Livre é diferente de grátis

1 Fevereiro, 2008
O que leva um autor a disponibilizar seu trabalho livremente na internet [ ou em qualquer outro meio ] é a divulgação.

O termo gratuito é relativo, já que há algum custo envolvido na parte de produção, mesmo em se tratando de um arquivo digital, como criação, tempo de produção, manutenção de link e do próprio site ou blog.

O preço de uma obra sempre é simbólico, tendo em vista a impossibilidade de quantificar em um valor monetário o tempo de aprendizado, criação, dedicação, originalidade, etc, despendido na tarefa.

O retorno que o autor espera é moral, isto é, o reconhecimento de seus talentos [ quando eles existem ] críticas que possam contribuir para o seu aperfeiçoamento e credibilidade junto aos leitores, possíveis editores e colegas de ofício.

A forma de retribuição por parte dos leitores, caso tenham apreciado a obra, pode ser exercida no auxilio à divulgação, indicando a obra e o autor à amigos e à trabalhos relacionados.

Todos sabem a importância da campanha “boca a boca” no campo das artes e do entretenimento, principalmente na internet. No cyberespaço o mesmo ocorre, link a link. E as redes sociais fazem com que o alcance dessas recomendações se torne, praticamente, ilimitado.

Então, caso você tenha gostado de uma obra livremente disponibilizada, retribua contribuindo com divulgação.

Em muitos blogs e sites, existe a venda de e-books e de serviços relacionados. Muitas vezes regulados por sistemas DRM. Downloads pagos, editoração, confecção de capa, etc.

Nada contra. Mas não podemos esquecer que os sistemas de DRM são, por natureza, contrários ao principio básico da internet: “transportar bits de forma rápida e barata.”

Acredito, portanto, que não será se utilizando de velhas fórmulas que encontraremos uma maneira justa de remunerar os autores por seus trabalhos disponibilizados livremente.


The Future of Ideas licenciado em Creative Commons

22 Janeiro, 2008
O livro “The Future of Ideas” do professor Lawrence Lessig, fundador do Creative Commons, acaba de ser licenciado em Creative Commons. É o que nos informa o próprio professor em seu blog. A licença utilizada foi a Atribuição - Uso Não Comercial. Agora, todos os quatro livros publicados por Lessig estão disponíveis em licenças Creative Commons e podem ser compartilhados e copiados livremente.

Você encontra os outros livros de Lessig nos links abaixo:

1- Code (v1)
2- Code (v2)
3- Free Culture


Revista Nature adota licença Creative Commons para artigos sobre o genoma

10 Janeiro, 2008
A Nature, uma das mais conceituadas revistas científicas do mundo, anunciou recentemente que tornará disponíveis todos os seus artigos sobre o genoma humano licenciando-os em Creative Commons. Os artigos poderão ser livremente copiados por qualquer pessoa, desde que para uso não-comercial. Clique aqui para ler o editorial da Nature, cujos trechos se encontram traduzidos e reproduzidos abaixo:

“Em seu impulso contínuo por tornar os artigos cada vez mais acessíveis, a NPG (Nature Publishing Group) vem envigorar uma licença Creative Commons para o reuso de artigos sobre o genoma. A licença permite a editores não-comerciais, seja de que forma estes sejam definidos, que as versões em pdf e html dos artigos sejam reutilizados. Os usuários são livres para copiar, distribuir, transmitir e adaptar a contribuição, desde que atendendo a propósitos não-comerciais, sujeitos às mesmas ou a similares condições e atribuições da licença.

“Em 1996, conforme avançava o seqüenciamento do genoma humano, atores fundamentais do processo declararam: ‘Foi acordado que toda informação sobre a seqüência do genoma humano, gerada por centros financiados para seqüenciamento humano em larga escala, deverá estar gratuitamente disponível e em domínio público, de forma a fomentar a pesquisa e o desenvolvimento e a maximizar seus benefícios à sociedade’. Tais princípios continuaram a guiar o campo, e a NPG vem consistentemente tornando os artigos sobre o genoma gratuitamente disponíveis. Esta nova licença nos permite formalizar tal compromisso.”

Fonte: BoingBoing

     

Google Books já digitalizou cerca de 65 milhões de livros

7 Janeiro, 2008
O futuro do livro depois que sai do papel

Novas mídias como Google Books estão mudando o livro. Depois de digitalizadas, as obras aumentam seu alcance e ganham funcionalidades.

