no Canadá e nos Estados Unidos, e consiste em uma multidão de pessoas fantasiadas de zumbi andando pela cidade por uma rota pré-definida.Para participar, não precisa de muita coisa. Tudo o que você tem que fazer é arranjar a melhor fantasia de zumbi possível e aparecer no dia e local especificados.
A segunda edição da caminhada paulistana aconteceu no Dia de Finados, 2 de Novembro.
Mais informações aqui.
Zombie Walks em outras cidades
do Brasil:
ZW Porto Alegre
ZW Curitiba
ZW Florianópolis
ZW Rio de Janeiro
ZW Belém
ZW Rio Grande
ZW Joinville
ZW Manaus
ZW Espírito Santo
ZW Belo Horizonte
ZW Fortaleza
ZW Recife
ZW Pelotas
ZW Brasília
ZW Goiânia
Fonte: http://www.zombiewalk.2fear.com/
P.S.: aproveitando o clima, jogue Resident Evil Apocalypse em flash. Leve, rápido e divertido.
Trata-se de um projecto que resulta de uma parceria entre a discográfica independente Downtown Records (Art Brut e Gnarls Barkley, entres outros) e Peter Rojas, fundador do Gizmodo e da rede de blogs sobre tecnologia Engadget que irá oferecer música livre (segundo licenças Creative Commons e em formato MP3 sem DRM) e grátis totalmente financiada por publicidade. Para além disso, também irá incluir breves artigos, funcionalidades de rede social e estações de rádio online.
Prestrou atenção nessa parte?
“(…) irá oferecer música livre (segundo licenças Creative Commons e em formato MP3 sem DRM) e grátis totalmente financiada por publicidade.”
Bom, agora continue:
Até agora o serviço já conseguiu obter três grandes patrocinadores, de acordo com o Wall Street Journal: Nikon, Puma e Virgin America Airlines. O modelo de funcionamento é um pouco excêntrico: em vez de pagar às editoras discográficas e de música adiantamentos e licenças astronómicas, o site irá desembolsar modestas quantias em adiantamentos por cada música distribuída que poderão ir dos 500 dólares para uma banda relativamente desconhecida até aos cinco mil dólares para um nome mais estabelecido.
No entanto, os artistas não irão receber qualquer porcentagem das receitas publicitárias, mas apenas do licenciamento das suas obras para inclusão em programas de televisão e anúncios ou filmes.
Novas soluções já estão surgindo.
Fonte: http://remixtures.com/ sobre [ http://rcrdlbl.com/ ]
Por favor, des_comente!
Surge o RCRD LBL, um novo site que se apresenta como uma combinação de blog, netlabel – editora online de música – e rede social, tudo ao mesmo tempo.Trata-se de um projecto que resulta de uma parceria entre a discográfica independente Downtown Records (Art Brut e Gnarls Barkley, entres outros) e Peter Rojas, fundador do Gizmodo e da rede de blogs sobre tecnologia Engadget que irá oferecer música livre (segundo licenças Creative Commons e em formato MP3 sem DRM) e grátis totalmente financiada por publicidade. Para além disso, também irá incluir breves artigos, funcionalidades de rede social e estações de rádio online.
Prestrou atenção nessa parte?
“(…) irá oferecer música livre (segundo licenças Creative Commons e em formato MP3 sem DRM) e grátis totalmente financiada por publicidade.”
Bom, agora continue:
Até agora o serviço já conseguiu obter três grandes patrocinadores, de acordo com o Wall Street Journal: Nikon, Puma e Virgin America Airlines. O modelo de funcionamento é um pouco excêntrico: em vez de pagar às editoras discográficas e de música adiantamentos e licenças astronómicas, o site irá desembolsar modestas quantias em adiantamentos por cada música distribuída que poderão ir dos 500 dólares para uma banda relativamente desconhecida até aos cinco mil dólares para um nome mais estabelecido.
No entanto, os artistas não irão receber qualquer porcentagem das receitas publicitárias, mas apenas do licenciamento das suas obras para inclusão em programas de televisão e anúncios ou filmes.
Novas soluções já estão surgindo.
Fonte: http://remixtures.com/ sobre [ http://rcrdlbl.com/ ]
Por favor, des_comente!
Existe uma infinidate de títulos, [ piratas ou não ] disponíveis em vários sites e blogs. Para todos os gostos e em vários idiomas. Eles estão por aí, em imbernação no que eu chamo de Zona Fantasma, ou seja, locais na internet que estão por aí, disponíveis, mas não são vistos, pelo menos, não tão vistos.
Mas basta procurar, baixar e ler. Mesmo pra quem diz que não gosta de ler no computador, existe a opição de ler em seu palm, ou ipode, ou mp4 e até mesmo em seu celular.
Aqui vai uma pequena lista para e-books disponíveis legalmente:
http://virtualbooks.terra.com.br/
Eu leio livros mortosExiste uma infinidate de títulos, [ piratas ou não ] disponíveis em vários sites e blogs. Para todos os gostos e em vários idiomas. Eles estão por aí, em imbernação no que eu chamo de Zona Fantasma, ou seja, locais na internet que estão por aí, disponíveis, mas não são vistos, pelo menos, não tão vistos.
Mas basta procurar, baixar e ler. Mesmo pra quem diz que não gosta de ler no computador, existe a opição de ler em seu palm, ou ipode, ou mp4 e até mesmo em seu celular.
Aqui vai uma pequena lista para e-books disponíveis legalmente:
http://virtualbooks.terra.com.br/
Para ler os livros no seu celular [ na rua, na chuva, na fazenda e até mesmo no banheiro ] basta que você transfira para o aparelho os arquivos jar e jad.
Para quem ainda não está habituado a este procedimento, sugiro que busquem no Google o programa específico para o modelo do seu celular.
Download:
- Espere a página carregar e procure o link: Download file.
Download: A Fábula: Cidade dos Desgraçados
Download: Visões do Mal
Download: Mundo Bizarro
Download: TRASH: Vol. I – Zumbis e Tentáculos
Para ler os livros no seu celular [ na rua, na chuva, na fazenda e até mesmo no banheiro ] basta que você transfira para o aparelho os arquivos jar e jad.É o mesmo processo utilizado para passar jogos java, do computador para o celular.
Para quem ainda não está habituado a este procedimento, sugiro que busquem no Google o programa pespecífico para o modelo do seu celular.
Download:
- Espere a página carregar e procure o link: Download file.
Hoje dizem: o livro digital não vai ser tão lido quanto o livro real. O livro real é melhor, você pode levá-lo a qualquer lugar, o cheiro é melhor [ ??? ]. Ok, mas não se pode esquecer que o “livro”, apesar de todas as paixões que provoca é uma embalagem. Embalagem tecnológica, que já foi aperfeiçoada com o tempo e ainda está em evolução. As obras de Gutenberg não tinham o mesmo charme dos livros escritos à mão, eles apenas se reproduziam mais rápido. [ LEMBRE-SE, neste momento não estou discutindo o que é melhor, pior ou sobre pirataria ]
Uma tecnologia, como diz Doctorow, não substitui outra apenas por ser melhor. O que garante esse processo é a velocidade de reprodução. Tudo que se reproduz mais rápido tem melhores chances de sobrevivência.
Ontem disseram: o CD não vai substituir o vinil. O som é melhor, o encarte é melhor e maior [ nesse caso não sei se falaram algo sobre o cheiro ]. E também disseram que o mp3 não vai substituir o CD. A qualidade do arquivo mp3 é menor, os arquivos podem baixar danificados e não tem cheiro!
No entanto, o mp3, assim como o livro digital são novas embalagens para conteúdo intelectual e artístico que:
- aumentam a audiência [ praticamente ilimitada com a internet ];
- barateiam os custos com produção, distribuição e comercialização.
Aumentam a audiência:
Estou recebendo e-mails de todos os cantos em razão dos meus livros eletrônicos, coisa que não aconteceu com livro de autor ou editoras locais. E em um tempo muito curto. Isso é resposta imediata. Isso é um fato.
Neste caso, a credibilidade é construída da mesma maneira: com tempo, dedicação e seriedade.
Barateiam os custos com produção, distribuição e comercialização:
Reconheço que a comercialização ainda é um problema [ vide DRM - lembrando que as leis de direitos autorias não são leis morais e sim utilitárias ], contudo, não se pode fechar os olhos, muito menos tapar o sol com a peneira. A evolução não vai deixar de acontecer só porque você não acredita nela. Na verdade, a evolução vai acontecer, por mais que tentem barrá-la [ vide DRM ].
A cada dia, mais e mais pessoas acessam a internet e, a cada dia, você lê mais e mais coisas no computador.
Não estou prevendo resultados, estou apontando sintomas. Pense nisso.
Isso faz sentido pra você?
Chomsky disse:
“A imprensa pode causar mais danos que a bomba atômica. E deixar cicatrizes no cérebro.”
Eu digo o mesmo a respeito das novas embalagens.
Por favor, des_comente.
O mito do melhorHoje dizem: o livro digital não vai ser tão lido quanto o livro real. O livro real é melhor, você pode levá-lo a qualquer lugar, o cheiro é melhor [ ??? ]. Ok, mas não se pode esquecer que o “livro”, apesar de todas as paixões que provoca é uma embalagem. Embalagem tecnológica, que já foi aperfeiçoada com o tempo e ainda está em evolução. As obras de Gutenberg não tinham o mesmo charme dos livros escritos à mão, eles apenas se reproduziam mais rápido. [ LEMBRE-SE, neste momento não estou discutindo o que é melhor, pior ou sobre pirataria ]
Uma tecnologia, como diz Doctorow, não substitui outra apenas por ser melhor. O que garante esse processo é a velocidade de reprodução. Tudo que se reproduz mais rápido tem melhores chances de sobrevivência.
Ontem disseram: o CD não vai substituir o vinil. O som é melhor, o encarte é melhor e maior [ nesse caso não sei se falaram algo sobre o cheiro ]. E também disseram que o mp3 não vai substituir o CD. A qualidade do arquivo mp3 é menor, os arquivos podem baixar danificados e não tem cheiro!
No entanto, o mp3, assim como o livro digital são novas embalagens para conteúdo intelectual e artístico que:
- aumentam a audiência [ praticamente ilimitada com a internet ];
- barateiam os custos com produção, distribuição e comercialização.
Aumentam a audiência:
Estou recebendo e-mails de todos os cantos em razão dos meus livros eletrônicos, coisa que não aconteceu com livro de autor ou editoras locais. E em um tempo muito curto. Isso é resposta imediata. Isso é um fato.
Neste caso, a credibilidade é construída da mesma maneira: com tempo, dedicação e seriedade.
Barateiam os custos com produção, distribuição e comercialização:
Reconheço que a comercialização ainda é um problema [ vide DRM - lembrando que as leis de direitos autorias não são leis morais e sim utilitárias ], contudo, não se pode fechar os olhos, muito menos tapar o sol com a peneira. A evolução não vai deixar de acontecer só porque você não acredita nela. Na verdade, a evolução vai acontecer, por mais que tentem barrá-la [ vide DRM ].
A cada dia, mais e mais pessoas acessam a internet e, a cada dia, você lê mais e mais coisas no computador.
Não estou prevendo resultados, estou apontando sintomas. Pense nisso.
Isso faz sentido pra você?
Chomsky disse:
“A imprensa pode causar mais danos que a bomba atômica. E deixar cicatrizes no cérebro.”
Eu digo o mesmo a respeito das novas embalagens.
Por favor, des_comente.
Para os que não sabem, todas as contribuições postadas no Overmundo ficam temporariamente disponíveis para votação por uma período de quarenta e oito horas, sendo necessários sessenta votos para que a contribuição seja efetivamente adicionada ao Banco de Cultura.
Fico contente ao saber do carinho dedicado ao meu rebento.
De coração, Muito Obrigado!
Gostaria de agradecer a todos que votaram para que meu livro A Fábula fosse adicionado permanentemente ao Banco de Cultura Overmundo.Para os que não sabem, todas as contribuições postadas no Overmundo ficam temporariamente disponíveis para votação por uma período de quarenta e oito horas, sendo necessários sessenta votos para que a contribuição seja efetivamente adicionada ao Banco de Cultura.
Fico contente ao saber do carinho dedicado ao meu rebento.
De coração, Muito Obrigado!
Analisando este fato sob o foco da razão atual, só posso chegar à conclusão de que este ato performático foi minha primeira manifestação político/artística. Um evidente “protesto estético, canarvalesco de esquerda”, repleto de fúria juvenil, em sua simplicidade, ao mesmo tempo tendendo à uma postura anárquica e proto-punk.
O livro ao contrário simbolizava nitidamente minha frustração contra o sistema editorial brasileiro, deixando claro que, já naquela época, as coisas estavam “fora do lugar”.
A marcha desprovida de direção evidenciava minha oposição à ditadura militar instaurada que conduzia o país à lugar algum.
As sandalinhas de couro — herança do lado paterno —, representavam minha aliança de sangue com o norte do país e suas sub-regiões sofridas e esquecidas, tanto por Deus, quanto pelas autoridades governamentais.
A fralda descartável previa, inconscientemente, é claro, a quantidade de “fertilizante orgânico” à qual eu estaria submetido até o pescoço, caso realmente pretendesse escrever profissionalmente.
Já os estranhos e indecifráveis ruídos que eu produzia com a boca, eram apenas estranhos e indecifráveis ruídos que nada significavam, afinal eu tinha apenas três anos de idade e boa parte da capacidade de fala ainda me escapava ao controle.
Por favor, des-comente!
Minha mãe me disse que aos três anos, repetida vezes, eu segurava um livro de ponta-cabeça e fingia o estar lendo, enquanto — literalmente — marchava pela casa produzindo estranhos e indecifráveis ruídos com a boca. E isso tudo vestido apenas com uma fralda descartável e com um par de sandalinhas de couro, conhecidas como alpargatas [ ou percatas, como dizia meu pai. Caso não saiba o que são alpargatas, procure no google ].Analisando este fato sob o foco da razão atual, só posso chegar à conclusão de que este ato performático foi minha primeira manifestação político/artística. Um evidente “protesto estético, canarvalesco de esquerda”, repleto de fúria juvenil, em sua simplicidade, ao mesmo tempo tendendo à uma postura anárquica e proto-punk.
O livro ao contrário simbolizava nitidamente minha frustração contra o sistema editorial brasileiro, deixando claro que, já naquela época, as coisas estavam “fora do lugar”.
A marcha desprovida de direção evidenciava minha oposição à ditadura militar instaurada que conduzia o país à lugar algum.
As sandalinhas de couro — herança do lado paterno —, representavam minha aliança de sangue com o norte do país e suas sub-regiões sofridas e esquecidas, tanto por Deus, quanto pelas autoridades governamentais.
A fralda descartável previa, inconscientemente, é claro, a quantidade de “fertilizante orgânico” à qual eu estaria submetido até o pescoço, caso realmente pretendesse escrever profissionalmente.
Já os estranhos e indecifráveis ruídos que eu produzia com a boca, eram apenas estranhos e indecifráveis ruídos que nada significavam, afinal eu tinha apenas três anos de idade e boa parte da capacidade de fala ainda me escapava ao controle.
Por favor, des-comente!
Não vou postar o texto todo aqui, mas vale a pena ler, principalmente para quem tem “um cachorro nessa briga”, ou interesse em internet, futuro e produção artística e intelectual.
Pra resumir, Cory vai tentar convencê-los de que:
Sistemas pra DRM não funcionam
Sistemas pra DRM fazem mal a sociedade
Sistemas pra DRM são ruins pros negócios
Sistemas pra DRM são ruins pros artistas
DRM é uma péssima decisão de negócios para a MSFT
E que estas são as duas coisas mais importantes para se saber sobre computadores e a Internet:
1. Um computador é uma máquina para manipular bits.
2. A Internet é uma “máquina” para mover bits de um lugar a outro de maneira muito barata e rápida.
Qualquer nova mídia que se desenvolva com a Internet e com computadores vai abraçar esses fatos, não se arrepender deles.