Por Juliano Spyer

Li na The Economist: o projeto Google Books já digitalizou cerca de 65 milhões de livros. Mas como tudo está sendo feito dentro da lei, o e-book não deve acompanhar a efervescência provocada pelo MP3 e os mecanismos de troca de arquivos. Ainda assim, o livro está mudando mais do que se percebe na superfície, em função das novas mídias.

Faz tempo que essa idéia ronda: por que o livro ainda não é compartilhado como a música e o vídeo? Resposta óbvia: porque ele não vem digitalizado e não pode ser facilmente digitalizado. E as editoras não oferecem o produto nesse formato supostamente por desconfiar de uma solução que facilita a cópia e a disseminação.

Também já faz algum tempo que eu escutei sobre projetos - O principal deles é o Google Books - de digitalizar livros para disponibilizá-los online. Mas não tinha me dado conta da dimensão dessa iniciativa. Segundo a The Economist, doze universidades fecharam acordos para liberar o acesso a seus acervos para a equipe do Google. Só da Universidade da Califórnia em Berkeley, a cada dia, três mil livros ganham versões digitais. E no total já estão prontos cerca de 65 milhões de títulos.

Leia na íntegra

Fonte: http://webinsider.uol.com.br


Comissão Europeia ainda acredita na compatibilidade entre tecnologias de DRM

5 Janeiro, 2008

A Comissão Europeia pretende fazer aquilo que nenhuma entidade privada conseguiu concretizar até hoje: implementar um sistema de DRM realmente transparente para o consumidor e que seja compatível entre os diferentes padrões de tecnologias de Gestão Digital de Direitos.

A proposta faz parte de uma estratégia ontem apresentada por Bruxelas subordinada aos “Conteúdos Criativos Online” que eu fiquei a conhecer através do Marcos Marado que tem como objectivo a criação de um mercado interno único para o licenciamento de músicas e vídeos online, bem como de videojogos.

De acordo com o documento, a Comissão pretende que a indústria de entretenimento disponibilize mais conteúdos online. Outro ponto focado é a necessidade de facilitar o licenciamento de direitos de autor relativos a conteúdos online para todo o espaço comunitário, de modo a que os serviços que pretendam comercializar músicas e filmes via Web não tenham que negociar em cada território nacional com a respectiva sociedade de gestão colectiva.

Contudo, talvez fosse mais desejável que a estratégia se centrasse menos na ideia de ganhar dinheiro com conteúdos – o que na Internet, como se sabe, é uma grande ilusão… - e destacassse a importância do consumo de música e cinema de qualidade na Web - pelo mero valor cultural/estético destas obras e não tanto pelo seu valor comercial.

Seja como for, como a Comissária para a Sociedade da Informação e os Media Viviane Reding assinalou, o documento agora apresentado e que tem vindo a ser trabalhado desde 2006 constitui apenas “um ponto de partida para novas acções da UE para incentivar o desenvolvimento de modelos de negócio inovadores, serviços transfronteiriços e ofertas ‘amigas’ do consumidor.”

Deste modo, a Comissão iniciou ontem um processo de consulta pública que irá decorrer até 29 de Fevereiro. Em paralelo, foi também criado um fórum industrial para discutir a questão. Em seguida, a recomendação será enviada para o Parlamento e o Conselho Europeu de modo a que seja discutida e votada.

 

Fonte: http://remixtures.com


Creative Commons para Trigger Happy

2 Janeiro, 2008


Steven Poole acaba de licenciar através da Creative Commons uma das obras mais citadas da literatura dos videojogos “Trigger Happy: Videogames and the Entertainment Revolution”. Apesar de julgar que o livro aborda a temática com alguma superficialidade, atribuindo-lhe um cariz mais jornalístico do que científico não deixa no entanto de ser uma obra de consulta quase obrigatória para quem pretenda iniciar-se no campo. “Trigger Happy is a book about the aesthetics of videogames — what they share with cinema, the history of painting, or literature; and what makes them different, in terms of form, psychology and semiotics.

Deste modo podem realizar o download gratuito a partir do próprio website de Steven Poole. Se estiverem interessados no download tenham em atenção que “the book is offered under a CC license, for a limited time only. I’m not sure how limited that time will be, so grab it while it’s hot.”

 

Fonte: http://virtual-illusion.blogspot.com


Gilberto Gil fala sobre cultura digital e participa das comemorações dos 5 anos do Creative Commons

17 Dezembro, 2007

 

noticiada no Globo Online, 11 de dezembro de 2007O ministro da Cultura, Gilberto Gil, participará nesta sexta-feira, dia 14 de dezembro, do Seminário Cultural Hotspots em São Francisco, Califórnia, onde debaterá conceitos e trocará conhecimentos e experiências acerca do tema Cultura Digital. Dentre os participantes do seminário estão Lawrence Lessig (Creative Commons), John Perry Barlow (Electronic Frontier Foundation) e Chris Anderson (editor da revista Wired e autor do livro “A Cauda Longa”).O encontro será realizado na Hewlett Foundation e terá como um dos principais destaques a apresentação das políticas do Ministério da Cultura do Brasil relativas aos Pontos de Cultura - atualmente, existem mais de 650 já implantados no país e, até 2010, serão cerca de 20 mil. Parte do incentivo recebido pelos Pontos é utilizado para aquisição de equipamento multimídia em software livre composto por microcomputador, miniestúdio para gravar CD, câmera digital e ilha de edição.

Além do Seminário sobre Cultura Digital, o ministro Gilberto Gil participará de um jantar em comemoração ao quinto aniversário do Creative Commons, projeto criado pelo americano Lawrence Lessig e que funciona como um sistema alternativo de controle de copyright.

Leia mais…Fonte: http://www.culturalivre.org.br/

CULTURA LIVRE EM GUERRA

15 Dezembro, 2007

Por Pedro Alexandre Sanches no http://www.cartacapital.com.br/2005/11/3446

 

A gana em “preservar” o Mickey expõe as entranhas do direito autoral

 

Um advogado entrou em disputa judicial com Mickey Mouse. A estratégia de defesa de Mickey contou com o lobby de um congressista e ex-cantor chamado Sonny Bono, que nos anos 60 integrara a dupla de pop chiclete Sonny & Cher. O camundongo derrotou o advogado Lawrence Lessig na Suprema Corte dos EUA. Parece argumento debilóide de Hollywood, mas é a mais crua “vida real”.

 

A história não só não é ficção como rendeu um livro que, ele próprio, também parece (mas não é) uma peça de ficção. Cultura Livre, escrito de punho próprio por Lessig e lançado em 2004, acaba de ganhar uma edição brasileira, que só pode ser adquirida de uma maneira: gratuitamente.

 

O pó de pirlimpimpim capaz de dar liga a todas essas peças aparentemente inverossímeis é a causa a que Lessig se empenha desde 1997: a luta pela distensão da legislação vigente de direitos autorais (os copyrights, no linguajar em inglês com que são conhecidos e protegidos em todo o planeta). Para o autor, tal legislação caducou e se tornou cerceadora voraz de liberdade de expressão e criação artística neste mundo pós-internet, download, MP3, blog, fotolog etc.

 

Foi essa a causa do confronto aberto entre o homem e o simpático e quase heróico rato gerado em 1928 pela imaginação de Walt Disney. Obedecendo à legislação de proteção de copyright, em 1998, ao completar 70 anos de idade, Mickey adquiriria maioridade e ficaria independente de papai Disney. Cairia em domínio público e passaria a ser livremente manipulável não só pelo conglomerado que seu criador deixou como herança, mas por qualquer um, com qualquer finalidade, comercial ou não.

 

A Disney se apavorou com a idéia de perder a varinha de condão de lucro que as orelhas redondas do camundongo propiciavam por quase quatro gerações. Lessig não conseguiu barrar a aprovação do Ato Sonny Bono no Congresso, que estendeu por mais 20 anos, até 2018, a escravidão de Mickey (e de toda e qualquer obra criativa de faixa etária semelhante). O político Bono morrera pouco antes, e virou nome de lei porque, segundo teria afirmado sua viúva, acreditava que o copyright deveria ser eterno.

 

Segundo defende Lessig em Cultura Livre, não foi a convicção dos congressistas, mas sim um forte lobby econômico que deu vitória à perpetuação da proteção. Em 1790, a primeira lei de copyright estipulou que as criações seriam protegidas por 14 anos; de 1962 para cá, sob pressão de uma indústria cultural em brutal ascensão, houve 11 prorrogações consecutivas, rumo, talvez, à eternidade sonhada por Sonny.