A palestra foi originalmente proferida para o Grupo de Pesquisa da Microsoft (Microsoft’s Research Group) e outras partes interessadas (internas à companhia) no seu escritório em Redmond em 17 de Junho de 2004, por Cory Doctorow.
Vale ressaltar que Cory começa a palestra para os funcionários da Microsoft com a seguinte frase: “Saudações amigos piratas! Arrrrr!”
Este é o link para o site do Ministério da Cultura, onde está hospedada a palestra:
Gerenciamento digital de direitos (DRM*) – ESQUEÇAM!, por Cory Doctorow
Por favor, des-comente!
Pois é, vejam só se não é o velho truque do livro de contos.
A coletânea é uma tática comprovada, tanto na industria fonográfica quanto na livreira.
É usada com dois propósitos principais:
- como um cartão de visita – junta-se um grupo de iniciantes e, ao publicarem obras em conjunto, seus trabalhos são apresentados aos familiares de cada artista. exemplo: uma música minha entra em uma coletênea de novas bandas. Minha mãe compra o CD e além de ouvir a minha música, provavelmente ela ouvirá as músicas dos outros músicos do CD, nem que seja só pra saber com quem estou andando.
- the best of – tem gente, [ sim, é verdade ] que não compra CD de uma banda, por exemplo. Já ouvi esse comentário algumas vezes: “não vou comprar um CD só por uma música”. Então faz-se uma seleção com “as mais mais” e lança o material sob o nome de “the best of” ou “o melhor de” e tantos outros.
De qualquer forma o objetivo é o mesmo, facilitar o acesso deste material para um público que, de outra forma, não notaria ou descartaria esse mesmo material.
Claro que existe a questão econômica, vender mais, ganhar mais, o poder e HAHAHA O PODER… deixa pra lá. Não quero falar sobre isso. Não agora.
O caso aqui é buscar novas maneiras [ ou reciclar as velhas ] de divulgação boca-a-boca, ou melhor, de link-a-link, para novos autores [ grupo ao qual me incluo com orgulho, bravura e determinação ] conseguirem mostrar seus trabalhos.
Ah! O velho truque do e-book de contos…
A proposta é bem simples, convido você a participar para apresentar seu texto aos meus leitores e você apresenta o meu texto aos seus leitores.
O Projeto:
Trata-se de um livro virtual de contos com vários autores para divulgação gratuita de material artístico pela internet através do sistema Creative Commons.
Saiba mais…
e, por favor, des_comente!
No antigo seriado Agente 86, sempre que Maxwell Smart desvendava o plano do vilão da vez ele dizia: “ah, o velho truque do…” isso ou aquilo.Pois é, vejam só se não é o velho truque do livro de contos.
A coletânea é uma tática comprovada, tanto na industria fonográfica quanto na livreira.
É usada com dois propósitos principais:
- como um cartão de visita – junta-se um grupo de iniciantes e, ao publicarem obras em conjunto, seus trabalhos são apresentados aos familiares de cada artista. exemplo: uma música minha entra em uma coletênea de novas bandas. Minha mãe compra o CD e além de ouvir a minha música, provavelmente ela ouvirá as músicas dos outros músicos do CD, nem que seja só pra saber com quem estou andando.
- the best of – tem gente, [ sim, é verdade ] que não compra CD de uma banda, por exemplo. Já ouvi esse comentário algumas vezes: “não vou comprar um CD só por uma música”. Então faz-se uma seleção com “as mais mais” e lança o material sob o nome de “the best of” ou “o melhor de” e tantos outros.
De qualquer forma o objetivo é o mesmo, facilitar o acesso deste material para um público que, de outra forma, não notaria ou descartaria esse mesmo material.
Claro que existe a questão econômica, vender mais, ganhar mais, o poder e HAHAHA O PODER… deixa pra lá. Não quero falar sobre isso. Não agora.
O caso aqui é buscar novas maneiras [ ou reciclar as velhas ] de divulgação boca-a-boca, ou melhor, de link-a-link, para novos autores [ grupo ao qual me incluo com orgulho, bravura e determinação ] conseguirem mostrar seus trabalhos.
Ah! O velho truque do e-book de contos…
A proposta é bem simples, convido você a participar para apresentar seu texto aos meus leitores e você apresenta o meu texto aos seus leitores.
O Projeto:
Trata-se de um livro virtual de contos com vários autores para divulgação gratuita de material artístico pela internet através do sistema Creative Commons.
Saiba mais…
e, por favor, des_comente!
A proposta é bem simples, convido você a participar para apresentar seu texto aos meus leitores e você apresenta o meu texto aos seus leitores.
O Primeiro Volume está pronto, mas já estão abertas as inscrições para o Volume II, envie seu conto!

Participe!
Gênero: Ficção Especulativa – Horror, Suspense, Ficção Científica & Fantasia.
Autor e Coordenador: H. Maximo
O Projeto:
Um livro virtual de contos com vários autores para divulgação gratuita de material artístico pela internet através do sistema Creative Commons.
O contos serão ilustrados [ uma ilustração por conto ]
Por que participar?
O escritor Cory Doctorow diz: “tenho compulsão em contar a amigos e estranhos sobre as coisas de que gosto. E contar às pessoas sobre coisas das quais gosto fica muito, muito mais fácil se eu puder mandar o que escrevo a elas.”
Doctorw, ainda salienta: “a vida dos escritores de primeira viagem não é nada fácil. Nossas editoras não têm o orçamento destinado a lançamentos e propaganda esperando por fatores desconhecidos como nós. Na maioria das vezes, alcançamos o sucesso ou a obscuridade na base do “boca-a-boca”. Para mim, isso funciona. Tenho um blog , o Boing Boing ( http://boingboing.net ), onde eu faço muita propaganda do tipo boca-a-boca.”.
O que o autor quer dizer é que você precisa ficar conhecido. Esse é o primeiro passo. O futuro, bem, só tempo dirá.
Unir leitores:
Já tenho alguns leitores e com certeza você tem os seus. Se publicar um e-book, sei que pessoas ligadas ao meu trabalho vão ler o livro. O mesmo ocorre com você. Seus amigos vão ler. Publicando um livro de contos desta forma, meus amigos vão ler o seu trabalho e os seus amigos, provavelmente, vão ler os meus. Assim nos ajudamos, somando leitores e criando uma espécie de catálogo de novos autores.
O que é Creative Commons?
Creative Commons ( http://creativecommons.org/ ) é um projeto que faz com que pessoas como escritores, músicos, diretores, enfim, elaborem seis próprios acordos de licença para a distribuição dos seus trabalhos de criação, sob termos similares àqueles empregados pelo movimento de Software de Código Livre/Aberto. É um excelente projeto, e tenho orgulho de fazer parte dele.
Aqui, um resumo da licença:
http://creativecommons.org/licenses/by-nd-nc/1.0/deed.pt
IMPORTANTE: o sistema Creative Commons propõem alguns direitos reservados ao autor. Ou seja, a obra pode ser distribuída gratuitamente na internet sem fins comerciais, no entanto, caso alguma editora se interesse em publicar a obrar, nos, autores, totalmente livres e independentes, teremos muito prazer em negociar os direitos autorais de cada autor e ilustrador pelo preço justo corrente no mercado.
O que é um e-book? [ livro virtual ]
Um e-book é um livro digital, um arquivo que pode ser trocado via internet, contendo a diagramação de um livro impresso ou não. Você pode publicá-lo em um blog ou site, em forma de capítulos para que as pessoas possam ler on-line, ou como um arquivo único, em formato PDF, por exemplo, para que os leitores possam baixá-los para ler no computador, mesmo quando não estiverem conectadas à internet.
È de graça?
Neste caso, sim, e é difícil saber como as pessoas poderão ganhar dinheiro fazendo este tipo de coisa. Pense grande, sempre, mas tenha em mente que este primeiro passo trate-se de uma campanha boca-a-boca para divulgar o seu trabalho.
Muitos músicos já disponibilizam suas músicas gratuitamente em seus sites e blogs, apenas para tornar sua banda conhecida. Claro que esses músicos ganham dinheiro fazendo shows, com suas canções ou com canções de outros músicos. Um escritor não pode fazer um show, muito menos com textos de outros escritores.