 

De acordo com Lessig, dez dos 13 congressistas empenhados na aprovação do Ato Sonny Bono teriam sido irrigados pela Disney com o máximo de contribuição eleitoral permitida por lei. O conglomerado formado pelas maiores produtoras de cinema e gravadoras de discos dos EUA teria gastado US$ 1,5 milhão em lobby eleitoral em 1998, US$ 200 mil dos quais teriam ido diretamente para contribuições de campanha. “Estima-se que a Disney tenha contribuído com mais de US$ 800 mil para campanhas de reeleição na época”, escreve.

 

O livro esmiúça esse e outros embates entre aqueles que apelida de “guerreiros” e “extremistas” do copyright e o seu próprio grupo, tachado pelos opositores como “esquerdista” e, idem, “extremista”. Defende a idéia avessa, do copyleft e dos chamados Creative Commons, contracorrente que defende, em vez do lema de “todos os direitos reservados”, um outro mais tolerante e maleável, de “alguns direitos reservados”.

 

No percurso, aborda uma série saborosa de exemplos e estudos de caso, demonstrando que os que hoje mais se debatem contra a pirataria on-line fundaram seus próprios impérios na prática da… pirataria.

 

Relembra, por exemplo, que Mickey Mouse veio ao mundo no desenho animado Steamboat Willie, uma paródia do filme Steamboat Bill, Jr., do comediante Buster Keaton, que por sua vez se referia à música Steamboat Bill. Acrescenta que grande parte da obra cinematográfica de Disney (Branca de Neve, Pinóquio, Cinderela…) era apropriação criativa, sem copyright, de contos de fadas de Irmãos Grimm e anexos.

 

“A indústria cinematográfica de Hollywood foi construída por piratas em fuga”, provoca, descrevendo a migração de criadores para a Califórnia, no início do século XX, para escapar ao controle de patentes.

 

Lessig insiste em repetir que não, não é portador de idéias subversivas ou radicais. A necessidade, argumenta, é de que se revise uma legislação pública que, desde o advento da internet, vem abocanhando nacos polpudos antes pertencentes à vida privada dos cidadãos. Coibir com processos milionários adolescentes que fazem troca virtual caseira e não comercial de música seria, para ele, um modo de travestir de suposto interesse público a defesa oligopolista de interesses comerciais privados.

 

Leia na íntegra em http://www.cartacapital.com.br/2005/11/3446

 

Ou faça o Download do Livro Cultura Livre de Lawrence Lessig legal e gratuitamente na sessão ebooks.


Arquitetando! Creative Commons

12 Dezembro, 2007

Artigo de Guilherme Dutra sobre Creative Commons:

“Recentemente estive pesquisando à respeito do Creative Commons e soluções alternativas para a questão dos direitos autorais. Com o grande impulso da internet e das mídias digitais, o compartilhamento e distribuição de arquivos tornou-se cada vez mais popular. Essas novas mídias, como se sabe, possibilitam a livre distribuição de músicas, filmes e outros conteúdos pela internet, sem a necessidade de se pagar por isso. Está aí então instalada a polêmica: como os artistas e produtores culturais receberiam por suas obras distribuídas na internet? A distribuição gratuita de mídia pela internet prejudica os autores e produtores? Downloads grátis e mídias pagas, baixadas ou não, podem conviver harmoniosamente?”

Destaque:

“As mídias digitais e o compartilhamento de arquivos são o futuro, e quando o futuro chega devemos aprender a lidar com ele, e não ignorá-lo sem ao menos uma reflexão mais madura.”

 

Por: Guilherme Dutra em Arquitetando!    Leia na íntegra no blog do autor.

Fonte: Arquitetando!


Marvel e DC contra a pirataria; SLG apóia scanners

11 Dezembro, 2007

Assim como os esforços da indústria fonográfica em impedir o download de músicas em redes de compartilhamento “ilegais” - que já fecharam uma série de grandes servidores desde o primeiro caso de distribuição de material em massa, o Napster – as grandes companhias de quadrinhos, Marvel e DC Comics, entraram com um recurso legal para fechar o fórum de discussão Z-Cult FM, um grande centro de distribuição de scans (HQs escaneadas, prontas para download).

 

O grupo de scanners (pessoas que escaneam HQs e outros materiais impressos) DCP (Digital Comics Preservation) foi um dos que recebeu o aviso. Eles são os maiores uploaders no Z-Cult FM. Um de seus membros, que utiliza o apelido de Oroboros, chegou a declarar no próprio fórum que seu grupo pararia de utilizá-lo.

 

A ação das editoras coincide com o lançamento de seus portais online pagos. O Zuda Comics, da DC, estreou no fim de outubro distribuindo apenas materiais autorais exclusivos. No começo de novembro foi a vez da Casa das Idéias estrear seu portal, o Marvel Digital Comics Unlimited, que conta com mais de duas mil e quinhentas HQs do acervo em papel da editora.

 

Hoje, a distribuição de scanners abrange todo o mercado de comics estadunidense. Além da Marvel e da DC, as grandes Image e Dark Horse dividem espaço com independentes como Dynamite, Top Shelf, Fantagraphics, Avatar Press e muitas outras, além de raridades e HQs antigas nas “prateleiras virtuais” dos servidores e comunidades de scan.

 

Muito já foi debatido pela imprensa especializada e por quem trabalha no mercado editorial. As opiniões se dividem. Joe Quesada e Dan Didio, respectivamente editores da Marvel e da DC, já declararam que o scan não é prejudicial às vendas de HQs, e sim outros fatores, como games, tentativas mal-sucedidas de mudanças (como os eventos A Morte do Superman e a Saga do Clone do Homem-Aranha, para citar dois exemplos), entre outros fatores. Outros, como o autor Dan Slott – que chegou a repudiar os scans na época em que escrevia Mulher-Hulk (leia mais aqui), levantam uma bandeira contra a preservação digital dos quadrinhos.

 

Poucas horas depois, o fórum respondeu oficialmente que os servidores voltariam a funcionar devido a demanda de downloads. Serj, o administrador do Z-Cult FM, alegou que, “porque o fórum está em um servidor fora dos EUA, as leis estadunidenses presentes nos documentos não se aplicam a ele”.

 

A editora independente SLG (Slave Labor Graphics), aproveitou para declarar o apoio ao Z-Cult FM, liberando o download gratuito de todo o material que publica, exceto os que foram lançados em parceria com a Disney, “por motivos óbvios”, como declarado em comunicado no site da SLG. São eles: Gargoyles, The Haunted Manssion, Tron e Wonderland.

 

A SLG declarou o ato como uma forma de expandir a visibilidade de seu site pago Eyemelt. O comunicado oficial ainda explica que a editora acredita em um mercado pago de quadrinhos, prova de uma distribuição mais abrangente do material.

 

A Marvel e DC Comics não avançaram no debate com o Z-Cult FM, que segue funcionando normalmente. A ação de ambas as editoras ainda é outro caso isolado da luta contra os scans, que pouco a pouco começa a tomar forma, seguindo os passos de outros debates envolvendo avanços tecnológicos e reprodução em massa, sem pagamento de direitos autorais. Mais uma vez, há um movimento independente que surge em apoio. Não será uma discussão breve sobre o assunto.

 

A Marvel Comics é uma das principais editoras de quadrinhos nos EUA, com personagens como Homem-Aranha, X-Men, Quarteto Fantástico, Hulk, Capitão América, Homem de Ferro, Thor e Demolidor. A empresa foi fundada em 1939 como Timely Publications e era conhecida como Atlas Comics na década de 1950. O lançamento do Quarteto Fantástico por Stan Lee e Jack Kirby e outros personagens no início da década de 1960 foi um marco importante para o sucesso que continua até hoje.

 

A DC Comics é atualmente uma das maiores editoras de quadrinhos nos EUA, conhecida por ser a casa de famosos super-heróis como Batman, Superman, Mulher-Maravilha, Lanterna Verde, Flash, Homem-Borracha, entre outros. Junto com sua linha adulta, Vertigo, e a linha Wildstorm, oferece diversidade para todas as idades. A DC produz mais de oitenta títulos por mês e cerca de mil por ano. Também é uma das mais antigas empresas do ramo, ultrapassando sessenta anos de publicação contínua.

 

A Slave Labor Graphics (SLG) Publishing é uma editora norte-americana de quadrinhos independentes fundada em 1986, por Dan Vado. Boa parte de seus títulos trazem temática gótica ou de humor negro, como Lenore, Gloomcookie, Nightmares & Fairy Tales ou Johnny the Homicidal Maniac. Em 2005, a editora firmou um contrato com a Disney para produzir quadrinhos baseados em franquias como Mansão Mal-Assombrada, o desenho animado Gárgulas, o filme Tron e Wonderland, que traz personagens do clássico Alice no País das Maravilhas.

 

Clique aqui para discutir o assunto fórum do HQManiacs.