É uma questão complicada, eu sei, mas você tem que fazer uma escolha. Você pode começar a mostrar o seu trabalho de alguma forma ou esperar que um dia um editor bem aventurado bata à sua porta.
Quem vai organizar e diagramar?
Bem, inicialmente,surgiu usar a idéia de “coletânea”, que já funciona com músicos e também com publicações em árvores mortas [ papel ], para somar esforços na divulgação de livros virtuais. Comecei sozinho, mas gostaria de contar com uma equipe.
Tenho amigos escritores e editores que me ajudaram com pontos de vistas profissionais para selecionar o material enviado. Mas toda ajuda é bem vinda.
Capa provisória. [ se bem que eu gostei bastante. Lembras as Histórias em Quadrinhos da E. C. Comics, Contos da Cripta, essas coisas. Ver Capa provisória.
Quem vai ilustrar?
Bem, já que a idéia é unir criadores e somar seus públicos, nada melhor do que convidar ilustradores que já publiquem seu trabalho pela internet.
Posso eu mesmo ilustrar, ou um amigo meu pode ilustrar?
Claro, mas o que vale para os escritores do projeto, também vale para os ilustradores. Ninguém receberá um tostão. Trata-se de divulgação gratuita de material artístico e intelectual pelo sistema Creative Commons:
http://creativecommons.org/licenses/by-nd-nc/1.0/deed.pt
IMPORTANTE: o sistema Creative Commons propõem alguns direitos reservados ao autor. Ou seja, a obra pode ser distribuída gratuitamente na internet sem fins comerciais, no entanto, caso alguma editora se interesse em publicar a obrar, nos, autores e ilustradores, totalmente livres e independentes, vamos decidir [ cada um ] se queremos publicar e negociar nossos direitos autorais de pelo preço justo corrente no mercado.
Detalhes técnicos:
e-book [ livro virtual ]
Formato: 14 x 21 cm em arquivo PDF
Gênero: Ficção Especulativa – Horror, Suspense, Ficção Científica & Fantasia.
IMPORTANTE: conto deve ser enviado em arquivo .doc [ word ] sem formatação, contendo título, texto, citação [se houver ], seus dados [ nome, e-mail, site ou blog, pequena biografia, trabalhos publicados ou não ].
IMPORTANTE: os nomes dos autores apareceram na capa em ordem alfabética, portanto se seus pais lhe deram um nome que comece com a letra Z, você ficara no fim da lista. Está também será a ordem dos contos.
Ilustrações:
Ilustrações P&B [ preto e branco ]
Ilustradores interessados devem enviar uma [ 01 ] ilustração para vermos se o seu trabalho e/ou estilo combina com algum conto que já recebemos e está sem ilustrador.
Neste caso, o conto é enviado ao ilustrador para que o mesmo possa desenvolver seu trabalho.
IMPORTANTE: é necessária a aprovação do autor do conto para que a ilustração seja aceita.
Sinta-se livre para sugerir, criticar e questionar.
Entre em Contato
Já tem o material para enviar?
IMPORTANTE: antes de enviar o seu conto e/ou ilustração saiba que:
- ao enviar o material você concorda com a sua publicação gratuita no referido projeto.
- você assume total responsabilidade pela originalidade do material enviado, comprometendo-se a não ferir nenhuma lei de direito autoral ou qualquer outra lei.
- está ciente de que ninguém está lhe prometendo fama, sucesso e dinheiro e sim uma parceria para divulgar de forma gratuita o seu trabalho, somando esforços, links e leitores.
- de que o material pronto será disponibilizado para leitura on-line e download em diversos sites, blogs, via e-mail e redes P2P. E poderá ser distribuído, copiado e impresso desde que para fins não-comerciais.
- de que nem todos os trabalhos enviados serão publicados, única e exclusivamente por questões editoriais.
- os contos e ilustrações selecionados serão divulgados via e-mail após o começo das reuniões editorias [ via e-mail mesmo ] tão logo sejam eleitos.
- se possível [ não é uma promessa ] tentaremos avisar a todos via e-mail da seleção ou não seleção de seus contos e ilustrações, bem como dos motivos. Por favor, sejam compreensivos.
- uma futura edição é uma possibilidade!
IMPORTANTE: envie primeiro apenas um conto, aquele que você acredita representar bem o seu trabalho, seu estilo, enfim, aquele que será o seu cartão de visita para novos leitores. Mas existe a possibilidade de novas edições, ou de mais de um conto por autor, por isso envie outros posteriormente , mas em um email separado.
Envie seu conto e/ou ilustração
Se você tem um amigo que escreve e/ou desenhe, avise-o sobre este projeto, por favor.
Se você gosta de livros de ficção, conheça os trabalhos que disponibilizo gratuitamente neste blog, ou avise um amigo.
Obrigado pela atenção.
Hugo Maximo
Por que estou fazendo tudo isso?
Bem, é uma longa história, mas, para encurtá-la: a vida dos escritores de primeira viagem não é nada fácil. Nossas editoras não têm o orçamento destinado a lançamentos e propaganda esperando por fatores desconhecidos como nós. Na maioria das vezes, alcançamos o sucesso ou a obscuridade na base do “boca-a-boca”. Para mim, isso funciona. Tenho um blog , o Boing Boing ( http://boingboing.net/ ), onde eu faço muita propaganda do tipo boca-a-boca.
Tenho compulsão em contar a amigos e estranhos sobre as coisas de que gosto.
E contar às pessoas sobre coisas das quais gosto fica muito , muito mais fácil se eu puder mandar o que escrevo a elas. Muito mais fácil. Além do mais, as redes P2P são fantásticas. A maioria dos livros, músicas e filmes que são lançados não estão disponíveis para venda na maior parte do mundo.
No breve tempo em que as redes P2P apareceram e começaram a florescer, as massas dos usuários de Internet conseguiram colocar praticamente tudo on-line. Melhor ainda, conseguiram fazê-lo de modo mais barato do que qualquer esforço de arquivamento ou revitalização de valores antigos já tentado anteriormente.
Eu me alimento de informações, e este tipo de facilidade que a Internet provém faz com que eu tenha um real vislumbre do que será o futuro.
Sim, há problemas legais. Sim, é difícil saber como as pessoas poderão ganhar dinheiro fazendo este tipo de coisa. Sim, há muitas implicações sociais e uma séria ameaça à imaginação, à liberdade, à economia e tudo o que estiver relacionado a isso. É um clássico cenário de fim-de-uma-era e, sendo um escritor de ficção científica, cenários de fim-de-uma-era fazem parte do meu negócio.
Tendo dito tudo isso, o negócio é o seguinte: estou lançando este livro sob uma licença desenvolvida pelo projeto Creative Commons (http://creativecommons.org/).
É um projeto que faz com que pessoas como eu elaborem nossos próprios acordos de licença para a distribuição dos nossos trabalhos de criação, sob termos similares àqueles empregados pelo movimento de Software de Código Livre/Aberto. É um excelente projeto, e tenho orgulho de fazer parte dele. “
Cory Doctorow
Aqui, um resumo da licença em inglês:
“Se você tiver uma imaginação pobre, pode pensar que vamos entrar nessa era como leitores de e-books que simulem a experiência de estar carregando livros ‘reais’, só que digitais” provoca o autor no prefácio do livro. “Não, o uso social dos e-books será bem mais estranho que isso. Algo estranho demais para imaginarmos hoje, como a idéia do mercado de radiofônico era incompreensível para os artistas de vaudeville que acusavam a estação de rádio de pirataria em massa por tocarem suas músicas no ar.”
E conforme sua sugestão:
“Quando baixar meu livro, por favor, faça coisas malucas e legais com ele. Imagine novos usos para um livro. E então me conte”
Estou publicando aqui no blog a explicação que faz parte de O FUNDO DO POÇO NO REINO ENCANTADO, seu primeiro romance traduzido para o português.