 

Por : Artur Billy Batson

 

Fonte: http://hqmaniacs.uol.com.br/


Curiosidades da Internet

10 Dezembro, 2007

Na busca por oportunidades em empresas de sucesso, candidatos estão buscando todas as alternativas. Fábio Ricota criou um site, chamado “Eu quero trabalhar no Google“. O intuito do candidado é mostrar seu perfil, currículo e sua trajetória para os curiosos de plantão. Tem vídeos, projetos, frases desesperadas e diversas formas de utilização da marca do google e das ferramentas. Tem até um link para o google maps, com a localização do cara.

Assim como toda moeda possui dois lados, existe também um candidato a “não trabalhar no Google”. Ricardo Alamino escreveu um artigo intitulado “Eu não quero trabalhar no Google“. Além de uma foto cômica, tem vários argumentos contra a ídeia de trabalhar na mega empresa e ainda um aviso: “Google, nem pense em me contratar”. Sinceramente, eu estou com ele :-P


Gmail agora toca MP3

7 Dezembro, 2007

A notícia é velha mas eu não sabia…

O Gmail agora tem um player de áudio integrado. Graças ao Google Video, a equipe que cuida do serviço de emails gratuito do maior portal de buscas do mundo nem teve tanto trabalho para integrar aNovidade ao sistema. A interface é a mesma, o player é idêntico.

 

Agora, ao receber arquivos de áudio — podcasts, por exemplo –, note que, além de poder fazer o download do mesmo, você também pode optar por simplesmente reproduzi-lo (”Play”). Ao clicar neste link, uma nova janela é aberta, mais ou menos como esta:

 

Gmail Audio

 

Se poder ver previews de imagens já era uma mão-na-roda, agora o serviço está ainda mais completo e ainda mais multimídia. O Gmail se mostra cada dia mais como a melhor e mais sólida opção para quem quer e precisa usar webmail. Já pensei algumas vezes em passar a usar o serviço POP disponibilizado pelo próprio Google junto com o Mail.app do Mac OS X, mas voltei atrás ao pensar nas incríveis funcionalidades que ele me oferece e, é claro, no fato de que posso acessá-lo de qualquer lugar do mundo, de qualquer computador.

 Por Rafael Fischmann

Fonte: http://macmagazine.com.br/


Japão na vanguarda dos ebooks. Adivinhem o tema preferido

7 Dezembro, 2007

Uma enfermeira japonesa está vendendo mais que Dostoievsky. E não é a única. Dos 10 campeões de vendas, com média de 400.000 exemplares (físicos) vendidos, metade são keitai shousetsu, livros escritos em celular.

 

A moda pegou, revelando um monte de escritores despretensiosos que estão ganhando uma baba, com histórias de e para meninas adolescentes, bem no estilo japonês. Um campeão de vendas é Koizora (Love Sky), que conta a linda história de uma colegial que foi atacada, passou por um estupro coletivo e engravidou. A típica historinha edificante (tm Borbs) adorada pelas japinhas. Vendeu 1.2 milhão de exemplares.

 

Leia na íntegra

 

Fonte: http://www.meiobit.com/


ISO aprova PDF como padrão internacional de documentação eletrônica

6 Dezembro, 2007

O formato Portable Document Format (PDF) 1.7, da Adobe, foi aprovado como padrão internacional pela Organização Internacional de Padrões (da sigla em inglês, ISO), de acordo com um executivo da empresa.

“A Adobe recebeu confirmação que a votação da aprovação do PDF 1.7 como padrão ISO 32000 ganhou por 13 votos contra 1″, escreveu Jim King, cientista-sênior e arquiteto do PDF dentro da Adobe, em post no seu blog nesta terça-feira (04/12).

Após anunciar sua intenção de fazer o PDF um padrão em janeiro, a Adobe submeteu o formato ao Comitê Técnico da ISO em julho.

Anteriormente, trechos especializados do PDF, como PDF/Archive e PDF/Exchange, foram aprovados como padrões pela ISO. A aprovação do PDF 1.7 servirá como um “padrão guarda-chuva” que ajudará a unificar todas as funções certificadas anteriormente.

A ratificação do PDF como padrão ISO significa que a Adobe dá um pouco do seu controle sobre o desenvolvimento de versões futuras. Ao invés de definir o caminho futuro do PDF sozinha, a empresa será apenas mais uma das envolvidas nas decisões de como um padrão se desenvolve.