Doctorow me provocou inúmeras reações ultimamente, dentre as quais… inveja. Ok, isso faz parte, eu acho. Mas ao conhecer melhor seu trabalho, suas qualidades e sua ousadia, a reações que se sobressaíram foram admiração e inspiração.
Essas aí, são as explicações Cory Doctorow, das quais, no que se refere a publicar “virtualmente”, faço-as, minhas palavras.
Serviço:
Título: O FUNDO DO POÇO NO REINO ENCANTADO
Autor: Cory Doctorow
Tradução: José Rafael de Macedo Zullo
Revisão: Ibrahim Cesar Nogueira de Souza
Título original: Down and Out in the Magic Kingdom
Copyright ©2003 Cory Doctorow
doctorow@craphound.com
http://www.craphound.com/
2006 – 2007
Download do livro em Português:
[ Clique com o botão direito do mouse e depois em "salvar destino como" ]
http://inutensilios.com/wp-content/uploads/2007/03/reino_encantado_leitura.pdf
“Estou lançando o texto completo deste livro na forma de um e-book livre e que pode ser livremente distribuído. Você pode baixá-lo a partir da Internet, colocá-lo em uma rede P2P, colocá-lo no seu site , mandá-lo por e-mail para um amigo e, se você for um viciado em árvores mortas, pode até mesmo imprimi-lo.Por que estou fazendo tudo isso?
Bem, é uma longa história, mas, para encurtá-la: a vida dos escritores de primeira viagem não é nada fácil. Nossas editoras não têm o orçamento destinado a lançamentos e propaganda esperando por fatores desconhecidos como nós. Na maioria das vezes, alcançamos o sucesso ou a obscuridade na base do “boca-a-boca”. Para mim, isso funciona. Tenho um blog , o Boing Boing ( http://boingboing.net/ ), onde eu faço muita propaganda do tipo boca-a-boca.
Tenho compulsão em contar a amigos e estranhos sobre as coisas de que gosto.
E contar às pessoas sobre coisas das quais gosto fica muito , muito mais fácil se eu puder mandar o que escrevo a elas. Muito mais fácil. Além do mais, as redes P2P são fantásticas. A maioria dos livros, músicas e filmes que são lançados não estão disponíveis para venda na maior parte do mundo.
No breve tempo em que as redes P2P apareceram e começaram a florescer, as massas dos usuários de Internet conseguiram colocar praticamente tudo on-line. Melhor ainda, conseguiram fazê-lo de modo mais barato do que qualquer esforço de arquivamento ou revitalização de valores antigos já tentado anteriormente.
Eu me alimento de informações, e este tipo de facilidade que a Internet provém faz com que eu tenha um real vislumbre do que será o futuro.
Sim, há problemas legais. Sim, é difícil saber como as pessoas poderão ganhar dinheiro fazendo este tipo de coisa. Sim, há muitas implicações sociais e uma séria ameaça à imaginação, à liberdade, à economia e tudo o que estiver relacionado a isso. É um clássico cenário de fim-de-uma-era e, sendo um escritor de ficção científica, cenários de fim-de-uma-era fazem parte do meu negócio.
Tendo dito tudo isso, o negócio é o seguinte: estou lançando este livro sob uma licença desenvolvida pelo projeto Creative Commons (http://creativecommons.org/).
É um projeto que faz com que pessoas como eu elaborem nossos próprios acordos de licença para a distribuição dos nossos trabalhos de criação, sob termos similares àqueles empregados pelo movimento de Software de Código Livre/Aberto. É um excelente projeto, e tenho orgulho de fazer parte dele. “
Cory Doctorow
Aqui, um resumo da licença em inglês:
http://creativecommons.org/licenses/by-nd-nc/1.0
Aqui, um resumo da licença em português:
http://creativecommons.org/licenses/by-nd-nc/1.0/deed.pt
O escritor de ficção científica Cory Doctorow ao lançar sua obra em domínio público para países em desenvolvimento através do sistema Creative Commons disse:”Se você tiver uma imaginação pobre, pode pensar que vamos entrar nessa era como leitores de e-books que simulem a experiência de estar carregando livros ‘reais’, só que digitais” provoca o autor no prefácio do livro. “Não, o uso social dos e-books será bem mais estranho que isso. Algo estranho demais para imaginarmos hoje, como a idéia do mercado de radiofônico era incompreensível para os artistas de vaudeville que acusavam a estação de rádio de pirataria em massa por tocarem suas músicas no ar.”
E conforme sua sugestão:
“Quando baixar meu livro, por favor, faça coisas malucas e legais com ele. Imagine novos usos para um livro. E então me conte”
Estou publicando aqui no blog a explicação que faz parte de O FUNDO DO POÇO NO REINO ENCANTADO, seu primeiro romance traduzido para o português.
Doctorow me provocou inúmeras reações ultimamente, dentre as quais… inveja. Ok, isso faz parte, eu acho. Mas ao conhecer melhor seu trabalho, suas qualidades e sua ousadia, a reações que se sobressaíram foram admiração e inspiração.
Essas aí, são as explicações Cory Doctorow, das quais, no que se refere a publicar “virtualmente”, faço-as, minhas palavras.
Serviço:
Título: O FUNDO DO POÇO NO REINO ENCANTADO
Autor: Cory Doctorow
Tradução: José Rafael de Macedo Zullo
Revisão: Ibrahim Cesar Nogueira de Souza
Título original: Down and Out in the Magic Kingdom
Copyright ©2003 Cory Doctorow
doctorow@craphound.com
http://www.craphound.com/
2006 – 2007
Download do livro em Português:
[ Clique com o botão direito do mouse e depois em "salvar destino como" ]
http://inutensilios.com/wp-content/uploads/2007/03/reino_encantado_leitura.pdf
Da mesma forma como um jovem podia montar sua banda com poucos trocados e lançar suas canções pela vizinhança nas últimas décadas do século XX, o novo escritor também poderá, com o livro virtual, com o blog e a internet. Só que agora, a vizinhança cresceu.
Sem exageros podemos dizer que a democratização da informação e da distribuição da produção intelectual dará à humanidade o direito de ser humana. O novo Beethoven, o futuro músico que irá revolucionar a música no século XXI já pode ter nascido. Talvez ele viva em um país do terceiro mundo e, por causa das mazelas sociais, nunca vá encostar os dedos nas teclas de um piano. Atualmente, ainda estamos negando o direito às pessoas de serem humanas. O direito a arte, a expressão e ao auto conhecimento. Contudo, um novo horizonte começa a tomar forma diante de nossos olhos.
Faça, você pode, basta traçar bem seus objetivos. Pesquise, descubra o que está acontecendo, quem está fazendo e como está fazendo.
Não posso falar sobre o que eu ainda não sei, menos ainda sobre o que não consegui. No entanto, posso falar sobre o que imagino ser possível. Sobre o que vejo, sobre o que entendo e sonho e, em alguns pontos, por experiência própria, em outros, por ter pesquisado e estudado outros profissionais.
Você precisa estabelecer objetivos claros, mas realistas e flexíveis. Antes de fazer seu e-book ou seu blog, faça um plano de negócios, trace metas de curto, médio e longo prazo. Aonde você quer chegar? Qual sua cota de dedicação, sacrifíco, o que pode e o que não pode oferecer? Dosagem, paciência, disciplina.
E mesmo com metas à curto prazo, não deixe de vislumbrar o quadro todo. Mudanças estratégicas são saídas inteligentes para os imprevistos que certamente virão. Mas é possível, mais do que nunca.
A internet e o e-book, o livro virtual, vão proporcionar nas próximas décadas para os escritores, o que a o processo de gravação e guitarras baratas fizeram com os músicos e a música nas últimas décadas do século vinte.Da mesma forma como um jovem podia montar sua banda com poucos trocados e lançar suas canções pela vizinhança nas últimas décadas do século XX, o novo escritor também poderá, com o livro virtual, com o blog e a internet. Só que agora, a vizinhança cresceu.
Sem exageros podemos dizer que a democratização da informação e da distribuição da produção intelectual dará à humanidade o direito de ser humana. O novo Beethoven, o futuro músico que irá revolucionar a música no século XXI já pode ter nascido. Talvez ele viva em um país do terceiro mundo e, por causa das mazelas sociais, nunca vá encostar os dedos nas teclas de um piano. Atualmente, ainda estamos negando o direito às pessoas de serem humanas. O direito a arte, a expressão e ao auto conhecimento. Contudo, um novo horizonte começa a tomar forma diante de nossos olhos.
Faça, você pode, basta traçar bem seus objetivos. Pesquise, descubra o que está acontecendo, quem está fazendo e como está fazendo.
Não posso falar sobre o que eu ainda não sei, menos ainda sobre o que não consegui. No entanto, posso falar sobre o que imagino ser possível. Sobre o que vejo, sobre o que entendo e sonho e, em alguns pontos, por experiência própria, em outros, por ter pesquisado e estudado outros profissionais.
Você precisa estabelecer objetivos claros, mas realistas e flexíveis. Antes de fazer seu e-book ou seu blog, faça um plano de negócios, trace metas de curto, médio e longo prazo. Aonde você quer chegar? Qual sua cota de dedicação, sacrifíco, o que pode e o que não pode oferecer? Dosagem, paciência, disciplina.
E mesmo com metas à curto prazo, não deixe de vislumbrar o quadro todo. Mudanças estratégicas são saídas inteligentes para os imprevistos que certamente virão. Mas é possível, mais do que nunca.
Por Favor, Des_comente!
Foi aos poucos. No começo nem dava para perceber. Haviam sinais, mas eu nem notei. Uma vez um amigo me disse:
— Ei cara, essa tua calça ta rasgada…
E eu, me achando o máximo, disse:
— Cara, eu sei!
Só depois fui perceber que não era um elogio.
E às vezes, eu saía com amigos ou parentes e alguém dizia:
— Como assim, cê vai de tênis?!
Ah, também tinha os comentários sobre o meu cabelo, “sempre arrepiado”, diziam. “Será que não tem pente em casa?”.
Nessa época eu já estava desconfiado, mas foi pelo gosto musical que eu tive certeza. As pessoas paravam de dançar quando eu colocava o meu The Best of RAMONES. E a fase Nirvana, então? Nem gosto de lembrar.
Hoje sou obrigado a reconhecer: eu era punk e não sabia.
Foi aos poucos. No começo nem dava para perceber. Haviam sinais, mas eu nem notei. Uma vez um amigo me disse:
— Ei cara, essa tua calça ta rasgada…
E eu, me achando o máximo, disse:
— Cara, eu sei!
Só depois fui perceber que não era um elogio.
E às vezes, eu saía com amigos ou parentes e alguém dizia:
— Como assim, cê vai de tênis?!
Ah, também tinha os comentários sobre o meu cabelo, “sempre arrepiado”, diziam. “Será que não tem pente em casa?”.
Nessa época eu já estava desconfiado, mas foi pelo gosto musical que eu tive certeza. As pessoas paravam de dançar quando eu colocava o meu The Best of RAMONES. E a fase Nirvana, então? Nem gosto de lembrar.
Hoje sou obrigado a reconhecer: eu era punk e não sabia.
- durante o período de 15 a 28 de setembro os blumenauenses puderam ler esta frase em outdoors espalhados em vários lugares da cidade. Como não trazia nenhuma explicação extra, a publicação despertou a curiosidade da população.
A veiculação fez parte de uma pesquisa realizada pela acadêmica da 9° fase de Publicidade e Propaganda da FURB, Paula Mafra Branco, na realização do seu Trabalho de Conclusão de Curso.
Finalizada esta etapa, foram espalhados outdoors em 30 pontos diferentes, com apoio da Central de Outdoor, onde se lia o nome e o signo do cronista e agitador cultural. Após a publicação, outras 384 pessoas foram submetidas ao mesmo questionamento.
Antes da veiculação da frase nos outdoors, apenas 4,1% das pessoas acertaram a resposta e a maioria, 48,6%, não tinha conhecimento. Na segunda etapa da pesquisa, após a veiculação, 62,5% dos entrevistados responderam a pergunta corretamente e todos afirmaram terem tomado conhecimento da informação por meio do outdoor. Conforme a orientadora do trabalho, professora Magda Fiorese, não existe nenhuma pesquisa realizada no Estado semelhante a esta. “Estes dados vão servir comercialmente a empresas de publicidade, pois poderão provar os efeitos que o outdoor causa”, ressalta.
As empresas afiliadas à Central de Outdoor estão presentes em todos os Estados do Brasil, com 10.071 locais para exposição de 20.657 cartazes.
Pesquisa Semelhante: Em São Paulo, a Audimex, empresa especializada em medição de mídia exterior, já realizou pesquisas para medir a eficácia do meio outdoor em 2005. Vários anúncios com os signos de Tom Jobim e Elis Regina foram fixados na cidade. Com o resultado das respostas colhidas, constatou-se: 28 % dos entrevistados acertaram as perguntas depois da veiculação, contra 1% que respondeu antes da campanha.
recebi por e-mail do Dani-Boy, mas não sei a fonte. De qualquer forma achei interessante.
Para Conhecimento: Segue explicação sobre o outdoor famoso: ‘Horácio Braun. Signo Gêmeos’
- durante o período de 15 a 28 de setembro os blumenauenses puderam ler esta frase em outdoors espalhados em vários lugares da cidade. Como não trazia nenhuma explicação extra, a publicação despertou a curiosidade da população.
A veiculação fez parte de uma pesquisa realizada pela acadêmica da 9° fase de Publicidade e Propaganda da FURB, Paula Mafra Branco, na realização do seu Trabalho de Conclusão de Curso.
O projeto teve como finalidade medir o retorno da mensagem transmitida por outdoors em Blumenau, através de pesquisa quantitativa. Para isso, inicialmente a aluna entrevistou 384 pessoas para descobrir quantas sabiam qual o signo de Horácio Braun, personalidade conhecida na cidade, falecida neste ano.Finalizada esta etapa, foram espalhados outdoors em 30 pontos diferentes, com apoio da Central de Outdoor, onde se lia o nome e o signo do cronista e agitador cultural. Após a publicação, outras 384 pessoas foram submetidas ao mesmo questionamento.
Os resultados provaram a eficácia da mídia externa como transmissor de mensagem.Antes da veiculação da frase nos outdoors, apenas 4,1% das pessoas acertaram a resposta e a maioria, 48,6%, não tinha conhecimento. Na segunda etapa da pesquisa, após a veiculação, 62,5% dos entrevistados responderam a pergunta corretamente e todos afirmaram terem tomado conhecimento da informação por meio do outdoor. Conforme a orientadora do trabalho, professora Magda Fiorese, não existe nenhuma pesquisa realizada no Estado semelhante a esta. “Estes dados vão servir comercialmente a empresas de publicidade, pois poderão provar os efeitos que o outdoor causa”, ressalta.
Segundo os estudos da acadêmica, o outdoor é um meio de comunicação urbano que atinge várias classes sociais e faixas etárias, independente da vontade. “É uma mídia compulsória que está nas ruas, acessível a toda a população. Não precisa ser comprada, ligada ou folheada”, explica Paula que também é servidora da Universidade na Divisão de Administração de Materiais.As empresas afiliadas à Central de Outdoor estão presentes em todos os Estados do Brasil, com 10.071 locais para exposição de 20.657 cartazes.
Pesquisa Semelhante: Em São Paulo, a Audimex, empresa especializada em medição de mídia exterior, já realizou pesquisas para medir a eficácia do meio outdoor em 2005. Vários anúncios com os signos de Tom Jobim e Elis Regina foram fixados na cidade. Com o resultado das respostas colhidas, constatou-se: 28 % dos entrevistados acertaram as perguntas depois da veiculação, contra 1% que respondeu antes da campanha.
É evidente que uma mudança gigantesca sobre como lidamos com a produção intelectual está acontecendo, porquê? Como? Quem?
Vamos fazer uma brincadeira de somar, ok, então ta:
Some o lema do movimento Punk: “faça você mesmo”
Eram garotos pobres que queriam ser roqueiros, mas não tinham dinheiro para aulas de música, muito menos para equipamentos adequados. Isso os impediu? Entendeu essa parte?