Leia na íntegra em http://idgnow.uol.com.br/computacao_corporativa/2007/12/05/idgnoticia.2007-12-05.6051373064/

 

Fonte: http://idgnow.uol.com.br/


O que está acontecendo com o código aberto nos telecentros de São Paulo?

6 Dezembro, 2007

Lembra das notícias recentes sobre os telecentros da maior cidade do país? No espaço de 1 mês, foram 3 em seqüência por aqui. Primeiro soubemos via Estadão que o código aberto está para ser substituído pelo Vista nos telecentros de São Paulo, e na ausência de justificativas mais sólidas, os responsáveis declararam que a principal razão era a inclusão de deficientes visuais que, segundo a prefeitura, “não se acostumam ao Linux”. Segundo os cálculos do Estadão, o dispêndio da prefeitura para permitir rodar o Vista nos telecentros existentes seria suficiente para a compra de micros e servidores para 35 telecentros.

 

Em seguida veio a manifestação do colunista Luis Nassif criticando a migração de Linux para Windows nos telecentros, e logo depois a notícia de que 49 telecentros do estado de SP seriam transferidos para a prefeitura da capital.

 

Em paralelo, vêm surgindo rumores (não confirmados - e um posicionamento oficial sobre eles seria muito bem-vindo) de que a mudança de sistema operacional não é a única novidade no âmbito dos telecentros da capital paulista: haveria outra iniciativa em estudo para contratar uma empresa para ministrar treinamentos de softwares da Microsoft usando a estrutura dos telecentros, que possivelmente precisaria ser ampliada (quem sabe absorvendo mais telecentros do governo do estado?) para dar conta dos números definidos no contrato.

 

Leia na íntegra em http://stoa.usp.br/gnusp/weblog/11282.html

 

Fonte: http://stoa.usp.br/


Dica para resolver TODOS os problemas de navegação do Internet Explorer

4 Dezembro, 2007

Aqui vai um dica danada de boa para resolver TODOS os problemas de navegação do Internet Explorer!

A Primeira coisa a fazer, ainda com o IE aberto é baixar o FireFox, depois de instalado, abra-o e useo no lugar do IE e nunca mais use o IE. Pronto. Seus problemas de navegção estão resolvidos.

O Firefox é mais seguro, tem um monte de recursos é gartuito e código aberto!

O IE não é tão seguro, não tem recursos, é pago e não é código aberto!

hmmmm… que difícil decidir!

Informações:

O Internet Explorer é um navegador de internet gráfico feito pela Microsoft e vem integrado com o Windows. Mesmo sendo, de longe, o browser mais usado, desde 2004 ele vem perdendo, aos poucos, popularidade para outros como o Mozilla Firefox, seu rival open source desenvolvido pela Mozilla Foundation.

Última versão do melhor navegador do mundo!

O FireFox foi criado pelo mesmo fabricante que desenvolve um navegador pouco conhecido se comparado a ele — o Mozilla — que leva o próprio nome da empresa. Ao longo do tempo o Firefox desenvolveu-se como um dos mais importantes da Web, atingindo o ápice de recursos e qualidade nesta nova versão.

Novidades

Assim como seu principal concorrente, o Internet Explorer 7, o novo Firefox 2.0 apresenta um filtro anti-phishing para evitar a ação de websites fraudulentos.

O novo Firefox também conta com um sistema de recuperação de páginas e conteúdos digitados caso aconteçam incidentes, como: desligamento ou travamento do computador, queda de luz ou internet etc. Dessa forma, toda vez que você o inicia, ele pergunta se é desejado a recuperação dos websites.

Outro recurso é a integração dos feeds RSS e XML dentro do próprio programa, além da correção gramatical (Clique Aqui para baixar o dicionário em Português - Brasil) dentro de textos digitados em páginas da Web!

Diferença

Qual o grande segredo do Firefox?

Simplicidade, rapidez, segurança e praticidade! Pré-requisitos para um navegador, não é? Pois bem, o Firefox não é apenas um navegador, e sim um ótimo navegador, portanto suas qualidades se sobressaem. Ele é baseado em um conjunto de novas tecnologias que procura tornar a experiência de navegar na Internet melhor e mais rápida.