Certo, então. Agora some a isto o movimento, ou melhor, o processo das tecnologias que disponibilizam esses produtos intelectuais.
Um exemplo, antes de Gutemberg, os livros eram escritos à mão. A imprensa não só facilitou o processo, como inseriu novas maneiras de se produzir, distribuir e comercializar. É claro que teve gente contra, afinal eles [ sempre ELES ], estão sempre de plantão. O que quero dizer é que olhando do presente, como alguém poderia dizer: “ei, espertinho, pode parar com essa história!”? Como alguém em sã consciência pretende negar essa evolução?
Outro exemplo. Antes das rádios e dos sistemas de gravação, se você quisesse ouvir música no sábado à noite, teria que conhecer algum músico amigo que tocasse de graça, ou ainda teria de contratar um músico para tocar pra você. Assim, as empresas que imprimiam partituras e as lojas e fabricas de instrumentos musicais, além do músico, é claro, eram os únicos que lucravam financeiramente com isso. Quando o rádio surgiu, é claro que as empresas de reprodução de partituras gritaram: “ei, espertinhos, podem parar com essa história!”. Alguém deu ouvidos as empresas que reproduziam partituras? Acho que não.
E quando surgiram os sistemas de gravação alguns disseram que isso seria o fim das rádios. Alguns representantes da industria radiofônica certamente devem ter dito: “ei, espertinhos, podem parar com essa história!”. Isso realmente aconteceu, pesquisem no Google sobre a Sony e o desenvolvimento das fitas cassetes. “O quê? Gravar em casa? Estamos arruinados”, disseram algumas gravadoras.
Está estendendo até aqui? Então voltando a soma nós temos:
Faça você mesmo + o processo de evolução de como lidamos com a produção intelectual.
Certo, mas o que fazemos com isso?
Agora vejamos. Você não paga para assistir na TV um canal aberto. Tirando os impostos e a eletricidade você não paga nada. São os anunciantes que pagam para que a TV produzir conteúdo para que você tenha o seu entretenimento. O mesmo acontece com as rádios. Por que o mesmo não acontece com os livros, com os CDs ou com as histórias em quadrinhos? Isso soa ingênuo? Pois bem, eu sei que sim. Mas ingênuo ou não, já está acontecendo e talvez, eu disse talvez, essa possa ser uma das alternativas para o futuro. As industrias precisam que seus produtos cheguem ao consumidor. O veículo poder ser um, como também pode ser outro.
Antes de continuar gostaria de dizer que sou contra as leis de incentivo a cultura. Não acho que o dinheiro dos contribuintes deve ser gasto para inflar ego de escritores, músicos ou atores. E ei, vejam só, aposto que essa alternativa não soa ingênua. Sei disso, mas não me parece certo.
Voltando, então, a falar sobre alternativas, o que temo em nossa soma?
Faça você mesmo + o processo de evolução de como lidamos com a produção intelectual + alternativas de viabilizar a produção e a distribuição deste mesmo material.
Viabilizar significa tornar possível, sustentar a produção de material intelectual e posteriormente sua distribuição.
E é aí que entra a internet e a redescoberta do comum.
A internet está tornando possível a comunhão [ esqueça o termo comunismo, simplesmente porque não é saudável dar falsas esperanças a sociopatas políticos ], as pessoas estão trocando coisas, e isso se chama P2P. não prertendo dar uma aula sobre termos em geral, tem muita gente fazendo isso. Mas isso é relativamente novo e mal começou a ser explorado. A internet está eliminando intermediários, [ ah a eterna luta entre o “artista” e o empresário, o músico e a gravadora, o escritor e a editora e quem ]fica com a maior fatia do bolo]. Pois bem, o músico não precisa mais da gravadora, nem o escritor, da editora. Isso não significa que ele [ sempre ELES ] devem ser linchados ou abandonados, mas significa que a conversa agora, pode ser em pé de igualdade.
Faça você mesmo + o processo de evolução de como lidamos com a produção intelectual + alternativas de viabilizar a produção e a distribuição deste mesmo material é igual… ainda não sabemos, mas estou louco para descobrir.
E afinal, sobre a troca de arquivos na internet, as gravadoras principalmente, já estão berrando: “ei, espertinhos, podem parar com essa história!”. Pois e agora, desta vez, ao contraio de todas as anteriores, será que a história vai ser diferente?
Por favor, descomente!
O que está acontecendo? Músicos estão liberando suas gravações gratuitamente na internet, o mesmo vem acontecendo com escritores, desenhistas, enfim, o que estas pessoas estão fazendo?É evidente que uma mudança gigantesca sobre como lidamos com a produção intelectual está acontecendo, porquê? Como? Quem?
Vamos fazer uma brincadeira de somar, ok, então ta:
Some o lema do movimento Punk: “faça você mesmo”
Eram garotos pobres que queriam ser roqueiros, mas não tinham dinheiro para aulas de música, muito menos para equipamentos adequados. Isso os impediu? Entendeu essa parte?
Certo, então. Agora some a isto o movimento, ou melhor, o processo das tecnologias que disponibilizam esses produtos intelectuais.
Um exemplo, antes de Gutemberg, os livros eram escritos à mão. A imprensa não só facilitou o processo, como inseriu novas maneiras de se produzir, distribuir e comercializar. É claro que teve gente contra, afinal eles [ sempre ELES ], estão sempre de plantão. O que quero dizer é que olhando do presente, como alguém poderia dizer: “ei, espertinho, pode parar com essa história!”? Como alguém em sã consciência pretende negar essa evolução?
Outro exemplo. Antes das rádios e dos sistemas de gravação, se você quisesse ouvir música no sábado à noite, teria que conhecer algum músico amigo que tocasse de graça, ou ainda teria de contratar um músico para tocar pra você. Assim, as empresas que imprimiam partituras e as lojas e fabricas de instrumentos musicais, além do músico, é claro, eram os únicos que lucravam financeiramente com isso. Quando o rádio surgiu, é claro que as empresas de reprodução de partituras gritaram: “ei, espertinhos, podem parar com essa história!”. Alguém deu ouvidos as empresas que reproduziam partituras? Acho que não.
E quando surgiram os sistemas de gravação alguns disseram que isso seria o fim das rádios. Alguns representantes da industria radiofônica certamente devem ter dito: “ei, espertinhos, podem parar com essa história!”. Isso realmente aconteceu, pesquisem no Google sobre a Sony e o desenvolvimento das fitas cassetes. “O quê? Gravar em casa? Estamos arruinados”, disseram algumas gravadoras.
Está estendendo até aqui? Então voltando a soma nós temos:
Faça você mesmo + o processo de evolução de como lidamos com a produção intelectual.
Certo, mas o que fazemos com isso?
Agora vejamos. Você não paga para assistir na TV um canal aberto. Tirando os impostos e a eletricidade você não paga nada. São os anunciantes que pagam para que a TV produzir conteúdo para que você tenha o seu entretenimento. O mesmo acontece com as rádios. Por que o mesmo não acontece com os livros, com os CDs ou com as histórias em quadrinhos? Isso soa ingênuo? Pois bem, eu sei que sim. Mas ingênuo ou não, já está acontecendo e talvez, eu disse talvez, essa possa ser uma das alternativas para o futuro. As industrias precisam que seus produtos cheguem ao consumidor. O veículo poder ser um, como também pode ser outro.
Antes de continuar gostaria de dizer que sou contra as leis de incentivo a cultura. Não acho que o dinheiro dos contribuintes deve ser gasto para inflar ego de escritores, músicos ou atores. E ei, vejam só, aposto que essa alternativa não soa ingênua. Sei disso, mas não me parece certo.
Voltando, então, a falar sobre alternativas, o que temo em nossa soma?
Faça você mesmo + o processo de evolução de como lidamos com a produção intelectual + alternativas de viabilizar a produção e a distribuição deste mesmo material.
Viabilizar significa tornar possível, sustentar a produção de material intelectual e posteriormente sua distribuição.
E é aí que entra a internet e a redescoberta do comum.
A internet está tornando possível a comunhão [ esqueça o termo comunismo, simplesmente porque não é saudável dar falsas esperanças a sociopatas políticos ], as pessoas estão trocando coisas, e isso se chama P2P. não prertendo dar uma aula sobre termos em geral, tem muita gente fazendo isso. Mas isso é relativamente novo e mal começou a ser explorado. A internet está eliminando intermediários, [ ah a eterna luta entre o “artista” e o empresário, o músico e a gravadora, o escritor e a editora e quem ]fica com a maior fatia do bolo]. Pois bem, o músico não precisa mais da gravadora, nem o escritor, da editora. Isso não significa que ele [ sempre ELES ] devem ser linchados ou abandonados, mas significa que a conversa agora, pode ser em pé de igualdade.
Faça você mesmo + o processo de evolução de como lidamos com a produção intelectual + alternativas de viabilizar a produção e a distribuição deste mesmo material é igual… ainda não sabemos, mas estou louco para descobrir.
E afinal, sobre a troca de arquivos na internet, as gravadoras principalmente, já estão berrando: “ei, espertinhos, podem parar com essa história!”. Pois e agora, desta vez, ao contraio de todas as anteriores, será que a história vai ser diferente?
Por favor, descomente!
14 razões para você publicar seu trabalho na internet e não em um livro
Não existe pote de ouro no arco-íris do escritor
Blogger ensina como publicar seu livro em blog da melhor maneira
Pesquisei muito antes de resolver publicar meus livros neste blog, desta forma passo alguns links interessantes para quem ainda está na dúvida.14 razões para você publicar seu trabalho na internet e não em um livro
Não existe pote de ouro no arco-íris do escritor
Blogger ensina como publicar seu livro em blog da melhor maneira
Criado em Blumenau pela escritora Cristina Marques, e dirigido pelo Instituto Evoluir, o projeto Troque Lixo por Livro, é inédito no Brasil e tem por objetivo incentivar a educação ambiental e a cultura.
O projeto Troque Lixo por Livro surgiu da identificação de uma necessidade e de uma constatação.
A necessidade: as crianças não possuem o livro como um patrimônio cultural pessoal, pois as obras geralmente pertencem à biblioteca da escola, biblioteca pública ou livrarias; dificilmente o livro faz parte da realidade imediata da criança.
A constatação: a grande quantidade de lixo reciclável não aproveitada.
Unindo os dois fatores, criamos um programa que envolve empresas, escolas e a sociedade.
Seu funcionamento é simples: empresas doam lixo reciclável para o projeto e sua venda financia a produção de livros e CDs de alta qualidade que são distribuídos nas escolas.
As crianças das escolas trocam 1 (um) quilo de lixo reciclável trazido de sua casa por cada livro. O lixo recolhido por elas também é comercializado e o valor apurado fica com a escola.
No primeiro ano, o projeto atendeu alunos e professores de lª a 4ª série. Os alunos puderam trocar o lixo por treze livros da coleção Cantos e Encantos de autoria de Cristina Marques e Nana Toledo e pelo CD de músicas infantis de Nana Toledo.
Os professores, dando exemplo às crianças, trocaram o lixo pela obra também inédita Alfabetização ao Alcance de suas Mãos, de autoria de Julianne Fischer e Malcon Tafner.
Neste ano de 2007, o projeto em Blumenau foi ampliado para o público infanto-juvenil, com a coleção Jóias Literárias, para adolescentes de 5ª a 8ª série, Ensino Médio e seus professores, com obras de diversos autores regionais.
O projeto Troque Lixo por Livro é uma iniciativa do “Instituto Evoluir”, a OSCIP responsável pela gestão e divulgação do programa, com parcerias públicas e privadas, tais como a Secretaria de Educação de Blumenau, Prefeituras de Blumenau e Gaspar, Faema e Furb.
Em Blumenau, dentre as empresas apoiadoras, destacam-se a Cia. Hering, primeira grande parceira, Besc, Gráfica Odorizzi, Gerdau, Hacco e Jornal de Santa Catarina.
Na cidade de Gaspar a Bunge Alimentos oportunizou a implantação do projeto para as crianças das escolas municipais, estaduais e particulares.
O núcleo de rádios da Associação Empresarial de Blumenau (ACIB) também colabora de forma importante com a divulgação do projeto.
Mais de 132 mil livros distribuídos para alunos de escolas públicas e particulares em menos de um ano de existência.
Um pouco sobre o projeto:Criado em Blumenau pela escritora Cristina Marques, e dirigido pelo Instituto Evoluir, o projeto Troque Lixo por Livro, é inédito no Brasil e tem por objetivo incentivar a educação ambiental e a cultura.
O projeto Troque Lixo por Livro surgiu da identificação de uma necessidade e de uma constatação.
A necessidade: as crianças não possuem o livro como um patrimônio cultural pessoal, pois as obras geralmente pertencem à biblioteca da escola, biblioteca pública ou livrarias; dificilmente o livro faz parte da realidade imediata da criança.
A constatação: a grande quantidade de lixo reciclável não aproveitada.
Unindo os dois fatores, criamos um programa que envolve empresas, escolas e a sociedade.
Seu funcionamento é simples: empresas doam lixo reciclável para o projeto e sua venda financia a produção de livros e CDs de alta qualidade que são distribuídos nas escolas.
As crianças das escolas trocam 1 (um) quilo de lixo reciclável trazido de sua casa por cada livro. O lixo recolhido por elas também é comercializado e o valor apurado fica com a escola.
No primeiro ano, o projeto atendeu alunos e professores de lª a 4ª série. Os alunos puderam trocar o lixo por treze livros da coleção Cantos e Encantos de autoria de Cristina Marques e Nana Toledo e pelo CD de músicas infantis de Nana Toledo.
Os professores, dando exemplo às crianças, trocaram o lixo pela obra também inédita Alfabetização ao Alcance de suas Mãos, de autoria de Julianne Fischer e Malcon Tafner.
Neste ano de 2007, o projeto em Blumenau foi ampliado para o público infanto-juvenil, com a coleção Jóias Literárias, para adolescentes de 5ª a 8ª série, Ensino Médio e seus professores, com obras de diversos autores regionais.
O projeto Troque Lixo por Livro é uma iniciativa do “Instituto Evoluir”, a OSCIP responsável pela gestão e divulgação do programa, com parcerias públicas e privadas, tais como a Secretaria de Educação de Blumenau, Prefeituras de Blumenau e Gaspar, Faema e Furb.
Em Blumenau, dentre as empresas apoiadoras, destacam-se a Cia. Hering, primeira grande parceira, Besc, Gráfica Odorizzi, Gerdau, Hacco e Jornal de Santa Catarina.
Na cidade de Gaspar a Bunge Alimentos oportunizou a implantação do projeto para as crianças das escolas municipais, estaduais e particulares.
O núcleo de rádios da Associação Empresarial de Blumenau (ACIB) também colabora de forma importante com a divulgação do projeto.
Hugo Baracchini é um exemplar da raça humana, não muito exemplar. Os grandes temas, como vida, morte e sexo o enchem de dúvidas. Os pequenos temas também.
Ele tem um carro, uma namorada chamada Beth e um computador. Aliás, os computadores e tudo o que acontece no mundo da informática e da tecnologia (e como isso afeta a vida das pessoas) são o trampolim para as tiras deste livro, criação do cartunista Laerte, que foram publicadas originalmente no caderno de informática da Folha de S. Paulo.
Fonte: http://www.devir.com.br/
Previews
Um dos títulos deste Blog ( sim, ele tem dois) é baseado no livro do Laerte sobre o Hugo, não eu, mas outro, como eu, eu acho…

Hugo Baracchini é um exemplar da raça humana, não muito exemplar. Os grandes temas, como vida, morte e sexo o enchem de dúvidas. Os pequenos temas também.
Ele tem um carro, uma namorada chamada Beth e um computador. Aliás, os computadores e tudo o que acontece no mundo da informática e da tecnologia (e como isso afeta a vida das pessoas) são o trampolim para as tiras deste livro, criação do cartunista Laerte, que foram publicadas originalmente no caderno de informática da Folha de S. Paulo.
Fonte: http://www.devir.com.br/
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