Download:

  • Download Mozilla Firefox Linux

  • Download Mozilla Firefox Windows 2000

  • Download Mozilla Firefox Windows 2003

  • Download Mozilla Firefox Windows 98

  • Download Mozilla Firefox Windows Me

  • Download Mozilla Firefox Windows NT

  • Download Mozilla Firefox Windows Vista

  • Download Mozilla Firefox Windows XP

  • Download Mozilla Firefox Mac OS X

  •  


    Receitas geradas pelos concertos poderão ultrapassar vendas de gravações de música

    3 Dezembro, 2007

    Esta é pelo menos a conclusão do economista Will Page da MCPS-PRS Alliance, uma sociedade de gestão de direitos de autor britânica que representa os interesses de compositores e editores de música que prevê que as receitas geradas pelos concertos venham a ultrapassar as geradas com as gravações de música, caso as tendências actuais se mantenham.

    Num estudo publicado na mais recente edição da newsletter da Music Ally (apenas acessível a membros), Page avisa contudo “um número insuficiente de dados faz com que seja quase impossível tentar atribuir um valor financeiro ao setor de música ao vivo”. Apesar disso, acrescenta, “se estas tendências atuais continuarem (e isto é um grande ‘SE’)” a música ao vivo irá tornar-se uma indústria de maior dimensão que o sector do disco na Grã-Bretanha “dentro dos próximos três anos.”

    Vale a verdade que para a esmagadora maioria das bandas de pequena e média dimensão o dinheiro com origem nas digressões sempre representou maiores ganhos que o dinheiro obtido com a percentagem das vendas dos discos.

    Fonte: http://remixtures.com/


    Compartilhar arquivos: é música para nossos ouvidos

    30 Novembro, 2007

     

    Você está cansado de ser tratado como um criminoso por compartilhar música online?

    Então proteja seus direitos: junte-se a EFF


    Copyfarleft & Copyjustright? Dmytri Kleiner

    29 Novembro, 2007

    Link para o Artigo de Dmytri Kleiner com tradução de Raphael S. Andrade sobre as implicações das licenças autorais, tanto “de direita”, quanto “de esquerda”.

    Kleiner é ( obviamente ), um tanto quanto tocado pelo marxismo, contudo, comenta vários pontos interessante e elementais sobre a propriedade intelectal.

    [ trecho ]

    Os desafios ao copyright tradicional resultantes das aplicações de peer-to-peer, software livre, partilha de ficheiros e arte apropriativa provocaram um vasto debate sobre o futuro do copyright. Dmytri Kleiner usa as críticas actuais da propriedade material oriundas da esquerda como base de apoio da produção artística copyleft e pergunta de que modo é que os artistas poderão ganhar o seu sustento no interior do regime de copyright vigente.

    Na área do desenvolvimento de software o copyleft demonstrou ser um instrumento formidavelmente eficaz de criar um commons de informação que beneficia amplamente todos aqueles cuja produção depende dele. Contudo, muitos artistas, músicos, escritores, cineastas e outros produtores de informação permanecem cépticos quanto à possibilidade de um sistema baseado no copyleft onde todos possam reproduzir as suas obras lhes assegurar um meio de subsistência.

    As licenças copyleft garantem a liberdade da propriedade intelectual ao exigirem que a reutilização e a redistribuição da informação seja regulada pelas “quatro liberdades”, a liberdade de usar, estudar, modificar e redistribuir.

    Contudo, a propriedade é inimiga da liberdade. É a propriedade, a capacidade de controlar à distância os bens de produção, a capacidade de “possuir” algo empregue para uso produtivo por outra pessoa que possibilita a subjugação de indivíduos e comunidades. Onde a propriedade é soberana, os proprietários da propriedade escassa podem negar a vida ao negarem o acesso à propriedade. Quando não negam totalmente a vida, então transformam os vivos em escravos por um salário que não ultrapassa os seus custos de reprodução.”

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    Banco Interamericano de Desenvolvimento adota licenças Creative Commons e open source

    29 Novembro, 2007

    O Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), através de seu Programa de Inovação em Tecnologia da Informação e Comunicação para o Comércio Eletrônico e Desenvolvimento das Pequenas e Médias Empresas (ICT4BUS), incorporou à sua política de direitos autorais o uso de licenças alternativas para os softwares desenvolvidos através de projetos financiados pelo Banco.

    Uma vez concluído o projeto financiado pelo ICT4BUS, a entidade executante poderá solicitar ao Banco o outorgamento de uma licença sobre o software desenvolvido. Este será, então, disponibilizado sob uma das licenças Creative Commons ou open source.

    Fonte: http://www.culturalivre.org.br/